Privilégios Espirituais – 2

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Este é o segundo de uma série de 4 sermões de John MacArthur sobre os privilégios espirituais dos crentes em Cristo.


SERMÃO 2: O SACERDÓCIO

1. INTRODUÇÃO

Vamos continuar hoje nosso estudo sobre privilégios espirituais do crente em I Pedro 2: 4 a 10. A riqueza dessa porção nos prenderá nela por algum tempo. Precisamos ser muito cuidadosos para aproveitarmos tudo o que Deus nos diz aqui. No versículo 4, o apóstolo Pedro começa a descrever os grandes privilégios espirituais que pertencem aos filhos de Deus. Ele havia terminado de falar sobre nossos deveres, mas agora ele muda de foco e fala sobre nossos privilégios.

Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa. (I Pedro 2:4)

Pensando nisso, suponho que poderia ser justo dizer que a maioria de nós, como cristãos, provavelmente olhamos para a nossa vida cristã mais do ponto de vista do dever do que do ponto de vista do privilégio. Pensamos que nossos privilégios estão guardados apenas para a eternidade. Parece ser honesto confessar que muitos pensam assim: “Sinto mais a pressão do meu dever espiritual do que a alegria do meu privilégio espiritual”. E é verdade que a maioria de nós pensa na vida aqui como dever e na vida no céu como privilégio.

No céu teremos paz, harmonia e união perfeita. Nós veremos o Senhor Jesus Cristo. Estaremos na presença de Deus. Teremos alegria, descanso e sabedoria perfeita. Teremos a comunhão de todos os santos redimidos, de todas as eras. Estaremos na presença dos santos anjos. Nós andaremos em ruas douradas e entraremos através de portões feitos de pérola. Teremos uma cidade de jóias como a capital da nossa morada eterna. Estaremos livres da doença, do pecado, da dor e da morte. Nosso dever no céu será adorar, honrar e exaltar eternamente nosso Deus.

E por outro lado, nesta vida, nosso dever é lutar contra a nossa carne e esforçarmo-nos por viver uma vida piedosa. Mas, também é verdade que desfrutamos de imenso privilégio aqui. E assim, tanto nesta vida como na vida por vir, devemos entender o dever espiritual e o privilégio espiritual. Estamos olhando, então, para o que poderíamos considerar o melhor dos dois, ou seja, nossos privilégios espirituais.

Nós viemos a Cristo para a salvação. E foi nessa vinda a Ele que todos os nossos privilégios espirituais nasceram. Chegamos a Ele como uma pedra viva. E, a propósito, a pedra viva é um conceito messiânico. O termo “pedra” é usado no Antigo Testamento para se referir à vinda do Messias. Mas, no Novo Testamento, esta pedra é viva, referindo-se à ressurreição de Cristo. Ele é uma pedra viva, a pedra angular do reino que o Senhor está construindo. E assim, chegamos àquele que é o Messias, a pedra viva, a pedra angular no grande reino espiritual que Deus está construindo.

Observe que Pedro disse que Ele foi rejeitado pelos homens, por aqueles que se consideraram aptos para avaliar o Deus encarnado a partir de seus próprios critérios humanos. E eles concluíram, depois de um exame atento, que Jesus era uma pedra indigna e O crucificaram. Ele era incapaz de ser a pedra angular da casa religiosa que eles supuseram que Deus gostaria de construir. Assim, Cristo foi rejeitado pelos homens, e continua a ser rejeitado pelos homens. Porém, em I Pedro 2:4 é dito: “E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa.”

Então, Deus escolheu a Cristo. Deus o identificou como a pedra preciosa à qual todo crente que vem é, então, introduzido em grande e vasto privilégio espiritual. Nós somos os abençoados do mundo. Possuímos privilégio espiritual. E Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, mostra-nos alguns desses preciosos privilégios que temos em Cristo.

2. REVISÃO DO SERMÃO ANTERIOR:  O PRIVILÉGIO DE NOSSA UNIÃO COM CRISTO

Falamos sobre isso da última vez, deixe-me apenas resumir brevemente, nosso primeiro privilégio espiritual é a união com nosso Senhor. Versículo 5: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual”.

A união é descrita de duas maneiras. Ele é uma pedra viva, nós somos pedras vivas; portanto, possuímos a mesma natureza, o mesmo caráter, a mesma qualidade de existência, o mesmo tipo de vida que Cristo. Somos um com Ele em termos da essência do nosso ser. Estamos sendo construídos como uma casa espiritual. Cristo é a pedra angular e os crentes se tornam as pedras usadas para construir a casa espiritual que, como Paulo diz, torna-se a habitação do Espírito.

Então, nossa união com Cristo é porque nós somos pedras vivas como Ele é uma pedra viva, e porque somos a casa espiritual de Deus, onde Ele habita. Estamos em união com o nosso Senhor, tornamo-nos como Ele e somos a casa em que Ele vive. E é por isso que I Coríntios 6:17 diz que “aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele”, e o verso 19 diz que somos santuário do Espírito Santo.

Então, estamos unidos com Cristo em essência, na vida, em natureza. Somos participantes da natureza divina (II Pedro 1:4). Somos a habitação do Espírito. É por isso que Gálatas 2:20 diz: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” e Colossenses 1:27 diz: “Cristo em vós, esperança da glória”. Esse é o primeiro grande privilégio espiritual, nossa união com o Senhor, união espiritual com o Senhor Jesus Cristo vivo.

As implicações disso são tremendas. Ele vive através de nós, ama através de nós, fala através de nós, serve através de nós e até adora a Deus através de nós. Sua vida em nós é eterna. Sua vida em nós nos controla, trabalha todas as coisas em conjunto para o nosso bem, conforma-nos com Ele mesmo. Ele está em nós, disponível para todas as necessidades, todas as provações, todas as circunstâncias possíveis da vida. Que privilégio!

3. NOSSO ACESSO A DEUS – O SACERDÓCIO DO CRENTE

Não somente desfrutamos da união com nosso Senhor, mas temos acesso a Deus, ao trono da Glória. Esse é um privilégio exclusivo dos redimidos em Cristo. O mundo não conhece a Deus, não tem acesso a Deus e não é admitido em Sua presença. De fato, a Bíblia diz que eles estão longe, não conhecem a Deus e não são bem-vindos em Sua presença. As divindades que os seres humanos inventam são remotas, indiferentes, apáticas aos problemas humanos e os homens precisam apaziguá-las, mas não desejam aproximar-se delas. Mas nós, como crentes, temos plena admissão à presença de nosso Senhor.

Isso não era verdade, a propósito, nem na economia do Antigo Testamento para Israel. Embora que em certo sentido os judeus pudessem orar a Deus e pudessem atrair a Sua presença espiritualmente, eles não poderiam chegar perto de Sua presença fisicamente. Você se lembra que, quando Deus desceu no Monte Sinai, Ele advertiu o povo a não se aproximar nem mesmo da montanha. Somente o sumo sacerdote, uma vez no ano, poderia entrar no Santo dos Santos e ser admitido na presença do Senhor Deus. Aquilo que era somente para o sacerdócio tornou-se o privilégio de todo cristão. I Pedro 2:5 diz:

Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

Pedro diz que nós somos o templo e a casa espiritual, mas agora ele acrescenta que não somos apenas a casa espiritual, o templo de Deus, mas também sacerdotes servindo no templo. Pedro vai para outra dimensão do nosso privilégio espiritual. Não é como no Antigo Testamento, exclusivo para certa ordem de sacerdotes, que podiam se aproximar de Deus, e somente o sumo sacerdote podia realmente ir ao Santo dos Santos uma vez por ano.

Não é como quando Deus era intocável e os homens eram inadmissíveis em Sua presença. Quando o sumo sacerdote, no Dia da Expiação, o Yom Kippur, ia para o Santo dos Santos, era um evento tão sagrado que ele tinha que passar por cerimônias de lavagem e confissão espiritual. Ele tinha que oferecer um sacrifício por seu próprio pecado para se certificar de que estava limpo. E, se alguém tentasse fazer isso no lugar do sumo sacerdote, estava em perigo de julgamento severo, a exemplo de Uzias, Saul etc.

Mas, na nova aliança, somos um sacerdócio santo, todos nós. De fato, I Pedro 2:9 diz que somos “a geração eleita, o sacerdócio real”. Somos separados e admitidos na presença de Deus. Temos pleno acesso à Sua presença. Como você não esteve envolvido no antigo judaísmo, que não existe mais, você não consegue entender plenamente os elementos do sacerdócio que se tornaram nossos.

3.1 Mas o que é um sacerdote e como devemos entender o sacerdócio?

I Pedro 2:5 diz que somos “sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. Os sacerdotes da Antiga Aliança realmente tinham essa função de oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus. E é isso que somos chamados a fazer, é o que temos o privilégio de fazer.

Agora, para termos uma melhor compreensão do sacerdócio, vamos ter uma pequena lição no Velho Testamento hoje à noite. Escolhi três passagens para falar com vocês: Êxodo 28 e 29, Levítico 8 e 9 e Malaquias 2.

  • Em Êxodo encontramos os mandamentos de Deus em relação ao sacerdócio. Nos capítulos 28 e 29, Deus expõe os padrões para o sacerdócio, identifica o ofício, define como funciona e estabelece os princípios.
  • Em Levítico 8 e 9, os sacerdotes começam a exercer seu ofício.
  • E em Malaquias 2, muito mais tarde em termos de História, temos um sacerdócio apóstata. 

Então, Êxodo é importante para a definição do sacerdócio. Levítico é importante para a inauguração desse sacerdócio. E em Malaquias é importante para demonstrar o contraste entre o sacerdócio apóstata e o sacerdócio legítimo e ordenado por Deus. 

3.2 Características do sacerdócio da Velha Aliança

Ao colocar essas três passagens juntas, eu identifiquei dez características de um sacerdote do Velho Testamento. Elas falam do nosso privilégio espiritual como sacerdote. Eles são paralelos à natureza e às características do sacerdócio do crente.

3.2.1 Os sacerdotes foram escolhidos por Deus.

Vamos agora voltar a Êxodo 28. Deus está delineando todos os detalhes do sacerdócio. E, no versículo 1, Deus diz:

Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão.

Você notou que ninguém se ofereceu para o sacerdócio? Você percebeu isso? Não foi Moisés quem os escolheu, não houve votação e nenhum teste de aptidão foi aplicado. Deus soberanamente escolheu Arão, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, e de seus lombos viria toda linhagem do sacerdócio. A escolha foi de Deus.

Então, a primeira característica do sacerdócio é a eleição por parte de Deus. Ele elege, escolhe os sacerdotes. E assim é, amado, com nosso sacerdócio, não é? Em João 15:16, Jesus diz: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós”. Nós somos escolhidos. Nós somos os eleitos de Deus, escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. Escolhidos, eleitos. Se você é um sacerdote hoje é porque você é um cristão. E, se você é um cristão, é porque você foi escolhido antes da fundação do mundo para pertencer a Deus (Efésios 1:4).

Deixe-me contar um pouco sobre Arão. Ele era parte da tribo de Levi. A tribo de Levi foi escolhida para o sacerdócio, mas somente a linhagem de Arão. Havia outras pessoas da tribo de Levi. Eles eram os levitas que ajudavam os sacerdotes. Porém, apenas através dos lombos do levita Arão, veio o sacerdócio. Agora, você precisa entender algo sobre a tribo de Levi, apenas para ajudá-lo um pouco a entender melhor esse assunto. Gênesis 49:5-7 diz:

5 Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. 
6 No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros.
7 Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel.

Levi foi um homem violento. A crueldade e a ira de Simeão e Levi em Siquém não foram esquecidas (Gênesis 34:25). “Jarretar” touros significava cortar os tendões da perna para destruir a utilidade do animal, destruindo sua capacidade de arar a terra, levando famílias à fome. Simeão tornou-se a menor tribo (Números 26:14), foi omitido da bênção de Moisés (Deut. 33:8) e mais tarde dividiu o território com Judá (Josué. 21:1-3). Levi foi espalhado em Israel.

Jacó, pai de Levi, diz: “no seu conselho, não entre minha alma”. Bom grupo, hein? Isso é Levi, um homem violento, estar perto dele seria um potencial problema. Em sua ira, ele e Simeão mataram homens e aleijaram bois. E eles estão literalmente amaldiçoados.

Não é impressionante que o Senhor tenha escolhido sacerdotes de uma tribo amaldiçoada? Ele escolheu uma tribo que era conhecida por sua maldição, violência e pecaminosidade. Sim, os sacerdotes foram escolhidos dos fracos, dos pecadores, de uma das tribos menos respeitadas. Os descendentes de Levi viveram sob essa maldição e, mesmo assim, foi a tribo que Deus escolheu para o sacerdócio. Você consegue perceber que há uma mensagem aí? Jesus disse: “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2:17).

Hebreus 7:28 diz: “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre”. Isso é uma confirmação, uma realidade muito encorajadora. Eles foram escolhidos por Deus, mas eram pecadores fracos e amaldiçoados. E posso sugerir a você que Deus ainda está escolhendo o mesmo tipo de pessoas. Não é maravilhoso que nós que somos fracos, amaldiçoados e pecadores fomos escolhidos para sermos os sacerdotes do Deus Altíssimo? I Coríntios 1:26-29 diz:

26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento;
27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;
28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são;
29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.

Deus escolheu as pessoas que não podiam se gloriar de nada: o fraco, o comum, o desprezível, o pecador, o amaldiçoado. Sim, Ele ainda está escolhendo Seus sacerdotes dentre os que nada são, assim como escolheu Arão, filho de Levi.

3.2.2 Os sacerdotes foram limpos do pecado.

Antes de embarcar em seus deveres sacerdotais, havia uma limpeza. Vamos a Levítico 8, quando ocorre o momento de inauguração, quando os princípios estabelecidos em Êxodo 28 são aplicados e os sacerdotes são investidos no sacerdócio. Nos versículo 1 a 4 é dito:

1 Disse mais o Senhor a Moisés:
2 Toma Arão, e seus filhos, e as vestes, e o óleo da unção, como também o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos.
3 e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação.
4 Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara, e a congregação se ajuntou à porta da tenda da congregação.
5 Então, disse Moisés à congregação: Isto é o que o Senhor ordenou que se fizesse.

O verso 6 diz que Moisés “fez chegar a Arão e a seus filhos e os lavou com água”. Essa é a indicação de que deve haver uma limpeza. Esse é um símbolo externo de uma necessidade interior. Eles foram lavados com água. O verso 7 diz que Moisés “vestiu a Arão da túnica, cingiu-o com o cinto e pôs sobre ele o manto, também pôs sobre ele a estola sacerdotal, e o cingiu com o cinto de obra esmerada da estola sacerdotal, e o ajustou com ele”. O verso 9 diz que Moisés “lhe pôs a mitra na cabeça e na mitra, na sua parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa sagrada, como o Senhor ordenara”.

O verso 10 diz que “Moisés tomou o óleo da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o consagrou”. O verso 12 diz que ele “derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo e fez chegar os filhos de Arão, e vestiu-lhes as túnicas, e cingiu-os com o cinto, e atou-lhes as tiaras, como o Senhor lhe ordenara”. Os versos 14-15 dizem:

14 Então, fez chegar o novilho da oferta pelo pecado; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do novilho da oferta pelo pecado;
15 e Moisés o imolou, e tomou o sangue, e dele pôs, com o dedo, sobre os chifres do altar em redor, e purificou o altar; depois, derramou o resto do sangue à base do altar e o consagrou, para fazer expiação por ele.

Isto é uma expiação pelos pecados de Arão e seus filhos. Eles teriam que ser purificados, lavados com água, ungidos com óleo e expiados por sangue. E, na sequência de todo o capítulo 8, há todos os ritos dessa consagração. No verso 36 é dito que “Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés”. Arão e seus filhos foram consagrados antes de ministrarem ao Senhor, conforme ordenado por Deus em Êxodo 29:1-28. Mas aqui são descritos todos os detalhes cerimoniais, como aconteceu depois que o tabernáculo foi completado.

Por que isso tudo? Oferta pelo pecado, holocausto, oferta da consagração, lavagem, tudo isso mostra o mesmo princípio: você não pode entrar no sacerdócio até que tenha sido purificado, lavado, perdoado do pecado, numa limpeza total de cima para baixo. Santificar o ouvido para ouvir a Palavra de Deus, as mãos para a obra de Deus e os pés para a caminhada com Deus. A Palavra, o trabalho e a caminhada.

Nos tempos do Novo Testamento ninguém poderia ser chamado de sacerdote se não tivesse sido purificado do seu pecado. É por isso que o Senhor Jesus disse a Pedro: “Se eu te não lavar, não tens parte comigo” (João 13:8). No verso 10, Jesus diz aos discípulos: “aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo”.

A purificação realizada por Cristo na salvação não precisa ser repetida, pois a expiação da cruz foi completa. Mas os redimidos necessitam de lavagem constante, à medida em que lutam contra o pecado na caminhada.

As condições poeirentas e sujas daquela região requeriam que os pés fossem lavados constantemente. Normalmente, lavar os pés de outra pessoa era considerado uma humilhação. Os discípulos se recusavam a fazer isto com os demais, e assim ficaram espantados quando Jesus se pôs a fazer. Além da lição de humildade e amor, Jesus estava também ensinando sobre purificação espiritual. 

Em Tito 2:14 é dito que Jesus “a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”. No capítulo 3, verso 5, é informado que a purificação foi feita “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Ele nos lavou pela Palavra, pelo Seu sangue. Em certo sentido, Ele nos lavou em Seu Espírito. E você se tornou sacerdote porque foi purificado.

3.2.3 Os sacerdotes eram vestidos para o serviço.

Isso é fascinante. Êxodo 28:40-43 diz:

40 Para os filhos de Arão farás túnicas, e cintos, e tiaras; fá-los-ás para glória e ornamento.
41 E, com isso, vestirás Arão, teu irmão, bem como seus filhos; e os ungirás, e consagrarás, e santificarás, para que me oficiem como sacerdotes.
42 Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas.
43 E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação ou quando se chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniquidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele.

Os demais sacerdotes também dispunham de vestes distintivas, que os colocava visualmente à parte do cidadão comum. A negligência do uso de vestes quando em serviço no santuário provocava a morte. A função sacerdotal era algo muito sublime e não poderia ser vista de forma rotineira e negligente. O cuidado com as vestes de baixo simbolizava pureza sexual. Já em Levítico 8: 7-9, lemos:

7 Vestiu a Arão da túnica, cingiu-o com o cinto e pôs sobre ele a sobrepeliz; também pôs sobre ele a estola sacerdotal, e o cingiu com o cinto de obra esmerada da estola sacerdotal, e o ajustou com ele.
8 Depois, lhe colocou o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim;
9 e lhe pôs a mitra na cabeça e na mitra, na sua parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa sagrada, como o Senhor ordenara a Moisés.

Eles recebiam coberturas especiais, roupas especiais. E todas elas simbolizavam seu chamado singular. A vestimenta de um sacerdote simbolizava pureza, virtude e identificação com Deus, como representante de Deus. Eles eram chamados à santidade. Eles eram chamados à separação. Eles eram chamados a parecer diferente, para que todos pudessem saber que pertenciam a Deus. Havia virtude e santidade manifestadas em suas vestes.

No Salmo 132:9 e 16 encontramos o significado espiritual das vestimentas sacerdotais: “Vistam-se de justiça os teus sacerdotes, e exultem os teus fiéis. Os teus sacerdotes sejam vestidos de justiça. Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e de júbilo exultarão os seus fiéis”.

Então, amado, vamos dar um terceiro passo. Você é um sacerdote porque foi chamado por Deus para a salvação, porque foi purificado pelo sangue de Cristo na lavagem da água da Palavra e porque foi revestido de justiça. Você foi vestido com as vestes da salvação, como diz Isaías, o manto da justiça, ou seja, a justiça de Cristo que foi dada a você, imputada a você. I Coríntios 1:30 diz que Cristo Jesus se tornou para nós justiça, santificação. Essa é outra característica de um sacerdote. Nós, por meio de Cristo, nos tornamos a justiça de Deus em Cristo.

3.2.4 Os sacerdotes foram ungidos para o serviço

Já vimos isto em Levítico 8. O versículo 12 diz que Moisés “derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo”. O verso 30 diz que “Tomou Moisés também do óleo da unção e do sangue que estava sobre o altar e o aspergiu sobre Arão e as suas vestes, bem como sobre os filhos de Arão e as suas vestes; e consagrou a Arão, e as suas vestes, e a seus filhos, e as vestes de seus filhos”.

O que era essa unção? Bem, é realmente muito simples. Era a identificação de que o poder e a presença de Deus descansariam nos sacerdotes. Isso simboliza o Espírito Santo. E, na nova aliança, somos sacerdotes, fomos ungidos com o Espírito Santo. I João 2:20 diz que “vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento”. Somos lembrados disso maravilhosamente. O verso 27 diz:

Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.

Então, nós temos uma unção do santo que habita em nós: o Espírito Santo. Nosso corpo é o templo do Espírito Santo. I Coríntios 6:19 diz:

Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

Os sacerdotes no Antigo Testamento não eram como todas as outras pessoas. Eles tinham uma unção especial. O poder de Deus repousava sobre eles. Atos 1:8 nos diz que o Espírito Santo equivale ao poder de Deus. Assim como aqueles sacerdotes, fomos escolhidos, purificados, revestidos e ungidos por Deus com poder pela presença do Espírito Santo, separados por uma autoridade privilegiada e poderosa. Os sacerdotes da Antiga Aliança podiam fazer o que ninguém mais podia fazer. Eles tinham autoridade, privilégio e poder especiais, e isso foi concedido a todos nós na unção do Espírito de Deus. Em João 14:16-17, Jesus disse:

16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
17 O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.

3.2.5 Os sacerdotes eram preparados para os seus deveres, para o serviço

Não apenas capacitados ou ungidos, mas preparados. Em Levítico 8, depois de toda a preparação, a escolha, a purificação, a roupa e a unção, o versículo 33 diz: “Também da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias o Senhor vos consagrará”. Os verso 4 e 23-24 do capítulo 9 dizem:

4 e um boi e um carneiro, por oferta pacífica, para sacrificar perante o SENHOR, e oferta de manjares amassada com azeite; porquanto, hoje, o Senhor vos aparecerá.
23 Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
24 E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto.

Agora, o que a Palavra de Deus está nos dizendo aqui é: “Veja, tudo está em ordem, mas antes que você possa realmente funcionar como sacerdote, há uma preparação do coração que é necessária”. Há um tempo de espera, um tempo de preparação para o coração. E eu realmente acredito que aqueles sete dias são simbólicos da prontidão espiritual, mental e de coração que leva em consideração a seriedade do sacerdócio. Uma figura do nosso sacerdócio também. Você se lembra do apóstolo Paulo em Gálatas 1?

15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve
16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue,
17 nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco.
18 Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias;

Paulo havia sido chamado, purificado, revestido de justiça, ungido com o dom do Espírito Santo. Mas ele foi embora para um tempo de preparação. Acredito que a analogia sacerdotal também se encaixa na preparação para o serviço sacerdotal na nova aliança. Deve haver um tempo de preparação do coração em que consideramos o grande privilégio e a grande responsabilidade do serviço espiritual.

E eu chegaria a ponto de dizer – e não estou querendo estabelecer um argumento por analogia – que quando uma pessoa faz uma profissão de fé em Jesus Cristo, o Espírito de Deus normalmente amadurece no coração aquele dom maravilhoso da salvação antes que haja uma prontidão para o ministério espiritual. Esse é um tempo de preparação em que se pensa profundamente sobre o compromisso espiritual que foi feito e onde o Espírito de Deus prepara o coração para o serviço sacerdotal.

3.2.6 Os sacerdotes eram ordenados à obediência

Levítico 10 contém uma das partes mais tristes da Escritura, de partir o coração, absolutamente trágica. Após todo o processo em que foram chamados, limpos, vestidos, capacitados e preparados, Nadabe e Abiú, filhos de Aarão, começaram o ofício do sacerdócio e logo uma tragédia aconteceu:

1 Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara.
2 Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor.

Você consegue imaginar o choque? A assembleia inteira está lá. Eles acabaram de ser admitidos no sacerdócio. Eles estão agora no primeiro ato sacerdotal e fazem tudo errado. E o fogo os queima no primeiro dia de seu ministério sacerdotal. Por quê? Arão ficou atordoado. O verso 3 diz:

3 E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.

Arão queria protestar: “Oh Deus, por que você queimou meus filhos?”. Não podemos sequer imaginar o choque de um pai vendo isso, um pai que, com alegria em seu coração, antecipou o ministério sacerdotal de seus filhos. Imagine a tragédia de um pai que viu seus filhos crescerem, ir para o ministério, e logo vê-los morrer por perverter o ministério! E foi o que aconteceu com Arão. Moisés deixa claro que os sacerdotes são ordenados à obediência, essa é a mensagem. E Deus os julgou ali.

As pessoas perguntam: “o que era o fogo estranho?” Há várias possibilidades. Por exemplo:

A) A palavra hebraica para fogo estranho é usada no Salmo 81:9 para se referir a um falso deus. Então, o fogo poderia ter vindo de um altar idólatra. É também usada em Provérbios 2:16 parta se referir a uma mulher imoral. Fogo que de alguma forma era imoral, na medida em que não vinha do lugar sagrado que Deus havia ordenado que viesse. É também usada em Oseias 5:7 para se referir a filhos ilegítimos. Então, o ponto é que deve ter sido o fogo que não foi do modo como Deus o ordenou. Não veio do lugar certo, da fonte certa que Deus havia ordenado. Em levítico 16:12, há uma reiteração do fato de que Deus havia ordenado que o altar de bronze fosse o lugar para acender o fogo. Então, Nadabe e Abiú podem ter colocado fogo de outro lugar que não o divinamente ordenado. Não foi fogo autêntico.

B) E também, de acordo com Êxodo, capítulo 30, versículos 34 a 38, há uma descrição incrivelmente clara e precisa do incenso. Deus deu-lhes uma receita para o incenso a ser usado, que nunca poderia ser alterada. Talvez haja uma segunda alternativa. Talvez o fogo tenha vindo do lugar certo, mas o que o tornou estranho foi que eles colocaram um incenso lá que não era o incenso que Deus havia determinado.

C) Também é possível que eles o tenham oferecido na hora errada. Êxodo, capítulo 30:7 diz que os sacrifícios seriam feitos de manhã e à tarde.

D) Outra possibilidade é que aquele foi um dia de grande festa. E, em Levítico 10:9 Deus disse a Aarão: “Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações”. Por que você acha que Deus disse isso? Será que Nadabe e Abiú se permitiram ficar bêbados? Aqui há a possibilidade de que eles estavam embriagados.

Seja qual tenha sido o problema, o fato é que eles desobedeceram e foram fulminados por Deus. Aqueles que têm o privilégio de se aproximar de Deus devem tratá-lo como santo. Somos um sacerdócio ordenado à obediência, chamado à obediência. I Pedro 1:14 diz: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância”. No verso 16 diz: “Sede santos, porque eu sou santo”. Somos chamados à obediência.

3.2.7 Eles deveriam ter uma alta consideração pela Palavra de Deus.

Veja Malaquias, capítulo 2. O profeta, vivendo em um tempo terrível de apostasia em Israel, acusa os sacerdotes apóstatas, comparando-os com os princípios do sacerdócio ordenados por Deus:

1 Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este mandamento.
2 Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração.
3 Eis que vos reprovarei a descendência, atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos vossos sacrifícios, e para junto deste sereis levados.
4 Então, sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que a minha aliança continue com Levi, diz o Senhor dos Exércitos.
5 Minha aliança com ele foi de vida e de paz; ambas lhe dei eu para que me temesse; com efeito, ele me temeu e tremeu por causa do meu nome.
6 A verdadeira instrução esteve na sua boca, e a injustiça não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão e da iniquidade apartou a muitos.
7 Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos.
8 Mas vós vos tendes desviado do caminho e, por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos; violastes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos.

Nos versículos 5 e 6 ele volta e olha para os primeiros dias do sacerdócio, como era quando ordenou que os sacerdotes fossem fiéis à Palavra de Deus. Êxodo 32:26, quando o povo havia se rebelado contra Deus e mergulhou na idolatria, Moisés bradou: “Quem é do Senhor venha até mim”, e, então, “se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi”. O verso 27 diz Deus deu ordens aos filhos de Levi para que fossem instrumentos da Sua justiça contra os idólatras. O verso 28 diz que “fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens”.

No princípio, os sacerdotes levaram a Palavra de Deus a sério. Eles tinham uma alta consideração pela santidade da Palavra de Deus. E é isso que Malaquias está dizendo, que os verdadeiros sacerdotes reverenciavam e temiam o nome do Senhor, a verdadeira instrução estava em suas bocas, e a injustiça não foi encontrada em seus lábios, e eles desviaram muitos da iniquidade. Eles eram fiéis à Palavra de Deus.

Desde o início, Deus havia projetado os sacerdotes para serem fiéis. E desde o início, Levi foi. Em Deuteronômio 33, os sacerdotes foram instruídos a ensinar ordenanças a Jacó, ensinar a lei de Deus a Israel. Esse era o trabalho deles. Eles eram fiéis à Palavra. Malaquias, provavelmente, tinha em mente uma pessoa: Fineias. Números 25:11-13 diz:

11 Fineias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois foi zeloso com o meu zelo no meio deles; de modo que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel.
12 Portanto dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz;
13 E ele, e a sua descendência depois dele, terá a aliança do sacerdócio perpétuo, porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel.

Fineias se tornou um emblema de um sacerdócio piedoso que leva a Palavra de Deus a sério.

Apenas rapidamente vou considerar mais 3 pontos, continuaremos na próxima vez. 

3.2.8 Os sacerdotes andavam com Deus.

Malaquias 2:6 diz: “… andou comigo em paz e em retidão…”.

3.2.9 Os sacerdotes tinham um impacto sobre os pecadores.

O versículo 6 termina dizendo: “e da iniquidade apartou a muitos”.

3.2.10 Os sacerdotes eram os mensageiros de Deus.

Malaquias 2:7 diz: ”Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos”.

4. CONCLUSÃO

Você sabe o que significa ser sacerdote? É ser escolhido por Deus, purificado do pecado, vestido para o serviço e ungido. O que isso significa? Nós, como sacerdotes, somos eleitos, somos perdoados e purificados. Estamos vestidos de justiça. Somos ungidos com o Espírito Santo. Os antigos sacerdotes estavam preparados para os seus deveres e ordenados para a obediência. Nós também, pelo maravilhoso Espírito de Deus, passamos por um tempo de preparação entre nossa conversão e nossa utilidade e também fomos chamados à obediência.

Os sacerdotes tinham uma alta consideração pela Palavra de Deus. Então, devemos ter também. I Pedro 2:1 diz: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo”. Devemos desejar a Palavra de Deus da mesma forma que um bebê deseja o leite de sua mãe. Como sacerdotes, eles tinham uma caminhada com Deus. Eles tiveram um impacto sobre os pecadores. E eles eram os mensageiros do Senhor. É isso que significa ser sacerdote.

Isso é o que todo novo nascido é. Fomos eleitos, purificados, vestidos com a justiça de Jesus Cristo, ungidos para o serviço espiritual pela habitação do Espírito Santo, preparados pelo Espírito para o serviço espiritual, dotados por Ele com dons espirituais e chamados para a obediência, porque Deus ordenou que andássemos em boas obras. Que verdade tão maravilhosa! Você recebeu o grande privilégio de levar a Palavra de Deus a sério e aplicá-la à sua vida. Somos chamados a impactar pecadores e a nos tornar mensageiros do Senhor. O que mais poderíamos dizer? Como sacerdote, você agora tem um privilégio: oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.

Agora você sabe o que é ser um sacerdote. Na próxima vez vamos ver o que um sacerdote faz.


Esta é uma série de 4 sermões sobre os privilégios do cristãos em Cristo.


Este texto é uma síntese do sermão “The Believer’s Privileges, Part 2: Access Part 1″, de John MacArthur em 22/01/1989.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/60-18/the-believers-privileges-part-2-access-part-1

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno

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