Páscoa cristã: existe mesmo ???

Imprimir

 Eis aí o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1:29)

Geração após geração, temos ouvido sobre a existência de um tal calendário cristão de festas e sobre o fato de ser a Páscoa um dos principais eventos deste calendário. Mas, você já cogitou se isto tem respaldo bíblico? Garantimos a você que ao examinar o que diz a Bíblia e o que afirma a história sobre o assunto, poderá responder a esta indagação. E, a resposta, com certeza será: Não! E, o pior, verá como o Inimigo de Deus está por detrás também desta aparente comemoração da cristandade.

Isso não é exagero, nem sensacionalismo. Jesus nos preveniu sobre a infiltração de joio no meio da sua plantação de trigo (Mt. 13:24-30;36-43). O Inimigo de Deus e da sua Igreja, perito em enganar, infiltrou, nos dois mil anos de história da Igreja de Cristo, muito joio. Este joio se misturou com a plantação de trigo, pois até a maturidade se parece muito com ele, e, no passar dos anos, foi enramando, contaminando e enfraquecendo a verdade pura que tem como única fonte a Palavra de Deus. Isso não deve nos causar desespero, como se o Dono da Plantação tivesse perdido o controle da obra. Não, Ele nunca perderá, pois tem tudo sob seu Soberano controle. E, no tempo certo garantiu que estaria limpando sua plantação, separando o joio do trigo e destinando aquele ao fogo.

Uma das bases para o engano de Satanás é a própria adulteração que ele fez no conceito de Igreja. Quando as pessoas pensam ou falam em igreja, é comum terem em mente um prédio, uma organização, um grupo social. É uma demonstração de como o Inimigo subtraiu o real conceito de Igreja da mente das pessoas e, o pior, dos próprios cristãos! Agindo assim, Satanás transformou, aos olhos do mundo perdido, a Igreja em mais uma religião, com seus rituais, tradições, crenças, como qualquer outra religião.

Por outro lado, muitos aderiram a uma ‘igreja’, aos seus costumes e ritos. Assim, enganam-se pensando estarem servindo a Deus. Mas, se não nasceram de novo não têm vida em Cristo e, apesar de estarem às vezes até bem atuantes no meio da ‘igreja’, são mortos, vivem uma ilusão, um tremendo engano. O pior é que muitos destes são líderes à frente do rebanho. Cegos que guiam outros muitos cegos.

A religiosidade é uma necessidade da alma do homem. Por que? O homem foi criado para ter comunhão com Deus e o pecado quebrou esta comunhão. Mas, a necessidade do homem em se relacionar com o seu Deus permaneceu. E, sabendo disso, Satanás ofereceu um remédio alternativo ao homem. Na verdade, um placebo (falso remédio). Trará alguma satisfação a sua alma sedenta, mas não curará a sua doença, pois o verdadeiro ‘remédio’ está na cruz de Cristo. Mas, o remédio trará o efeito colateral da morte certa para todos aqueles que dele provarem.

Devo experimentar um real novo nascimento, uma experiência sobrenatural que transforma meu coração sedento pelo pecado em um coração sedento e faminto pela justiça perfeita que procede de Deus. Mas, o placebo não. Tomo-o, minha alma se encarrega de produzir efeitos irreais, penso que estou curado, mas permaneço doente, pois não quero suportar o efeito colateral do verdadeiro remédio: a morte, a minha morte, do meu EU tão precioso. Como bem afirmou um irmão: “a única razão pela qual toleramos ídolos mortos é porque, embora não possam nos socorrer, também não podem nos causar danos nem nos convencer do pecado”.

Mas, voltando ao nosso tema central, examinemos, à luz da Palavra de Deus, os seguintes pontos:

1. Igreja: é o povo separado por Deus, separado do mundo, dos seus valores pecaminosos e das suas aspirações. Separado para realizar a vontade de Deus na terra, que é a glorificação de seu Filho Jesus. É o povo que rompeu com o pecado, com a sua velha natureza e o velho homem. É o povo que ama a obediência a Cristo e a Seu Evangelho. Por isso, a Igreja é um organismo vivo e a Bíblia a compara com um corpo no qual somos os diversos e distintos membros, tendo como cabeça o Senhor Jesus. Nesse sentido, a Igreja é uma só, nesses dois mil anos de história. Aqueles que experimentaram o novo nascimento, tornaram-se filhos de Deus e foram selados pelo Espírito Santo. Estes formam a igreja gloriosa de Cristo.

2. Rituais: Não há em qualquer parte do Novo Testamento o estabelecimento de rituais, calendários de festas, ou qualquer outra coisa parecida para que a Igreja venha cumprir. Sendo um Corpo, um organismo vivo, o centro da Igreja é viver para Jesus e, nesse viver, aqueles que são a Igreja relacionam-se na mesma harmonia dos membros de um corpo físico. Unidos a Cristo, fomos também unidos ao seu Corpo. Historicamente, toda religiosidade vazia é marcada pela obrigatoriedade da prática de algum rito. Mas, a Igreja não vive do que é exterior, antes, Ela é guiada pelo Espírito que a conduz a fazer a vontade do Senhor (Romanos 8:9-11). A Igreja primitiva, aquela que nasceu do ministério de Cristo e, depois, do ministério único dos apóstolos, vivia de maneira simples e viva o Reino de Deus (II Cor. 11:3). Basta ler o livro de Atos para constatarmos isso! Essa Igreja foi duramente perseguida e martirizada. Mas, quanto mais sofria e era perseguida, mais crescia, mais se fortalecia. Os historiadores relatam que o testemunho de muitos mártires serviu como atestado de que havia um Deus por detrás daquilo, pois, como seres humanos, temos aversão à dor e ao sofrimento, como, então, aquelas pessoas morriam de maneira brutal e cantando???

3. Mudança de Tática: Satanás, então, mudou, ainda que aparentemente, sua tática de ação. Corporificando o brocado que diz que ‘se você não pode vencer um inimigo, una-se a ele’, o cristianismo foi transformado numa religião estatal pela vontade de Constantino, Imperador de Roma. Bom frisar que nesse tempo a verdadeira Igreja do Senhor, que não se uniu ao Poder Político, foi duramente perseguida por essa Igreja Romana. Agora não era mais o arrependimento e novo nascimento que unia uma alma a Cristo, mas a adesão a religião do imperador. Mesmo neste ambiente de religiosidade vazia, o Senhor manteve a sua Igreja e o seu Testemunho na terra durante esses dois mil anos. E muitos que exteriormente compunham essa estrutura religiosa estatal realmente tiveram uma forte experiência com Deus, embora isso sempre suscitasse duras retaliações.

4. Entram os rituais: os historiadores registram que, em todos os tempos, o sistema papal acrescentou à igreja ritos e práticas, caracterizando exteriormente o cristianismo como mais uma religião. Infelizmente, a maior parte das pessoas não conhece a Bíblia e nem a História, e isso a leva a acreditar que Jesus foi mais um líder místico religioso, e que foi o criador desse cristianismo oficial romano, aquele que ocupou as páginas oficiais da história. Para caracterizar uma religião nova e para fazer com que os seus adeptos se sentissem bem nela, muitos ritos e práticas praticadas pelos povos pagãos, práticas estas condenadas vorazmente pela Bíblia, foram incorporados à chamada ‘religião cristã’. Muitos não sabem disso. Mas, vários ensinos como a eterna virgindade de Maria, seu título como mãe de Deus, sua ascensão ao céu, sua natureza imaculada, dentre outras, não são bíblicas, mas foram introduzidas no ‘mundo cristianizado’ pelos papas, no afã de satisfazer seus ‘fiéis’ que vinham do ‘paganismo’ cultuando deusas e celebrando festas às tais. Lembre da influência da cultura grega sobre Roma! A idolatria foi introduzida de maneira institucionalizada pelos papas, pecado este condenado de Gênesis a Apocalipse. Mas, infelizmente, até hoje as imagens de escultura são relacionadas com a Igreja de Jesus. Verdadeira heresia!

5. Chegamos na Páscoa: Essa festa também penetrou no ‘mundo cristão’ por essa mesma porta, a porta da heresia, da cópia de rituais pagãos e satanistas pelos papas.

a. Primeiro, já vimos que não há qualquer calendário litúrgico instituído pela Palavra de Deus para a Igreja, que é um organismo vivo.

b. Segundo, devemos também esclarecer que esta ‘Páscoa cristã’ não se confunde com a Páscoa judaica da Antiga Aliança (Num. 9). Após libertar o povo do cativeiro do Egito, através do ministério de Moisés, o Senhor instituiu a Páscoa, que deveria ser celebrada todo ano, no primeiro mês, no décimo-quarto dia, a fim de que os judeus se lembrassem de como o Senhor os livrou do cativeiro. Essa era uma grande data para os judeus e era comemorada com o sacrifício inicial de um cordeiro (escolhido no décimo dia), sem defeito algum, que era examinado pelos sacerdotes e, ao ser imolado, seu sangue era derramado, através do qual havia uma purificação do ofertante pelos pecados até ali cometidos. A carne do cordeiro deveria ser comida acompanhada de ervas amargas (para lembrarem do sofrimento do cativeiro) e pães sem fermento (pães de sofrimento).

Tudo isso era uma sombra, uma alegoria que apontava para Jesus, o verdadeiro Cordeiro de Deus, que no tempo previsto seria oferecido em sacrifício para salvar o homem da escravidão do pecado e da condenação eterna. Vamos comparar? Jesus viveu uma vida perfeita como homem (I Pe. 2:22); no primeiro mês do ano, entrou em Jerusalém no décimo dia e por quatro dias foi examinado e interrogado por vários sacerdotes (Mt. Cap. 21-27) e pelo poder político romano, que não acharam nele nenhum defeito (Mt. 27:11-26); no décimo-quarto dia Ele foi imolado na cruz e através do seu sangue derramado, libertou-nos do jugo do pecado e nos fez aceitáveis a Deus. Nós, que somos frutos dessa Nova Aliança, não precisamos mais comemorar a Páscoa dos judeus, pois Jesus é a nossa Páscoa (ICor. 5:7), sendo a realidade daquilo que era apenas uma sombra na Velha Aliança (Cl. 2:17; Hb. 8:5; Hb. 10:1).

c. Terceiro, essa ‘páscoa cristã’ foi introduzida pelos papas, por ocasião do Concílio de Nicéia (Séc. IV), tomando emprestado da páscoa judaica apenas o nome, copiando os outros elementos dos rituais satanistas pagãos. Isso é referido por todos os historiadores. Uma simples pesquisa comprova a veracidade deste relato. Os papas copiaram os ritos da badalada festa, presente na cultura primitiva de muitos povos, à deusa Ishtar, chamada de deusa da primavera (lembremos que neste período é primavera nos países do hemisfério norte).

A versão inglesa para páscoa é ‘easter’, que nos dá uma visão mais clara sobre a influência da festa à deusa da primavera. Os papas tinham a falsa ideia de que podiam, através da água benta, ungir e, assim, purificar os símbolos, objetos usados em cultos pagãos (satanistas) e traze-los para a realidade do cristianismo. Na verdade, o que esteve por detrás disso, além de Satanás, é o interesse em agradar os adeptos da religião, que não eram novos nascidos, mas, apenas ‘cristãos adeptos’, para que conservassem muitas de suas antigas práticas idólatras.

Os símbolos da assim chamada ‘páscoa cristã´passaram a ser: o ovo, o coelho e o chocolate. O ovo na Bíblia é relacionado a serpente (Is. 59:5), portanto, à malignidade. O coelho era considerado pela Lei de Moisés um animal imundo e está presente em muitos cultos satanistas da Antiguidade. Como, então, vieram parar na ‘páscoa’ criada pelos papas? Maquiando o seu significado, é claro. Relacionando-os com a vida, a ressurreição. Mas, na verdade, na festa a Ishtar ou Astarote (Jz. 2:13; ISm 7:3; ISm 12:10; ISm 31:10) tinham o seguinte significado: como a festa tinha um caráter basicamente sexual, com prática de muitas libertinagens, o ovo era relacionado à vida, ao fruto do coito.

Os rituais incluíam dar ovos como presentes (inicialmente de galinha), que eram pintados. Também havia a procura dos ovos na floresta (geralmente por crianças), na esperança de presenciar a encarnação da tal da deusa da primavera. Para que a tradição maligna se perpetuasse, Satanás que não é nada bobo, inspirou os doceiros franceses no séc. XVIII a confeccionarem os ovos de chocolate, e dessa maneira o ritual penetrou na sociedade positivista e pós-moderna (pois, não dava pra imaginar as pessoas da nossa sociedade tecnocrata praticando rituais com ovos de galinha e em busca de deusas encarnadas!). O engano foi perfeito. E quanto ao coelho? Este foi introduzido na ‘páscoa cristã’ por volta do séc. VIII, tendo sido tomado emprestado dos rituais ao deus anglo-saxão da fertilidade (sexo).

Uma última consideração: se a despeito de todo esse engano (acima descrito), ao menos os professos cristãos atuais realmente celebrassem a ressurreição de Jesus, entendendo e vivendo uma vida de ressurreição, todo esse engano de Satanás seria inócuo e sem muita importância. Mas, infelizmente, até o que tem de caráter ‘cristão’ nessa festa perdeu o seu sentido, de modo que a ressurreição de Cristo deu lugar ao comércio do chocolate. É exatamente o que aconteceu com o Natal, outra festa de origem pagã, em que o comércio e a figura do Papai Noel sufocaram a lembrança do nascimento de Jesus.

Jesus é a nossa páscoa e o verdadeiro filho de Deus é aquele foi resgatado da morte para um vida ressurreta em Cristo. Deixemos os rituais e as comemorações sem sentido eterno e, que nesta ‘páscoa’, você possa avaliar a sua vida e a sua experiência à luz da Palavra de Deus. Se você não experimentou, de fato, o novo nascimento, entregue-se a Jesus hoje! Esta é a vida eterna!

Nota importante do site:
Enfatizamos que não estamos condenando ou criticando os muitos milhares de cristãos espalhados pelo mundo, hoje e em todas as épocas, que usam o domingo de páscoa para celebrarem a ressurreição do Senhor, embora essa seja uma festa católica e não cristã.
Mas, a crítica e a tristeza é para os muitos cristãos que celebram este dia tal qual os mundanos fazem. Ou seja, com coelhinhos, ovos de chocolate e peixe… e com aquele blá-blá-blá mundano de falar em paz, vida e perdão…
E, vale lembrar, que desde igreja primitiva até hoje, muitos cristãos piedosos celebram a ressurreição do nosso Senhor todos os domingos. E a ceia foi instituída por Jesus para este fim, ou seja como um memorial de que Ele morreu, ressuscitou e voltará.
E esse é outro assunto tão sem importância e sentido hoje no meio da Igreja, não é mesmo? Muitos não sabem nem porque estão participando, ou participam indignamente.
Então, o objetivo deste texto é apenas alertar que não nos envolvamos com comemorações vazias e mundanas. Mas, de forma nenhuma peca quem, no dia chamado de páscoa, faz o que deve fazer em todos os domingos e em todos os dias: celebrar a ressurreição do nosso Jesus.

Você pode gostar...

1 Resultado

  1. Edilson Cardoso (Curitiba- PR) disse:

    Que a paz do Senhor Jesus seja com todos, amém?
    Amados li sobre a páscoa do cristão e gostei,então passei para os jovens do nosso grupo como um estudo para eles que gostaram muito do assunto,fico feliz de conhecer este site e que o Senhor continue abençoando a vida dos irmãos com sabedoria na Palavra de Deus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *