A Parábola do Juiz Iníquo

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Abra sua Bíblia em Lucas 18, versos de 1 a 8, onde encontramos uma familiar e maravilhosa parábola contada por nosso Senhor Jesus Cristo, conhecida como a Parábola do Juiz Iníquo.

1 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:
2 Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.
3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.
4 Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum;
5 todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
6 Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.
7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?

Agora, o coração deste texto é a grande estória que começa no versículo 2 e termina no versículo 5. Quero que direcionemos nossa atenção, em primeiro lugar, para a estória e então consideraremos o restante.

O Verso 2 diz: “Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum”. Como Jesus estava falando aos judeus em Israel, o cenário seria típico de uma cidade em Israel, onde havia muitas experiências com juízes injustos. E aqui encontramos um juiz assim, que não temia a Deus e não respeitava o homem.

É uma ilustração muito bem escolhida, algo comum nos tempos antigos para descrever a pessoa perversa que não tem qualquer reverência a Deus e nenhum interesse pelas pessoas. Uma pessoa sem nenhuma preocupação com a lei de Deus, a vontade de Deus e completamente indiferente às necessidades das pessoas e suas justas causas. Este homem é completamente perverso. Ele não tem qualquer interesse no primeiro grande mandamento, amar a Deus; e nem no segundo mandamento, amar o próximo. É o homem cheio de perversidade. Um juiz iníquo.

A palavra traduzida como “iníquo” significa “desonesto, corrupto, injusto“. Ele mesmo sabia de sua perversidade e não se incomodava com ela. A perversidade dele era tão grande, que ele mesmo estava ciente do quanto ele era mal. No verso 4, ele disse de si mesmo: “Bem sei que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum”. E um homem assim estava ocupando uma posição de tomar decisões que teriam fortes impactos nas vidas das pessoas.

Jesus se refere a um juiz em um tribunal civil. Jerusalém tinha vários deles. Não se refere a um tribunal religioso nacional. Mas, mesmo assim, o juiz teria uma responsabilidade muito séria perante Deus, em defender a lei de Deus e ter compaixão das pessoas. Qualquer juiz em Israel era muito familiarizado com a instrução do Antigo Testamento sobre ser um juiz. Em II Crônicas 19, o rei de Judá, Jeosafá, chama o povo de volta a Deus e:

5 estabeleceu juízes na terra, em todas as cidades fortificadas, de cidade em cidade.
6 E disse aos juízes: Vede o que fazeis; porque não julgais da parte do homem, senão da parte do Senhor, e ele está convosco quando julgardes.
7 Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no Senhor nosso Deus iniquidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno.

Mas, em Amós 5:7, o profeta diz a Israel: “converteis o juízo em alosna, e deitais por terra a justiça”. “Alosna” era uma erva conhecida pelo seu intenso amargor (Apocalipse 8:11). Veja os versos 10 a 13 de Amós 5:

Odeiam na porta ao que os repreende, e abominam ao que fala sinceramente. Portanto, visto que pisais o pobre e dele exigis um tributo de trigo… Sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta.

Esses juízes que Amós menciona são corruptos e conhecerão o julgamento de Deus. Mas, esse tipo de corrupção judicial também acontecia no tempo de nosso Senhor Jesus. Alfred Edersheim (1825-1889) descreve os juízes em Jerusalém como sendo tão corruptos que o povo mudou seu título de “Dayyaney Gezeroth” para “Gezeloth Diayaney”. Eles mudaram uma letra no hebraico que transformou a expressão “um juiz que lida com a lei” para “um juiz que é um ladrão”. “Juízes ladrões” se tornou seus título, porque eram muito corruptos.

Eles faziam exatamente o que a Bíblia disse para não fazer, o que Deus disse para não fazer. Eles eram parciais, injusto e aceitavam subornos. O Talmude (coletânea de livros sagrados dos judeus) dizia que os juízes estavam tão pervertidos que se vendiam por uma refeição. É sobre este tipo de juiz iníquo que Jesus se refere nesta parábola, ou seja, alguém que não temia a Deus e não tinha respeito por homem algum.

Deixe-me olhar para essa palavra “respeito” (Lucas 18:2). Esta palavra vem do grego “entrepōmi”, verbo que significa “estar envergonhado”. Em outras palavras, esse homem não tinha vergonha. A cultura do Oriente Médio é até hoje uma cultura de vergonha e honra. Mas, aquele juiz não se envergonhava diante das pessoas, seja lá qual fosse sua perversidade.

Alguém que não tinha qualquer reverência por Deus e a mínima vergonha de seu comportamento perverso em relação às pessoas era o juiz iníquo e sem vergonha sobre o qual Jesus fala nesta parábola. Nem por amor a Deus e nem pelo homem ele seria movido a fazer o que era justo. Este é o pior ser humano possível, sua maldade tem todo tipo de implicações trágicas, porque ele tomava decisões que afetavam a vida das pessoas.

Lucas 18:3 diz que “havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário”. Alguém havia defraudado gravemente aquela viúva. E, aparentemente, ela não tinha um filho ou pai ou irmão ou qualquer parente para lhe representar nos tribunais que pertenciam exclusivamente a homens. Mulheres não iam ao tribunal, apenas os homens. Esta mulher estava sozinha.

Ela representa os desamparados, desprovidos, desesperados e não amados. Êxodo 22: 22-24 fala sobre a responsabilidade de mostrar misericórdia a uma viúva. Em Deuteronômio 24: 17-18, Isaías 1: 16 e 17, e muitos outros lugares, ensinam que as viúvas deveriam ser cuidadas, suas necessidades deveriam ser satisfeitas. Mas aquele juiz foi indiferente para com as injustiças que a aquela viúva estava sofrendo.

Em Lucas 18:3, ela diz ao juiz: “Julga a minha causa contra o meu adversário”, ou seja, “dê-me proteção legal”, “dê-me o que é meu”. E, o juiz iníquo, consistente com sua perversidade “por algum tempo, não a quis atender” (v.4). Ele era simplesmente indiferente, fazer justiça não era algo que ele estava disposto a fazer.

Então este homem fala para si mesmo: “Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum”. Ele é um desgraçado confesso, ele sabe dimensionar sua enorme perversidade. Mas, no verso 5, ele diz: “todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me”. Ou seja, ele pensou: “Esta mulher me incomoda, me causa problemas e está me irritando. Todos os dias ela está aqui reivindicando seu caso. Está ficando muito problemático. Eu preciso me livrar dela. Vou julgar seu caso, assim ela não aparece mais aqui”.

Ele não tem respeito por Deus e nem consideração pelo homem. Mas ele tem consideração por si mesmo e busca apenas o que lhe agrada. A insistência da viúva estava lhe incomodando, pois poderia lhe desgastar. O verso 5 diz que ele temia que ela pudesse lhe “molestar”. Esta palavra no grego é o verbo “hupopiazo”, o mesmo usado em I Coríntios 9:27, quando Paulo fala sobre esmurrar o seu próprio corpo. É um termo de boxe e significa atacar alguém com um golpe no olho. O juiz se sentia espancado com os incômodos provocados pelos clamores daquela viúva.

O sentido é de que a viúva estava espancando o juiz com suas reivindicações. Algumas traduções falam de marcas no rosto (olho roxo) para indicar a gravidade e a força dos golpes. Aquela viúva mulher não era apenas problemática, mas dolorosa. O juiz percebeu que não suportaria mais a situação, ele teria que se livrar dela. Assim, o juiz poderoso e iníquo é derrotado pela persistência da viúva.

Na cultura do Oriente Médio, dominada pelos homens, as mulheres eram impotentes. Isto é verdade ainda hoje. Elas não tinham poder, mas tinham honra e podiam se defender por meio de ações que os homens não podiam usar. Li em uma obra sobre o modo de vida daquela época, que uma mulher podia gritar e reclamar implacavelmente em voz alta, assim ela atraia respeito. Mas, se um homem fizesse a mesma coisa, poderia até perder a vida. No verso 7, Jesus fala de uma clamor dia e noite, algo que aquela viúva fazia e atormentava a cabeça do implacável juiz.

Voltando ao verso 5, o juiz perverso diz: “como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me”. No original grego, o sentido é que o juiz iníquo faria justiça para aquela viúva, atenderia a seu clamor, por não tolerá-la mais. Então, essa é a estória. Essa é a ilustração.

Agora, qual é a intenção do Senhor ao contar essa parábola? Volte ao verso 1: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer”. Esta é uma parábola projetada por nosso Senhor para nos mostrar que em todos os momentos devemos orar e não desanimar. O verso diz que Jesus “disse-lhes”, disse a quem? Voltando um pouco atrás, em Lucas 17:22, temos a resposta, dizendo que Jesus “dirigiu-se aos discípulos”. Jesus estava tratando de Sua segunda vinda. Esse é o contexto.

Ele tinha falado sobre o fato de que o Filho do Homem voltará de uma maneira visível e que o mundo inteiro verá Sua volta. Ele vai brilhar no céu como um relâmpago ilumina de uma à outra extremidade do céu (Lucas 17:24). Ele virá num julgamento terrível, como nos dias de Noé e de Ló (Lucas 17:26-30). Ele virá de uma maneira que vai dividir casamentos e famílias, um sendo tomado e outro deixado (Lucas 17:34).

Lucas 17:37 diz: “Então, lhe perguntaram: Onde será isso, Senhor? Respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres”. Ele virá de uma maneira que vai criar morte e devastação, haverá carcaças em toda a Terra, de modo que os abutres se juntem. A localização de um cadáver é visível a grandes distâncias por causa dos abutres que o circulam do alto. Do mesmo modo, a volta de Cristo será evidente a todos que estejam perto ou longe. É uma imagem que fala também do julgamento e castigo que acompanhará Sua volta.

Voltando a Lucas 17:22, antes de proferir tais palavras, Jesus havia dito: “Virá o tempo em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem e não o vereis”. Ou seja, o desejo de tê-Lo fisicamente presente, uma anseio pela Sua volta, para que a justiça seja estabelecida. Ansiamos por vê-Lo voltar, não apenas para julgar, mas ansiamos vê-Lo voltar também para O vermos estabelecer Sua glória e Seu reino.

E então, Ele estava falando sobre a segunda vinda. Ele está dizendo aos Seus discípulos que haverá duas vindas. Uma vez que Ele veio para morrer e pagar a culpa pelo pecado, e novamente Ele virá mais tarde para estabelecer Seu reino glorioso e para julgar os ímpios. Os ouvintes, a partir de Lucas 18:1, são os mesmos de Lucas 17. E agora, Ele fala sobre orar e não desanimar. No tempo entre a primeira e a segunda vinda, não devemos desanimar, mas devemos orar.

Estamos vivendo nesse período de tempo agora. Sim, existe o reino invisível que o Senhor está construindo através da salvação, em que Ele estabelece Seu trono real nos corações daqueles que depositam sua confiança Nele. Existe esse reino invisível sendo construído. Mas o reino visível, o reino da justiça, a destruição dos ímpios, o acorrentamento de Satanás, o fim do reino de Satanás e do pecado, o estabelecimento do reino glorioso da justiça, alegria e paz, e finalmente o estabelecimento dos novos céus e nova Terra estão todos associados à Sua Segunda Vinda, que será desencadeada pelo arrebatamento da igreja. Isso é tudo no futuro. E então, Ele está dizendo que você precisa aguardar esse evento com oração e não desanimar. Essa é a chave para desvendar o significado da parábola.

E é compreensível. O Senhor sabia então que muito tempo se passaria, pela nossa medida, não pela Sua. Um dia para Ele é como mil anos, mil anos são como um dia, porque Ele é eterno. Mas para nós é muito tempo. Provavelmente foi muito tempo para alguns dos discípulos. Mas hoje já se passaram dois milênios, dois mil anos.

E continuamente Cristo é desonrado e Lhe é negado Seu lugar de direito. A Palavra de Deus é desvalorizada, agredida e atacada. E os cristãos são tratados com rejeição, perseguição e hostilidade e até mesmo martírio através desses dois milênios. Sofremos nas mãos de Satanás, do mundo e perseguição em um ambiente hostil. Ansiamos que Cristo volte e destrua os ímpios, destrua o pecado e o reinado de Satanás, e estabeleça Seu reino. Nós queremos tudo isso. Nós ansiamos por tudo isso. Mas, nesse tempo intermediário, a mensagem é muito clara do nosso Senhor: Não desanime! Continue orando para esse fim.

Esta é uma instrução inconfundível para nós em todos os momentos. Isso significa simplesmente que devemos orar e não desanimar, em qualquer tempo ou ocasião. Nunca podemos desanimar. No original, o sentido é de não “nos cansar”, ou “não ceder” ou “não nos acovardar”. Não podemos desistir da esperança de que Jesus esteja voltando. Os zombadores virão, como disse Pedro, questionando e negando a promessa de Sua vinda. Nós seremos ridicularizados por dizer que Jesus está voltando. E Ele está voltando. Não desanime. Não se torne covarde.

A marca de um verdadeiro crente é sua fé perseverante. A fé que não persevera não é a verdadeira fé. Por isso Jesus disse: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mateus 24:13). Este é um chamado para oração por Sua volta, para que o Senhor nos sustente até aquele dia. Um clamor para suportar a carne, o mundo, o diabo, a hostilidade contra o evangelho, a perseguição, rejeição e até martírio. É uma oração escatológica.

Há um chamado semelhante por nosso Senhor no capítulo 21 de Lucas e no verso 36: “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem”. Você precisa orar para que Cristo venha. Você precisa orar para ter forças para aguentar até o fim.

E na parábola do juiz iníquo, o Senhor pergunta: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 8:8). Ele encontrará esse tipo de fé perseverante? Ele encontrará este tipo de oração perseverante? Ele encontrará esse tipo de confiança duradoura? Isso é definitivamente uma oração escatológica. Nenhum de nós sabe a hora do arrebatamento. Não sabemos quando os eventos da Segunda Vinda ocorrerão. Nós não sabemos quando o Dia do Senhor virá. Os crentes estão esperando e sofrendo nas mãos dos pecadores. O pecado aumenta. A perversidade do homem cresce assustadoramente.

Nós vemos a poluição dentro e fora da cristandade. Falsos mestres são abundantes em todos os lugares. Estamos nos esforçando para permanecer fiéis e verdadeiros, confiando na Palavra de Deus. Ele prometeu que voltará, e cremos em Suas promessas. Ele virá, mas parte dos meios que conduzirão à Sua vinda é a nossa vida de oração. A oração move Deus a realizar Sua obra e, tendo realizado Sua obra, Ele a conduz para sua grande culminação na Sua Segunda Vinda. Ele virá. Ele prometeu que virá. Ele é e sempre será fiel aos Seus eleitos. Ele trará julgamento aos ímpios. Ele trará justiça aos santos. Ele será exaltado. Ele estabelecerá o Seu trono na Terra. Ele reinará em um reino na terra e estabelecerá o novo céu e a nova Terra. E é por isso que devemos orar implacavelmente.

Isso nos leva de volta a Mateus 6:10 e Lucas 11:2, que diz, respectivamente:

Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu.

Isto é orar para que o reino venha, para o Senhor punir os ímpios, recuperar a Terra, fazer justiça, reivindicar Seus eleitos, estabelecer Sua glória na terra, destruir Satanás, tomar Seu trono e estabelecer o glorioso cumprimento de todas as promessas de Deus. Esta é a chave para entender a parábola do juiz iníquo. Devemos estar vivendo nossas vidas dizendo: “Ora vem, Senhor Jesus. Ora vem, Senhor Jesus”.

Você não pode sequer começar a ter uma visão adequada do mundo, a menos que você entenda como tudo vai terminar. Quando Paulo tratou dos fins dos tempos, falando do arrebatamento da igreja, ele disse: “consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (I Tessalonicenses 4:18). É aí que encontramos nosso conforto no meio das questões desta vida. Quando João tratou de nossa glorificação eterna, ele disse: “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (I João 3:3). É uma esperança purificadora também.

Nós evangelizamos porque sabemos que o Senhor está voltando. Somos consolados porque sabemos que Ele está voltando. Estamos purificados porque sabemos que Ele está voltando. E há muito mais. Isso tem implicações tremendas, sobre como vemos tudo o que possuímos; sobre o que fazemos com nosso tempo; sobre o que fazemos com nosso dinheiro; o que investimos na vida de nossos filhos e de nossos conhecidos; como vivemos nossas vidas. E tem forte impacto na nossa vida de oração. João orou: “Ora vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20). Esta é nossa oração.

Então, vimos a ilustração do Senhor e a intenção do Senhor. Vamos descer ao versículo 6 e ouvir a interpretação do Senhor. Deixe o Senhor explicar a parábola no contexto. Em Lucas 18:6, Jesus diz: “Considerai no que diz este juiz iníquo”. Em outras palavras: “vamos pensar sobre o significado dessa estória”. Pense no juiz perverso da estória. Pense nisso. Ele era cruelmente indiferente a Deus e às pessoas. Mas ele finalmente fez o que era certo por razões puramente egoístas. Ele fez o que era certo por uma mulher a quem ele não tinha a mínima consideração. É com isso que vamos começar quando ouvimos a interpretação do Senhor. Mas vamos ao verso 7 ver o contraste:

Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?

Este é um tipo de comparação extrema. Você tem o ser humano mais perverso, miserável e indiferente que está fazendo o que é certo para alguém que ele não tem qualquer consideração, compaixão ou interesse. E se um juiz que é assim fará o que é certo para alguém por quem ele não tem afeição, você acha que Deus não fará o que é certo para aqueles que são Seus eleitos eternos, que são amados por Ele antes da fundação do mundo? E que clamam a Ele dia e noite implorando a vinda de Sua glória para que sejam glorificados com Ele?

Os eleitos são representados pela viúva. Nós somos, de certo modo, indefesos. Estamos, de certo modo, à mercê de um juiz. Mas esse juiz não é como Deus. Este juiz é o oposto de Deus. Deus sempre faz o que é certo por Sua própria lei. Deus é sempre compassivo, misericordioso, gracioso, terno e bondoso. E Deus fará o que Ele diz que fará para promover a gloriosa manifestação de Seus próprios filhos, amados por Ele desde antes da fundação do mundo. Se um juiz mau, injusto e sem amor fará o que é certo, o que um Deus justo, amoroso e santo fará, então?

A resposta vem no verso 7: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos?”. Ou seja, Ele não os justificará? Ele não vindicará Seus eleitos, aqueles a quem Ele escolheu para salvação? 1 Pedro 2:23 diz: “Deus é aquele que julga retamente”. Apocalipse 19: 2 diz que “verdadeiro e justo são os Seus juízos”. Ele fará o que prometeu para os Seus eleitos, porque Sua Palavra está em jogo e Ele é fiel à Sua Palavra, Ele é fiel à Sua lei, porque é misericordioso, porque é compassivo e porque ama aqueles a quem escolheu eternamente.

E a chave aqui é isto, versículo 7: “que a ele clamam dia e noite”. Somos nós. E isso nos leva de volta ao verso 22 no capítulo 17. “Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis”. Somos nós de novo. Estamos ansiando que Cristo venha. Estamos vivendo com a bendita esperança e a gloriosa aparição do grande Deus e nosso Salvador, Jesus Cristo. Vivemos com saudade, vivemos suplicando como aqueles sob o altar em Apocalipse 6: “Quanto tempo, oh Senhor?”. Ou seja, “quanto tempo o Senhor vai permitir este mal até que o Senhor venha e estabeleça justiça e glória?”.

Não podemos viver a vida cristã, como o Senhor a quer que vivamos, a menos que vivamos à luz da volta de Jesus Cristo. Não podemos remover esta bendita esperança de nossa teologia, de nossos discursos, vocabulário, do nosso dia a dia. Se isto acontecer, danosas implicações virão.

Se você fosse a um lugar onde o evangelho nunca foi pregado, qual seria a sua mensagem? Havia uma sinagoga judaica em certo lugar, então havia ali algum conhecimento do Antigo Testamento, mas predominantemente era uma cidade pagã. Esse é o caso em Tessalônica. E Atos 17 conta a história do apóstolo Paulo indo para lá. O que você pregaria quando chegasse lá? Qual seria sua mensagem?

Bem, se perguntássemos sobre um grupo de evangélicos modernos, provavelmente teríamos tudo, menos a resposta certa. Mas, o que Paulo fez por aquelas pessoas? O livro de Atos diz que Ele esteve lá ensinando por três sábados, ou seja, três semanas. Alguns estudos apontam que ele ficou mais tempo lá do que essas três semanas. Mas, se você tivesse apenas algumas semanas, se você tivesse apenas alguns meses com um grupo de pessoas, o que você lhes ensinaria?

Vamos descobrir o que Paulo ensinou. Veja I Tessalonicenses 1:3 onde Paulo diz “Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai”. Logo na saudação ele introduz a esperança que temos: nossa esperança futura.

E o que é essa esperança? Ele diz a você no versículo 10: “E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”. Logo depois, no capítulo 2, verso 12, ele diz: “Para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória”. Eles entenderam a esperança da volta de Jesus Cristo e que Ele vai trazer um reino e estabelecer Sua glória.

No verso 19 do capítulo 2, Paulo diz: “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?”. Você vê essa ênfase em toda a carta. No verso 13 do capítulo 3, ele diz: “Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos”. Você tem que viver à luz da volta de Jesus Cristo.

Você recorda que Paulo diz aos coríntios que “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Coríntios 15:52). Ele prossegue falando sobre isto e finaliza dizendo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (I Coríntios 15:58).

Voltando à primeira carta aos tessalonicenses, no capítulo 4, Paulo entra em mais detalhes. Nos versículos 13 a 18 ele descreve o arrebatamento da igreja. Ele diz:

16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

Isso era muita escatologia para uma igreja bebê. Mas é esta verdade que produz consolo. No capítulo 5, Paulo diz:

2 Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
10 Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

Se você for a 2 Tessalonicenses 2, Paulo trata do juízo que Jesus exercerá na Sua volta, quando desfará o iníquo, “cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira” (v.9), com um assopro de sua boca. Paulo diz que Deus enviará aos rebeldes “a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade” (v.11-12). Mas quanto aos filhos de Deus, ele diz:

13 Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do SENHOR, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;
14 Para o que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
15 Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
16 E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,
17 Console os vossos corações, e vos confirme em toda a boa palavra e obra.

Paulo ensina toda a escatologia. A apostasia vem em primeiro lugar, o homem da iniquidade é revelado. Eles também sabiam sobre o anticristo, eles sabiam sobre a escalada da maldade. Eles sabiam sobre a apostasia e eles sabiam tudo. Eles sabiam que o anticristo se estabeleceria como um deus, como um objeto de adoração. Ele tomaria assento no templo de Deus, mostrando a si mesmo como deus (v.4). Ele retrata o poder de Satanás exibido com sinais e falsas maravilhas.

Ela engloba o arrebatamento da igreja. Abrange o sofrimento dos crentes até aquele momento. Engloba o Reino, o estabelecimento da glória, a glória de Cristo, a glória dos Seus escolhidos, a manifestação dos santos, o julgamento dos ímpios. Está tudo aqui. É sempre fundamental conhecer o final da história. Pois aí teremos nossa redenção e recompensa. Na carta aos Filipenses, ele disse: “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:14). É sobre a volta de Jesus que ele está falando.

Então olhe para a volta de Jesus e lembre-se que há uma razão para sua espera. Uma das razões é que você pode trabalhar para ganhar uma recompensa eterna. Mas há outro motivo. Vamos voltar para a parábola do juiz iníquo, olhe para Lucas 18, versos 7-8:

7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?

Claro que Ele vai encontrar. É claro que os verdadeiros eleitos continuarão a crer, a esperar e a orar pela volta de Jesus Cristo. No verso 7, onde diz “demorado em defende-los” seria melhor traduzido como “Deus não está exercitando a paciência sobre eles?”. A palavra grega “makrothumeō” significa “ser paciente”. O que isso significa? É realmente uma palavra profundamente importante. O longo intervalo entre a primeira e a segunda vindas de Jesus é um período em que Deus está exercitando a paciência.

Existem três palavras do Novo Testamento para a paciência que são usadas em referência a Deus. Uma é “anecho”, que significa “tolerância”. Uma é “hupomone”, a “paciência do sofredor”, como Cristo sofreu pacientemente. Mas, aqui é “makrothumeō” ou “makrothumia”, que tem o sentido de “ira removida ou colocada distante”, ou “exercer paciência e longanimidade”.

E nosso Senhor está dizendo que Ele está vindo, Ele virá, Ele será glorificado, Ele julgará os pecadores e Ele fará justiça. Mas Ele colocou sua ira a uma grande distância. Êxodo 34:6 diz: “o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade”.

Deus tem o pleno direito de julgar, mas também tem o direito de ser misericordioso. Deus julgará em Seu próprio tempo. Pedro nos diz a resposta para este pequeno dilema. II Pedro 3:9 diz:

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

“Alguns” aqui se refere a todos os Seus escolhidos e não a todos os homens. Se você observar o contexto deste capítulo, verá que Pedro está descrevendo a destruição dos ímpios por parte de Deus. Deus exercita Sua paciência não para salvar a todos os homens, mas a Seus escolhidos, aqueles a quem Ele deu a Cristo (João 6:39,44; 10: 27-29; 17:12 etc.). Sua paciência não é para salvar a todos, pois a ênfase de Pedro aqui é na destruição do mundo e dos ímpios. Aqueles que perecem e vão para o inferno, vão porque são depravados e rejeitaram o Evangelho.

Pedro diz que a “makrothumia” de Deus é a salvação. Ele é “longânimo convosco”. Ele está se referindo aos salvos, o povo de Deus. Deus exerce Sua paciência para que cada um de Seus escolhidos venham ao arrependimento. Suas capacidade de paciência antes de irromper o juízo é enorme. Deus suporta blasfêmias incessantes contra Seu nome, assim como todo tipo de iniquidade, enquanto está reunindo e redimindo Seus eleitos. Não é por impotência ou negligência que o juízo final é protelado – é por paciência. Vemos o mesmo em Romanos 2:4 e 9:22, I Pedro 3:20, II Pedro 3: 9 e 15, I Timóteo 1:16. Em cada um desses casos, isso significa que Deus retém Sua ira à distância.

T.W. Manson contou uma história que veio dos antigos rabinos:

Havia um rei que era muito compassivo. Ele queria governar seu povo com compaixão e assim determinou que seu exército ficasse longe da cidade. E quando foi perguntado pelos homens sábios da cidade por que ele iria colocar seu exército tão distante da cidade, disse que em qualquer ocasião de rebelião na cidade, levaria muito tempo para trazer os soldados, o que seria um momento para os rebeldes retomarem o juízo e voltar atrás em suas atitudes.

E assim, disseram os rabinos, Deus mantém Sua ira à distância para que Israel tenha tempo para se arrepender. E não apenas Israel, mas os gentios também. Isso é o que Pedro trata em II Pedro 3: 13-15, em que diz

13 Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.
14 Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.
15 E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor…

Ou seja, no verso 15, ele diz, “considere o makrothumia do Senhor como salvação”. Deus enviará Cristo para julgar e estabelecer Seu reino e vindicar Seus eleitos, mas não até que Sua misericórdia na salvação seja satisfeita na íntegra e todos os eleitos estejam nela.

Assim, Em Lucas 18:8, Jesus diz: “Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça”. Ele vai fazer isso, mas você continua orando e orando e persistindo em oração e não desanime, porque Ele está esperando para reunir todos os Seus eleitos.

Assim, temos a ilustração, a intenção e a interpretação do Senhor. Um pensamento final: a inquisição do Senhor. Ele termina com uma pergunta, versículo 8: “No entanto, quando o Filho do Homem vier, encontrará fé na terra?”. O que isso significa? Jesus está apenas pensativamente fazendo a pergunta de que quando Ele vier, dado que vai demorar muito tempo, haverá alguém persistente como esta viúva? Quando Ele voltar, encontrará pessoas orando por Seu retorno? Sim. Ele encontrará. Mas também encontrará muita gente que se autoproclama cristã com muito pouco interesse nisso.

O cristianismo genuíno nunca perde sua confiança em Cristo, nunca perde sua esperança e está sendo apegado a Deus. Mas nos distraímos facilmente, não é? E o Senhor está tentando acertar isso de uma maneira prática. Quando Ele vier, encontrará Seu povo ainda chorando dia e noite esperando ansiosamente por Seu retorno? Nós amaremos Sua aparição? Nós estaremos clamando “Ora vem, Senhor Jesus”?

Nós vivemos na esperança, amados, nós vivemos na esperança. Somos cristãos verdadeiros e recebemos uma tremenda promessa. É assim que tudo vai acabar. Enquanto isso, sofremos e somos rejeitados e perseguidos, o evangelho é resistido e Cristo é desonrado. E muitas vezes pensamos que tudo está demorando demais. Continuamos a orar e implorar pela glória de Cristo, a honra de Cristo. E quando você vive desse jeito, ora desse jeito e pleiteia isso, muda tudo sobre a sua vida.

Já são quase dois mil anos. Mas nossa esperança brilha resplandecente, e nosso amor por Cristo ainda é verdadeiro e puro, nossa confiança de que Ele mantém Sua Palavra é firme. E assim oramos persistentemente pedindo a Ele que venha, glorifique a Si mesmo, vindique a Si mesmo, castigue pecadores, destrone Satanás, estabeleça um reino justo e de paz na Terra, reine como Rei dos reis e Senhor dos senhores e crie o eterno novo Céu e a nova Terra.

Nós dizemos: “Ora vem, Senhor Jesus”, e isto deve estar em nossos lábios dia após dia. Viva sob esta bendita esperança até que Ele venha. E observe como isso muda sua vida.

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda (II Timóteo 4:8).

Vamos orar juntos.

Nós sabemos que o Senhor mantém Tua palavra. O Senhor a manteve perfeitamente durante toda a História e manterá Tua palavra no futuro, oh Deus. Dê-nos essa esperança brilhante, essa esperança ardente de viver nossas vidas sabendo como tudo vai acabar. Que possamos investir no que é eterno, tratar levemente as coisas que perecem e tratar seriamente as coisas que são para sempre. E essa é a diferença entre como tratamos as coisas materiais e como tratamos as pessoas. As pessoas são para sempre. Que nós, conhecendo o terror do Senhor, persuadamos os homens! Que façamos nossa parte para nos engajarmos na realização da paciência de Deus que leva à salvação, como Pedro fala. Mesmo assim, Senhor Jesus, esperamos e vamos esperar até o Senhor voltar na hora estabelecida.

Mas nós imploramos a Ti que venhas, Senhor Jesus, venhas logo, venhas de repente como disseste. Leve-nos para estarmos Contigo. Estabeleças a Tua glória e tudo o que prometeste, para podermos dar-Te louvor e adoração constantes e desimpedidos durante toda a eternidade. Essa é a nossa oração. Que Tu sejas glorificado na glória de Cristo quando Ele vier. E até então, que sejamos conhecidos como aqueles que clamam dia e noite e nunca desanimam sobre o fato de que o Senhor Jesus virá. E estamos prontos e ansiosos. Nós Te agradecemos, Senhor, por aquela ânsia que vem através do dom de graça, através do Espírito para nós na salvação. Nós Te damos todo o louvor. Amém.


Este texto é uma síntese do sermão “Persistent Prayer for the Lord’s Return”, de John MacArthur em 03/12/2006.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/42-227/persistent-prayer-for-the-lords-return

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


 

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