Lições da genealogia de Jesus

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Abra sua Bíblia no maravilhoso Evangelho segundo Mateus. Nós vamos começar hoje à noite neste livro tremendo, e ficaremos nele por alguns anos.
Na época em que Cristo nasceu, Israel estava, sob a dominação opressiva romana. Um aspecto da opressão de Roma foi o esmagador sistema tributário. Era um sistema cruel, implacável e muito sistemático. Roma exigia uma tributação muito dura sobre as nações conquistadas.

Havia dois impostos especiais: um que seria comparável hoje ao nosso imposto de renda. O outro era chamado de “imposto de terra”, um tipo de imposto de propriedade ou terra. E era interessante o modo como a cobrança de impostos funcionava.

Os senadores romanos, que eram muito ricos na cidade de Roma, juntamente com os magistrados, também muito ricos e predominantes na sociedade romana, compravam, em leilão público, as receitas de um determinado país conquistado a um preço fixo.
Em seguida, tinham o direito, por cinco anos, de cobrarem para si os impostos naquele país. Isto os fazia explorar o máximo possível para obter grandes lucros.

Eles contratavam pessoas do próprio país para fazer esta coleta. Essas pessoas eram chamadas de “publicanos” ou “coletores de impostos”.
E, é claro, as pessoas do país olhavam para eles como traidores, porque eles estavam coletando impostos de seus próprios conterrâneos para dar aos povos de uma nação estrangeira.
Zaqueu (Lucas 19:2), por exemplo, provavelmente atuava sobre uma grande érea de coleta de impostos e tinha outros cobradores que trabalhavam para ele.

Os “coletores de impostos”, ou “publicanos”, como o Novo Testamento os chama, eram classificados no mesmo nível das meretrizes, pagãos, bandidos, ladrões e assassinos. Eram mal vistos.
Para piorar as coisas, por volta do ano 33 d.C., houve uma grande crise financeira em Roma, que passou a exigir impostos ainda piores das nações conquistadas. Claro, isto criou um problema mais intenso em Israel naquela época.

Um desses “publicanos” ou “coletores de impostos” era Mateus Levi, também chamado apenas de Mateus, ou Levi.
Mateus 9:9 diz: “E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”.
Algo surpreendente. Jesus chama um homem visto como criminoso para ser um apóstolo.

Somente Jesus Cristo poderia realizar a transformação de um publicano em um apóstolo. E tal foi o milagre feito na vida de Mateus, que se tornou, então, o escritor do primeiro registro do Evangelho.
Há apenas um Evangelho e apenas quatro escritores diferentes que o registrou. E um deles foi um homem que tinha uma profissão podre quando Jesus o chamou.
Jesus viu em Mateus algo que era útil ao seu reino. Diferentemente de Zaqueu, que roubava de seus compatriotas e se propôs, diante de Jesus, a restituir o que havia roubado, Mateus, ao que tudo indica, tinha uma postura justa.

Jesus atraiu esse homem para um incrível círculo de 12 pessoas, para um relacionamento maravilhoso, incrível, único, no qual eles andaram com o próprio Deus do universo em carne humana, por um período de três anos.
Ele deveria ter sido um homem digno de ser chamado. Penso, também que o fato de que ele se moveu instantaneamente era um indicativo de onde estava seu coração.

Mateus tinha muita riqueza e poder, sem dúvida, mas ele decidiu se afastar disso tudo tão logo ouviu o chamado de Jesus. Isso nos diz algo sobre seu caráter. Logo após seu chamado, Mateus ainda deu um passo adiante. Veja o versículo 10. É muito interessante: “E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos”.

Agora temos uma multidão dessas pessoas. Os cobradores de impostos e pecadores foram estar com Jesus. No verso 11, os fariseus indagam aos discípulos de Jesus: “Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?”
Jesus ouviu isso e disse: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (v.12). Foi uma declaração muito sarcástica. Ele estava dizendo: “Vocês não poderiam aproveitar nada de Mim, pois pensam que são santos”.
Ele, então, diz para eles aprenderem algo: “Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”(v.13).

Agora, qual é o cenário aqui? E isso é tudo o que realmente queremos saber. Aparentemente, quando Mateus decidiu seguir Jesus, ele decidiu fazer uma grande festa.
E a ideia da grande festa era apresentar seus velhos amigos ao seu novo Mestre. Penso que Mateus deve ter sido um homem com boas qualidades, e ele fez um profundo compromisso com Cristo, abrindo mão de seu lucrativo trabalho.

Aparentemente, Mateus era um homem modesto, nunca fez uma referência pessoal a si mesmo. Ele sempre trata a si mesmo na terceira pessoa, o mesmo que faria com qualquer outro indivíduo. Ele não fez qualquer reivindicação de autoria de seu Evangelho.
A razão pela qual sabemos que ele o escreveu, é porque todos os manuscritos iniciais têm seu nome anexado ao título. E a afirmação unânime dos pais da igreja primitiva é que isto foi escrito por Mateus.
É um dos livros mais claros, em termos de autoria, em todo o Novo Testamento. Todo mundo sabia que Mateus o escreveu, em algum momento entre 50 e 70 D.C., antes da destruição de Jerusalém.

O Evangelho de Mateus foi escrito para retratar a história da salvação e demonstrar o fato de que Jesus é o Cristo, o Messias predito, o Rei dos Judeus, que foi rejeitado por seu próprio povo, que foi aceito pelos gentios, e que um dia voltará a reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
É o Evangelho. É a história do Rei que vem, o Rei que é rejeitado e o Rei que voltará. Essa é a mensagem de Mateus, muito simples.

E deixe-me apenas falar sobre os três principais impulsos e fluxos deste registro particular.
Primeiro Mateus lida com o Rei revelado. A primeira coisa que você observa no Evangelho de Mateus é que Cristo é apresentado como um Rei.
Não há nenhuma pergunta sobre Ele. A pessoa de Jesus é pintada em cores reais. Sua ascendência é traçada a partir da linha real, e vamos ver isso hoje à noite. Seu nascimento é temido por um rei rival. Os homens sábios oferecem seus presentes reais.

Seu arauto, João Batista, declara que Seu reino está próximo. Mesmo em Sua tentação, Satanás Lhe oferece os reinos do mundo, num reconhecimento de que Ele tem o direito de governar.
Sua grande mensagem no monte foi o manifesto do Rei expondo as leis do reino. Seus milagres eram Suas credenciais reais. Suas parábolas eram chamadas de “mistérios do reino”.

Ele foi saudado como o Filho de Davi. Ele reivindica a liberdade de prestar tributo aos reis da terra, pois Ele próprio é filho do Rei.
Ele faz uma entrada real em Jerusalém e reivindica soberania e conta sobre si mesmo a história do casamento do filho de um rei. E enquanto enfrentava a cruz, Ele previu Seu futuro reinado.
Ele afirmou ter domínio sobre os anjos, que poderia ter chamado uma legião deles para Sua defesa.
Suas últimas palavras são uma reivindicação real e um comando real, como Ele diz: “Toda autoridade me foi dada”. Portanto, Mateus o apresenta como um rei, um rei revelado.

Segundo,  o livro apresenta Jesus com um outro personagem: o rei rejeitado. Ao estudarmos o Evangelho de Mateus, vamos ver que o povo, para quem Ele veio e de quem buscava submissão, nunca O recebeu, sendo que Ele foi um rei rejeitado.
Mateus é o Evangelho da rejeição. Nenhum outro Evangelho tem tanto a dizer sobre sua realeza e nenhum outro Evangelho tem tanto a dizer sobre sua rejeição como Rei.
A sombra da rejeição nunca é levantada do Evangelho de Mateus. Antes que Jesus nascesse, Sua mãe correu o risco de ser rejeitada por José.
No Seu nascimento, Jerusalém ficou perturbada e Herodes buscou matá-Lo. Nas planícies de Belém, nenhum coro de anjos canta, mas as mães estão chorando de angústia enquanto seus bebês estão sendo assassinados a mando de Herodes.

Viveu 30 anos na obscuridade de uma vila pequena chamada Nazaré. Seu precursor, João Batista, foi colocado em uma masmorra e decapitado.
Não tinha onde reclinar Sua própria cabeça. Suas parábolas indicam que Seu reino não seria aceito nesta era, e mesmo em Sua morte Ele disse: “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”.
Nenhum ladrão penitente está orando. Nenhuma palavra de simpatia humana é pronunciada. Os que passavam zombaram Dele e subornaram soldados para negarem Sua ressurreição.

Então, o Rei é revelado e o Rei é rejeitado. Mas, em terceiro lugar, Mateus também apresenta o fato de que o Rei está voltando.
Nenhum outro Evangelho coloca tanta ênfase na segunda vinda, como o Evangelho de Mateus. E assim, em certo sentido, é um Evangelho de triunfo.
Quando chegar aos capítulos 24 e 25, você ouve o fato de que Ele virá nas nuvens com grande glória. É revelado, então, que Ele vai finalmente reinar.
E, assim, é um Evangelho da revelação de um Rei, a rejeição do Rei, e do retorno do Rei.

Mas, para começar, vamos olhar para o capítulo 1. Mateus começa apresentando o Rei. O Rei é revelado. Tudo começa com a árvore genealógica de Jesus.
Se um rei deve ser anunciado como um rei, se é para ser crido como um rei, ele deve ter credibilidade em tudo.
Se alguém deve aceitar o fato de que Ele, na verdade, é um rei, então o livro deve começar com a prova de que Ele, Jesus, vem de uma linhagem real.

Havia uma linhagem real em Israel, através de Davi. Em II Samuel, capítulo 7, Deus disse a Davi, através do profeta Natã, que seria através dos lombos de Davi que viria o rei que finalmente reinaria em Israel e estabeleceria um reino eterno. Isso não se cumpriu em Salomão. E, assim, muitos esperaram que um nascido da semente de Davi cumprisse a profecia. Jesus deveria vir de uma ascendência real.
Isso é precisamente o que é tratado nos versículos 1 a 17, do capítulo 1 de Mateus:

Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos; E Judá gerou, de Tamar, a Perez e a Zerá; e Perez gerou a Esrom; e Esrom gerou a Arão; E Arão gerou a Aminadabe; e Aminadabe gerou a Naassom; e Naassom gerou a Salmom; E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé;
E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias. E Salomão gerou a Roboão; e Roboão gerou a Abias; e Abias gerou a Asa; E Asa gerou a Josafá; e Josafá gerou a Jorão; e Jorão gerou a Uzias; E Uzias gerou a Jotão; e Jotão gerou a Acaz; e Acaz gerou a Ezequias; E Ezequias gerou a Manassés; e Manassés gerou a Amom; e Amom gerou a Josias; E Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para Babilônia.
E, depois da deportação para a Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel gerou a Zorobabel; E Zorobabel gerou a Abiúde; e Abiúde gerou a Eliaquim; e Eliaquim gerou a Azor; E Azor gerou a Sadoque; e Sadoque gerou a Aquim; e Aquim gerou a Eliúde; E Eliúde gerou a Eleázar; e Eleázar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó;
E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo. De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a Babilônia até Cristo, catorze gerações.

Você pode dizer: por que isto está escrito na Bíblia? Qual a utilidade prática de sabermos isto?
Em primeiro lugar, os judeus eram tenazes sobre seus “pedigrees”. E se alguém fosse ser apresentado a eles como um rei, seria absolutamente essencial que tivesse o “pedigree”, ou seja, uma linhagem real, para provar que poderia ser um rei. Isto sempre foi muito importante para os judeus.

Por exemplo, depois da conquista de Canaã, era essencial determinar qual era a tribo de cada um e qual era a sua respectiva herança, para que se soubesse onde cada um devia viver, porque toda a terra estava dividida em tribos.
De acordo com Números, capítulos 26 e 35, cada um tinha que conhecer sua tribo, conhecer a sua família, conhecer a casa de seu respectivo pai, para que pudesse identificar o seu local certo na terra.
De acordo com Rute, capítulos 3 e 4, em certas circunstâncias, a transferência de propriedade exigia um conhecimento exato da genealogia da pessoa.
Deus queria manter a terra tribal dentro da tribo, e assim, tinha que haver “pedigree” para fazer algumas transações comerciais com a terra.

Em Esdras 2:62, após o cativeiro babilônico, muitos reivindicavam o sacerdócio, mas foram excluídos dele, por conta de suas genealogias.
Deus levava muito a sério a questão de ser um sacerdote. Havia um grande perigo sobre quem tentasse exercer o sacerdócio sem qualificação.

É muito interessante lembrar que, no início do Novo Testamento, José e Maria estão se dirigindo a Belém para serem registrados de acordo com sua própria ascendência, em seu próprio lugar, porque eles ainda estavam identificando as pessoas dessa maneira. Isto foi registrado também em Lucas 2:1-5:

E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria). E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi).

Você vê, essas identificações ainda estavam vigentes no momento do nascimento de Jesus Cristo.
Os escritos do antigo historiador Flávio Josefo (que viveu na época de Jesus), aponta o uso de árvores genealógicas como parte da cultura judaica no tempo de Jesus Cristo.
Então, isso era uma prática muito comum, ou seja, cada qual sabendo exatamente a sua genealogia e sua posição na nação.

Em Romanos 11:1, Paulo diz algo sobre isso: “Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim”.
Você vê que Paulo conhecia seu próprio “pedigree”. Para o povo judeu era muito importante. E é por isso que você vê que há pelo menos 50 genealogias no Velho Testamento. Havia razões para isso.
Não só a linha real, a linha sacerdotal, mas em termos de transferência de propriedade, e assim por diante.

Agora, tudo isso mudou hoje. Os judeus hoje não sabem disso. Eles não têm absolutamente nenhum registro de sua ascendência tribal hoje. Está completamente desaparecido. Desapareceu totalmente. Nenhum judeu existente no mundo hoje poderia provar ser um filho de Davi. Se alguém viesse alegando ser o Messias, ele nunca seria capaz de prová-lo.
E há alguns judeus ortodoxos que ainda acreditam que o Messias vai vir (Eles não creem que Jesus é o Messias). Mas o problema é que nunca haveria qualquer forma de provar isso. Jesus Cristo é o último pretendente verificável ao trono de Davi. Se você não crer que Ele é o Messias, jamais poderá crer em nenhum outro. Não haveria mais como isto ser verificado.

Agora, nesta genealogia em Mateus, estamos olhando para ela em um sentido amplo. Nós não vamos passar e contar a história de cada nome, fique tranquilo (risos).
Mas, nesta genealogia, temos o que chamamos de um registro descendente, ou seja, vai do mais antigo ao mais recente, mostrando os descendentes de Abraão e Davi até chegar em José e em Jesus.

No Novo Testamento, a genealogia de Jesus também é registrada em Lucas (3:23-38).
Mas, a genealogia em Lucas é o inverso. É uma genealogia ascendente (no sentido de que vai do mais recente para o mais antigo). Começa com Jesus e vai voltando no tempo. É traçada através da ascendência de Maria.
Lucas começa com Jesus, e Mateus termina com Jesus. Nos dois sentido, tudo acaba no mesmo ponto no final.
É como se o Espírito de Deus estivesse dizendo: “de qualquer modo que vocês traçarem isto, pessoal, vai dar em Cristo.”

NOTA: A genealogia de Lucas caminha para trás, indo de Jesus até Adão. Mateus caminha para frente, de Abraão a José. Toda a seção de Lucas que vai de José a Davi difere completamente da que é apresentada por Mateus. As duas genealogias são facialmente conciliadas se a de Lucas for vista como a genealogia de Maria e a de Mateus como representativa da linhagem de José. Assim, a linha real é passada por meio do pai legal de Jesus e sua descendência física estabelecida pela linhagem de Maria. Diferentemente de Mateus, Lucas, seguindo um padrão judeu, não incluiu mulheres na genealogia de Jesus, nem mesmo a própria Maria. Lucas diz que José era filho de Eli. Na verdade, Maria é que era a filha de Eli, José foi mencionado por seu casamento com Maria, e assim, ele é citado em Lucas 3:23 como representante da geração de Maria. Moisés fez este tipo de substituição em Números 27:1-11 e 36:1-12 (Nota da Bíblia de Estudo MacArthur).

Agora, há algumas outras distinções entre as genealogias feitas por Mateus e por Lucas.
Mateus está mostrando a descendência legal de Jesus como o Rei de Israel. Lucas está mostrando a descendência linear.
Em outras palavras, Mateus mostra-nos a linha real, enquanto Lucas nos mostra a linha de sangue.
Você pode perguntar: “qual é a diferença?” A diferença é que a linha real sempre era passada pelo pai.
Mas, Jesus não tinha pai humano. A fim de ter a linha de sangue para reinar, Ele tinha que ser um descendente de Davi através de sua mãe também. Você entende isso?

E, assim, a linha de Maria é também a linha de Davi. Através de Maria vem a linha de Davi e através de José vem a linha de Davi.
Através de Maria, Ele tem o sangue de Davi e, através de José, Ele tem o direito de reinar no trono que pertencia a Davi, embora José não fosse Seu pai em termos de realidade, ele era Seu pai num sentido legal.

Vamos ver de outra maneira. Mateus segue a linha real através de Davi e Salomão, filho de Davi.
Mas, Davi tinha outros filhos. Um destes era Natã. E a linha de Maria, descrita por Lucas, veio através de Natã.
Então, através de Natã veio Maria e, por meio de Salomão, veio José. Ambos da semente de Davi. Por Ambos passava o sangue real.
Então, Jesus é a verdadeira semente de Davi através de Maria. E Ele é o herdeiro legal de Davi, através de José.

Veja o versículo 16. “E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo”.
Isso não é interessante? Ele não diz que José era o pai de Jesus. Ele era o marido de Maria. A Bíblia nunca chama José de o pai de Jesus. Ele nasceu de Maria, mas José não era Seu pai.

Mas, legalmente, Jesus era filho de José, porque se alguém fosse adotado em uma família, seria um filho legal com todos os direitos e privilégios. Legalmente, Jesus era filho de José.
Jesus era filho de Maria por linha e por sangue. E assim, de todas as maneiras possíveis, Jesus Cristo tinha o direito de governar. O pai foi quem Lhe concedeu a linhagem real. A mãe foi quem deu o sangue real a Jesus.

É interessante que em Lucas 3:23, em sua genealogia, Lucas diz: “E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, e José de Eli”.
Ele era considerado por todos como filho de José, embora não tivesse sido gerado por José. Todos o viam como o filho de José.
Quando Jesus pregou na sinagoga, em Nazaré, lugar onde viveu a maior parte de sua vida, todos questionaram: “Não é este o filho de José?” (Lucas 4:22).

Olhe para os versículo 11 e 12: “E Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para Babilônia. E, depois da deportação para a Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel gerou a Zorobabel“.
Agora, eu quero que você saiba algo muito interessante. Lemos este nome Jeconias. Josias gerou Jeconias e Jeconias gerou tal e tal.

Há algo muito interessante nesse ponto. Lembre-se: de quem é essa linha em Mateus? De José.
Veja Jeremias 22:30, que diz: “Assim diz o Senhor: Escrevei que este homem está privado de filhos, homem que não prosperará nos seus dias; porque nenhum da sua geração prosperará, para se assentar no trono de Davi, e reinar ainda em Judá.” Nenhum dos descendentes de Jeconias se assentaria no trono de Davi. Essa foi a maldição sobre Jeconias.

Agora, escute. Se Jesus tivesse sido um verdadeiro filho de José, nunca poderia ter se sentado no trono de Davi. Ele estaria sob a maldição. Mas, Ele tinha que ser o filho legal de José para ter o direito ao trono. Então, Deus traçou um plano pelo qual Jesus seria o herdeiro legal do trono, mas não estaria na linha de Davi descendendo de Jeconias.
E, assim, Deus o fez pelo nascimento virginal, ignorando a verdadeira linhagem do sangue de Jeconias, mas ainda carregando o direito real de reinar e descender do sangue real, pelo lado de Maria.

É algo fantástico, não é? Como Deus guardou cada detalhe! E o nascimento virginal resolveu tudo. Assim, a razão para a genealogia é apresentar o fato de que Jesus é o único que tem o direito de reinar.
Os judeus sabiam da maldição sobre Jeconias. Mas, Mateus está estabelecendo que Jesus tem o direito de ser rei.

Vamos voltar ao versículo 1 por um momento. Isso tudo ainda é introdução. “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”.
Esta é a história de como Jesus Cristo veio a ser. Este é o registro de Sua origem, o registro de Sua ascendência.
O nome Jesus vem do grego “Yeshua”, que simplesmente significa “Jeová salva”. Esse seria o Seu nome.
Mateus 1:21 diz: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

Cristo significa “o ungido”. Ele foi ungido como profeta, sacerdote e rei. E, assim, temos o livro sobre o começo daquele que salvará, aquele que é ungido como profeta, sacerdote e rei.
Oh, é tão importante saber disso! E nosso querido Senhor Jesus, puro e imaculado, sem pecado, foi zombado, caluniado e sempre com insinuações e observações sobre Sua origem. Mateus 13:54-57 diz:

E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele.

Como se dissessem: “Ele não tem direito a esse tipo de coisa. Quem é ele? Ele saiu de um grupo humilde em Nazaré”.
Em João 7:27, a multidão diz: “Todavia bem sabemos de onde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele é”.No verso 41, a multidão indaga: “Vem, pois, o Cristo da Galiléia?”.

Em João 8:41 os líderes religiosos disseram-lhe: “Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus”. O que você acha que eles queriam dizer com isso? Isso é calúnia.
E, no verso 48, eles disseram: “Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio?”. Com estas indagações, eles o estavam rejeitando como o Messias. Não aceitavam Suas credenciais messiânicas.

Assim, Mateus, olha para trás sobre tudo isso e sob a inspiração do Espírito Santo, escreve o livro dos primórdios de Jesus Cristo, para que nunca haja uma pergunta sobre de onde Ele veio.
Há uma ênfase aqui que me emociona. Eu comecei a pensar em Jesus Cristo como Rei. Mas, Ele não era um Rei como qualquer outro rei.
Ele não era um Rei que governaria por lei, mas pela graça. E eu comecei a pesquisar para ver se eu posso encontrar graça nesta genealogia. Vi quatro aspectos tremendos sobre isto.

Em primeiro lugar, vejo o Rei da graça na escolha de uma mulher. Percebi isso quando eu estava lendo o versículo 16, que diz: “E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo”.
E eu pensei comigo mesmo: Graça. Graça a essa senhora. Essa pequena senhora, Maria, tornou-se a mãe do Messias, a mãe do Filho de Deus. Maria.

Ninguém sabia sobre Maria antes disto. Maria era uma pecadora, uma verdade bíblica que desmente a heresia católica sobre ela.
Ela era como todas as mulheres, provavelmente melhor do que a maioria. Sem dúvida, uma pessoa que amava profundamente a Deus, mas ela era uma pecadora que precisava de um salvador. E o Senhor Jesus Cristo tinha que ser um salvador para ela, bem como um filho para ela.

Deus, em Sua maravilhosa e misteriosa graça, a escolheu. Mas Maria ficaria totalmente abalada se imaginasse o que o catolicismo viria a criar em torno dela.
O catolicismo defende uma falsa virgindade perpétua de Maria. Há heresias de que ela é co-redentora e co-mediadora com Jesus. Ainda diz que ela não morreu, nunca pecou e foi levada para o céu viva.
O catolicismo espelha em Maria tudo o que é verdadeiro sobre Cristo. Infelizmente, nada disso é verdadeiro sobre Maria. Nada.

Amado, deixe-me dizer isso a você. Maria era apenas uma mulher pecadora, como todas as outras mulheres. E ela precisava de um salvador.
Quando informaram a Jesus que Sua mãe e irmãos o procuravam, Ele respondeu: “Quem é minha mãe e meus irmãos? Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Marcos 3:33,35).

Jesus minimizou o lugar de Maria. Ela era apenas mais um rosto na multidão. Isso é tudo. Ela não teve qualquer influência no ministério de Jesus.
Seu relacionamento com Cristo foi igual ao de qualquer um que foi a Ele em busca da salvação. Ela tinha que fazer a vontade do Pai.
Quando uma mulher, em meio a uma multidão, disse a Jesus: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste”, de imediato Jesus respondeu: “Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:27-28).

A questão era a obediência à Sua Palavra e Maria precisava disso tanto quanto qualquer outra pessoa. Maria sabia disso. Ela sabia disso.
Quando o anjo veio a Maria anunciar que do seu ventre sairia Jesus, ela disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva…” (Lucas 1:46-48);
A graça que veio a Maria é algo que ela não merecia, nem qualquer homem. Todo o mérito é do Senhor e não de qualquer homem pecador.
Maria amava ao Senhor e era uma serva obediente, mas, como qualquer outro ser humano, era uma pecadora. Você pode ver a graça de Deus em ter Ele escolhido uma pecadora para ser Sua própria mãe?

Em segundo lugar. Nós também vemos a graça na semente de dois homens.
Olhe para o versículo 1. Isto é fabuloso: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”.
Deixe-me fazer uma pergunta simples. Davi e Abraão eram pecadores? Sim. Mas, Deus agiu em graça para com eles.

Imagine Davi, que pecou tão vilmente com Bate-Seba e matou seu marido. Um polígamo, você poderia quase dizer um “pervertido sexual”, exceto, talvez, por ser uma palavra muito forte.
Davi foi um atormentado sexualmente, um pai fracassado e tão sanguinário que Deus não o permitir construir o templo.
E Abraão? Mentiu sobre sua esposa no Egito e em Gerar, trazendo vergonha a ambos. Ele não creu em Deus e cometeu adultério com Agar.

Dois pecadores e a semente deles era o Filho de Deus. Isso é graça!
Deus usou estes dois, um para ser pai da nação do Messias e o outro para gerar a linhagem real. Jesus é filho de Davi, filho de Abraão.
A conexão de Jesus com o povo hebreu é racial e real. Esse é o ponto que Mateus quer dizer. A graça foi estendida a cada um desses homens, mesmo na sua semente. Pense sobre isso.

Você pode dizer: “Bem, tanto Davi quanto Abraão sofreram transformações positivas em seu caráter.” Bem, tudo bem, mas e quanto à descendência deles? E quanto a Salomão e Isaque?

Por exemplo, o filho de Davi, Salomão, que o sucedeu no trono, acabou se tornando uma terrível tragédia. Sua história é um fracasso desastroso.
Apesar de sua natureza pacífica, apesar de sua incomparável sabedoria, Salomão viveu uma vida de estupidez e loucura espantosas. Semeou sementes de ruptura, casando-se com esposas estrangeiras.
Ele foi muito além de seu pai em ter centenas de esposas e concubinas, o que desviou seu coração do Senhor, como a Bíblia diz.

O filho da carne de Davi foi uma decepção e quebrou a unidade de Israel. Deus teria todo o direito de cancelar Sua promessa naquele exato momento. Mas, Ele não o fez.
Um dia veio um filho maior de Davi, o Senhor Jesus Cristo, que venceu as falhas de Davi e de Salomão, e com infinita sabedoria, edificará um templo que nunca será destruído.

Houve o filho de Abraão com Sara. O filho em quem Abraão alcançou o cumprimento da incrível promessa de Deus, o filho que nasceu quando Abraão tinha 100 anos de idade. O filho em quem sua esperança repousou.
Isaque, e seu nome significa “riso”, por causa da alegria nos corações de Abraão e Sara quando ele nasceu, pois por meio dele deveria vir a semente para conduzir o empreendimento de Deus.

Mas, essa semente falhou e Israel falhou, e Deus o pôs de lado e abriu um novo canal, a igreja. A história de Isaque e sua semente é uma história de fraqueza, fracasso, apostasia, idolatria e de pecado.
Mas Jesus Cristo, o Filho supremo de Abraão, veio para cumprir tudo o que Isaque não podia fazer, e Dele brotará uma semente que será numerada como a areia dos mares e numerada como as estrelas do céu. E cumprirá os propósitos de Deus para sempre.

Então, Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão, veio para vencer as falhas de ambas as linhas e suas sementes, e para realizar o que eles nunca poderiam realizar.
Mas, Ele descendeu da linha de dois pecadores. Isso é graça. Isso é graça. A graça de Deus é vista em uma mulher e dois homens.

E em terceiro lugar, vemos a graça de Deus na história das três eras. Agora, observe isso. Isso é mais fascinante.
O versículo 17 diz: “De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a Babilônia até Cristo, catorze gerações”.

O primeiro período é de Abraão a Davi. Esse é o período dos patriarcas. Esse é o período de Abraão, Isaque, Jacó e José. Esse é o período dos patriarcas e o período dos Juízes. É nesse período que você tem os grandes patriarcas e os grandes juízes como Débora, Baraque, Sansão, Jefté, etc.
É esse o grande período de heroísmo quando Israel se tornou famoso. Você tem pessoas como Rute e pessoas como Jessé, o pai de Davi. Ah, foi um período de grandeza.

O segundo período é o período que vai de Davi até à deportação para a Babilônia. Sabe o que aconteceu? É um período de declínio.
O primeiro é um período de ascendência, quando Israel saiu da inexistência e do esquecimento para sua grande fama. O segundo período é o período da monarquia, que começou com Saul.
Após Davi, veio seu filho Salomão, e depois de Salomão tragédias e mais tragédias. Apenas alguns vislumbres com Jeosafá, Ezequias e Josias.
Mas, o que parece dominar é o perfil de reis como Roboão, Acaz e Manassés, que eram homens maus. É um período de apostasia, de degeneração, que acaba, finalmente, na devastação e destruição de Israel e no cativeiro na Babilônia.

O terceiro período é desde o cativeiro até Cristo. Você sabe o que há sobre esse período? Nós não sabemos absolutamente nada.
É um período envolto na escuridão. São 600 anos sem data ou nomes.

Assim, a história de Israel é a história de três eras. A genealogia nacional de Jesus é envolta em fatos patéticos, glórias, heroísmos, desgraças e obscuridades.
A nação veio em declínio até amaldiçoar e cuspir em seu próprio Messias, o Rei da Graça.
A graça de Deus ficou evidente em uma mulher, dois homens e três eras na história de uma nação decadente.

Em quarto lugar, a graça de Deus é vista na inclusão de quatro proscritos. Existem apenas quatro mulheres mencionadas nesta genealogia. Apenas quatro mulheres. Quero que vejam quem são.

Primeira, versículo 3. “E Judá gerou, de Tamar, a Perez e a Zerá”. Tamar é a primeira dama na genealogia. Que tipo de senhora era Tamar?
Veja Gênesis 38. Judá buscou uma mulher entre os cananeus, tomou uma por nome Sua e teve filhos com ela. O primogênito chamava-se Er, para o qual Judá buscou uma esposa, Tamar, a mesma que está em Mateus 1:3.
Porém Er, filho de Judá, era um homem mau e o Senhor o matou, deixando Tamar viúva. Tamar enganou Judá, seu sogro, passando-se por prostituta, e dele concebeu os gêmeos Perez e Zerá.
Você diz: “Misericórdia, o que uma prostituta está fazendo na linha messiânica!?”
Escute, você quer ouvir a pior parte disto? Os gêmeos, Perez e Zerá são as próximas pessoas na genealogia da linhagem do Messias.

Deixe-me apresentar-lhe a segunda dama. Versículo 5. “Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé”,
Raabe era uma prostituta profissional cananeia, imunda, proscrita, gentia, pagã, idólatra. Josué, capítulo 2, nos fala sobre isso, quando os espias entraram em Jericó. Mas, olhe, dela veio Boaz. E você sabe alguma coisa sobre Boaz? Oh, que homem santo! Que homem santo!

Há uma terceira senhora aqui no versículo 5: Rute. Rute não era uma prostituta, era amável e não era culpada de incesto. Mas, era uma gentia, uma pária.
Em Gênesis 19, temendo não poderem dar continuidade a descendência de seu pai Ló, suas filhas o embebedaram e tiveram relações com ele, para que gerassem filhos. Deste fato nasceu Moabe, o pai do moabitas, inimigos de Israel.
Rute era uma moabita. Ela nasceu do incesto. Ela mesma era uma dama pura e esposa de Boaz. Ela se tornou a avó de Davi.
Mas, ela nasceu de uma tribo de pessoas que eram culpadas de incesto. Em Deuteronômio 23:3 toda a nação moabita é amaldiçoada por Deus.

A quarta mulher está no verso 6: “Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias”.
Quem é esta? Bate-Seba, uma adúltera. De acordo com II Samuel, capítulos 11 e 12, ela era a mulher de Urias. Davi, do terraço do palácio, viu-a se lavando, cobiçou-a, deitou-se com ela e a engravidou.
Então, Davi armou uma cilada para Urias, no campo de batalha, para que ele fosse morto.

Agora, o que você acha que a mensagem é? Deus é um Deus de quê? Graça!! Você está contente por isso? Eu estou contente por isso. Graça!!
E você sabe o que eu penso? Eu penso que essa genealogia foi um soco literal de Mateus contra a liderança religiosa.
Eles eram legalistas, seguros no “pedigree” deles, numa suposta linhagem de pureza.
E, assim, Mateus introduz o Messias como descendente de duas prostitutas, uma adúltera e uma fruto de incesto.

Também vindo de uma nação cuja história era degenerativa, vindo de dois homens pecadores, nascido de uma mulher pecadora, mas era o Rei de todos os reis.
Jesus Cristo é amigo dos pecadores. E Ele mesmo disse isso. “Eu não vim chamar os justos, mas pecadores ao arrependimento”. Vamos orar.

Obrigado, Pai, nesta noite novamente por um início emocionante para uma grande, grande aventura. Oh, Deus, quão devastadora é essa genealogia, quando nós a vemos para o que Tu pretendias que ela fosse.
Tu estavas desferindo um golpe no rosto do legalismo, um golpe na cara da justiça própria, um golpe no rosto de um sistema de justiça de obras. Graça apenas transborda das páginas. Sempre foram pecadores com os quais o Senhor se identificou.
O Senhor veio para salvar os pecadores. Sentimo-nos, como Paulo, que disse: “Dos quais sou o principal”. Obrigado pela graciosa salvação. Obrigado por ser um Rei gracioso e perdoador. Nós exaltamos o Teu nome. Amém.


Este texto é uma síntese do sermão “The Gracious King”, de John MacArthur em 15/01/1978.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/2180/the-gracious-king

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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