O Fruto do Espírito – 2

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Este é o segundo de 4 sermões de John MacArthur sobre Fruto do Espírito. Veja detalhes e links no fim do texto.


Estamos olhando para uma seção das Escrituras intitulada “Andando pelo Espírito”. Gálatas 5 diz:

16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.
17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.
19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções
21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

Percebemos que andar no Espírito é uma ordem, conforme vemos nos versículos 16 e 25. O texto também trata de um conflito que enfrentamos para obedecer a essa ordem: a luta da carne contra o Espírito (v.17). Mesmo tendo nascido novamente, habitamos um corpo que se inclina ao pecado. E o Espírito milita contra a carne. A vida cristã é uma batalha, uma guerra. Estamos em uma guerra. Depois da menção do conflito nos versículos 17 e 18, vem um contraste entre as obras da carne, versículos 19 a 21, e o fruto do Espírito, versículos 22 e 23.

Desde o último sermão, estamos olhando para o fruto do Espírito. Não podemos tentar viver a vida cristã por esforço carnal, porque o que a carne produz é uma longa lista de iniquidades. A vida cristã não é um esforço carnal por moralidade. A única maneira possível de se viver uma vida que satisfaça a Deus é andar pelo Espírito. Nada que você faça em sua carne agrada a Deus.

Na carta aos Gálatas, Paulo exorta aquelas pessoas para que não regredissem para um falso evangelho de esforços, rituais religiosos, regras, leis e cerimônias. Todos os seus melhores esforços na carne somente produzem pecado. É somente o Espírito que produz frutos santos. Portanto, este é um chamado para andar pelo Espírito. Dar um passo de cada vez na vida, na direção que o Espírito de Deus ordenou como revelado na Palavra de Deus; e Ele promete capacitar esse tipo de obediência.

Antes de tudo, vamos fazer uma rápida revisão do que vimos na última vez. Lembro que o termo mais comum para se referir a um seguidor de Cristo é “cristão”. Temos responsabilidades cristãs, deveres cristãos, leis cristãs, mandamentos cristãos e atitudes cristãs.

“Cristão” é uma palavra-chave para nos identificar. Foi usada pela primeira vez por pagãos que zombavam dos seguidores de Cristo. O termo é um diminutivo para Cristo: “pequenos cristos”. Eles pensavam que era uma maneira de ridicularizar as pessoas; mas na verdade era um elogio bastante nobre dizer para aqueles irmãos que eles eram pequenos cristos. E o Novo Testamento usa muito isso. Somos chamados cristãos, e isso é porque somos semelhantes a Cristo. Estamos seguindo a Cristo, estamos nos esforçando para levar Sua imagem, revelar Seu caráter, por isso somos cristãos.

Outra palavra muito comum para nós no Novo Testamento é “discípulo”. Mais comumente usada nos quatro Evangelhos e no livro de Atos. A palavra grega traduzida como “discípulo” significa “aprendiz”. Somos aprendizes de Jesus Cristo; sentamos aos Seus pés e aprendemos com Ele. Ele é nosso Senhor e Mestre.

Também somos chamados de “irmãos”. Isso significa dizer que estamos em uma família. Não somos apenas pequenos cristos, não somos apenas aprendizes de Cristo, também somos membros da família de Deus. Nascemos de novo na família de Deus e fomos adotados na família de Deus pela escolha do próprio Deus. Ele fez isso para nos tornar filhos e herdeiros.

E há outro termo com o qual nós devemos nos familiarizar: escravos. A palavra grega é “doulos”. Essa palavra aparece 125 vezes no Novo Testamento; e, infelizmente, quando é usada para se referir aos crentes, é frequentemente traduzida como “servo”. Mas “doulos” não é a palavra para “servo”, mas para “escravo”. Damos obediência voluntária, amorosa e fiel àquele que nos possui, que nos comprou, que nos provê, que nos protege. Ele é nosso Senhor; nós somos felizes como Seus escravos.

Somos pequenos cristos, aprendizes e discípulos de Cristo. Somos irmãos e irmãs da família de Deus, nascidos e adotados nessa família. Somos escravos de nosso Senhor e Mestre, e é uma escravidão alegre e voluntária.

Mas aqui é o que eu quero focar. Há outra palavra, e é a palavra que é usada com mais frequência para descrever os crentes nas Epístolas e no livro do Apocalipse. Então, desde o momento em que você entra em Romanos e vai até o final de Apocalipse, mais frequentemente somos chamados de “santos. A palavra grega traduzida como “santos” aparece mais de 200 vezes no Novo Testamento.

É triste dizer que essa palavra foi deturpada e cooptada pela Igreja Católica Romana, que decidiu que ser santo era algum tipo de conquista rara e que cabe aos membros de algum conselho da igreja católica votar para estabelecer se alguem é um santo ou não. E o critério usado são milagres verificáveis. Assim, a palavra “santo” usada na Bíblia para identificar aqueles que nasceram de novo foi usurpada pela liderança religiosa catolica, que a transformou num título para ser concedodo a alguém que preenche certos requisitos.

Eu nem gosto de ser chamado de reverendo, muito menos de santo, em função do sentido que foi dado pela Igreja Católica Romana. Mas “santo” é uma palavra biblicamente usada para descrever os crentes em Cristo. É um grande ato de misericórdia divina nos chamar de santos pela imputação da justiça de Cristo em nós. Veja alguns exemplos:

Paulo, escravo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus… A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (Rom. 1:1,7).

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus. (Efésios 1:1).

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos, graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai. (Colossenses 1:1-2).

Segundo Tessalonicenses, capítulo 1, “Paulo, Silvanus e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses”. E no verso refere-se ao retorno de Cristo “quando Ele vier a ser glorificado em Seus santos naquele dia”. Primeira Timóteo 5, fala sobre viúvas, versículo 10: “Uma igreja deve ser cuidada pela igreja se ela lavou os pés dos santos”.

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus (I Pedro 2:9)

A primeira carta aos Coríntios foi escrita por Paulo com o objetivo de exortar a igreja sobre certos pecados em Corinto. É uma carta longa, havia muitas coisas erradas e terríveis, tais como divisão, discórdia, desunião, peleja, contenda, orgulho, amargura, pecados de todos os tipos, irmão brigando contra outro perante juízes, imoralidade etc. Mas observe como Paulo começa essa carta:

Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes, à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso (1 Coríntios 1:1-2).

Não é o seu comportamento que lhe rendeu o direito de ser um santo. Você não é santo porque alguém considerou que você é santo. Você é chamado para ser santo, e é um chamado verdadeiro, um chamado eficaz. E você nasceu de novo, você é santo, apesar de suas fraquezas.

No verso 3:17 ele diz que somos templo de Deus e que o templo de Deus é santo: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é santo”. Eles são, apesar de seus pecados, santos. E assim, por toda a carta isto é repetido.

Há uma conclusão: a salvação leva à santificação. Se você é salvo, você é um santo. Por isso Hebreus 10:10 diz: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”. Atos 26:18 diz que a fé em Cristo produz santificação.

Santificação é a obra de Deus iniciada na salvação. Ele não apenas perdoou nossos pecados, mas também nos fez novas criaturas. Você nasceu de novo, você tem uma nova natureza. II Coríntios 5:17 diz que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. E uma vez que Deus começou, Ele completa sua obra. Ele realizará o que começou. Paulo disse ao irmãos em Filipos: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”. (Filipenses 1: 6).

É obra do Espírito Santo iluminar as Escrituras e capacitar o crente à obediência. Essa é a obra do Espírito Santo. Você é um santo e, ao estudar a Palavra de Deus, o Espírito ilumina a Palavra de Deus e depois fortalece a aplicação da Palavra de Deus nos padrões de obediência.

À medida que crescemos, enfrentamos tropeços, não somos perfeitos, é Deus quem nos justifica e nos identifica como santos, não há mérito em nós. O crescimento de nossa santidade é proporcional à nossa exposição à Palavra de Deus, sob a obra iluminadora do Espírito. Tudo isso resulta em obediência. Mas quando fraquejamos em nossa comunhão com Deus e com Sua Palavra, a carne ganha força e o processo de santificação é interrompido.

A maturidade espiritual é um processo lento. A espiritualidade é a experiência de um momento. Você pode vir a Cristo em um momento, mas a maturidade é o resultado final da experiência dominante de andar no Espírito. É isso que produz maturidade. Então, quando você vê um crente maduro, que manifesta a semelhança de Cristo e o fruto do Espírito, saiba que Ele tem sido cheio com o Espírito Santo, está caminhando pelo Espírito por um longo tempo para atingir a verdadeira maturidade. Assim, o trabalho de santificação começou quando você foi salvo; você se tornou um santo. Agora você precisa viver sua santidade.

Agora, deixe-me comparar por um momento ser cheio do Espírito e caminhar pelo Espírito. Efésios 5:18 diz: “E não vos embriagueis com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espírito”. Se esta for a nossa experiência, os versículos posteriores especificam os frutos que serão visíveis em nossas vidas:

19 Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,
20 Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

Ou seja, estaremos o tempo todo com um coração cheio de amor, alegria, adoração, gratidão e humildade. Cristo será expresso em nossas vidas diante de um mundo em trevas. E os versículos seguintes continuarão mostrando a obediência que resulta de tudo isso, tal como mulheres cheias do Espírito se submetendo a seus maridos; maridos cheios do Espírito amando suas mulheres como Cristo amou a igreja; filhos se sujeitando e honrando seus pais; pais amando seus filhos e os criando na disciplina e instrução do Senhor e etc.

Quando um santo é cheio do Espírito, ele manifesta adoração, gratidão, humildade; e todos os relacionamentos se tornam o que deveriam ser. Pessoas cheias de Espírito têm casamentos que honram a Deus, famílias que honram a Deus e até relacionamentos externos que honram a Deus. Ser cheio do Espírito significa simplesmente viver sob o controle do Espírito.

Agora vamos voltar ao capítulo 5 de Gálatas e dar uma olhada no fruto do Espírito novamente. O fruto do Espírito é a prova do verdadeiro cristianismo, é a evidência de que você é um verdadeiro cristão. Se tudo o que se manifesta em sua vida é o que está nos versículos 19 a 21 (as obras da carne), o final do versículo 21 diz: “Você não herdará o reino de Deus”.

A prova do verdadeiro cristianismo é uma santidade manifesta habitual que aparece nessas virtudes nos versículos 22 e 23: amor, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Não são como itens separados, que você escolhe qual vai manifestar, eles são como um buquê, eles se manifestam sendo um só fruto.

Na vez passada conversamos sobre amor e alegria, agora vamos avançar para o terceiro elemento: a paz.

Paz é tranquilidade na alma. É a experiência do cristão cheio do Espírito ou que anda no Espírito. A Palavra identifica frequentemente Deus como o Deus de paz. Ou seja, Ele em Si é a paz perfeita. Assim, não há ansiedade em Deus, não há medo em Deus, não há preocupação em Deus e não há dúvida em Deus. Há uma calma perfeita. Ele está no controle total e é a fonte de fornecer essa calma. As Epístolas oferecem uma saudação familiar: “graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”. Para ter a paz real você só pode obtê-la de Deus.

Objetivamente, quando falamos de paz, estamos falando do relacionamento do cristão com Deus. Ou seja, nós éramos inimigos de Deus e estávamos sob seu julgamento e ira. Mas fomos reconciliados com Deus e agora temos paz com Deus. Não estamos mais em guerra com Deus, nem Ele conosco. Nós temos paz com Deus; isso é objetivo, é histórico, é fato.

Subjetivamente, como temos paz com Deus, experimentamos paz em todas as tempestades e provações da vida. A paz com Deus traz a paz de Deus. Agora que fiz paz com Deus, Ele é meu Pai e protetor; Cristo é meu Senhor; o Espírito de Deus é meu instrutor, minha segurança e minha segurança para o futuro. Deus cumprirá todas as Suas promessas. Eu sou Seu filho para sempre. Já que há paz com Deus, agora tenho a paz de Deus inundando minha alma.

Romanos 5:1 diz que justiçados pela fé “temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. É por isso que em Efésios 6:15 é dito que o evangelho é chamado evangelho da paz. Jesus construiu nossa paz com Deus e trouxe a paz de Deus a nós. Romanos 15:13 diz: “Que o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz”. II Tessalonicenses 3:16: “Ora, o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz em todas as circunstâncias”.

É a tranquilidade da alma. A alegria é uma espécie de exuberância da alma sobre tudo o que o Senhor fez por nós, a exuberância que é liberada quando sabemos que tudo o que precisamos é nosso. A paz é outra maneira de explicar um tipo diferente de emoção. É essa calma confiante que elimina todo medo, dúvida, preocupação, ansiedade. Em João 14:1, Jesus disse aos discípulos:

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

Novamente, assim como o amor e alegria, a paz não tem relação com as circunstâncias. É um coração pacífico resultante na confiança nas promessas de Deus, no poder de Deus e no propósito de Deus. É assim que devemos viver nossas vidas, com perfeita calma e paz. Isso não significa que você deva se sentir confortável quando pecar; não estamos falando sobre isso. O que a Palavra de Deus está nos dizendo é que, se você está andando no Espírito, e não na carne, não importa o que aconteça; você experimentará paz perfeita.

Quem é nosso exemplo de paz? Em Marcos 4:35 Jesus está com Seus discípulos no mar da Galileia, e uma tempestade chega no fim da tarde. Ele diz: “Passemos para o outro lado”. Deixando a multidão, levaram Jesus junto com eles no barco. Surgiu um vendaval feroz, uma tempestade muito forte, ondas gigantes enchiam o barco de água. Jesus estava na popa, dormindo na almofada, na parte de trás desse barco. Mesmo o barco sendo açoitado pela fúria do vento e do mar, Ele estava dormindo tranquilamente. Isso realmente é paz no meio de uma tempestade.

No verso 38 diz que os discípulos, apavorados, acordaram Jesus e disseram: “Mestre, não te importa que estejamos perecendo?”. O barco estava afundando. Mas Jesus estava em perfeita calma. O verso 39 diz: “Jesus, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança”. Jesus se voltou aos discípulos e disse: “Por que vocês estão com medo? Vocês ainda não tem fé?”. Eles ficaram ainda mais temerosos e disseram um ao outro: “Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41).

Jesus dormia profundamente, em perfeita tranquilidade, no meio de uma tempestade que ameaçava matar a todos. Esse é o tipo de confiança que Ele tinha nos propósitos de Seu Pai. Ele sabia que o Pai tinha um plano e o cumpriria. A Confiança em Deus elimina o medo.

Em Filipenses 4:9 diz que a paz de Deus será convosco. No verso 7 fala que a paz de Deus não pode ser compreendida pela mente natural, ela excede qualquer entendimento racional. Não há explicação humana para isso. A psicologia não pode compreender isso. É a própria paz que vem de Deus. É a paz que pertence a Deus e foi manifestada em Cristo. Em João 14:27 Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”.

O fundamento dessa paz é a firme confiança na promessa de Deus. Foi exatamente essa confiança que Jesus manifestou em todo seu ministério terreno. Essa paz nos liberta de toda ansiedade.

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus (Filipenses 4:6-7).

A ansiedade é substituída pela oração com ação de graças, resultando em uma alma inundada pela paz de Deus que guarda o coração e a mente. É uma ordem para não ficarmos ansiosos, mas para orarmos com confiança, crendo na provisão da paz de Deus.

Como vimos em Colossenses 3:15, fomos chamados também para a paz de Deus, e essa paz deve reinar em nossos corações e produzir gratidão. Você sabia que foi chamado à paz? Você sabia que foi chamado para viver sem ansiedade? Que foi chamado para deixar que a paz de Cristo reine em seu coração? Tiago 3:17-18 diz:

A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.

Um coração em paz promove a paz. Em Mateus 5:9, Jesus disse: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Você é um pacificador? Você é um canal de promoção da paz? Seu coração está em paz o tempo todo em qualquer situação? É assim que devemos ser identificados.

Se estivermos cheios do Espírito, andando no Espírito, viveremos em paz, promovendo a paz e livres de toda ansiedade. Seremos promotores da paz e não causadores de perturbações. Não há como ser um verdadeiro cristão e não viver assim.

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz (II Pedro 3:14).

Se Cristo viesse agora, você seria encontrado em paz com seu cônjuge, sua família, seus amigos, pessoas com quem trabalha? Você é um pacificador.? As pessoas que andam no Espírito mostram o buquê de amor, alegria, paz e muito mais.

Em João 14:27, Jesus disse “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Como essa paz chega até nós? Versículo 26: “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”. O Deus da paz enviou Seu Filho; Seu Filho nos deu Sua paz; ela é distribuída a nós pelo Espírito Santo.

Todas essas coisas vêm do Espírito de Deus. Se você está andando no Espírito, é manifestamente cheio de amor, alegria e paz em todas as circunstâncias. Isso é o Reino de Deus. Romanos 14:17 diz: “O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.”


Esta é uma série de  sermões de John MacArthur sobre o Evangelho de Marcos. Veja abaixo os links dos sermões já publicados.


Este texto é uma síntese do sermão “The Fruit of the Spirit, Part 2″, de John MacArthur em 20/05/2018.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/48-37/the-fruit-of-the-spirit-part-2

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


Leia também: A Estabilidade Espiritual – 1


 

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