A Parábola do Joio e do Trigo

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Nós chegamos agora ao capítulo treze de Mateus. Confio em que você tenha sua Bíblia pronta e sua mente esteja aberta, seu coração disponível para o Senhor, porque temos algumas coisas maravilhosas que Deus nos mostrará enquanto olhamos para a segunda parábola em Mateus 13. E é uma parábola sobre julgamento.

Vamos nos situar numa verdade: O Senhor é o Rei da Terra. O Salmo 24:1 diz que “do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”. O Altíssimo governa no reino dos homens. Assim, afirmamos que Jesus Cristo é o Rei desta Terra. Dentro desse reino, o Senhor Jesus, obviamente, permite a Satanás e aos pecadores certa liberdade. E, no entanto, sobre tudo, ele ainda é o Rei e está governando.

Cada fase da história humana, então, marca alguma faceta do governo de Jesus Cristo, o governo de Deus no mundo. Não há um período de tempo em que o reino de Deus não esteja em vigor na Terra. Deus medeia o seu domínio na terra através dos homens. Inicialmente, Deus mediou Seu domínio na Terra através de Adão, que foi Seu agente. E então, vieram os patriarcas, através dos quais Deus mediava o Seu domínio, depois os monarcas, os sacerdotes, os profetas e depois o Senhor Jesus Cristo encarnado.

E então, em um sentido muito real, Deus mediou a Sua vontade e o Seu governo através dos apóstolos, que também foram usados por Deus para trazer revelação ao homem sobre Seu reino. Eles receberam uma designação única para dar continuidade ao ministério de Cristo. Chegará um futuro, quando Deus voltará a trazer o Seu domínio à terra, mediado através do Senhor Jesus Cristo vivo, exaltado, glorificado, encarnado. Isso é o que conhecemos como o ‘reino milenar’. E então, finalmente, a Terra e o céu serão unidos no reino eterno quando o reino universal e o reino mediado na Terra se tornarão um só.

E a Bíblia delineia muito claramente todos esses elementos do domínio de Deus na Terra. E há mais um, que deixamos para fora em nossa lista anterior, e esse é o período de tempo desde a rejeição de Cristo até o retorno de Cristo, a época em que vivemos. Isso também é governado por Jesus Cristo. Isso, também, é uma forma de Seu reino.

A Bíblia designa no Novo Testamento o mistério que não foi revelado no Antigo Testamento. Esse período de tempo não é realmente delineado, mas agora, através do ensinamento do Novo Testamento de nosso Senhor está claramente definido para nós. Estamos vivendo nessa época.

Jesus, em Mateus 13, diz-nos como será. Ele define para nós, em sete parábolas, o caráter, a extensão, o valor e a consumação desse período conhecido como a forma misteriosa do reino. Deus medeia o Seu domínio na Terra através da Sua igreja, através dos crentes, habitados pelo Espírito Santo. Agora, os discípulos não viram esse período de tempo, como os profetas antigos também não viram.

Então, quando o Messias chegou, eles pensaram imediatamente que Ele estabeleceria Seu reino. E, quando estabelecesse o Seu reino, imediatamente todos os rebeldes e incrédulos seriam destruídos, a santidade e a justiça preencheria a Terra, e o reino seria como era previsto pelos profetas antigos. E assim, eles estavam sempre preocupados com o reino e seu caráter, seu poder e sua consumação.

Mesmo depois que Jesus morreu na cruz, eles ainda estavam curiosos sobre o reino. O reino foi o assunto que Jesus lhes falou o tempo todo. Antes da Sua morte, falou do reino, e depois da Sua ressurreição, falou mais sobre o reino. Momentos antes da ascensão de Cristo aos céus, eles Lhe perguntaram: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” (Atos 1:6). Mas Jesus lhe respondeu:

Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra (Atos 1: 7-8)

Ou seja, “Isso não é da sua conta!”. E logo depois Jesus subiu para o céu. Então, dois anjos lhes disseram: “Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11). Ou seja, o reino virá, eles disseram, mas isso não virá até que Ele volte em Sua plenitude. O reino que você está procurando, o reino da glória e da justiça e da santidade absoluta, o reino onde o Senhor Jesus governa com uma vara de ferro e não tolera nenhum mal, esse reino que é totalmente previsto pelos profetas, espera pelo Seu retorno.

Entretanto, há uma forma do reino e essa forma é descrita como ‘o mistério’. Agora, isso foi muito difícil para os discípulos, eu acho, entenderem. Porque eles não enxergavam isso. Eles só enxergaram a plena e gloriosa consumação do reino. Agora, lembre-se da última vez, Jesus começa a dizer-lhes parábolas aqui em Mateus 13 para ajudá-los a entender a natureza desse período intermediário em que vivemos. Ainda não terminou, porque Cristo ainda não voltou.

Jesus começa a descrever esse período intermediário entre Sua ascensão e Seu retorno, e a primeira coisa que Ele lhes fala é a parábola dos solos. E disse-lhes que havia quatro tipos de solos: o solo duro e resistente, no qual a semente não penetrou. E então, havia o solo de terra rochosa, onde a semente penetrou um pouco, a planta surgiu por algum tempo e depois morreu porque não havia profundidade. Depois, havia o solo espinhoso, onde a semente caiu, começou a crescer, mas foi sufocada pelas ervas daninhas e espinhos que ocupavam esse solo. E, em seguida, em quarto lugar, finalmente havia o bom solo onde havia frutos reais (Clique aqui leia os 3 sermões de John MacArthur sobre a “Parábola dos Solos”).

E Jesus está dizendo uma coisa maravilhosa. Ele está dizendo: “Nesta forma do reino, nem todos creem, nem todos são genuínos, nem todos produzem os frutos da justiça”. Na perspectiva dos discípulos de Jesus, haveria apenas um reino de plena glória e santidade, onde os incrédulos e inimigos seriam punidos e devastados. Eles não conseguiam ver um reino tão misturado. Eles provavelmente teriam pensado: “Bem, haverá então três tipos de rejeitadores e um tipo de verdadeiro e genuíno de solo frutífero. O que vai acontecer com os rejeitadores?”.

E eu imagino que eles pensaram nos fariseus blasfemadores que haviam acusado Jesus de fazer obras por meio de Satanás. Eles teriam bons motivos para pensar assim, pois ouviram João Batista falar que “Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará (Mateus 3:11-12). O batismo com o Espírito é para ao redimidos e o batismo com o fogo refere-se ao juízo de Deus contra os incrédulos. E aqui está João Batista, o precursor imediato de Jesus Cristo, e nem mesmo ele conseguiu enxergar esse período intermediário. Todo o entendimento deles era baseado nos profetas do Antigo Testamento.

Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações… (Isaías 2:2-4).

Deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. A justiça será o cinto dos seus lombos… (Isaías 11:3-5)

Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei (Jeremias 31:33-34).

Poderíamos continuar citando Ezequiel 20, Zacarias 14 etc. etc. As profecias se juntam para dizer que quando o Messias vier, Ele será o Rei, Ele estabelecerá um reino, Ele purificará os ímpios, purificará os rebeldes, repreenderá os incrédulos, estabelecerá a justiça sobre a face da terra. Todos irão crer; todos andarão em Sua lei. E assim, o problema imediato que os discípulos têm é: “Olha, se três tipos de pessoas neste mundo não vão crer, Ele vai destruí-las? Este é o momento?”.

E muito provável, em Atos 1: 6, quando eles disseram: “Este é o momento em que Tu vais restaurar o reino?”, eles realmente estavam dizendo: “Este é o momento em que Tu vais destruir os incrédulos? Este é o momento para seu julgamento devastador?”. E assim, o Senhor precisa explicar a eles, então, o que Ele fará com os incrédulos que estão na Terra durante esta forma misteriosa do reino.

Ele faz isso na parábola seguinte, a do joio. Ele responde à pergunta: “O que acontece com os incrédulos durante esta era?” E essa parábola começa no versículo 24, de Mateus 13. O Senhor Jesus Cristo conta uma história simples, cuja verdade é absolutamente infinita.

Versículo 24: “Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo”. Agora, esta é uma parábola sobre o reino dos céus. E isso é sinônimo do reino de Deus, o reino governado por Deus do céu. Certamente, o que é ensinado nesta parábola é verdade sobre o passado e também será verdade mesmo no período milenar. Então, é uma perspectiva bastante abrangente.

Mas, é uma parábola sobre o governo de Deus na Terra durante este período e Ele compara isso com um homem que semeou boa semente em seu campo. Agora, esse homem possui o campo, o campo dele. Tenha isso em mente. Ele não pegou um campo emprestado. É o campo dele e ele semeia boa semente. Jesus usou um exemplo muito cotidiano em Israel.

E o homem faz isso, semeia boa semente em seu próprio campo. Então, Mateus 13:25 diz que “enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se”. Ele tinha uma equipe para ajudá-lo, não eram preguiçosos, mas dormiram porque era noite. E durante a noite seu inimigo semeou o joio no meio do trigo. No grego, a palavra traduzida como “no meio” ou “entre”, é uma expressão grega muito forte, que quer dizer “semeou por toda a parte”.

O joio provavelmente se refere à “cizânia”, um tipo de erva daninha que dificilmente pode ser distinguida do trigo até que amadureça, era conhecida como o “falso trigo”. No âmbito agrícola, semear cizânia no campo de trigo de outra pessoa era uma maneira de destruir de modo catastrófico o meio de sustento da pessoa. Naquela época, a lei romana punia quem fizesse isto. E aquele inimigo era tão sútil que operava no sigilo da noite. E o verso 26 diz: “E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio”.

No verso 27, os servos daquele homem, espantados com o estavam vendo, questionaram ao dono do campo: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?”. Eles não ficariam espantados se tivessem visto algumas ervas daninhas, eles estavam habituados com isto. Mas ficaram chocados porque o campo estava cheio delas.

No verso 28, o dono do campo diz: “Um inimigo fez isso”. Seus servos logo dizem: “Queres que vamos e arranquemos o joio?”. Eles queriam defender a plantação, seu mestre e seu próprio sustento. Eles confiavam em suas habilidades para distinguir a diferença entre o joio e o trigo, então quiseram destruir o joio. Mas seu mestre respondeu:

Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro (Mateus 13:29-30).

Essa é a narração. Uma estória muito simples, fácil de entender. Mas o que isso significa? Bem, isso é o que os discípulos queriam saber.

Olhe para o versículo 36. Mais tarde, depois de ter dado algumas outras parábolas no meio, é hora de Jesus explica-la. E, como aprendemos com os outros Evangelhos, Ele explicou todas elas, porque eles, por conta própria, não conseguiram compreendê-las completamente. “Então, despedindo as multidões, foi Jesus para casa. E, chegando-se a ele os seus discípulos, disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo”.

No verso 10, os discípulos haviam perguntado a Jesus: “Por que lhes falas por parábolas?”. Jesus respondeu: “Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido” (v.11). E Jesus explica a razão:

Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados. Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram (Mateus 13: 12-17).

Mas, em Marcos 4:10-12 temos um registro interessante desse mesmo episodio:

E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.

Assim, as únicas pessoas a receberem uma explicação seriam os que criam, os crentes. E é assim que é. Deus apenas revela a Sua verdade aos Dele, a quem o Pai escolheu e chamou. E Jesus aqui responde a pergunta deles.

Os discípulos disseram a Jesus: “Explica-nos a parábola do joio do campo”. Eles sabiam que a estória era sobre aquelas coisas que não pertenciam ao campo e que, no final, seriam queimadas. Esses foram os personagens aos quais eles atribuíram importância. Era uma perspectiva dos discípulos quanto ao reino. João Batista pensou nisto quando falou sobre o batismo de fogo e que Jesus “Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará” (Mateus 3:12). João e Tiago chegaram a sugerir clamar fogo do céu contra a aldeia de samaritanos porque não quiseram dar pousada a Jesus (Lucas 9:54).

Eles foram tomados de um zelo próprio, tal como aqueles servos tiveram em relação ao campo infestado de joio. Ou seja, eles pensaram: “Apenas queime, Senhor”. E eles pensaram que estavam em um bom campo. João Batista disse que quando o Messias viesse, Ele faria isso. Você já sentiu isso sobre o mundo incrédulo? Deus! Limpe-os, queime-os! E então, eles tinham uma sugestão a Cristo: “Nós temos uma ótima ideia, queimamos tudo e nos dê o reino!”.

Vejamos a interpretação no versículo 37. “O que semeia a boa semente é o Filho do Homem…”. Quem é o Filho do Homem? Cristo. Ele usa esse, mais do que qualquer outro título, para Se referir a Si mesmo, porque O identifica em Sua encarnação, em Sua humanidade, como o Segundo Adão, o Homem Perfeito. Em Daniel 7:13, o Messias é dito ser chamado de Filho do Homem. Então, Ele está se identificando como o Messias, Deus encarnado, nesse título. É um título maravilhoso.

Os judeus sabiam que era um título messiânico. Quando Jesus foi levado ao Sinédrio, e Se identificou como o Filho do Homem, os líderes religiosos perguntaram-lhe: “Logo, és tu o Filho de Deus?” (Lucas 22:70). E assim, vemos que o semeador é o Senhor Jesus Cristo.

Agora, o que isso nos diz? Há algumas lições aqui. Ele nos diz que o Senhor está semeando sementes. Onde? Em Seu campo. O versículo 38 diz que o campo é o mundo. Então, o Senhor está semeando sementes no mundo. E posso apressar-me em acrescentar que o mundo é o campo Dele. Pertence a Ele. Ele é soberano. Ele é o Rei da Terra. Em Apocalipse 6 vemos Ele retomando a Terra. Ele é o mesmo. Em Romanos 8, a criação geme esperando que Ele tome posse do que é corretamente Dele.

Então, vemos que o Senhor está semeando a semente no mundo que pertence a Ele. É o campo Dele. É o reino Dele. Ele criou tudo e colocou Adão e Eva nele. E Satanás veio e usurpou tudo. Mas, ainda é Dele. Ele criou e Ele vai reclamá-lo, e é Dele enquanto isso. Assim, o Filho do Homem, o Senhor Jesus Cristo, semeia em Seu próprio campo.

Agora, o que Ele semeia? Bem, diz que a boa semente são os filhos do reino. O que isso significa é que o Senhor coloca os filhos do reino no mundo. Muito simples. Você ficaria impressionado com a complexidade que as pessoas fazem com essa parábola. Provavelmente eu já li 20 livros diferentes, de pessoas diferentes, sobre essa passagem, e a maioria deles diz que o campo é a igreja. E que na igreja o trigo e a joio crescem juntos. Você já ouviu isso? Essa é uma interpretação muito comum. Jesus disse no versículo 38: “O campo é o mundo”.

Agora, não parece muito difícil, não é? Você diz: “Mas você deve interpretar o que Ele quis dizer”. Não, Ele apenas interpretou o que Ele quis dizer. Antes de tudo, o campo era um campo, apenas um campo com um homem semeando. E então, Ele disse que o campo significa o mundo. E agora, muitos dizem que o mundo significa a igreja. Alguém mais pode vir na próxima geração e dizer que significa determinado grupo cristão e assim vai. Você não pode acrescentar nada, fique apenas com aquilo que Jesus disse. O Senhor disse que o campo é o mundo. Ele bem conhece a palavra “igreja”, e se Ele quisesse usá-la, Ele a teria usado aqui. O campo é o mundo, é o que Ele disse.

O que Ele está dizendo? Deus semeia Seus filhos de Seu reino em todo o mundo. Agora, os discípulos poderiam lidar com isso. Claro, será um reino terrestre. Deus colocará Seu povo em todo o mundo. Não temos um problema com isso. A propósito, se você considerar que o campo aqui é a igreja, você vai criar um caos tentando interpretar a parábola e não vai conseguir.

Porque mais tarde, quando os servos dizem: “Podemos retirar o joio?” E o Senhor diz: “Não os retire, deixe-os crescer juntos”, se essa é a igreja, então não temos direito à disciplina na igreja, não podemos expor um herege e nem lidar com o pecado. E isso não é o que as Epístolas nos contam. Se você faz deste campo a igreja, você realmente tem problemas. Deixe-o como Jesus interpretou. É o mundo.

“Filhos do reino”, é uma verdade maravilhosa. Somos filhos do reino. Nós somos os súditos do Senhor Jesus Cristo. Nós fomos plantados no mundo, Seu mundo. Esta é uma imagem, não do mundo na igreja, mas da igreja no mundo. E somos colocados dentro do sistema mundial. Nós, que realmente amamos o Rei, que genuinamente afirmamos Seu Senhorio, que verdadeiramente somos sujeitos à Sua soberania, fomos plantados no mundo.

Isso é um grande pensamento. Não estamos aqui por acaso. Somos plantados pelo Senhor. Não é ótimo? No lugar que Ele nos quer no mundo. Isso também me diz que não devemos estar fora do mundo. Não devemos estar em um mosteiro, em algum lugar oculto, em um cubículo ou buscando alguma cidade sagrada neste mundo.

Não somos chamados a fazer isso. Não somos chamados a nos isolar. Nós fomos plantados no mundo. Então, neste reino, vamos ser plantados em todo o mundo e estamos nele por muitas razões. Em primeiro lugar, estamos no mundo para sermos amadurecidos através dos problemas que o mundo nos causa, certo? I Pedro 5:10 diz:

E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá.

Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33). O Senhor nos prepara para que possamos nos desenvolver. Ele também nos planta neste mundo para que possamos influenciar.

Agora, uma parábola pode se desenrolar e então chegar a um ponto em que traz analogia de uma verdade espiritual. E agora chegamos a esse ponto. Mas, antes quero apresentar um pensamento: você sabia que todo mundo que é trigo já foi joio? Nós fomos sementes ruins antes de nos convertermos. Alguém diz: “Bem, isto não contradiz a eleição? Os crentes são boas sementes…”. Não, não, não. Não havia qualquer bem em nós. Todos se tornaram imundos.

Assim, o Senhor nos coloca no mundo não só para sermos aperfeiçoados e amadurecidos pela pressão do sistema das trevas, mas para influenciarmos o joio a transformar-se em trigo, através do Evangelho. Por isso Jesus orou: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (João 17:15), ou seja, “os livres do maligno”.

Agora, quem somos nós no mundo? Bem, o versículo 38 diz que o joio são os filhos do maligno, do diabo. E o verso 39 diz que “O inimigo que os semeou é o diabo”. Ele é o inimigo. É o próprio fundamento de quem é miserável, ele é uma escuridão absoluta. Ele é um erro irrestrito. E qualquer um que não seja filho do reino é filho do maligno. Há apenas dois tipos de pessoas no mundo: os filhos do reino e os filhos do maligno.

E se você não é filho do Rei, em submissão ao senhorio de Jesus Cristo, você é filho do diabo. É uma verdade bíblica cristalina. Nesse caso, como você anda? “Segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2) e “andando nos desejos da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Efésios 2:3). O versículo conclui que você é, “por natureza filho da ira”. Se você não obedece ao senhorio de Cristo, então quem trabalha em você é Satanás.

Em João 8:44, Jesus disse aos líderes de Israel: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai”. Em João 3:8, o apóstolo diz: “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”. Sem Cristo, o homem está morto em delitos e pecados, e é escravo do diabo. Há diferentes níveis de apodrecimento de cadáveres, mas todo cadáver é um homem morto. I João5:19 diz: “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno”.

Há uma declaração interessante em Mateus 5:37. Neste capítulo de Mateus, o Senhor está contrastando o comportamento justo com um injusto. E Ele resume-o no final do versículo 37: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”. Em outras palavras, se você vai além ou está em contradição com a lei de Deus, procede do maligno. E essa é uma declaração teológica monumental. Deus não é o autor do mal. O mal procede do maligno. Ele é quem semeou a má semente.

E então, de volta a Mateus 13, o Senhor semeia crentes, súditos do Rei, no mundo e Satanás vem e semeia seus próprios filhos no mesmo campo onde o Senhor já havia semeado. Então, o mundo está misturado: súditos do Rei e súditos do usurpador (o inimigo, o próprio diabo). E, por sinal, o verso 39 de Mateus 13 diz: “O inimigo, que o semeou, é o diabo”, diabo significa “adversário, inimigo”. Então, estamos misturados no mundo. Agora, isso é muito importante. É assim que tem sido e será.

Agora, há várias coisas que precisamos observar. O verso 25 diz que o inimigo “semeou joio no meio do trigo, e retirou-se”. E ele usa um termo muito, muito forte, um pensamento muito abrangente, significando que esta semeadura é em todos os lugares. Temos que notar aqui que Satanás realmente tem o seu povo em todos os lugares. Há uma semeadura maciça, e ele gosta de semeá-los tão mais perto do trigo quanto ele possa fazê-lo.

Ele os semeia também na igreja. Em Mateus 7:23, Jesus diz: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”, referindo-Se a pessoas que reivindicavam ter feito algo em Seu nome. Satanás tem seus trabalhadores iníquos semeados na Igreja. Agora, quando os encontramos aqui, temos instruções bíblicas para colocá-los para fora. O Novo Testamento é claro nisso. Assim, Satanás está semeando onde Deus já havia semeado. E essa é a história do mundo. Deus semeia a boa semente, Satanás semeia o mal, e é assim que se passa em toda a história humana.

A semeadura de Deus convive dia a dia com a semeadura de Satanás, em todos os lugares, desfrutam também da mesma graça comum, “porque Ele faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5:45).

E é aí que chegamos na colheita, em Mateus 13:39, muito importante: “O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos”. Por que Jesus diz isso? Porque, você vê, os discípulos estavam prontos para pegar a foice naquele momento. E, por vezes, confesso, eu me inclino a pensar como eles. Quando vejo a maldade, a rejeição, a incredulidade, o sofrimento que o mundo impõe à igreja verdadeira de Cristo e a sua luta contra os propósitos do Senhor, por vezes eu tenho vontade de pedir a Deus para vir logo e acabar com isso. Veja como Davi muitas vezes pedia o juízo de Deus sobre os inimigos.

Mas, aqui o Senhor diz: “Não seja impaciente, a colheita espera até o fim dos tempos”. Uma frase muito importante, usada várias vezes em Mateus, que fala da consumação suprema no julgamento, fala daquele último momento em que Deus julgará. Agora, vamos conectar isto com a parte da história onde os servos queriam arrancar o joio e seu mestre não permite. Arrancar o joio naquele momento poderia trazer algum trigo junto.

Você diz: “O que Ele quis dizer com isto?”. Ele simplesmente está dizendo que se você tenta julgar o mundo, sem uma visão divina, você acabaria condenando muitos eleitos de Deus. Você diz: “Espere um minuto, o que isso significa?” Deixe-me explicar.

Você sabe que a Igreja Católica Romana, por exemplo, perseguiu e matou verdadeiros crentes. E ela fez isto por se considerar pura. Esta foi uma realidade histórica. Você não foi chamado para fazer isto. Deus não chamou a igreja de Jesus Cristo para julgar o mundo. Deus não nos quer em uma posição de poder político, destruindo os incrédulos, porque não podemos enxergar como Deus enxerga.

A função da igreja não é se espalhar pelo mundo para arrancar o joio. Não é esse o seu chamado. Não devemos atacar o mundo. Deus não nos deu esse ministério. Nós vamos crescer juntos ao joio neste mundo. E como Satanás ama a imitação, ele vai também plantar o joio na igreja.

E todas as vezes que a igreja se tornou um poder político, ela se tornou propensa a querer destruir a quem ela considerava apóstata.  Jesus disse que não tinha vindo julgar o mundo. Esse não é o tempo do juízo. Até mesmo em relação a Judas, Jesus moveu-se por paciência. E este é o momento da paciência. Ele era tolerante. E este é o momento da tolerância. Ele foi gracioso. E este é o tempo da graça.

E, enquanto algumas pessoas estão correndo, tentando destruir o joio, elas podem estar esquecendo o fato de que elas mesmas já foram joio. Devemos olhar do ponto de vista divino, para não estarmos totalmente fora de linha com o plano de Deus. O Senhor sabe quantas pessoas pertencem ao Seu reino.

Quando Paulo estava em Corinto, e se levantou grande oposição dos judeus, ele disse: “O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios” (Atos 16:6). Logo depois ele foi para a casa de Tício Justo, junto a uma sinagoga. O que aconteceu ali? “Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados” (v.16: 8). E em visão o Senhor disse a Paulo:

Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus (16:9-11).

Se a igreja atuasse contra os ímpios do mundo, estaria tentando interferir na paciência e graciosidade de Deus. Esse não é nosso chamado. Não devemos fazer isso. Não devemos maldizer os incrédulos do mundo. Não devemos orar para que Deus os destrua. Nós devemos orar para que Deus os salve. Essa é a única atitude adequada. Um sentimento de compaixão foi a atitude do Senhor Jesus Cristo diante de Judas na noite em que Ele foi traído. O que Jesus fez em relação a Judas é uma ilustração de como significa vivermos misturados com o mundo nesta era da graça. Não podemos agir como carrascos. Devemos agir amorosamente, pacientemente e graciosamente tolerantes, como o nosso Senhor agiu. Devemos ter um coração compassivo, não um coração que exala condenação.

Não podemos aplicar os princípios espirituais que vivemos no reino ao resto do mundo. Você não pode dizer: “Devemos nos livrar dessas pessoas, estão estragando nosso mundo!”. Elas estão apenas fazendo o que naturalmente têm inclinação a fazer. Elas estão nas trevas e vivem “segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”. Elas agem como filhos do diabo.

E se você for tentar impor sobre o mundo o padrão do reino de Deus, você estará fazendo o que Jesus nos preveniu para não ser feito: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6). Aqui Ele não ensinou a fazermos juízo sobre os outros, mas a termos cuidado em ver nossas próprias vidas, como Ele expressou nos versos anteriores.

E se você olhar para todo o Sermão do Monte (Mateus 5,6 e 7), Ele está dizendo: “Não tome estes princípios deste sermão e tente aplicá-los sobre uma sociedade de pessoas ímpias, porque eles não podem lidar com isso”. Nossa missão é pregar o evangelho a todos eles.

A salvação, então, nos chama para um lugar que é, em certo sentido, precário porque estamos misturados no mundo. Mas ouça isso com muito cuidado. O Senhor não está perturbado com isso, porque a natureza do trigo não pode ser mudada. Podemos estar ao lado do joio, mas o joio não pode mudar nossa natureza, se, de fato, somos trigo. Mas, ao contrário, o joio pode ser transformado pela influência da piedade testemunhada pelo trigo. Veja os versículos 38 e 39 de Mateus 13:

O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno; O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.

Os cristãos são chamados para uma influência através da justiça, não ao julgamento. Não somos chamados a condenar o mundo. Nós não somos executores de Deus. Essa não é a nossa tarefa. Nós temos um conhecimento inadequado em primeiro lugar; podemos acabar cometendo erros terríveis, como têm sido feitos tantos na história…

Então, a Bíblia diz que Deus vai julgar. Ele vai julgar no final da era, e os anjos serão os segadores. E você pode ver uma e outra vez no Novo Testamento, de Mateus a Apocalipse, como Deus elegeu os anjos para colherem, tais como:

Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras (Mateus 16:27).

E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus (Mateus 24:31).

Os processos de coleta dos eleitos e dos que serão julgados serão feitos pelos anjos. Você vê isso, também, em Apocalipse 14, particularmente, e depois o capítulo 19, que os anjos são agentes de julgamento de Deus, e não os homens. Essa não é a nossa tarefa. E esse julgamento virá em um tempo determinado por Deus. II Tessalonicenses 1: 7-9 diz:

E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder.

Quando isso vai acontecer? O verso 10 diz: “quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)”. E Mateus 13:40-42 diz:

Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

O termo “reino” abrange o mundo inteiro, é todo o Seu campo, e Ele puxa a rede, por assim dizer, como Mateus 13:47-50 diz:

Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

E, assim, haverá um julgamento inevitável quando o Senhor enviar Seus anjos, que tirarão do seu reino tudo que o ofende, é pecaminoso e incrédulo. E tudo será jogado no fogo. E esse fogo é a parte mais terrível para o homem. É uma terrível e eterna destruição dos injustos, dos filhos de Satanás. Essa realidade do fogo é algo recorrente no Novo Testamento. Apocalipse 19:20 fala do “lago de fogo que arde com enxofre”. Em Marcos 9:43 Jesus fala do “inferno, o fogo que não se apaga”.

É o fogo queimando no inferno. Daniel 12:2 diz que “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno”. Mateus 13:42 fala da “fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes”. É o castigo eterno no inferno. E a reação no versículo 42 é tão assustadora: ranger de dentes, gritos agudos, prantos. Muitas pessoas declaram ideias diferentes do inferno, até como um lugar de festa. Mas, Jesus falou de um lugar terrível de fogo, prantos e ranger de dentes.

E o Senhor está dizendo aos discípulos: “Olhe, por enquanto aguarde, seja paciente agora, seja um canal da justiça, aprenda a suportar a convivência com o joio, o plano eterno de meu Pai está em andamento”.

E, finalmente, o julgamento virá. E depois disso, versículo 43, “então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos ouça”. Veja a palavra “então”, não agora, mas “então os justos resplandecerão…”. Então virá a “Shekinah” iluminando o rosto de todos os santos. “Eles vão brilhar como o sol no reino de seu Pai”. Isso é parte do futuro. Daniel 12:3 diz que os justos “resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente”.

O último ponto é a aplicação, versículo 43. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Essa é a aplicação. Você diz: “O que isso significa?” Simplesmente significa “é melhor você ouvir”. O que você está escutando?

Se você é joio, filho do inimigo, então ouça: este é um tempo de paciência, este é um tempo da graça, mas o julgamento é inevitável, eterno, doloroso. É melhor escutar. Se você é trigo, ouça: você terá que conviver com o joio e ser usado por Deus para um vivo testemunho da justiça. Use isto em todas as oportunidades. Você não está aqui para sentenciar e destruir o mundo, mas para amar os perdidos e apresentar-lhes a salvação. Essa é a sua comissão.

Bem, vamos orar. Com sua cabeça inclinada por um momento, se você olhar em sua própria vida e você sabe que não conhece o Senhor Jesus Cristo ou se pergunta como pode conhecê-Lo, então pense profundamente sobre o fato de que se você não é filho de o reino, submetido total e completamente ao senhorio do Rei, você é um filho do maligno e você será apreendido e queimado para sempre.

Isso não precisa ser assim. O Senhor Jesus Cristo irá transformá-lo agora e torná-lo um filho do reino. Ele pode fazer essa transformação. Ele nos chamou do reino das trevas para o reino de Seu querido Filho, Colossenses 1. Ele pode fazer a transformação e Ele irá. É por isso que Ele espera, Ele espera por você.

E se você é trigo, você está influenciando o mundo para o bem e para Deus? Sua atitude é de amor, e não de condenação? É tão fácil sentar-se e condenar os pecadores e falar mal deles e explodir com eles, porque temos motivos para isso, devido ao seu pecado. Mas, se de alguma forma, no processo, começamos a querer chamar a condenação sobre eles, talvez precisemos pedir a Deus que nos dê maior graça para com eles – a graça que Jesus teve em relação a Judas.


Este texto é uma síntese do sermão “The Kingdom and the World”, de John MacArthur em 04/04/1982.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/2300/the-kingdom-and-the-world

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


 

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