A Estabilidade Espiritual – 1

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Nota do site: Esta é uma série de quatro preciosas mensagens sobre a estabilidade espiritual do cristão. Veja os links dos outros sermões no fim deste texto.


Temos estudado, nas últimas semanas, sobre estabilidade espiritual. Estamos olhando para o texto de Filipenses, capítulo 4, onde o apóstolo Paulo nos apresenta os princípios que criam ou geram uma vida espiritualmente estável.
Toda a sociedade em que vivemos luta com a questão da estabilidade. Vivemos em um mundo muito instável e no meio de pessoas muito instáveis.
Nosso mundo está cheio de ansiedade. Ele é cheio de pessoas com incapacidade de lidar com as circunstâncias da vida.
Há uma infinidade de soluções oferecidas, mas a sociedade continua a crescer em sua instabilidade.

É triste dizer, a nossa cultura particular, e, talvez, ainda mais triste dizer, a própria igreja continua a conduzir as pessoas na direção errada a fim de encontrarem as soluções para os seus anseios e suas instabilidades.
Nós compramos as mentiras da psicologia, que indicam que o homem pode resolver os seus problemas através de determinados princípios psicológicos, que fracassam nesse objetivo.
Não só fracassam, mas servem como impedimento para as pessoas buscarem a resposta correta.
O legado da filosofia e da psicologia tem sido vender óleo de serpente para toda uma geração, não conseguindo fazer qualquer coisa daquilo que prometem fazer.

Isto foi salientado em uma entrevista que li com Dr. Robert Coles, um psiquiatra social. Ele é, talvez, o mais estimado em nosso país na área de psiquiatria.
Ele é um Doutor em Medicina e pesquisador nesta área na Universidade de Harvard. Ele é professor de psiquiatria e humanidades médicas na Harvard Medical School.
Já escreveu dezenas de livros e é autor de centenas de artigos científicos. É um psiquiatra premiado, estimado e respeitado.

Nesta entrevista ele aponta a futilidade de sua própria área. Embora tenha algum conhecimento superficial sobre assuntos do cristianismo, ele não professa a fé cristã. Mas, suas respostas são muito interessantes.

Perguntaram-lhe por que ele não era um cirurgião. Ele respondeu:

Eu sou desleixado, isto não é uma boa qualidade para um cirurgião. Quando você tem uma combinação de um relaxado confuso, que não tem a firmeza necessária, e está um pouco confuso consigo mesmo, você tem uma psiquiatra.

Outra pergunta: “É inútil, então, a busca por respostas definitivas em psiquiatria ou psicologia?”. Ele respondeu:

A inutilidade está em buscar respostas definitivas em toda a cultura secular. A psicologia passou a ser uma religião secular temporária. Quanto tempo vai durar? Cinquenta anos? Religiões seculares vêm e vão. Hoje é a psicologia, amanhã será a redução de peso ou colesterol ou ir para a Lua ou Marte. Quem sabe com o que a nossa cultura vai estar preocupada no futuro? Mas, nada disso vai nos dar respostas para as questões morais e espirituais que tanto ansiamos. A psicologia não está equipada para responder a essas perguntas. A Psicologia nos dá algumas informações sobre a mente, mas a mente não é a alma.

Outra pergunta: “A psicologia, então, pode ajudar a saúde mental de uma pessoa?”. Ele respondeu:

Nós não devemos usar palavras como saúde mental. A questão não é: O que é a saúde mental? Ou, então, você tem saúde mental? A questão é: O que você faz com a sua vida?.

Outra pergunta: “Mas, até mesmo pastores de hoje estão se tornando psicólogos”. Ele respondeu:

Isto é paganismo.

Outra pergunta: Aconselhamento pastoral é o termo para isto. Ele respondeu:

É paganismo. Minha mãe estava morrendo aqui em Massachusetts, um pastor veio vê-la. Ele queria negociar com ela através dos estágios da morte. Ela queria que ele orasse por ela. Ela sabia que estava morrendo. Ele queria falar sobre a raiva e negação, mas ela não estava com raiva e nem estava negando, ela só queria que ele orasse por ela.

Outra pergunta: “Isso é tudo parte da mesma síndrome e todos nós queremos adorar o especialista?”. Ele respondeu:

O especialista secular. Afinal, quem são esses especialistas seculares? O que psicólogos e psiquiatras sabem sobre a vida cristã? O que eles podem nos dizer?

Respostas interessantes, não é verdade? Você tem a sensação de que ele não tem respostas consistentes e chegou a essa conclusão.
Onde você vai encontrar a estabilidade na vida? Onde você vai aprender a lidar com isso? Onde você vai aprender a lidar com a ansiedade?
Onde você vai lidar com as circunstâncias nas quais você se encontra e que estão lhe debilitando e pressionando? Onde você vai obter uma vida realmente estabilizada?
Você ouve as pessoas, o tempo todo, dizerem: Bem, eu vou conseguir resolver minha vida sozinho. Estamos vivendo literalmente em um mar de pessoas que são emocionalmente instáveis.

Vejamos uma ilustração bíblica de estabilidade no Salmo 1:

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará (v.1-3).

Este é o tipo de vida que a maioria das pessoas realmente gostaria de viver. Elas gostariam de estar firmemente plantadas em um lugar que floresce com todos os deleites da vida.
Elas gostariam de produzir frutos significativos. Elas gostariam de não secar e murchar, mas de florescer por toda a vida e prosperar em tudo que fazem.
É o cenário que ninguém poderia criar para sua própria vida. Essa é a vida estável. Essa é a pessoa espiritualmente estável.

Não são assim os ímpios; mas são como a palha que o vento leva. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá (v.4-6).

Olhe para o contrário, no verso 4. Os ímpios não são assim. Eles não estão firmemente plantados, não desfrutam os deleites da vida e não produzem frutos.
Eles estão murchando e não prosperaram: “São como a palha que o vento leva”.

Quem conhece a agricultura, sabe que o joio é absolutamente inútil. O salmista faz o contraste entre o joio e a planta produtiva.
E o que o salmista está dizendo aqui? Um homem cuja vida está profundamente enraizada e firmemente plantada, que recebe a água pura da vida, é produtivo, floresce e prospera.
E, depois, há um homem que é apenas como a palha, levado pelo vento, sem valor, sem forma, sem raízes, instável. Ele é bom para nada.

O que você prefere ser? Aquele que anda com Deus ou que anda longe de Deus? A chave para o primeiro é “seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”.
Duas coisas contribuem para uma vida estável: Deliciar-se com o Senhor, ou seja, um relacionamento vivo com o Senhor; e meditar na Sua Palavra, vendo a vida de uma perspectiva divina.
Por outro lado, você tem o instável, que vive vagueando, inútil, sem valor, apenas destroços carregados pelo vento e trilhando para a condenação eterna.

Eu não sei sobre você, mas eu prefiro ser aquele que tem uma vida produtiva, estável, e isto é oferecido a todos aqueles que andam com Cristo.
Esse é o desejo de Deus na salvação, é nos enraizar Nele e nos tornar produtivos. Esta é uma descrição maravilhosa daquilo que Deus deseja de nós: sermos espiritualmente estáveis.

Estamos aprendendo a como ser espiritualmente estáveis em Filipenses 4. No verso 1 , a declaração chave é: ‘Permanecer firmes no Senhor’.
Isso significa ser espiritualmente estável, não ser como aqueles que estão vagueando por aí, atirados de um lado para o outro por todo vento de doutrina. Tiago diz: “Aquele que tem mente dividida é instável em seus caminhos” (1:8). Seja firme, forte e estável no Senhor.
Devemos ser a demonstração de estabilidade espiritual. Mas como? Permanecendo firmes no Senhor.

Agora, o que já aprendemos até aqui, vamos rever brevemente.
Exigências para ter estabilidade espiritual: Cultivar a paz, na comunhão de amor. Observamos isto nos versículos 2 e 3 de Filipenses 4.

O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam em harmonia no Senhor.
Sim, e peço a você, leal companheiro de jugo, que as ajude; pois lutaram ao meu lado na causa do evangelho, com Clemente e meus demais cooperadores. Os seus nomes estão no livro da vida.

Duas mulheres, Evódia e Síntique, estavam causando discórdia na igreja. Paulo as exorta para a harmonia no Senhor.
Em seguida, ele pede a “Syzygus”, um nome próprio traduzido como “verdadeiro companheiro” para ajudar aquelas mulheres que lutaram ao lado dele pelo Evangelho.
O que ele está dizendo aqui é: ‘Olha, se vocês quiserem experimentar a firmeza e a estabilidade, vocês precisam estar em um ambiente estável, que não está sendo perturbado pelo conflito‘.

Onde você tem um ambiente de igreja que está em conflito, você terá não só um ambiente instável, mas também indivíduos instáveis, afetados por essa instabilidade.
Mas, onde você tem harmonia, unidade, amor e paz no ambiente da igreja, esse ambiente se torna em uma força para cada indivíduo, para que todos experimentem a estabilidade pessoal. Harmonia na igreja é um grande estabilizador. A unidade dos crentes estabiliza o indivíduo.

Então, se eu quiser experimentar a estabilidade espiritual, eu devo ser um pacificador. Quero demonstrar o amor. Quero eliminar a discórdia. Eu quero fazer tudo o que puder para cultivar a paz, a harmonia, a unidade na comunhão de amor. Tudo isto para que eu produza uma ligação de estabilização entre os cristãos, levando a uma reação em cadeia, em que um vai estabilizando o outro.

O segundo princípio que vimos, se quisermos ser firmes no Senhor, é manter um espírito de alegria. Versículo 4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo alegrai-vos”.
Isto, também, está diretamente relacionado com a estabilidade espiritual. Cultivar e manter uma atitude de alegria, uma alegria incessante que não depende das circunstâncias.
Por favor note que “alegrar-se no Senhor”, não “nas circunstâncias”. Você nem sempre pode se alegrar em suas circunstâncias, mas sempre pode se alegrar no Senhor, na sua união privilegiada com Ele. Essa é a ideia do texto.

Essa é uma alegria que nenhuma circunstância pode tocar. Assim, para ser espiritualmente estável, é necessário manter o hábito constante de contentamento, júbilo e gratidão pela riqueza incomparável de nossa relação eterna com Deus, através do Senhor Jesus Cristo.
Grande verdade! Enquanto eu contemplar ao Senhor e o que Ele tem feito, está fazendo e planeja fazer por mim, encontrarei uma alegria incomparável.

Isto é uma ordem. Não se alegrar não é um pecado menor do que qualquer outro ato de desobediência a Deus. Alegramo-nos com o Senhor.
Você se lembra, em Lucas 24, acerca dos dois discípulos no caminho de Emaús? Jesus encontrou-se com eles, conversou com eles sobre as Escrituras, descrevendo as coisas sobre Si mesmo.
Finalmente, eles entraram na casa e no partir do pão, Ele se revelou a eles. Eles, então, declararam que seus corações estavam ardendo dentro deles.
O que é isso? Este é o coração ardendo como resultado de um relacionamento com o Senhor ressurreto. Foi na alegria de Sua presença que eles experimentaram o coração ardente.
Pessoas estáveis são pessoas que trazem paz às situações, que criam, na comunhão de amor, uma unidade que exerce uma influência estabilizadora na discórdia.
Os espiritualmente estáveis são aqueles que, no fluxo e refluxo, ascensão e queda das circunstâncias na vida, sempre mantêm a alegria. A alegria está no coração do homem estável.

Vamos para o terceiro princípio da estabilidade espiritual. Isto também requer aprender a aceitar menos do que você imagina que você mereça.
Aprender a aceitar menos do que você pode pensar que merece. Versículo 5: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”.
Agora, essa é uma afirmação muito importante e um elemento muito importante nesta questão da estabilidade espiritual. Fala sobre contentamento.
Pode-se ler assim: “Seja seu contentamento conhecido de todos os homens”.

Na verdade, para cada tradução deste texto, há provavelmente uma palavra diferente. É praticamente “intraduzível” se você pensar em traduzi-lo literalmente. Também tem o sentido de: “seja a vossa doce razoabilidade”, ou seja, uma suavidade sobre você quando alguém lhe pede algo.
Ou ainda poderia ser traduzido como: “seja vós grande de coração”, ou seja, muita generosidade deve ser a marca que os homens veem em você.
Pode ser traduzido como: “seja a vossa boa vontade”. Boa vontade é você fazer duplamente o bem que os outros esperam de você.
Alguns sugerem que poderia ser traduzido como “simpatia”, “misericórdia”, “clemência” ou um tipo de “paciência” que é capaz de submeter-se a injustiça, a desgraça, maus tratos, mas sem ódio, sem malícia, sem retaliações, sem amargura e sem vingança.

Agora, se você adicionar todas as possíveis traduções, gostaria de sugerir a melhor palavra que posso pensar, que é: “graciosidade”.
Ou seja, deixe sua “graciosidade” ser conhecida por todos os homens. Em todas as possíveis traduções sempre há algo vindo de um coração cheio de graça.

Mas, há um outro elemento que temos que compreender.
É a graça da humildade, que basicamente diz que você pode ter me ofendido, maltratado, julgado mal, deturpado, não ter me dado o que eu penso que mereço, que você pode ter arruinado minha reputação, ou agido de maneira hostil e injusta, mas eu, humildemente e graciosamente, aceito.
É exatamente como a graça de Deus é. Foi exatamente isto que representou a obra da cruz. Sendo nós inimigos de Deus, fomos perdoados e redimidos por sua graça.
Por mais que tenhamos sidos ofendidos, temos apenas o amor para dar. Quando você tem este tipo de atitude, você é uma pessoa estável.
Estabilidade espiritual pertence a um espírito humildemente gracioso. Deixe, então, sua graciosidade humilde ser conhecida de todos os homens.

Não exija seus direitos. Se o fizer, você se tornará uma pessoa instável.
O “existencialismo” é a mentalidade filosófica de nossos dias. E isto entrou na igreja. E o “existencialismo” diz, basicamente, que todo homem tem o direito de fazer aquilo com o que se sente bem.
O existencialismo é uma reação ao humanismo. O humanismo fez do homem uma máquina.
O humanismo diz que somos nada além de máquinas biológicas, que não têm escolha e nem têm soluções para os problemas, pois simplesmente funcionamos como um animal.
Em reação ao humanismo materialista veio o existencialismo, que diz que você é alguém e você deve se sentir bem sobre quem você é e que você deveria fazer qualquer coisa que lhe faça se sentir bem.

E, assim, falamos de dignidade humana como uma reação ao humanismo materialista, e falamos sobre o fato de que o homem deve ser o que ele quer ser e fazer. E tudo com o que ele se sente bem, deve fazê-lo.
Portanto, o que você adquire é um enorme orgulho egoísta e egocentrismo. O homem quer reagir ao humanismo materialista proclamando seus direitos. Se o que ele está fazendo não machuca o outro, ele pode fazê-lo livremente.

O mundo em que vivemos é constituído de pessoas com este pensamento egocêntrico. Essa é a mentalidade de nosso dia a dia.
A regra é esta: ‘Você tem que se sentir bem consigo mesmo, elevar-se, amar-se e desenvolver-se. Você tem o direito de fazer tudo o que não machuca os outros’.
E este tipo de pensamento está presente em grau elevadíssimo na igreja.
A literatura cristã está infestada pelo culto a si mesmo, autoestima, amor próprio, autoimagem, satisfação pessoal, autorrealização, etc., etc. Tudo isto para buscar a estabilidade.
Por outro lado, a Palavra diz que a estabilidade vem de uma atitude humilde, graciosa, sem exigir nada, de amar aos que lhe fizeram o mal, de ter misericórdia para com as falhas dos outros.
Quanto mais o homem mergulha nas ideias filosóficas deste mundo, mais egocêntrico e instável se torna. É uma tragédia. Não podemos alcançar a estabilidade por um caminho falso.

A estabilidade espiritual vem quando eu não tenho qualquer exigência para mim. Então, se eu conseguir alguma coisa, tudo bem. Se não, tudo bem. Se eu sou bem tratado, ok. Se eu não sou bem tratado, Ok.
Realmente não importa para mim – eu não estou preocupado comigo. É isso que fez Paulo dizer:

Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. (Filipenses 4:11-13).

Esta é a estabilidade. Algumas pessoas vivem ou morrem em função do que as pessoas dizem dela.
Com um ego ativado, toda palavra contrária lhes produz feridas e elas são remetidas imediatamente à instabilidade e à ansiedade.

Você não pode ser jogado para longe de seu equilíbrio se tratamentos injustos, mentiras, ofensas não abalam sua paz com Deus.
Isso é humildade, humilde graciosidade. A estabilidade espiritual pertence às pessoas que cultivam a paz, na comunhão de amor, que mantêm a alegria e que não exigem o que pensam que lhes é devido, mas são graciosamente humildes.

Vimos três virtudes: amor, alegria e humildade. Vejamos mais uma: Confiança plena no Senhor.

Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças (Filipenses 4:5-6).

A estabilidade espiritual requer uma fé que descansa confiantemente no Senhor. Sua visão de Deus é o que gera estabilidade. Isto é crucial.
Veja o versículo 5: “Perto está o Senhor”. Essa é uma grande indicação. O termo “perto” ou “próximo” (do grego “eggus”) pode significar perto no espaço ou no tempo.

O Senhor está próximo. O que quer dizer? Ele está perto no tempo? Quer dizer que em breve Ele voltará? É sobre o arrebatamento? É sobre a volta de Cristo?
Bem, isso certamente poderia estar em sua mente, pois Paulo havia dito antes: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (3:20).
Esta proximidade de Sua gloriosa volta poderia estar relacionada à nossa brevidade de vida ou a um futuro, quando o Senhor voltará para resgatar sua igreja.

Mas parece-me que a verdadeira força desta exortação, de que o Senhor está próximo, refere-se ao espaço, se pudermos usar esse conceito.
“Tu estás perto, ó Senhor” (Salmo 119:151). “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito” (Salmo 34:18).
Quão grande estabilidade espiritual podemos desfrutar por sabermos uma verdade tão tremenda como esta!
Quão grande confiança podemos ter em dirigir nossas orações a Ele e ouvir Dele, pois Ele está próximo o suficiente para essas realidades espirituais.

Na verdade, Ele habita em nós, oferecendo-nos a própria vida espiritual, que é a Sua vida.
É a vida de Deus em nossas almas. Somos dependentes disso, e eu penso que isso é o que Paulo está dizendo neste texto.
O Senhor está próximo, portanto, não posso ser ansioso, instável, vivendo em oscilações e à beira do colapso. Entenda: O Senhor está próximo.

Agora, temos de entender não só que o Senhor está perto, mas temos que entender quem é este Senhor que está próximo.
E, assim, chegamos ao cerne da questão, porque a sua visão de Deus vai controlar a sua conduta.

Posso dar-lhe uma ilustração? Abra sua Bíblia em I Samuel 21.
No versículo 10 Davi está fugindo de Saul e foi para a Filistia (inimigo de Israel), até a Aquis, rei de Gate.
Mas os servos de Aquis lhe disse: “Não é este Davi, o rei da terra? Não se cantava deste nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares?” (v. 10-11).
Davi temeu ser morto pelo rei Aquis e passou a agir como um louco, com comportamentos típicos de alguém sem sanidade mental (v.12-13). Ele se sentiu estável, ou seja, seguro, em proceder assim.

E funcionou. Ao vê-lo riscando as portas da cidade e deixando escorrer saliva pela barba, o rei disse a seus conselheiros:
“Vejam este homem! Ele está louco! Por que trazê-lo aqui? Será que me faltam loucos para que vocês o tragam para agir como doido na minha frente? O que ele veio fazer no meu palácio?” (v.14-15).

E assim, Davi fugiu de Gate e foi para a caverna de Adulão (22:1). E lá ele diz essas palavras:

Misericórdia, ó Deus; misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia. Eu me refugiarei à sombra das tuas asas, até que passe o perigo. Clamo ao Deus Altíssimo, a Deus, que para comigo cumpre o seu propósito. Dos céus ele me envia a salvação… (Salmo 57:1-3)

E ele faz uma tremenda declaração sobre o poder de Deus:

Meu coração está firme, ó Deus, meu coração está firme; cantarei, e darei louvores. Acorde, minha alma! Acordem, harpa e lira! Vou despertar ao romper da alva. Eu te louvarei, ó Senhor, entre as nações; cantarei teus louvores entre os povos (v.7-9).

Bem, se ele tivesse lembrado isto lá em Gate, ele não teria agido como um louco. Ele não teria constrangido a si mesmo e sido um opróbrio para Deus, como se o Deus de Davi não pudesse livrá-lo daquele pequeno homem chamado Aquis.

Mas, essa é a maneira como vivemos nossas vidas com frequência. Nossa fé parece sucumbir diante das adversidades e terminamos “babando em nossas barbas”. Perdemos nosso autocontrole por faltar a confiança em Deus.
Se eu tiver uma relação de confiança de que o Senhor está perto, o que pode me preocupar?
Não importa para mim o que os homens dizem contra mim. Não importa como eu sou tratado. O Senhor está próximo e o Senhor sabe a verdade sobre tudo, e o Senhor é o equalizador final.
Todas as coisas são equitativas em Suas mãos, para todos os outros e para mim, e esta é a minha fonte de segurança, confiança na presença do meu Deus.
Se eu entendo o que meu Deus é e como Ele está perto, tenho tudo que preciso saber.

Deixe-me dar outro exemplo. Abra sua Bíblia em Habacuque.
Habacuque era um profeta interessante em Judá, e ele tinha um problema interessante, e isso vai falar muito para nós sobre os nossos próprios problemas.
No capítulo 2:1 ele diz: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?”.
Este é um profeta que está fazendo mais do que orar e profetizar. Em outras palavras, ele diz em seus escritos:
‘Deus, o que estás fazendo? Olhe para o Teu povo, eles estão em confusão, o Senhor não vai ouvir? Por que o Senhor me faz olhar para esta maldade? Por que o Senhor me faz olhar para a destruição e a violência em Judá? O Senhor está tolerando isto? Lembra-Te de nós? Judá, o teu povo! Por que não trazes um avivamento? Por que não trazes arrependimento? Por que não mudas isto?’

Deus lhe responde: “Vede entre as nações, olhai, admirai-vos e maravilhai-vos”, que é uma velha maneira de dizer: ‘Eu vou explodir sua mente com o que você vai ouvir, você vai acreditar. Vou fazer algo em seus dias que você não acreditaria se lhe fosse dito’. Aparentemente, é por isso que Deus não tinha dito a Habacuque até agora, pois ele não teria acreditado de qualquer maneira.

Deus o responde de forma surpreendente.

Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada. Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas (1:5-6).

Na sequência dos versículos, o Senhor detalha como levantará uma nação mais ímpia que Israel para punir e causar destruição em Israel por causa de seus pecados.

O profeta tinha um problema, agora ficou com dois. Ele questiona:

Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele? (1:13).

Ou seja, ele questiona: ‘Como Tu podes usar uma nação pior para punir Judá? Como eles podem ser Teu instrumento? Nada disso faz sentido. Tu és um Deus justo, não podes usar um povo pior para punir um povo melhor. Não faz sentido, eu não entendo isto’.

Você diz: “Ele estava seriamente traumatizado?” Sim, seriamente traumatizado. Quão seriamente? Capítulo 3 versículo 16: “Ouvi-o, e o meu íntimo se comoveu, à sua voz, tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos acomete”.

Esse cara deve ter sido hospitalizado. Ele está abalado por dentro, seu corpo entrou em pane. Seus lábios estão tremendo, seus ossos doem e ele está tremendo da cabeça aos pés. Ele está realmente traumatizado.
E agora, o que ele vai fazer? Aqui está um profeta totalmente angustiado e em estado de pânico. Não se tratava de um problema imaginário, como certas bobagens que cultivamos. Este é um problema real.
Ele diz: “O que eu vou fazer? Eu estou tremendo todo. Eu não posso lidar com isso”.

Então, o que ele faz? Ele começa a se lembrar sobre o seu Deus, que está perto.
Ele começa dizendo: “Senhor, Tu não és desde a eternidade?” (1:12) e segue.
Em outras palavras diz: ‘Tu és eterno, estás acima da história, independente do tempo, reinas eternamente. Este assunto é pequeno demais diante de Ti. Há um imenso plano eterno que é muito maior do que o que estou vendo aqui. De alguma forma isso se encaixa na perspectiva eterna, mesmo que eu não entenda como Tu podes fazê-lo desta forma’.

Ele proclama a eternidade, a suficiência, a autoexistência, a soberania, a santidade e a perfeição de Deus.
Ele diz: “Teus olhos são tão puros que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade” (1:13).
Reconhece que o pecado de Israel era a causa da punição divina. E escreve o que Deus lhe disse: “O justo viverá da fé” (2:4). Ou seja, tenho que crer, mesmo que eu não entenda.
E, então, faz uma tremenda declaração:

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas (3:17-19).

Isto é a plena confiança! Eu não me importo se o mundo inteiro vai enlouquecer, desmoronar, se tudo sairá de seu curso, de seu equilíbrio, ainda assim me alegrarei no Senhor e colocarei Nele toda minha esperança, e sei que Ele me sustentará e me dará a estabilidade.

O Senhor está próximo. Este é o Senhor que está próximo, em quem podemos ter plena confiança, sobre quem a Palavra diz:

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará (Salmo 1:1-3).

Agora, qual é o resultado de saber que o Senhor está próximo?

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças (Filipenses 4:6).

Se você imaginar que Deus não pode ajudá-lo, então, você criou um deus que não é o verdadeiro Deus, e isso é uma blasfêmia. Você criou um deus que não é o Deus Eterno.
Se você crê que Deus pode ajudá-lo, mas não vai ajudá-lo, isso também é uma blasfêmia, você está questionando a pessoa, o caráter e a Palavra de Deus.

Como diz o Salmo 1, ao meditarmos dia e noite na Palavra de Deus, ficaremos familiarizados com a forma que Ele age.
A grande fraqueza da igreja cristã hoje reside na falta de compreensão sobre quem é Deus e como Deus age.
Há uma terrível ignorância sobre a majestade de seus maravilhosos atributos. É por isto que temos essa instabilidade generalizada.
Por não conhecermos a Deus, não podemos confiar Nele e nem agimos de forma coerente com o Seu caráter revelado e sua história de atos revelada.

Então, o que fazemos? Convivemos com pessoas instáveis, com todos os seus problemas.
Em vez de dar-lhes Deus, seu caráter, seus atributos, a história de como Ele trabalha e age, bem como a integridade incrível de todos os seus atos, nós tentamos dar-lhes soluções humanas, vindas do intelecto carnal, que apenas projetam a instabilidade como um modo de vida, sem oferecer nenhuma solução.

A. W. Pink (1886-1952) escreveu:

O Deus deste século vinte não se assemelha mais ao Soberano Supremo das Escrituras Sagradas, assim como a bruxuleante e fosca chama de uma vela não se assemelha à glória do sol do meio-dia. O Deus de que se fala atualmente no púlpito comum, comentado na escola dominical em geral, mencionado na maior parte da literatura religiosa da atualidade e pregado em muitas das conferências bíblicas, assim chamadas, é uma ficção engendrada pelo homem, uma invenção do sentimentalismo piegas. Os idólatras do lado de fora da cristandade fazem “deuses” de madeira e de pedra, enquanto que os milhões de idólatras que existem dentro da cristandade fabricam um Deus extraído de suas mentes carnais. Na realidade, não passam de ateus, pois não existe alternativa possível, senão a de um Deus absolutamente supremo, ou nenhum deus. Um Deus cuja vontade é impedida, cujos desígnios são frustrados, cujo propósito é derrotado, nada tem que se lhe permita chamar Deidade, e, longe de ser digno objeto de culto, só merece desprezo.

Nós não estamos sequer dando às pessoas um conhecimento do verdadeiro Deus, em Seu caráter e Suas obras.
Como resultado, há uma tremenda falta de confiança Nele. Não admira que as pessoas tenham culpa, medo e ansiedade, tenham um conhecimento inadequado de Deus, e por consequência, uma confiança inadequada em Deus – ambos são blasfêmias.
Se você imaginar Deus como sendo outro do que Ele é verdadeiramente, isto é um ídolo, uma blasfêmia ao Deus santo.
Se você imaginar Deus agindo diferente do que é consistente com o seu próprio caráter, Palavra e promessas, também é uma blasfêmia. É um questionamento à sua integridade.
E, em vez de ensinar sobre quem Deus é e levar as pessoas para a Palavra de Deus, a maioria das igrejas está tentando remendar o instável, dando-lhes soluções humanas, e o pior de tudo: psicologia. Até mesmo os psicólogos dizem que não têm respostas.

Há apenas um lugar de descanso para a alma. E este lugar está em Deus. Paulo diz: “Estai assim firmes no Senhor” (Filipenses 4:1).
Lutero disse a Erasmo: “Tu pensas de modo demasiadamente humano a respeito de Deus”.
Posso não saber o porquê de muitas coisas em minha volta, mas posso saber que Deus assiste todo meu caminho.
Sem isto, apenas me restariam a ansiedade e a preocupação. Estaria destruído por provações e tentações. O meu pequeno mundo não é perfeito, conforme eu poderia desejar. Entregar-se a uma desconfiança nos cuidados de Deus é uma forma inconsciente de blasfêmia. Não caia nisto!

Gostaria de fechar com Mateus 6:

Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal (Mateus 6:25,32-34).

O mundo não está preocupado em saber se terá o suficiente, mas se terá fartura. Não está preocupado se terá vestimenta, mas se terá muitas opções delas para escolher. Não está preocupado se terá o alimento, mas se o terá em abundância para comer o que quiser e na quantidade que quiser. Este é o mundo dos homens.

Jesus falava para pessoas que tinham problemas reais e básicos. Muito diferente de pessoas ansiosas que vivem assim por problemas imaginários.
Mas, aquelas pessoas tinham necessidades reais, e Jesus diz:

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? (Mateus 6:26,28-29).

Então, Jesus diz: “Portanto, não vos inquieteis”. Não estejam ansiosos. Não fiquem preocupados com o amanhã. Cada dia tem seus próprios problemas.
Busquem o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar e creiam em Deus. Descansem Nele.

Olhe, se você tem problemas suficientes, por que acrescentar a ansiedade a seus problemas? Você precisa confiar em seu Deus.
Como posso ser estável? Amor. Ou seja, busca paz e harmonia na comunhão de amor.
Alegria. Ou seja, cultivando uma alegria acima das circunstâncias, possível no meu relacionamento com o Cristo vivo.
Graça. A graça da humildade que não exige nada, aceita qualquer coisa, e entrega-se a Deus.
Grande confiança. Ou seja, estar confiante no Senhor, crendo que Ele tem tudo sob controle.
Assim é como se obtém uma vida estável. Há mais a ser dito. Veremos na próxima vez.

Nosso Pai, nós Te agradecemos por uma passagem tão clara para nos colocar de volta no caminho, a fim de que possamos ser estáveis.
Ajuda-nos a saber que a nossa estabilidade vem de Ti. Nós não queremos ser o produto de uma cultura confusa.
Nós não queremos nos desviar para terrenos que não levam à estabilidade, mas apenas ao aumento da instabilidade.
Nós queremos estar onde Tu queres que estejamos. Queremos nos deliciar com o Senhor e queremos estar meditando dia e noite em Tua Palavra, e queremos sermos cristãos cheios do Espírito, assim como o Senhor quer que sejamos.
Que possamos trazer a estabilidade para aqueles que nos rodeiam. Que possamos estar firmemente plantados como uma árvore junto às correntes de águas, florescendo com fecundidade, prosperando, não murchando no meio de um mundo de palha, soprando em todas as direções.
Faça-nos estáveis, Senhor, não por causa da estabilidade, mas, como árvores que foram firmemente plantadas, para que possamos dar fruto para a Tua glória, em nome de Jesus. Amém.


Esta é uma série de sermões sobre estabilidade espiritual, conforme textos listados abaixo.

01. Estabilidade espiritual – Parte 1
02. Estabilidade espiritual – Parte 2
03. Estabilidade espiritual – Parte 3
04. Estabilidade espiritual – Parte 4


Este texto é uma síntese do sermão “Spiritual Stability, Part 3: Humility and Faith”, de John MacArthur, em 01/10/1989.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/resources/sermons/50-39/spiritual-stability-part-3-humility-and-faith

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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2 Resultados

  1. Rafaella disse:

    Amém! É um dos melhores textos que eu já li!

  2. Nathan disse:

    Como esse texto me trouxe clareza e conhecimento sobre a perspectiva da soberania de Deus em minha vida! Ele é o que Ele afirma que é, nós somos o que Ele diz que somos e seremos como Ele é porque Ele prometeu isso: sermos semelhantes a Jesus! Que amoroso Senhor!

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