Gênesis: Creia ou Não – 2

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Nota do site: Estamos traduzindo e sintetizando uma série de sermões de John MacArthur sobre o livro de Gênesis, desejamos ir da criação até o dilúvio. São dezenas de sermões, específicos e graciosos. Veja os links no fim deste texto.
A Bíblia tem sido atacada pelos incrédulos. Até aí é compreensível. Mas, no meio do cristianismo, levantaram-se importantes figuras para negar a exatidão do livro de Gênesis, resumindo-o a alegorias, simbolismo e até mesmo a uma mera “estória”.
Segundo John MacArthur, a maioria dos seminários evangélicos nos Estados Unidos não crê mais nos relatos acerca da criação e do dilúvio contidos no livro de Gênesis, e tentam conciliar a fé com teorias ateístas da ciência evolucionista.
Ele tem dito que não imaginava que gastaria anos do seu ministério defendendo a Bíblia dos ataques da própria igreja.
Sabemos que o Espírito Santo de Deus instrui as verdadeiras ovelhas do Senhor a ouvir a sua voz através de toda a sua Palavra, de Gênesis a Apocalipse.


No domingo passado, comecei a conversar com vocês sobre a questão das origens e hoje à noite quero continuar na segunda parte sobre a questão da criação e do evangelho.
Como eu disse da última vez, a questão das origens é absolutamente crítica para todo o pensamento, comportamento e vida humana. É o fundamento de nossa existência. É o fundamento de nosso propósito. É o fundamento de nosso destino.
Sem um entendimento correto sobre origens, não há maneira de nos compreendermos. Não há como entender nossa terra, nosso universo ou o significado final de qualquer coisa.

E há apenas duas opções, quando se trata de origens. As duas são: existe um Deus Criador ou não existe. Essas são as únicas duas opções. Se não houver um Deus, então tudo é um resultado impossível, implausível, irracional do acaso. E a equação que eu lhe dei na semana passada é: “ninguém multiplicado pelo nada é igual a tudo”.
Se, por outro lado, há uma inteligência criativa, se existe um Deus Criador, então a criação é compreensível, é possível, é plausível, é racional. E mesmo os cientistas que deixam sua marca no mundo científico, aqueles que pensam honestamente e fazem confissões honestas sobre as origens, dirão que deve haver uma inteligência criativa. Até mesmo Einstein disse isso [Embora Einstein tenha rejeitado o Deus da Bíblia. Ele cria num deus impessoal, sem vontade, que não se relaciona com ninguém, como uma força cósmica, o deus do filósofo Espinoza].

Recentemente, um conhecido cientista que ensina na Lehigh University na Pennsylvania, [Michael Behe], escreveu um livro chamado “Darwin’s Black Box” [A caixa preta de Darwin].
Ele é um cientista. Ele não é um cristão. Mas, ele diz que não há nenhuma explicação para este universo, além de um criador inteligente. Isso é a única coisa que faz qualquer sentido.
Darwin explicou o universo puramente com base na aparência externa. Mas, a ciência mais profunda é forçada à conclusão de um Deus Criador.
Por trás desse universo complexo está um eterno e incompreensivelmente inteligente e poderoso Ser que fez tudo. Essa é a única coisa que faz sentido. Na verdade, a evolução em qualquer forma não faz sentido.

Agora, a questão é: se este universo é produto de um Deus Criador com uma quantidade infinita de inteligência e poder, como podemos saber alguma coisa sobre este Deus? Como podemos saber quem Ele é e como Ele criou? Bem, há apenas uma resposta: só podemos conhecê-Lo e como Ele criou todas as coisas, se Ele quiser nos dizer. Essa é a única maneira que podemos saber.
Ele nos disse? Sim, Ele disse. De fato, Ele revelou um total de 66 livros de autorevelação pessoal. E incluída nessa revelação, na qual Deus se revelou, está um relato muito claro sobre como Ele criou o universo. Por exemplo, no Salmo 19: 1-4, que diz:

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.

Em outras palavras, dia e noite, tudo no universo fala de um Deus Criador. É uma revelação silenciosa, mas é uma revelação que é inconfundível. Basta olhar para a criação, olhar para o universo, olhar para os céus e sua extensão e tudo o que Ele criou no dia e na noite e está claro. Todo mundo no globo pode olhar e ver a evidência criativa de um Deus Criador.

O salmista continua a falar sobre o fato de que Ele criou o universo: “Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada se esconde ao seu calor” (v.4-6).

Ele escolhe o sol, o gigantesco corpo celeste que mais domina nossa vida, a estrela que está mais próxima de nós, a que tem o maior impacto sobre nós, a que nos afeta.
O salmista diz que o sol faz seu circuito de uma extremidade do céu até à outra, de forma que em nenhum lugar do universo criado seu calor deixa de ser sentido.
Essa é uma das verdades que a ciência só descobriu nos tempos modernos, que o Sol está em órbita. Nós falamos sobre o Sol como o centro do nosso sistema solar e tudo orbitando em torno dele, mas você precisa saber que a ciência descobriu que o próprio Sol tem uma órbita e esta órbita vai de uma extremidade do espaço infinito para a outra.
O Sol está se movendo e arrastando todo o nosso sistema solar com ele. Ele não está fixo, assim como nenhuma das coisas que giram ao seu redor.
Assim, o salmista diz que você pode olhar para cima, pode olhar para o universo, olhar para a criação e esse universo dá um potente testemunho da glória de Deus, da majestade de Sua inteligência, do caráter maciço de Seu poder por criar tudo. Hebreus 1:2 diz:

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

A Escritura diz que Deus criou o mundo. A única maneira de sabermos isso é se Deus nos disser isso. Somos naturais. Deus é sobrenatural. O natural não pode compreender o sobrenatural.
Assim, por conta própria, não podemos encontrar Deus, não podemos descobrir Deus. Estamos trancados num mundo de tempo e espaço. Nós não podemos rastejar fora dele para a eternidade e compreender o que é incompreensível.
As únicas coisas que sabemos sobre Deus são aquelas que Ele nos disse. E é por isso que Ele nos deu a Bíblia, a santa Escritura. II Timóteo 3:16 diz que “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar”. II Pedro 1:20-21 diz:

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

A única fonte de conhecimento que temos sobre Deus é a Bíblia. A evidência externa da existência de Deus é vista na criação. Podemos conhecer sobre Deus através da criação, mas somente podemos conhecer Deus através das Escrituras.
Podemos saber que Ele criou, ao olhar para a criação ao nosso redor. É razoável supor que havia um Criador. Mas, não podemos saber como Ele criou, a menos que Ele nos revele.
Assim, podemos conhecer algumas coisas através do que os teólogos chamam de revelação natural. Mas, para conhecer realmente Deus, como Ele criou, como Ele opera e como Ele salva, precisamos ter uma revelação especial, que é apenas a Bíblia.

Agora, com isso em mente, volte para Gênesis, capítulo 1. Quando Deus começou a Bíblia como Sua autorrevelação, Ele a iniciou com um relato sobre origens. Ele começou contando como criou o universo.
O versículo 1, de Gênesis 1, diz: “No princípio Deus criou os céus e a terra”. E então, no capítulo 2, verso 4: “Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus”.
Agora, é aqui que Gênesis começa. Mas não termina aí. Gênesis é um livro de origens. Para mostrar como é importante o livro de Gênesis, deixe-me dizer-lhe a variedade de origens que são encontradas na revelação deste livro.

A palavra “gênesis”, a propósito, significa “origens” ou “começos”. No livro de Gênesis você encontra muitos começos, muitas origens. Em primeiro lugar, você encontra a origem do universo. Gênesis 1: 1 é único em toda a literatura, toda a ciência e toda a filosofia.
Qualquer outro sistema de cosmogonia que explique o universo, seja nos antigos mitos religiosos ou modelos científicos modernos, começa com matéria eterna ou energia eterna de alguma forma. Somente o livro de Gênesis começa com o Deus eterno. Gênesis, então, é o livro da origem do universo.

Em Gênesis encontramos a origem da ordem e da complexidade. De modo universal, o homem sempre possui a conclusão de que o mundo, o universo, é ordenado. Ele funciona em regras fixas e é profundamente complexo.
Ordem e complexidade nunca surgem espontaneamente. Elas são sempre geradas por uma causa anterior programada para produzir ordem e complexidade simultaneamente. No livro de Gênesis, encontramos Deus, que programou ordem e complexidade em Seu universo.

Encontramos também no Gênesis a origem do sistema solar. No meio deste vasto e ilimitado universo, Deus criou um sistema solar. A Terra, assim como o Sol, a Lua, os planetas, todas as estrelas do céu, foram trazidos à existência pelo Criador. E todos eles nos dizem que Deus os criou.

O livro de Gênesis nos fala sobre a origem da atmosfera e da hidrosfera. A terra é exclusivamente equipada com um grande corpo de água líquida e uma manta de extensa mistura gasosa de oxigênio-nitrogênio, ambos os quais são necessários para a vida.
Estes nunca apareceram em quaisquer outros corpos celestes ou quaisquer outros planetas e são contabilizados apenas pela criação especial de Deus, para proporcionar um ambiente propício para a vida humana.

Encontramos também no livro de Gênesis a origem da vida, as maravilhas do processo reprodutivo. A complexidade quase infinita programada no sistema genético de plantas e animais é inexplicável à parte da criação especial por uma inteligência grande, sobrenatural, poderosa.

Gênesis nos fala sobre a origem do homem. O homem é a entidade mais altamente organizada e complexa do universo. O homem é a ilustração suprema da ordem e da complexidade.
Ele possui não só inumeráveis estruturas físicas e químicas nas maravilhosas capacidades de vida e reprodução, mas além dessa parte física, no homem há uma natureza que pode contemplar entidades abstratas de beleza, amor e adoração e que é capaz de compreender e pensar sobre seu próprio significado.
É a autoconsciência que singularmente identifica e separa o homem do resto da ordem criada. O verdadeiro registro da criação do homem é dado apenas no livro de Gênesis.

Em Gênesis você também encontra a origem do casamento. A notável instituição universal e estável do casamento e do lar, uma cultura monogâmica, patriarcal e social, é definida e descrita no Gênesis como tendo sido ordenada pelo Criador.

Também em Gênesis vamos ver a origem da poligamia, o infanticídio, o matriarcado, a promiscuidade, o divórcio, o aborto, a homossexualidade e todas as corrupções desenvolvidas depois da queda, corrompendo a ordem inicial de Deus.

Você também encontra no livro de Gênesis a origem do mal. A origem do mal físico e moral no universo são explicadas em Gênesis como uma espécie de intrusão temporária no mundo perfeito de Deus, permitida por Ele como uma concessão ao princípio da liberdade e responsabilidade humana, mas também para que Ele se manifestasse como Redentor dos pecadores, além de Criador. Você encontra no livro de Gênesis a origem do julgamento sobre o mal. Todas as formas da ira de Deus são postas em movimento e ilustradas em Gênesis.

Além disso, no livro de Gênesis você encontra a origem da salvação pela graça através da misericórdia de Deus e a necessidade de um substituto. Isso está tudo em Gênesis. Ele nos mostra como Deus foi misericordioso com Adão e Eva, uma vez que não os matou instantaneamente, mesmo que eles merecessem morrer por seu pecado.
E, então, Deus desenvolve um sistema de sacrifício animal que representa um substituto que tomará o lugar de pecadores, que é um ato de misericórdia e graça da parte de Deus. O plano de redenção que conduz a Cristo é até mesmo referido no livro de Gênesis, quando fala sobre a semente da mulher, que é a semente plantada por Deus em Maria: o Messias, o Salvador.

É no livro de Gênesis que encontramos a origem das línguas. Uma das coisas que amordaçam os evolucionistas é a questão de como os macacos evoluíram para homens, não apenas fazendo transição física, mas desenvolvendo a linguagem. Como eles saíram de grunhidos e ruídos ininteligíveis e chegaram ao discurso humano? As explicações que tentam dar são bizarras, inúteis e inacreditáveis.
O abismo entre a tagarelice instintiva dos animais e a comunicação inteligente, abstrata e simbólica do homem é absolutamente e completamente intransponível por qualquer processo evolutivo.

E o livro do Gênesis não apenas explica a origem da linguagem em geral – isto é, Deus é um Deus comunicante e Ele criou alguém à Sua própria imagem que, assim, poderia se comunicar – mas, Gênesis também nos conta como as línguas surgiram a partir do julgamento de Deus na Torre de Babel. Isso também está em Gênesis.

Encontramos no livro de Gênesis a origem do governo, o desenvolvimento de sistemas organizados de governo humano para a manutenção de estruturas sociais ordenadas, através de sistemas de lei e punição.
Você encontra em Gênesis a origem da cultura. Encontra coisas como a urbanização, o desenvolvimento da metalurgia, da música, da agricultura, da pecuária, da escrita, da educação, da navegação, dos têxteis e da cerâmica.
Tudo isso começa no livro de Gênesis. Você encontra em Gênesis a origem das nações. Isso está relacionado, é claro, com a Torre de Babel, que nos conta como Deus espalhou a humanidade por todo o mundo.
Essa é a única fonte que você vai encontrar explicando de como temos tantos povos diferentes espalhados por toda a terra, com diferentes línguas e culturas.

Você encontra no livro de Gênesis a origem da religião. Tanto a verdadeira religião quanto as falsas religiões aparecem, antes de tudo, no livro do Gênesis. Sistemas organizados de adoração e conduta.
A origem da característica única do homem, da própria consciência do homem e sua capacidade de compreender um Deus e de estruturar um sistema de resposta ao Deus que ele acredita que existe. Isso tudo aparece em Gênesis.

Encontramos também a origem do povo escolhido, Israel, que foi o canal para a revelação de Deus para todo o mundo. Israel, que foi o povo de Deus, através do qual Ele deu a Sua revelação e por quem Sua aliança salvífica veio, em Gênesis 12, a Abraão.

Agora, quando você fala sobre origens, você vai ter que voltar a Gênesis. Este é um livro de origens.
E deixe-me colocá-lo novamente na linha onde eu coloquei no último domingo: ou você acredita em Gênesis, ou não. É simples assim. Ou você acredita no que Gênesis diz sobre todas essas origens, ou não.
Ou você acredita no relato da criação em Gênesis 1 e 2, ou você não acredita. E se você não acredita no relato de Gênesis, então eu só tenho que te dizer que você não tem esperança de chegar à verdade. Você não vai descobrir a verdade por outro modo. Os cientistas não convertidos não vão descobri-la. Você acredita em Gênesis, ou não.

E o que é realmente intolerável é dizer que você acredita na Bíblia, mas não crê apenas no relato da criação descrito em Gênesis.
E aí você avança para duvidar do dilúvio, da origem do pecado no homem, da torre de Babel. Mas, mesmo assim, você ainda diz que pode acreditar em Gênesis, mas só a partir do capítulo 12, ou seja, de Abraão. Muito ridículo, não é? Quem é você para estar sentado julgando as Escrituras?

Eu não vou cair na armadilha de tentar provar a você, através da ciência, que Gênesis é verdadeiro. Eu só vou proclamar o que Gênesis diz e deixar a ciência dobrar seu joelho para essa explicação.
Como você verá, ela fará isso. Tudo o que você pode saber sobre como Deus criou é o que Ele disse. Isso é tudo que você pode saber. E se você não acredita no que Ele disse sobre a criação, que tipo de precedente você estabeleceu para o resto da Bíblia?

E quanto ao fim? Você sabe como toda a história redentora termina? Você sabe como toda a história da humanidade termina? II Pedro 3:6-7,10 diz:

Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.

E, imediatamente depois disso? Apocalipse 21:1 diz:

E Vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

Deixe-me perguntar isso: você acredita que Deus pode fazer isso? Ou será que haverá mais um bilhão de anos de processo evolutivo para obter o novo céu e a nova terra? Vai levar bilhões de anos para evoluir o novo céu e a nova terra, ou você realmente acredita que Deus é capaz de fazer isso apenas por decreto, apenas fazendo a declaração e chamando-a para a existência?
E, se você acredita nisso, qual é o seu problema quanto a Gênesis? Se Deus pode destruir todo o universo em uma fração de segundo, se Ele pode dissolver tudo e recriar perfeitamente, então eu não sei por que você tem um problema com Ele criando tudo em seis dias. Você vê, as implicações de por em dúvidas o relato de Gênesis são profundas.

E, ouça-me, porque o que vou dizer é muito importante. Não é necessário rejeitar a criação em seis dias. Não é necessário. Nós cedemos território à evolução, sem causa. A ciência não sabe nada. A ciência não prova nada que contradiga uma criação de seis dias, nada.
Na verdade, a ciência, à medida que avança, faz de suas próprias afirmações uma ridicularização da evolução. Você sabe – e ter uma perspectiva sobre isso é muito importante – nós cedemos aos cientistas por muito tempo e é hora de parar. Se você quiser fazer alguma leitura sobre isso, pegue o livro de Philip Johnson, “Darwin no banco dos réus”, onde ele devasta as perspectivas científicas.
Há pessoas que se dizem cristãs e que, literalmente, aceitam as descrições científicas sobre as origens e dizem que a criação de seis dias não é cientificamente possível. Mas, isso simplesmente não é verdade.

Numa associação de faculdades cristãs em todo os Estados Unidos, composta de cerca de 110 faculdades, apenas 6 creem literalmente no relato de Gênesis. A maioria dos líderes e educadores cristãos permitiu que os ensinamentos da evolução, em um grau ou outro, fossem adicionados à Bíblia. A maioria aceita a ideia de que o universo tem bilhões de anos.

Contudo, claramente, a partir das palavras das Escrituras sabemos que Deus criou o universo em seis dias literais. E os líderes cristãos não podem negar o que Deus diz, porque é o que Deus diz. Você pode traduzi-lo da maneira que quiser. A palavra “yom” significa dia e você tem seis deles.
Mas eles acreditam, de alguma forma, que os cientistas provaram que a Terra deve ter bilhões e bilhões e bilhões de anos. Então, eles creem que você tem que voltar ao livro Gênesis e corrigi-lo. E ao fazê-lo, eles permitiram que a autoridade da Bíblia fosse minada.

É algo sério. Se as palavras da Bíblia significam seis dias, mas a assim chamada ciência diz que não é verdade, então a ciência está certa e a Bíblia está errada?
Agora, se você não pode confiar nas palavras de Gênesis, quando você começa a confiar na Bíblia? É uma acusação triste à igreja, não é?
E os humanistas até usam o comprometimento dos líderes cristãos para promover sua causa, para minar o cristianismo. E o que temos é uma espécie de cristianismo hoje que perde seus absolutos. Começando por Gênesis 1 e 2. Isso é triste.

Os líderes cristãos podem não assinar em baixo, naturalmente, da evolução humanista. Eles diriam: “Sim, há um Deus e de alguma forma Deus está envolvido no processo evolutivo”. Isso é chamado de evolução teísta, às vezes chamado de criacionismo progressivo, um termo desenvolvido por Russell Mixter, no departamento de ciência da “Wheaton College”, há alguns anos.
O argumento desses evolucionistas teístas é: “Deus apenas lançou e começou o processo evolutivo.” O criacionismo progressivo diz: “Deus começou a criação, mas levou milhões e bilhões de anos para que tudo acontecesse”. Essas pessoas se consideram crentes em Deus! Elas provavelmente diriam que acreditam nas Escrituras. Mas, não querem admitir uma criação de seis dias. Isto gera problemas imensos para eles, que não têm como explicar…

Aqui está um deles, um que me parece ser um problema sério: se o homem foi criado no final do processo evolucionário – quer se trate de um processo evolucionista naturalista, ou de um processo evolucionista teísta lançado por Deus, que alguns cristãos pensam ter de afirmar para prestar homenagem à ciência -, o problema que você tem é que a evolução é um processo, por natureza, de morte.

Ouça com atenção: a evolução é um processo, por natureza, de morte. É um processo conhecido como ‘a sobrevivência do mais apto’. É um processo de violência. É um processo de derramamento de sangue, de sofrimento e de doença. É um processo de morte, à medida que a ordem sobe cada vez mais e mais alto até chegar ao homem.

Agora, aqui está um problema sério. Você não tem o homem até bilhões de anos e quando o homem aparece ele é perfeito e ele é sem pecado e não há tal coisa como a morte.
A morte nem sequer entrou em cena até que o homem tenha caído. Você nem tem uma terra amaldiçoada. Se houve todos os tipos de morte nesses bilhões de anos de processamento evolutivo, então, o que o pecado fez ao mundo que já não tivesse sido feito antes?
E como poderia Deus, que apenas assistiu a todo este processo evolutivo, quando finalmente o processo chegou à sua conclusão no homem, e Ele viu e Ele olhou para o homem e Ele disse que era bom?
Como Deus poderia dizer isso? Você vê, então, o pecado de Adão e a maldição da morte seriam sem sentido, porque teria havido morte há milênios e bilhões de anos.

Qualquer aceitação de ideias evolucionistas anularia por completo o relato de Gênesis e tiraria toda autoridade da Palavra de Deus. Se eu coloco em dúvida o relato bíblico e acato o que a ciência diz, então como podemos sustentar a autoridade e validade dos preceitos divinos que se opõem a esta mesma ciência? Como me posicionarei contra o aborto e o homossexualismo, por exemplo, se está em dúvida o mesmo livro que os chama de pecado.

Deixe-me dizer o porquê. Agora, novamente, quero dar uma declaração de exoneração de responsabilidade. Eu não sou um cientista e eu tenho que te dizer, eu trabalho muito duro para tentar entender essas coisas.
Eu vou fazer o meu melhor para torná-lo compreensível para você. Eu li alguns livros de um homem chamado Dr. AE Wilder-Smith. Li seu livro de capa a capa chamado ‘A Alternativa Científica à Teoria Evolucionária Neo-Darwiniana’.
Este é um livro muito técnico e eu não recomendo que você vá tentar encontrá-lo, porque você realmente não vai gostar de lê-lo.

Mas, deixe-me destilar para você a tese do livro. Neste livro, AE Wilder-Smith demonstra o absurdo da evolução com base em uma grande realidade: a informação codificada no DNA dos organismos vivos.
Você compreende isso? Todo organismo vivo tem DNA. O DNA é material genético e nesse material genético em cada ser vivo há um código e é um código operacional. Esse organismo vivo, seja se você está falando sobre uma célula ou se você está falando sobre um homem adulto, é dependente dessa informação codificada. E, ouça isto, cada ser vivo diferente tem um código completamente diferente.

Darwin não tinha ideia sobre isso. Não havia estudo genético quando ele escreveu sua ‘Origem das Espécies’. Ele não sabia nada sobre DNA. Ele não sabia nada sobre cromossomos. Ele não sabia nada sobre genética.
Ele estava apenas descrevendo o que pensava que estava vendo. Tudo de acordo com a aparência e nada mais. Se Darwin estivesse vivo hoje e tentasse vender seu negócio hoje, nem ele mesmo acreditaria. Mal acreditava em sua própria visão. Ele certamente não teria acreditado em um dia como o nosso quando temos essa habilidade incrível de ir com microscópio eletrônico para o DNA e ver a informação codificada em organismos vivos.

Wilder-Smith ressalta que todo o campo da genética é sobre informações, armazenamento e recuperação. Isso era totalmente desconhecido para Darwin. Todos os seres vivos possuem esse código.

Foi descoberto nos últimos anos que os programas genéticos, digamos, organismos biológicos superiores, consistem em cerca de mil milhões de bits de informação. Mil milhões de pedaços de informação em um organismo vivo!! E que a informação codificada nesse organismo vivo determina a natureza, o crescimento, o desenvolvimento e a morte de bilhões de células naquele organismo vivo.
Agora quem, francamente, em estado de sanidade mental, poderia acreditar que máquinas tão supremamente complexas, que é o que são os organismos vivos, armazenam e recuperam as informações precisas para atender a mil milhões de células, diagnosticar defeitos, repará-los e reproduzi-los ao acaso!? É absolutamente idiota pensar assim!

A grande questão que está sendo trazida para o terreno do evolucionismo é o estudo da origem da informação. É chamado de teoria da informação. De onde vieram as informações? De onde veio o código, o DNA? Um macaco tem um código de macaco. O DNA, os cromossomos, e a genética apenas fazem o macaco se comportar como um macaco.
Não há código genético num macaco para transformá-lo em um homem. Não há tal coisa, como saltar de uma espécie para outra.

Bem, os cientistas ficaram todos excitados com essa ciência. Wilder-Smith fala sobre isso, como fazem alguns outros escritores que eu li, quando eles analisaram polímeros e estavam olhando para algumas coisas, dizendo: “Bem, talvez esses polímeros sejam os elementos de transição, eles parecem um pouco incomuns, eles são um pouco fora do normal. Talvez fossem as transições…”
E quanto mais eles os estudavam, mais eles percebiam que eram apenas elementos da informação codificada fazendo trabalhos de reparo, porque havia alguma razão para isso.
É por isso que eram incomuns, porque estavam reparando danos a esse organismo vivo. E afinal, os polímeros não eram formas transitórias. Eram apenas informações codificadas no DNA que você não veria, até que houvesse uma necessidade de reparar algo. É incrível!!

De onde veio essa informação genética? De onde veio? Não poderia evoluir do nada. É muito preciso. Wilder-Smith diz isso:

O chamado gradualismo de Darwin postulava, em última análise, que todas as formas de biologia eram derivadas de uma única célula simples que, por uma série ininterrupta de pequenas mudanças gradualistas, deu origem a uma corrente contínua de passos, desde a célula original até o próprio homem e a biologia era estritamente contínua.

Isso é inacreditável. E somente um homem do tempo de Darwin, que não conhecia a genética, chegaria a tal afirmação, porque se um organismo unicelular se transformou em um homem, então toda a informação codificada necessária tinha que estar na célula original. E, já que não estava na célula original, então de onde ela veio? Essa é a questão.

O darwinismo é ridículo. Eles sabem que toda a informação codificada para executar cada coisa viva no universo não está contida em uma ameba unicelular. O que está contido em uma ameba unicelular é o código para uma ameba unicelular.

Wilder-Smith prossegue e diz:

Havia um grande aspecto da realidade sobre o qual Darwin não sabia: se um tipo primitivo de ameba desenvolveu-se até um primata, que célula primitiva reuniu todos os tipos de novas informações sobre como fazer rins, fígados, quatro câmaras no coração, cérebro e cerebelo. De onde ela coletou dados?

Se a lei da entropia é verdadeira – e ela é – a matéria está decaindo, as coisas estão piorando. Então, como as coisas podem se tornar mais complexas e mais ordenadas simultaneamente? Para a síntese desses sistemas de entropia reduzida, como, por exemplo, um cérebro de primatas, requer-se todos os tipos de informação sólidas e reais, que nem a matéria de que consistia a ameba primitiva e nem a célula de ameba intacta possuíam. A matéria inorgânica terá de reunir um grande número de pedaços de informação holística antes de poder sintetizar uma ameba.

Então, ele diz o que quer que tenha sido o que começou a primeira ameba, qualquer coisa inanimada começou a primeira ameba, teria que ter coletado informações para fazer isso acontecer.
Vou dar-lhe uma ilustração. Talvez te ajude um pouco. Você já leu sobre o fato de terem clonado coelhos e, então, eles clonaram ovelhas? Você diz: “Isso é um triunfo evolutivo?” Não, você sabe o que isso prova? Isso prova que é preciso uma inteligência externa para fazer isso!

Você pode ter uma ovelha e colocá-la em uma caneta e dizer: “Faça um clone?” Não, claro. Não vai haver uma ovelha clonada, a menos que uma inteligência, uma inteligência superior, neste caso um cérebro humano, entendendo genética, trabalhe do lado de fora para produzir isso.
Essa é uma ilustração clássica de por que a evolução não pode acontecer. É clássico. Sempre que queremos criar algo que está no mínimo sentido fora da ordem natural, é preciso um cérebro humano inteligente para invadir esse nível de vida. Tem que vir do exterior, porque a informação não está no sistema de código.

É exatamente assim que Deus opera. Você não pode ter evolução. Primeira Coríntios 15 diz que “há carne de animais e há uma carne de pássaros”, e “há carne do homem”, e é assim que ela é. E tudo é determinado pelo código genético, e eles não se entrecruzam e saltam sobre esses limites. Wilder-Smith escreve ainda:

Supondo que a forma primitiva original de vida era uma espécie de ameba, onde essa ameba obteve o número quase infinito de informações necessárias para ser armazenado em seu sistema de armazenamento e recuperação de DNA? Para transformar a célula de uma ameba em um mamífero, um primata, um polvo ou uma abelha, são necessários novos bits de informação holística. Nem a célula da ameba primitiva, nem a matéria inorgânica de que ela é constituída contêm tais altamente especializadas e holísticas informações, que são necessárias para transformar a alegada ameba em um macaco antropoide. É legítimo supor que tais quantidades incríveis de informação surgiram espontaneamente, do nada, por puro acaso?

Absolutamente ridículo!! Como eu mencionei esta manhã, desci para o deserto de Sonora esta semana para passar um pouco de tempo com meu pai e minha irmã, para estarmos também com alguns naturalistas, mexer em pedras, olhar para cactus e coisas assim. E eu sempre fico fascinado com a criação de Deus. Tenho visto o deserto muito na minha vida, porque sempre vivi no Ocidente [dos EUA, Califórnia] na maior parte do tempo.

Mas, eu fui apresentado, por esses naturalistas, a algumas coisas realmente surpreendentes. Vocês sabem, eles viraram uma pedra e saiu um pequeno gecko [espécie de lagarto], e eles me deram toda a ecologia de como eles operam. E de outra rocha, com um pequeno par de pinças, veio um escorpião e eu obtive mais informação sobre um escorpião do que eu nunca quis saber, ou poderia usar, em cerca de cinco minutos.

Mas eu aprendi uma coisa: que eles sobrevivem canibalizando outros escorpiões. Eles também falaram sobre como sua picada opera. Depois fomos ver um cacto de saguaro. Há uma ecologia inteira nesses cactos, que é incrível. Os especialistas areditam que esses cactos vivam 800 anos. Eles não sabem ao certo, porque nenhum botânico vive o suficiente para ver um viver e depois morrer. Então, você sabe, é uma suposição. Mas, tudo isso é incrível. Seus espinhos se entrecruzam, porque há ventos fortes no deserto e, assim, os espinhos cruzados diminuem o impacto dos ventos. O único lugar no mundo em que crescem esses cactos é no deserto de Sonora. É uma ecologia maravilhosa.

À medida que começaram a definir a ecologia destes cactos, sua complexidade, como eles retêm a água e como criam essas estrias, como produzem uma flor incrivelmente linda no pico de cada ramo uma vez por ano, que morrem queimadas no sol, eles nos levaram até uma árvore paloverde, a árvore com as menores folhas do que qualquer árvore na face da terra. Esta árvore precisa desesperadamente de água. E ela a encontram, observe isto, através de uma raiz principal que chega a 91m abaixo da superfície do solo, embora a árvore tenha apenas 6 metros de altura. Maravilhosa ecologia, incrível complexidade em todas essas formas de vida!

Eles estavam nos mostrando tudo isso, quando então eu disse: “Posso dizer alguma coisa?” E eu lhes falei basicamente o que eu estou lhes falando agora: “como vocês sabem, cada um desses organismos vivos no universo têm seu próprio código. Como conseguiram esse código? De onde veio? Tinha que vir de uma mente divina que fez tudo. Ouçam isto, quando Deus criou, Ele criou tudo e codificou tudo. Apenas agarre a vastidão de Sua inteligência, cambaleando, cambaleando. Tudo demonstra a marca de Deus.”

E, então, Wilder-Smith em seu livro gosta de falar sobre um sujeito chamado Von Neumann, um cientista alemão. Von Neumann definiu essas máquinas vivas (máquina referindo-se a um organismo que está vivo), e ele disse que o mais surpreendente sobre os organismos vivos é que eles são auto-produzidos, auto-sustentáveis e auto-reparadores. Isso é o conceito conhecido como ‘a máquina de Von Neumann’. E ele aponta em seu livro que nós nunca seremos capazes de construir uma máquina como essa.

Você conhece alguma máquina como essa? Você conhece algum computador que reproduza computadores pequenos? Você conhece um computador que sustenta sua própria vida e se conserta? E quanto a um carro? Você conhece um carro que faz isso? Von Neumann pondera que se pudéssemos fazer uma máquina suficientemente complexa para se reproduzir e se sustentar, ela estaria sempre em mau estado devido à sua complexidade. Por isso, ela não conseguiria cumprir a função de ser auto-reparadora. Nunca criaríamos uma máquina como essa, mas cada organismo vivo é apenas isso: auto-produtivo, auto-sustentável, auto-reparador. Isso é incrível? Esta é a mente de Deus. Não me diga que isso é uma obra do acaso. A devoção cega ao acaso é um ato de desafio contra a razão e, mais importante, contra a revelação e, mais importante ainda, contra o próprio Deus.

Douglas Kelley diz que, no mínimo, todo o edifício da teoria evolucionária é cada vez mais visto como uma fé e não como uma ciência empírica objetiva e seus fundamentos são precários. De acordo com Michael Denton – que escreveu um livro chamado ‘A Theory in Crisis’ [‘Uma Teoria em Crise’] – ele diz:

Não pode haver dúvida de que, após um século de esforços intensivos, os biólogos não conseguiram validá-la [a Teoria da Evolução] em nenhum sentido de significado. O fato é que a natureza não pode ser reduzida à continuidade que o modelo darwiniano exige, nem o acaso tem assegurada a credibilidade como sendo o agente criativo da vida.

Na verdade, é exatamente o oposto. Quanto mais a ciência aprende sobre a complexidade surpreendente, quanto mais a ciência aprende sobre a harmonia, quanto mais ciência aprende sobre o design, sobre a inteligência do universo, mais a ciência deve confessar que tem que haver um criador inteligente.

E, novamente, Douglas Kelley diz:

Agora, na natureza do caso, estamos lidando com uma situação única, a criação do universo espaço-temporal por uma fonte transcendente que, de acordo com as Escrituras, declarou a existência a partir do nada, usando a palavra de seu próprio poder.

E que poder, que complexidade, que ordem, que inteligência! Você sabe, a ciência razoável deve sugerir que um inteligente e poderoso criador sobrenatural tinha que estar lá fora e ainda está. Mas, embora a ciência deva reconhecer essa verdade, por ser a única explicação razoável, para saber quem Ele é e saber como Ele criou, a ciência deve inclinar-se para as Escrituras e para o Deus das Escrituras.

Nossa única fonte de conhecimento é a Bíblia. A evolução é um ato de fé, uma fé irracional. A criação é um ato de fé, uma fé revelacional. Eu não sei sobre você, mas eu acredito na Bíblia e eu acredito na Palavra de Deus. A evolução é uma seita religiosa do século XX que nega a razão e nega a revelação. A criação é a adoração do Deus verdadeiro em perfeita harmonia com a razão e a revelação.

Então, eu volto para o ponto onde eu comecei. Ou você acredita em um Deus eterno ou você acredita na matéria eterna, ou energia eterna, ou ameba eterna. Ou você é um materialista que acredita na eternidade da matéria, ou você é um supernaturalista que acredita na eternidade de Deus. Essa é a única escolha que existe.

O que acontece com um mundo que rejeita o Criador e O substitui por aquilo que é material? O que acontece com um mundo que substitui o Deus Criador por aquilo que é impessoal, como o tempo, o acaso, a matéria, a energia? O que acontece? William Provine, da Universidade de Cornell, afirmou claramente:

As implicações da ciência moderna são claramente inconsistentes com a maioria das tradições religiosas, não existem leis morais ou éticas inerentes, nem há princípios orientadores absolutos para a sociedade humana. Não se preocupa com nada para nós e não temos um sentido último na vida.

Se somos apenas o resultado do acaso, nada importa mesmo. Não há padrão moral, não há padrão ético. Tudo o que resta é tragédia e desespero. Se este universo é o resultado de forças impessoais, se este universo é impessoal, se está escuro por que ninguém está lá, isso terá um tremendo efeito negativo na minha vida. Mas, se há um Criador e se esse Criador mostrou Seu rosto em forma humana, em Jesus, se Ele é um Deus amoroso, salvador e abençoador, que está por trás desta criação, isso faz toda a diferença em minha vida.

E você sabe, estou tão contente que a Bíblia não comece assim: “Eu sei que vocês vão achar isso difícil de acreditar, mas no princípio, Deus criou os céus e a terra…” Não faz isso. Apenas diz: “No princípio, Deus …” Tem que haver algo no começo. O evolucionista diria: “No começo, a ameba; no começo, a matéria; no princípio, a energia”. Porém, a Bíblia diz: “No princípio, Deus …”. E em João 1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus … Todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez”. Essa é outra maneira de dizer que nada evoluiu. Hebreus 11:3: “Pela fé entendemos que os mundos foram moldados pela Palavra de Deus…” e não pela evolução. “Os mundos foram moldados pela Palavra de Deus”. Isto está repetido: está em Gênesis, em João, em Hebreus. E, como eu disse no início, ou você acredita ou não.

Podemos concluir, então, que a evolução é uma religião falsa. E por que querem trazê-la para a Bíblia? Por que querem tomar emprestado a mentira da falsa religião da evolução e impô-la ao simples relato do Gênesis? Para quê? Isso é um ataque à revelação de Deus. A Bíblia nos diz como a energia chegou aqui, ela veio de Deus. Ela nos diz como a matéria chegou aqui, ela veio de Deus. Ela nos diz como os céus e a terra foram formados: Deus os fez. É tudo o que precisamos saber. Nada poderia ser mais lógico do que isso. Um Criador inteligente. Deus fez isso. E aqui vêm os evolucionistas, com todas as suas mentiras e seu desprezo pelo Gênesis, e por que querem pegar isso e tentar impor às Escrituras?

A evolução é uma religião falsa. Aqui estão os princípios em que se baseia essa falsa religião:

Em primeiro lugar: a evolução é ciência pura. É isso que os evolucionistas gostariam que você acreditasse. É ciência pura, é um sistema fechado fundado na realidade, não na ilusão de um Deus.

Em segundo lugar: os evolucionistas diriam que a evolução é igual à racionalidade, porque exclui os milagres e o sobrenatural. Mas, amigos, chega um ponto em que o sobrenatural é a única coisa racional.

Em terceiro lugar: e isso foi adaptado do livro maravilhoso de Philip Johnson, ‘Razão no Equilíbrio’ – a evolução é libertadora, porque elimina Deus e Seus comandos, que restringem o comportamento sexual livre.

Em quarto lugar: o evolucionista diz que sua religião é democrática, porque cada homem é sua própria fonte de julgamento moral, já que não há Deus, nem juiz moral, nem lei.

Em quinto lugar: a evolução é ampla porque permite uma crença em ‘deus’, não apenas o Deus bíblico.

Essa é a religião evolução. Novamente, você quer saber quais são os princípios da religião evolução?

Um: a evolução é ciência pura, dizem eles, é um sistema fechado fundado na realidade, não na ‘ilusão’ de um Deus.

Dois: é igual à racionalidade porque exclui milagres irracionais e interferência sobrenatural.

Três: a evolução é libertadora, porque elimina Deus e Seus comandos que restringem o comportamento sexual livre. E, gente, eu quero te dizer, isso é o que impulsiona a coisa toda. Eles amam seu pecado.

Quatro: a evolução, dizem eles, é democrática porque todo homem pode ser sua própria fonte de julgamento moral.

E cinco: a evolução é ampla, porque permite a crença em um ‘deus’, o que quer que você queira que Ele seja, exceto o Deus da Bíblia.

Incrível, não é? Pessoas que usam a razão, abraçando o absurdo, para evitar a prestação de contas ao Juiz Eterno.

Deixe-me fechar esta noite, levando você a Romanos 1. E esta é apenas uma declaração pertinente da parte de Deus, que se dirige àqueles que O rejeitam. Romanos 1, versos 18 a 23:

Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

E tudo começa no versículo 18: a ira de Deus é desencadeada sobre essas pessoas que substituem o sobrenatural pelo natural, que substituíram Deus por criaturas. Este é o julgamento de Deus sobre elas. Vamos orar.

Nosso Pai, isso é tão importante para nós, termos nossa fé novamente encorajada. Não precisamos nos agarrar na suposta sabedoria do mundo, naqueles que não Te conhecem.
Dá-nos uma firme confiança de que Tua Palavra é verdadeira, que toda Palavra de Deus é pura, como diz a Escritura, que toda Escritura é dada por inspiração de Deus, que nenhuma Escritura vem por interpretação particular, Deus falou através de homens que foram movidos pelo Espírito Santo. Lembre-nos que Tu criaste o mundo da maneira que Tu disseste, que não há nada neste universo criado que Tu não criaste.
Por Ti os mundos foram moldados. Pai, ajuda-nos a conhecer-Te como o Criador, a saber que os mundos foram moldados por Tua Palavra e que o Senhor fez isso de maneira maravilhosa e magnífica em seis dias, como está descrito no livro do Gênesis.
Fortaleça nossa fé no Deus que criou, o Deus que redime pecadores. Estamos impactados com a Tua grandeza, a vastidão da Tua inteligência, Teu poder e a doçura da Tua misericórdia para conosco, e nós Te agradecemos por isso, em nome de nosso Salvador. Amém.


Esta é uma série de diversos sermões sobre Gênesis. Abaixo os links dos já publicados.


Este texto é uma síntese do sermão “Creation: Believe It or Not, Part 2″, de John MacArthur em 28/03/1999.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/90-209/creation-believe-it-or-not-part-2

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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