Privilégios Espirituais – 3

Imprimir

Este é o terceiro de uma série de 4 sermões de John MacArthur sobre os privilégios espirituais dos crentes em Cristo. Veja os links no final do texto.

Tema do 3º sermão: O que faz um sacerdote 


Vamos abrir a Palavra de Deus em I Pedro 2:4-10. É maravilhoso compartilharmos juntos, reunirmo-nos e regozijarmo-nos como nesta noite. Mas o centro e o foco é sempre a Palavra de Deus. Esta é a terceira vez que estamos falando dos privilégios espirituais descritos pelo apóstolo Pedro. Não estamos falando dos deveres espirituais, mas dos privilégios espirituais que temos em Cristo. São muitos, profundos e ricos privilégios. Não tenho pressa alguma em tratar desta porção na grande epístola de Pedro.

4 Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,
5 também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
6 Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.
7 Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular
8 e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.
9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.

É maravilhoso viver na confiança de que Deus abençoa Seu povo. Quando Deus envia bênçãos, o Seu alvo é sempre Seu povo. Ele é o Deus que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo Jesus, diz Efésios 1:3. Deus julga os ímpios, mas Deus abençoa Seus filhos. Ele nunca fica confuso acerca dos que Lhe pertencem ou não.

E assim, a grande passagem diante de nós lista as bênçãos que nunca deixam de cair sobre aqueles que pertencem a Deus. Antes disso, Pedro estava tratando dos deveres espirituais. Do capítulo 1, versículo 13, ao capítulo 2, versículo 3, seu tema era o dever do crente para com Deus, para com os outros e até mesmo para com sua própria vida. E então, Pedro passa a falar sobre os privilégios.

Mas, você vai perceber que os privilégios são baseados na primeira declaração do versículo 4, onde Pedro escreve: “Chegando-vos para ele”. Você vê, tudo em relação ao privilégio espiritual é resultado de vir a Cristo. Tudo começa quando você vem a Ele. Como vimos no primeiro sermão, Pedro trata de vir e permanecer. Ou seja, é um modo de vida. Quando chegamos a Ele e permanecemos em Sua maravilhosa presença, tornamo-nos beneficiários de magníficos privilégios espirituais. E assim, dos versículos 4 a 10 não há mandamentos, não há exortações, apenas privilégios.

E eu lhe disse que, de um modo maravilhoso, Pedro toma as mesmas verdades espirituais e as reorganiza em diferentes privilégios. Sob a inspiração do Espírito de Deus, Pedro nos mostra as tremendas riquezas que temos em Cristo.

PRIMEIRO PRIVILÉGIO ESPIRITUAL: Nossa união com Jesus Cristo (vv 4-5).

Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espirituais.

Ele é uma pedra viva, e nós somos pedras vivas. Ele é o fundamento e a pedra angular e somos edificados sobre isso para nos tornarmos uma casa espiritual, a habitação de Deus no Espírito. E então, Pedro está celebrando nossa união com Cristo. Estamos unidos a Ele. Nós somos da mesma essência. Ele é uma pedra, somos uma pedra. Somos parte da mesma casa espiritual que é a morada do Espírito Santo.

SEGUNDO PRIVILÉGIO ESPIRITUAL: Acesso ao Senhor (v 5).

Não apenas temos união com Cristo, mas admissão à Sua presença. Como assim? Veja o versículo 5: “sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo”. Na semana passada compartilhei com você o que significa ser sacerdote. Falamos sobre o sacerdócio sagrado e seu significado.

Eu nunca conheci um sacerdote levítico do Antigo Testamento. Isso não faz parte da nossa cultura. Como eu vou entender sobre isso? Então, nós olhamos o que um sacerdócio santo significa. Se eu não sei o que é um sacerdote, então não sei o que é um sacerdote santo. E se somos sacerdotes, precisamos saber o que somos. Assim, na última vez, falamos de dez características de um sacerdote no Antigo Testamento que estão diretamente paralelas ao santo sacerdócio da Nova Aliança de que desfrutamos.

Vimos que os sacerdotes foram escolhidos por Deus, purificados do pecado, estavam vestidos com roupas especiais para o serviço, foram ungidos com autoridade, estavam preparados para o dever. Também foram chamados à obediência. Isso foi ilustrado, você se lembra, quando os dois filhos de Arão, no primeiro dia de seu ministério do sacerdócio, ofereceram fogo estranho a Deus e foram consumidos pelo fogo. Deus estava enfatizando que o chamado ao sacerdócio é um chamado à obediência.

Notamos também que os sacerdotes eram ordenados para serem submissos à Palavra de Deus. Além disso, vimos que o sacerdócio envolvia homens que tinham o privilégio de andar com Deus. Malaquias 2:4 a 6 descreve o sacerdote como aquele que anda com Deus, em constante comunhão com o Senhor. Também Eles foram feitos para impactar os pecadores. Eles tinham um propósito evangelístico. E por fim, eles eram mensageiros do Senhor chamados para pregar e proclamar.

Da mesma forma, também somos sacerdotes. Fomos escolhidos por Deus antes da fundação do mundo para sermos Seus. Fomos purificados do pecado através do maravilhoso milagre da regeneração. Estamos vestidos para o serviço com a vestimenta da justiça de Cristo. Somos ungidos com poder pela unção do Espírito Santo. Estamos preparados para o dever através de dons e instruções espirituais. Somos chamados à obediência pelo ministério do Espírito de Deus na santificação.

Somos feitos submissos à Palavra, porque Deus nos concede o amor à verdade. E nós também fomos autorizados a andar com Deus em comunhão e relacionamento. Também fomos feitos para causar um impacto nos pecadores, pois somos, como disse o nosso Senhor, a luz do mundo. E nós também somos os mensageiros do Senhor, chamados para dar testemunho do evangelho, para pregar as riquezas insondáveis de Jesus Cristo.

Essas dez características resumem a natureza do nosso sacerdócio e, se você quiser mais detalhes, veja novamente o sermão anterior. Essa é a natureza do nosso sacerdócio. Que privilégio incrível! Que papel sagrado cumprimos!

Qual é a função disso? E é isso que quero compartilhar com você agora. Qual é a função do nosso sacerdócio? Agora que sabemos quem somos como sacerdotes, um sacerdócio santo, o que fazemos?

Volte ao versículo 5. Somos um sacerdócio sagrado e aqui está nossa função: “Oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo”. Qual era a função de um sacerdote no Antigo Testamento? Primeiramente, oferecer sacrifícios a Deus. Eles funcionavam no templo como aqueles que traziam os animais diante de Deus para serem oferecidos como sacrifícios. Quando o Senhor Jesus Cristo veio, todos os sacrifícios de animais cessaram. E os únicos sacrifícios remanescentes, Pedro diz, são sacrifícios espirituais, não mais sacrifícios de animais, não mais sacrifícios físicos, apenas sacrifícios espirituais. E o sacerdócio não é mais o sacerdócio da tribo de Levi pelos lombos de Arão, mas é um sacerdócio espiritual, um santo sacerdócio composto de membros redimidos da igreja de Jesus Cristo.

Era obviamente verdade que quando os sacerdotes da Antiga Aliança ofereciam sacrifícios, estes tinham que ser aceitáveis a Deus. O cordeiro que ofereciam, o animal que ofereciam devia ser o melhor, o cordeiro inocente, imaculado e sem defeito. E o sacrifício tinha que ser oferecido de tal maneira que não violasse nenhum dos mandamentos de Deus. Isso é o que custou a vida dos filhos de Aarão, porque eles não ofereceram um sacrifício aceitável a Deus.

Nós, então, como sacerdotes, temos um grande privilégio, mas também temos uma responsabilidade. Como sacerdotes, temos o privilégio de ter acesso à presença de Deus, mas temos, em paralelo, uma responsabilidade muito séria: oferecer sacrifícios que são aceitáveis a Deus.

E nem todo sacrifício, nem toda oferta é aceitável para Ele. Saul descobriu isso quando ofereceu a Deus os animais proibidos que ele havia tirado do despojo da vitória em batalha. E Deus amaldiçoou toda a sua linhagem e disse que ninguém vindo de seus lombos seria rei sobre Israel. Nós, neste sacerdócio do Novo Pacto, também devemos oferecer aquilo que é aceitável a Deus.

Todo o propósito de nossos sacrifícios espirituais é ganhar a aprovação de Deus. Agora, você percebe uma chave no versículo 5? Aqui diz que eles devem ser sacrifícios aceitáveis a Deus vindo através de quem? Jesus Cristo. Ele é o único mediador. Somente quando vimos em Seu nome é que agradamos a Deus.

Em João 14:13-14, Jesus diz:

E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

A chave é “o que você pedir em Meu nome”, não “o que você pedir”. Tudo o que você pedir em “Meu nome”. O que isso significa? Que o pedido seja consistente com quem Jesus é, consistente com a Sua vontade, consistente com o Seu plano, com o Seu reino. Seja o que for que você peça, tem que ser coerente com quem o Senhor é e com o que deseja realizar. E, se assim o for, Ele concede o seu pedido. I João 5:14 diz:

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.

E então, aqui encontramos a mesma ideia. Qualquer oferta que oferecemos a Deus, para ser aceitável, deve ser consistente com a pessoa e a obra de Cristo. Deve caber em Seu plano. Deve ser conformada ao Seu desígnio revelado na Palavra de Deus. O único sacrifício espiritual vem através de Jesus Cristo, consistente com quem Ele é e consistente com Sua vontade e obra. Deve ser um ato puro de sacrifício. Deve vir de um motivo puro e deve se estender a um objetivo puro de honrar a Deus.

Você diz: “Bem, como posso saber se meus sacrifícios espirituais realmente honram a Deus?” Muito simples. A chave é: eles estão apresentados nas páginas da Palavra de Deus? Deus delineou para nós os sacrifícios espirituais que devemos oferecer. E eu quero lhe dar uma lista para você anotar, pensar e permitir que o Espírito de Deus aplique em sua vida. Os sacrifícios espirituais são aceitáveis quando eles são oferecidos por um motivo puro, que é honrar a Cristo, e um objetivo puro, que é glorificar a Deus.

Vamos ao capítulo 12 de Romanos:

1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

As misericórdias de Deus é tudo aquilo que Deus graciosamente fez por você e que foi registrado nos capítulos 1 a 11, de modo que a palavra ou frase “as misericórdias de Deus” se refere a esses onze capítulos que falam da bondade graciosa e misericordiosa de Deus para com os pecadores. E, por causa de toda a misericórdia de Deus para conosco, agora somos um sacerdócio santo, para que ofereçamos sacrifícios espirituais.

Você é sacerdote. Você está envolvido no serviço espiritual, na adoração a Deus. E isso começa com a apresentação do seu corpo como um sacrifício vivo e sagrado. O que o texto quer dizer com corpo? Todas as suas faculdades humanas. Seu sacerdócio começa em você oferecendo a Ele tudo, todas as partes de suas faculdades humanas. Seu corpo deve incluir a mente, porque no versículo 2 diz: “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Deus quer todas as suas faculdades, seus pés, mãos, mente, olhos, boca, ouvidos, tudo para a Sua glória. Romanos 6:19 diz:

Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.

A pessoa não regenerada cede os membros de seu corpo para servir ao pecado. Mas, os redimidos estão com seus membros prontos para servir à justiça para santificação. Isto envolve corpo, olhos, boca, ouvidos, mente, mãos, pés etc. Cada parte do seu corpo deve ser dada em sacrifício a Deus para propósitos sagrados.

É por isso que Paulo diz que é uma grande batalha. Em 1 Coríntios 9:27, ele diz: “esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”. Ele clamou por poder sobre sua carne humana para que ele pudesse apresentar todas as suas faculdades a Deus. Você é um sacerdote, mas Deus não quer um animal morto, Deus quer um sacrifício vivo. Esse é o contraste. Não é um morto. Ele não quer que você, como sacerdote, ofereça algo morto. Ele quer que você ofereça um sacrifício vivo, apresentando a Ele tudo o que você é.

A ilustração clássica seria Abraão. Ele levou Isaque ao Monte Moriá, porque Deus lhe disse para levar seu filho e matá-lo. Mas, na hora do ato, Deus o impediu e providenciou um carneiro para o sacrifício. Isso nos proporciona um contraste muito interessante.

Se Abraão tivesse sacrificado seu filho, teria feito um sacrifício vivo. Foi algo doloroso para Abraão oferecer Isaque, porque, se de fato ele matasse Isaque, ele teria sacrificado todas as suas esperanças, todos os seus sonhos, todas as promessas de Deus que lhe foram dadas acerca de uma semente que viria através de seus lombos, que seria tão numerosa quanto a areia do mar e as estrelas do céu. Ele teria, literalmente, sacrificado tudo o que ele considerava precioso, tudo. Então, quando ele pôs Isaque naquele altar, ele ofereceu um sacrifício vivo, pois, embora vivo, Isaque ainda era a oferta.

Oferecer um sacrifício vivo não é oferecer algo morto, mas é oferecer tudo o que você é, tudo que você tem, tudo que você espera ser, todos os seus sonhos, todas as suas esperanças, todas as suas aspirações, todas as suas faculdades e você diz: “Senhor, é tudo Teu”. Esse é o tipo total de compromisso que um sacerdote é chamado a oferecer.

Em segundo lugar, em sintonia com Pedro 2:5 e Hebreus 13:15, que dizem:

Sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.

Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

Isso não é maravilhoso? Ele não quer apenas todas as suas faculdades, mas Ele quer o seu louvor. Isso é uma oferta. Você entende o que significa louvar ao Senhor? Primeiro, significa recitar Seus atributos. Normalmente, o louvor na Antiga Aliança era a recitação da natureza gloriosa de Deus, dos gloriosos atributos de Deus. E se você tiver alguma dificuldade em fazer isso, leia os Salmos.

Em segundo lugar, o louvor envolve recitar as obras de Deus, não apenas Seus atributos, não apenas quem Ele é, mas o que Ele fez. E, se não houvesse outra razão para estudar o Antigo Testamento, isso seria motivo suficiente. Quando recitamos a grande obra redentora de Deus, isso é louvor. Em terceiro lugar, agradecendo por ambos, agradecendo os dois. É dizer: “Grato, oh Deus, por quem Tu és e por tudo que Tu fazes”.

E é fato que, quando alguém caminha em comunhão com o Senhor, esta pessoa está cheia de louvor e de ação de graças. Ela oferece sua mente, corpo e todas as suas faculdades como um sacrifício vivo a Deus e vive em constante louvor. Esse é o sacrifício que Deus quer de seu povo.

Em terceiro lugar, Hebreus 13:16 diz: “Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz”. Fazer o bem. Isso significa fazer coisas boas e certas, o oposto de pecar. Assim, o próximo elemento de sacrifício espiritual é fazer o bem, fazer o que é certo, fazer o que é justo, conduta espiritual que honra a Deus. Ser um sacerdote espiritual significa oferecer tudo o que sou. Isso significa que eu louvo incessantemente a Deus. E isso significa que eu faço o bem. Isso é sacrifício espiritual que agrada a Deus.

No mesmo verso 16 temos o compartilhar. Significa desistir de seus recursos sacrificialmente para atender a necessidade de outra pessoa. Isso é um sacrifício espiritual. Agora, deixe-me dizer de novo: Deus não quer uma oferta pelo pecado como no Antigo Testamento. Ele não quer nenhuma oferta física. O que Ele quer é um sacrifício espiritual, que é o meu corpo, minha mente, tudo o que sou, louvor, ações justas e generosidade, partilha generosa. Observe o final do versículo 16: “com tais sacrifícios, Deus se compraz.

Veja, esta a vida cristã em profundidade. Veja Filipenses 4 o que Paulo disse aos irmãos em Filipos:

10 Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade.
11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.
14 Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação.
17 Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito.
18 Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.

Foi um sacrifício aceitável, agradável a Deus. Há uma ilustração clássica do sacrifício da partilha, do sacrifício da generosidade, do sacrifício da doação.

Você diz: “Sim, mas quem vai atender à necessidade daqueles que doam?” Versos 19-20:

E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!

Paulo é um homem feliz porque esses queridos filipenses tinham muito amor no seu coração. E eu lhe direi algo agora: nada torna o pastor mais alegre, nada o torna mais satisfeito do que ver a amada igreja oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, funcionando como um sacerdócio santo e, portanto, entrando no lugar da bênção.

O que são sacrifícios espirituais? Eu me ofereço. Eu ofereço meu louvor. Eu ofereço minhas boas obras. E eu compartilho e dou com generosidade. Romanos 15:16 diz:

Para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo. Você sabe o que Paulo está dizendo aqui? Ele diz que é um sacerdote e que está oferecendo as almas daqueles que teve o privilégio de anunciar Cristo. Você deu a Deus esse tipo de oferta? Você teve o privilégio de ser o instrumento usado por Deus para salvação de outros?

Efésios 5:2 diz:

Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

Você sabe qual é a mensagem aqui? O amor de Cristo, que resultou em Seu sacrifício, foi um sacrifício aceitável a Deus. O amor de Cristo, que resultou em Sua morte, foi um sacrifício aceitável. Qual é o paralelo? Seu amor, demonstrado em sua humildade altruísta, é um sacrifício que agrada a Deus. Então, adicione isso: amor. O amor sacrifical um pelo outro é agradável a Deus.

Você está percebendo que essas características básicas na vida cristã? Isso mesmo, porque a nossa vida é um sacerdócio. Deixe-me dar mais uma característica. Apocalipse 8:3 diz:

Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono.

Nosso último elemento é o que? Oração. Ela é um sacrifício espiritual para Deus.

Tudo começa quando ofereço todo o meu corpo, mente, tudo o que sou. Ofereço o sacrifício espiritual de louvor. Ofereço o sacrifício espiritual de fazer o bem, de ser generoso, de doar. Então, ofereço o sacrifício espiritual de ser instrumento para resgate de almas. E então, o sacrifício espiritual do amor, humildade e o serviço amoroso aos outros. E, finalmente, o sacrifício espiritual da oração. Isso também é um aroma doce nas narinas de Deus.

Amados, somos um sacerdócio e, como sacerdócio, temos o privilégio de oferecer sacrifícios espirituais. Ouça isto atentamente: A única razão pela qual a igreja existe é estimular sua função sacerdotal. A igreja não é um fim em si mesma. Se tudo o que você faz é ir e vir, é tudo inútil. A menos que você saia deste lugar para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, o fracasso será certo.


Esta é uma série de 4 sermões sobre os privilégios do cristãos em Cristo.


Este texto é uma síntese do sermão “The Believer’s Privileges, Part 3: Access Part 2″, de John MacArthur em 29/01/1989.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/60-19/the-believers-privileges-part-3-access-part-2

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


 

Você pode gostar...

Deixe uma resposta