Discípulos de Caim-Balaão-Corá

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Neste momento de temores em relação a terroristas suicidas infiltrados entre as pessoas, ficamos tristes em perceber que a igreja não leve muito a sério a ameaça do “terrorismo espiritual”.
A igreja está cheia de “terroristas espirituais suicidas”. Eles estão por todo lugar, e se tornam ainda mais perigosos quando nos falta discernimento para sabermos quem são eles.
Eles se camuflam em meio a seus enganos e promovem destruição coletiva. Uma tragédia.

Judas expressa sua preocupação e diz:

Tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. (1:3-4).

Esta é uma guerra de verdade, estamos empenhados nesta batalha para a proteção, preservação e proclamação da verdade.
Esses apóstatas são negadores de Cristo, embora eles não admitam isto. Eles parecem celebrar o amor e a graça de Deus como uma forma de camuflar a miséria e a iniquidade que trazem consigo. Eles são peritos em camuflagem.

Eles são “manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor” (v.12).
São como predadores escondidos ou camuflados atrás das rochas. Eles estão encaixados na própria vida da igreja. E é isso que os torna perigosos.

Judas está convocando a tomarmos parte na guerra contra o “terrorismo espiritual”, uma guerra que é muito mais importante do que as outras guerras contra terroristas políticos, terroristas militares ou qualquer outro tipo.
Devemos ser vigilantes, alertas, exigentes, atentos, fiéis em expor esses “terroristas espirituais”, defendendo a verdade e a verdadeira igreja.

Temos avisos semelhantes em outras partes da Escritura. Tal como Paulo alerta em I Timóteo 4:1-2, dizendo:

Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;

Pedro fez igual alerta em II Pedro 2:1-3, dizendo:

E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Se você ler mais neste capítulo, verá que Pedro trata do mesmo assunto que Judas tratou. Na verdade, Judas diz praticamente o mesmo que Pedro diz.
Pedro diz que eles estão chegando, e Judas, que escreveu um pouco mais tarde, diz que eles já haviam chegado.

Judas escreveu esta carta para servir como um aviso e para dar-nos um retrato desses “terroristas apóstatas”.
Eles são pessoas que foram expostos à fé, à verdade, mas que desertaram, negaram e rejeitaram a verdade.
Mas há um elemento terrível nisto: Eles mantêm o nome de cristão e procuram se identificar com Jesus e com Deus, tornando-se sutis e enganadores ocultos.
E a menos que a igreja tenha poderes agudos de discernimento, esteja disposta a pagar o preço de expor esses apóstatas e não seja dependente de um sentimentalismo inútil que tem medo de ofender esses “terroristas espirituais”, ela será devastada por essas “células terroristas” dentro dela.

Judas nos dá um retrato inconfundível desses falsos mestres apóstatas nos versos 5 a 16, o coração dessa maravilhosa epístola, a qual temos estudado.
Nos versículos 5 a 11 há uma série de três grupos de três, uma série de três “trios” que descrevem os apóstatas que deturpam o Senhor e da igreja.

Vimos três casos de apóstatas que foram julgados, versos 5 a 7:

Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.

Primeiro Deus julgou os apóstatas de Israel, depois de salva-los da escravidão no Egito, de terem sidos expostos ao poder de Deus, à obra de Deus, à bondade de Deus e à libertação de Deus. Eles rejeitaram a Deus e, portanto, foram destruídos no deserto.

O segundo caso de julgamento de apóstatas da história, está no versículo 6, referente aos anjos que não guardaram o seu próprio domínio, abandonaram seu próprio domicílio, foram colocados em prisões eternas na escuridão, para aguardarem o juízo do grande dia.
Santos anjos que se rebelaram contra Deus, sob a liderança de Lúcifer, foram expulsos do céu. Eles levaram sua rebelião para a terra, e conforme relata Gênesis 6, alguns deles tomaram a forma humana e tiveram relações com mulheres.
Eles tentaram formar uma raça de homens-demônio, o que impediria qualquer esperança de redenção da humanidade.
Eles corromperam o mundo de tal maneira, que só restaram 8 pessoas fiéis a Deus. Noé pregou por 120 anos, mas ninguém ouviu a mensagem de Deus.
Então Deus destruiu o mundo com o dilúvio e esses anjos foram presos no abismo para esperar o juízo eterno.

A terceira ilustração de julgamento apóstata é de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18-19), quando Deus julgou suas perversões.
Então você tem o juízo contra judeus, no versículo 5; anjos, no versículo 6; e gentios, no versículo 7.
Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas da planície foram destruídas num holocausto de fogo e enxofre, por causa do espetáculo de imoralidade, ou seja, homossexualidade.

Então, nos versículos 8-10 temos três características da natureza apóstata.

Da mesma forma, esses sonhadores contaminam o próprio corpo, rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais. Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: O Senhor o repreenda! Todavia, esses tais difamam tudo o que não entendem; e as coisas que entendem por instinto, como animais irracionais, nessas mesmas coisas se corrompem.

Quando você olha para um apóstata, o que você vê? Imoralidade, insubordinação e irreverência.
Eles são imorais, contaminam a sua carne. São insubordinados, rejeitam a autoridade e eles são irreverentes, insultam majestades angelicais ou glórias.

E há uma ilustração no caso de Miguel e sua batalha contra Satanás sobre o corpo de Moisés.
Miguel é o anjo mais importante de Deus, que tem o encargo especial de guardar Israel (Daniel 10:13,21 e 12:1). Ele teve que lutar contra Satanás para cumprir a ordem de Deus.
Moisés morreu no monte Nebo, em Moabe, sem ter entrado na terra prometida e foi secretamente enterrado num lugar desconhecido (Deuteronômio 34:5-6).
É provável que este confronto aconteceu quando Miguel enterrava o corpo de Moisés, para impedir que Satanás o usasse para algum fim diabólico, talvez como um ídolo ou objeto de adoração por Israel.
Miguel não ousou repreender um anjo poderoso, como Satanás, através de suas próprias palavras, mas o entregou ao poder soberano de Deus, assim como os cristãos devem fazer [Notas da Bíblia de estudo MacArthur].

Então, esses apóstatas são irreverentes na forma como eles falam sobre os anjos. Eles são insubordinados no fato de que eles rejeitam a autoridade divina. E eles são imorais na medida em que contaminam a sua carne.
Agora, vamos dar sequência de onde paramos na última vez. Abra sua Bíblia em Judas 11-13.

11 Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim; buscando o lucro, caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá.
12 Esses homens são rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz.
13 São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas.

Vimos três casos de apóstatas que foram julgados, três características da natureza apóstata. Vendo seus exemplos, podemos identificar os apóstatas que circulam no meio cristão atual.
Três julgamentos apóstatas históricos: Israel, anjos, Sodoma e Gomorra. Três características da natureza apóstata: imoralidade, insubordinação e irreverência.
E agora três exemplos de apóstatas: Caim, Balaão e Corá. Eles são modelos do que os apóstatas atuais fazem.
Esses atuais seguem pelo caminho de Caim, correm para o erro de Balaão e perecem na rebelião de Corá.

Nota-se que aqui há uma progressão. Eles vão pelo caminho de Caim, correm para o erro de Balaão e perecem na rebelião de Corá.
Primeiro, há um caminho que eles tomam, em seguida, há uma escalada de sua velocidade, e, finalmente, o seu fim desastroso.
Eles começam com Caim, modelo de alguém que desobedeceu a Deus. Seguem então para Balaão, modelo de alguém que tenta influenciar os outros a desobedecer a Deus e acabam em Corá, que liderou uma rebelião completa.
Todos os apóstatas são os filhos espirituais de Caim e Balaão e Corá.

Os caminhos de Caim

Vamos apenas pensar em Caim por um momento. Abra sua Bíblia em Gênesis 4. É um assunto que nos é muito familiar, não exigindo muito tempo nesta manhã.
Em Gênesis 4, Adão teve relações com sua esposa, Eva, e ela concebeu e deu à luz a Caim. E ela disse: “Com o auxílio do Senhor tive um filho homem” (v.1).
Como Adão e Eva foram criados por Deus, Caim foi a primeira pessoa que nasceu no mundo. E então Eva voltou a dar à luz, desta vez a Abel, que se tornou pastor de ovelhas, enquanto Caim era agricultor (v.2).

Caim trouxe uma oferta ao Senhor do fruto da terra, ou seja, frutas, legumes etc. (v.2). Abel trouxe dos primogênitos do seu rebanho e da sua gordura como oferta ao Senhor (v.3-4).
O Senhor aceitou com agrado a oferta de Abel e rejeitou a de Caim (v.5), fato que deixou Caim enfurecido e com o semblante transtornado (v.5).
O Senhor diz a Caim: “Por que você está furioso? Por que se transtornou o seu rosto? Se você fizer o bem, não será aceito? Mas, se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” (v.5-7).
E então, no versículo 8, quando eles estavam no campo, se levantou Caim contra Abel, seu irmão e o matou.

Caim trouxe um sacrifício inaceitável. Deus não aceitou seu sacrifício, mas aceitou o sacrifício de Abel.
Isto pressupõe que lhes tinha sido dito o que levar. Ele sabia que Deus exigia um sacrifício de sangue (por causa do pecado, uma figura do sacrifício de Cristo).
Mas Caim não estava interessado no caminho de Deus, mas no seu próprio. Ele rejeitou o caminho de Deus.
Ele fez o que quis em nome de um culto. Ele tinha um culto à sua maneira. Ele inventou sua própria adoração.
Ele pensou que Deus deveria aceitar o que ele queria oferecer e não o que Deus queria que ele oferecesse.

Ele rejeitou a revelação, seguiu seu próprio desejo e sua própria intuição. Ele tinha suas próprias ideias. Ele desafiou a Palavra de Deus.
Ele foi desobediente, e o caráter de seu coração, que o levou a desobediência é manifesto na sua ira, seu semblante transtornado e em seu ato imoral, quando assassinou seu próprio irmão.
Ele é imoral, insubordinado e irreverente. Ele é um modelo de uma mentalidade apóstata. O pecado o dominou. A vontade própria o dominou.
Ele inventou sua própria espécie de culto e não se submeteu a Deus. Sua irreverência despreza Deus no processo.
A sua oferta foi, em si, uma espécie de blasfêmia e irreverência. Ele rejeitou a revelação. Ele fez o que quis, não o que Deus o instruiu a fazer.

Hebreus 11:4 diz: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala”.
Abel demonstrou a sua justiça sendo obediente. Caim foi o típico apóstata. Ele foi o apóstata original. Ele foi o pioneiro que abriu o caminho para todos os apóstatas. Ele é religioso, mas desobediente. Ele vem, por assim dizer, diante do Deus verdadeiro e oferta o que Deus não pediu e nem deseja.

Ao ver sua oferta sendo rejeitada, o ódio toma conta dele. Sua ira se volta contra aquele que estava comprometido com a verdade.
Matar seu irmão foi o caminho que ele encontrou para satisfazer seu ciúme, inveja e ira.
O apóstata pretende ser religioso. O apóstata oferece alguma oferta. O apóstata vem diante de Deus de uma forma autointitulada.
A verdade da questão é, se ele ficar muito perto dos verdadeiros adoradores, ele se torna muito irritado, muito hostil.

Eu sempre me lembro de um famoso televangelista, quando estava dando uma entrevista numa TV.
Quando falaram sobre mim, ele disse: “Se fosse do meu jeito, eu pegaria a minha metralhadora do Espírito Santo e explodiria seus miolos”.
Bem, esta é uma grande atitude. Isso prova o ponto. Esse é o caminho de Caim, não é? Qualquer pessoa que tenha a verdade torna-se seu inimigo e ele estaria satisfeito se pudesse mata-lo.

A história termina quando Deus diz a Caim: “Agora maldito és tu desde a terra” (v.11). Caim então é expulso da presença de Deus (v.16), uma marca é colocada sobre sua cabeça para que ele não fosse morto (v.15).
Ele teve que viver toda a sua vida atormentado por ser sido expulso da presença de Deus e da bênção.

E Caim é o apóstata protótipo. Apóstatas como ele estão no meio da igreja, são “terroristas espirituais” que ensinam mentiras. Eles estão em todo o lugar.
Eu vi no jornal, esta semana, que um rabino homossexual reuniu-se com um bispo anglicano homossexual para falar sobre como Deus se sente sobre a homossexualidade.
Nenhum deles conhece a Deus. Eles estão no caminho de Caim. Eles são imorais. Eles são ímpios. Eles têm apenas uma aparência religiosa, mas eles são “terroristas espirituais”.
Eles estão apenas tentando levar mais pessoas para as trevas eternas com suas mentiras.
Eles são “terroristas espirituais suicidas” que estão tentando levar homossexuais para o inferno, aprovando suas práticas, quando eles deveriam ser confrontados com o Evangelho de Cristo para experimentarem um verdadeiro arrependimento.
Eles falam o que é agradável aos ouvidos de pecadores marchando para o inferno. Eles estão conduzindo pessoas para se “explodirem” juntas com eles no caminho ao inferno eterno.

Isto não é meramente um pequeno detalhe. Este não é um tempo para a tolerância, mas para a intolerância contra o engano.
Eu não estou dizendo que devemos ser cruéis com eles, mas devemos confrontá-los sobre a sua verdadeira condição.
Temos que dizer que eles não podem inventar um falso cristo como fez Caim, que não podem inventar sua própria adoração e caminho, tal como Caim fez. Isto é idolatria.
Eles estão no caminho de Caim. Eles inventaram uma religiosidade particular e são hostis contra aqueles que permanecem na verdade bíblica.
Eles são imorais, e se tiverem a oportunidade, são seriamente destrutivos, usurpando vidas.

O erro de Balaão

Em segundo lugar, o verso 11 de Judas diz: “Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim; buscando o lucro, caíram no erro de Balaão…”.
É uma sequência… Primeiro eles seguiram o caminho de Caim e também caíram no erro de Balaão, ou seja, buscando o lucro com sua religião falsa.

Uma pergunta sempre vem à tona: Por que eles fazem isso? E se eles fazem isso, por que eles permanecem se dizendo cristãos? Por que não saem? Por que eles ficam no meio da igreja? Para quê?
A resposta é simples: Dinheiro, riquezas. Eles são como Caim, ou seja, eles têm a sua própria religião autointitulada, seu próprio caminho, sua própria adoração.
Eles também são como Balaão, ou seja, fazem isso por dinheiro. Eles são “profetas” de aluguel. E alguns deles são muito ricos e bem cuidados por movimentos permissivos ou sistemas religiosos falsos.

A história de Balaão se estende por Números capítulos 22, 23, 24 e até mesmo no capítulo 31 você tem algumas referências a Balaão.
Não temos tempo para detalhar sua história nesta manhã. Você se lembra da história de Balaão, ele era um “profeta de aluguel“. Ele simplesmente fazia uma profecia para quem pagasse mais.

Israel estava prestes a entrar em Canaã, após 40 anos de peregrinação no deserto, e estava enfrentando alguns conflitos no caminho, e um deles foi contra Moabe (povo descendente da filha primogênita de Ló, quando embebedou seu pai para lhe dar descendentes, cf. Gênesis 19:31-38).
Balaque, que era o rei dos moabitas, tentou contratar Balaão para amaldiçoar Israel. Os moabitas criam em maldições pronunciadas sobre as pessoas. Balaão nunca poderia retirar a bênção de Deus sobre Israel.

Por causa de seu grande desejo por riquezas, Balaão desejou ir com Balaque, embora Deus tivesse lhe dito para não acompanha-lo (Números 22:20).
Deus então lhe permitiu, mas o alertou para falar apenas as palavras vinda Dele. Balaão partiu, mas Deus sabia de suas intenções.
Quando a jumenta que levava Balaão viu o Anjo do Senhor (uma manifestação de Cristo) parado no caminho, empunhando uma espada, saiu da estrada, desviou-se e por fim deitou-se. Balaão, irado, agredia a jumenta até que, milagrosamente, ela fala com ele e o questiona.
O Anjo do Senhor diz: “Eu vim aqui para impedi-lo de prosseguir porque o seu caminho me desagrada. A jumenta me viu e se afastou de mim por três vezes. Se ela não se afastasse, certamente eu já o teria matado; mas a jumenta eu teria poupado!” (22:32-33)

Na história de Balaão o que vemos é que ele era um profeta de aluguel, impulsionado pela cobiça.
Ele teve algum sentimento de medo do Deus verdadeiro, mas qualquer um teria diante da cena do Anjo do Senhor empunhando uma espada contra si.
Ali ele entendeu que teria que recuar um pouco, ele não amaldiçoa Israel por medo de Deus.

Mas isto não freou sua cobiça e ele buscou outra forma de ganhar dinheiro. Ele buscou as riquezas de Baraque de uma forma ainda mais perversa.
Ele foi para as mulheres de Moabe e as convenceu a seduzir os homens israelitas para cometer toda espécie de imoralidade sexual e a adorar ídolos.
Qual era seu objetivo? Já que ele não podia amaldiçoar Israel, ele procurou colocar Israel numa posição para ser amaldiçoado por Deus.

Seu plano era: – Se eu não posso trazer uma maldição sobre eles, eu vou levá-los a serem seduzidos por essas mulheres moabitas, para cometerem imoralidade sexual e envolver-se com ídolos, e, em seguida, o seu próprio Deus terá que amaldiçoá-los e puni-los.

E foi exatamente o que aconteceu. Foi exatamente o que ele fez. E aqui novamente um homem imoral, insubordinado e irreverente.
O plano funcionou, mas Balaão pereceu, como os falsos mestres sempre perecem (um assunto que falaremos na próxima vez).
Em Apocalipse 2:14, na carta à igreja em Pérgamo, o Senhor Jesus fala de falsos profetas da linhagem de Balaão:

No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual.

Ele seduziu o povo de Israel para a prática da imoralidade e da idolatria. Balaão representa duas coisas: A cobiça do falso mestre que ama o dinheiro e o apóstata que influencia outros ao pecado.
Em certo sentido, ele é um passo além de Caim. Caim pecou sozinho e se voltou contra o justo Abel.
Balaão, mergulhado no pecado, foi capaz de influenciar todo um grupo de pessoas para o pecado.
Pedro alertou a igreja sobre esses “terroristas espirituais” da estirpe de Balaão:

No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda (II Pedro 2:1-3).

Há muitos falsos profetas modernos vindos da linhagem de Caim. São falsos mestres, falsos cristãos, apóstatas, que têm sua própria religião autointitulada e inventada por eles mesmos, sua própria maneira de interpretar a Bíblia, ou, literalmente, negando a Bíblia e inventando suas próprias percepções.
E você tem muitos falsos profetas vindos da linhagem de Balaão, enganadores que falam mentiras e levam outros para suas mentiras, falsos deuses e falsas religiões, para que eles possam ganhar dinheiro.
Eles fazem isso por causa da torpe ganância. As presas, aqueles que são levadas pelos enganos, são “explodidas” por esses “terroristas espirituais suicidas” em holocaustos infernais.

A rebelião de Corá

Em terceiro lugar, Judas diz: “Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim; buscando o lucro, caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá” (v.11).

Morrer ou ser destruído na rebelião de Corá. Caim desobedeceu a Palavra de Deus, Balaão se opôs a Palavra de Deus, Corá lidera uma rebelião aberta.
A história de Corá é contada em Números 16. Ele era um levita, isto deveria tê-lo colocado em um senso de responsabilidade, pois o trabalho do levita era cuidar do templo, cuidar do culto.

Balaão era um profeta. Caim foi o primeiro ser humano que nasceu neste mundo e que havia sido instruído por Deus, junto com seu irmão, sobre o que fazer.
Assim, também, Corá tinha responsabilidades religiosas. Ele era um levita (membro da tribo hebraica sacerdotal de Levi) e primo de Moisés.

Mas, Corá havia sido excluído do sacerdócio e ele muito se ressentia por este fato. Ele se enfureceu.
Assim, ele juntou-se com Datã e Abirão e começou uma rebelião. E o alvo de sua rebelião, é claro, foi Moisés, porque Moisés era o líder escolhido do Senhor.
Apóstatas e falsos mestres se voltam contra a Palavra de Deus. Eles inventam a sua própria religião. Eles vão tentar seduzir as pessoas para o seu sistema falso, como Balaão fez.
E eles irão, inevitavelmente, atacar os verdadeiros homens chamados por Deus. Eles vão zombar daqueles com a sã doutrina.

E você sabe o que foi a linha de Corá? Seu pequeno mantra? Ficou claro quando ele e seus amigos desafiaram Moisés e Arão dizendo:
“Basta! A assembleia toda é santa, cada um deles é santo, e o Senhor está no meio deles. Então, por que vocês se colocam acima da assembleia do Senhor?” (16:3).

O que eles queriam dizer com isto? “Nós não temos que ouvir a Moisés. Cada um de nós é igual a Moisés”.
Eles estavam afirmando que não precisavam de um líder, ou de um mestre, ou de um mediador, ou de alguém que falasse por Deus ou de um representante escolhido por Deus entre eles.
Eles estavam dizendo: “Bem, você sabe, nós somos todos santos diante de Deus. Temos direito às nossas próprias ideias, não precisamos de autoridade espiritual sobre nós”.

Veja, os falsos mestres estão empenhados em derrubar qualquer autoridade espiritual com suas ideias.
E assim, Corá, Datã e Abirão e as pessoas que se juntaram a eles na rebelião, tinham a intenção de derrubar Moisés. E a rebelião terminou de uma forma muito rápida.

Você sabe como terminou?

Quando ouviu isso, Moisés prostrou-se com o rosto em terra. Depois disse a Corá e a todos os seus seguidores: Pela manhã o Senhor mostrará quem lhe pertence e fará aproximar-se dele aquele que é santo, o homem a quem ele escolher. É contra o Senhor que você e todos os seus seguidores se ajuntaram! Quem é Arão, para que se queixem contra ele? (v.4-5,11,).

Quando Moisés chamou Datã e Abirão, eles disseram: “Nós não iremos! Não basta a você nos ter tirado de uma terra onde há leite e mel com fartura para matar-nos no deserto? E ainda quer se fazer chefe sobre nós?” (16:12-13)

E então Deus disse a Moisés: “Diga à comunidade que se afaste das tendas de Corá, Datã e Abirão” (16: 24)
E Deus advertiu: “Afastem-se das tendas desses ímpios! Não toquem em nada do que pertence a eles, senão vocês serão eliminados por causa dos pecados deles” (16:26).

Então Moisés disse ao povo: “Se estes homens tiverem morte natural e experimentarem somente aquilo que normalmente acontece aos homens, então o Senhor não me enviou” (16:29).
E “Assim que Moisés acabou de dizer tudo isso, o chão debaixo deles fendeu-se, e a terra abriu a sua boca e os engoliu juntamente com suas famílias, com todos os seguidores de Corá e com todos os seus bens” (16:31-33).

Você diz: “Quão grande foi a rebelião? Quão grande foi o seu efeito? Foram apenas Corá, Datã e Abirão?”. Não.
Veio também fogo da parte do Senhor e consumiu duzentos e cinquenta homens que ofereciam incenso (16:35). No outro dia uma multidão se rebelou novamente pelos acontecimentos e quase 15 mil pessoas foram mortas por pragas (16:49).

Eles tinham uma multidão contra Deus. Eles tinham uma nova religião, uma rebelião contra Moisés, Deus, a Lei, a liderança espiritual, a autoridade divina. Eles tinham um culto insubordinado, irreverente e imoral.
Caim, um cara que tem a sua própria religião, Balaão obtém muitas pessoas pela sedução e aqui temos uma rebelião de 15.000 pessoas. É o que esses apóstatas fazem.

Trata-se de influência. Eis aqui evidências inconfundíveis de alguém que segue o caminho de Caim, Balaão e Corá:
Se você não se submete à autoridade da Palavra de Deus e à verdade de Deus. Não tem reverência a Deus e não o honra. Não fica longe da imoralidade, não tem evidências de uma vida transformada pela graça divina. Não se submete à autoridade espiritual que foram chamados por Deus e que são fiéis ao ensino da Palavra de Deus.

Na história judaica estes três nomes são famosos. Eles são a “trindade de apóstatas”.
Caim, o pioneiro apóstata protótipo. Balaão que estendeu a apostasia de uma pessoa para muitos.
Corá que tomou apostasia para o maior nível, envolvendo mais pessoas e provocando uma rebelião que tenta, literalmente, derrubar tudo o que Deus havia estabelecido por meio de autoridade entre Seu povo.

Eles são imorais, insubordinados à verdade de Deus e irreverentes. E é por isso que o versículo 11 começa com estas palavras: “Ai deles”.
“Ai” de quem, Caim? Não, ele está no meio da desgraça eterna e foi para lá há muito tempo. Balaão? Não, ele está lá também. Corá? Não, também está lá.
“Ai” de quem? A resposta está nos versículos 4,8 e 10. São os apostatas de todos os tempos, inclusive os modernos, que circulam no meio cristão, seguindo o caminho da “trindade apóstata”.
Uma Maldição é pronunciada sobre eles pelo Senhor, uma declaração de condenação.

Em João 14:6, Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Mas eles trocaram o caminho de Cristo pelo caminho de Caim, a verdade de Cristo pelo erro de Balaão e a vida de Cristo pela destruição de Corá.
Eles estão na contramão de tudo o que Cristo veio fazer. Apóstatas escolhem o caminho de Caim e deixam o de Cristo, optam pelo erro de Balaão no lugar da verdade de Cristo, e a destruição de Corá em vez da vida de Cristo.
Não é de se admirar o “ai” que é pronunciado sobre eles. Sentenças de condenação estão por todo o lugar na epístola de Judas.

Quero fechar esta noite com os versos 12 e 13, e dar-lhe um quarto ponto, se é que poderei fazer isto.
Três casos de julgamento sobre apóstatas estão nos versículos 5-7. Três características da natureza apóstata estão nos versículos 8-10. E agora temos cinco comparações com fenômenos naturais nos versículos 12-13.

Judas move-se para o mundo natural, para fornecer algumas analogias.

Esses homens são rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz. São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas (Judas 12-13).

Eles são chamados de rochas submersas (escondidas) que falam. Isto se refere ao perigo invisível que eles representam.
Eles são chamados de nuvens sem água, que fala de suas falsas promessas. Parece que vai chover, mas nenhuma chuva cai.
Eles são chamados de árvores do outono, sem frutos. Fala da profissão estéril de suas vidas.
Eles são chamados de ondas furiosas do mar. Isto significa todo o seu som, fúria, ação e esforços. Eles agitam a sujeira, o lodo, a lama e os destroços para depositarem na costa.
E eles são chamados de estrelas errantes, porque eles têm um curso sem rumo, vindo e indo para lugar nenhum.
Agora, apenas brevemente, vamos olhar um pouco mais de perto nesses pontos.

Rochas submersas, versículo 12: “Esses homens são rochas submersas nas festas de amor que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos”.
Festas de amor eram jantares realizados na igreja primitiva. Na primeira Carta aos Coríntios, capitulo 11, temos uma descrição delas em processo de corrupção.

Essas festas tornaram-se tão distorcidas, a ponto de haver glutonarias e bebedices, que elas acabaram desaparecendo nos tempos do Novo Testamento.
E uma das razões foi o abuso de pessoas nas festas de amor, perturbando a igreja. Eram pessoas malignas, “terroristas espirituais” no meio da igreja.
A ousadia dessas pessoas era realmente incrível. Eles eram como rochas escondidas, imersas na água.
As rochas ocultas são perigos fatais para os navios, são perigos não visíveis, até que se apresentam inesperadamente de forma destruidora.
Essas “rochas humanas submersas” podem causar a destruição da igreja e provocar mortes por afogamento.

Aquelas festas deveriam ser refeições para se conversar e compartilhar dos assuntos da fé.
Mas eles entravam nessas refeições, defendiam suas mentiras e exibiam a sua imoralidade de formas sutil.
Normalmente, aquelas festas tinham a Mesa do Senhor, onde as pessoas iriam ouvir o ensino da Palavra de Deus e adorar juntas. Em seguida, eles tinham o jantar, e aí os apóstatas jorravam suas mentiras, cultivavam suas maldades, imoralidades, irreverência e insubordinação.
Eles minavam a fé. E isso aconteceu na igreja de Corinto, a tal ponto do apóstolo Paulo dizer “não vos ajunteis para condenação”.
Eles são como “homens hipócritas que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (I Timóteo 4:2)

Eles eram abusivos. Não tinham consciência. Eles eram como os terroristas que destroem vidas com suas bombas.
A terrível conduta deles traziam danos morais aos outros. Foi devido a esse tipo de abuso que aquelas festas de amor morreram.
O que seria uma festa de cuidados uns com os outros, pastoreio, conforto, instruções, oração, ceia, adoração etc., tornou-se uma mistura pagã, onde apostatas aproveitavam a oportunidade para disseminar suas malignidades e carnalidades, causando profundos estragos à igreja.

Nuvens sem água, versículo 12: “São nuvens sem água levadas pelo vento”.
São nuvens que trazem promessa de chuva para uma terra sedenta, e Israel é uma daquelas terras que é muito dependente das escassas chuvas.
Eles são como essas nuvens que vêm junto com a promessa de chuva, mas a chuva nunca cai. Eles não têm nada a oferecer. Eles não dão satisfação.

Provérbios 25:14 diz: “Como nuvens e ventos sem chuva é aquele que se gaba de presentes que não deu”.
Esses falsos mestres prometem trazer a bênção de Deus, prometem levar pessoas ao caminho de Deus, prometem trazer toda sorte de bênçãos e refrigérios espirituais. Eles prometem, mas eles não podem entregar.
Eles são como nuvens sem água a prometer chuvas, mas eles não têm água para dar.
“Sem água” é a mesma palavra usada em Mateus 12:43 e Lucas 11:24 para falar dos lugares secos em que espíritos malignos vagueiam.

Então, muitas pessoas seguem essas falsas religiões, falsos sistemas, falsos mestres e apóstatas.
Pense em todas as pessoas na Igreja Católica Romana, na Igreja Mórmon, as Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã e qualquer religião não fiel a Palavra de Deus.
Também falsos mestres incorporados no cristianismo, em toda parte, e todos eles estão prometendo bênçãos, bondades, paz, amor, esperança etc. E eles não podem entregar nada disso.

Árvores do outono, sem frutos, versículo 12: “Arvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz” (v.12).
Agora você não pode ser mais inútil do que não ter nenhum fruto, ser duplamente morto e desenraizado.
Você não pode produzir qualquer fruto nesta condição. O outono é a época da última colheita antes que venha o inverno.
O agricultor espera os frutos do outono. Finalmente chega o outono e o fruto não chega. Durante o inverno não há frutos e nem folhas. Ela é estéril.

Esses apóstatas são absolutamente vazios de vida espiritual. Eles são bons para nada. Eles são duplamente mortos.
Eles não produzem frutos, porque não há vida neles. Eles são infrutíferos, que é um nível de morte. E eles são mortos na própria raiz. Eles parecem mortos, eles estão mortos.
Eles não têm nenhuma conexão com o solo com seus nutrientes e umidade, eles são absolutamente incapazes de produzir frutos espirituais.

Apóstatas não podem fornecer qualquer coisa. Em Mateus 15:13 Jesus diz: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada”.
Eles não podem produzir novas vidas. Eles não podem produzir novas criaturas. Eles não podem ter parte na igreja que Cristo está construindo.
Muitas pessoas se sentam em lugares que se chamam igrejas cristãs, onde estão sendo lideradas por “rochas escondidas”, que não estão fazendo nada além de destruir.
Essas pessoas estão sendo conduzidas por “nuvens sem água” que não podem fornecer água e vida. Estão sendo lideradas por árvores estéreis, infrutíferas, duas vezes mortas e arrancadas.

Ondas furiosas do mar, versículo 13: “Ondas bravas do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos” (v.13).
Mar, na Bíblia, é usado como um símbolo, muitas vezes daqueles que não conhecem a Deus.
Isaías 57:20 diz: “Os ímpios são como o mar agitado, incapaz de sossegar e cujas águas expelem lama e lodo”.

Os ímpios são como o mar agitado em tremenda turbulência.
Quando há uma tremenda tempestade no mar, na manhã após a tempestade, a costa não é repleta de nada produtivo, benéfico e que seja útil à vida, mas apenas com sujeira, lama, detritos e destroços.
Isso é tudo que os falsos mestres fazem. Eles apenas fazem uma grande quantidade de movimentos, agitam um monte de espuma, muita ação e badalação.
E pela manhã tudo que você tem é a sujeira, o lodo, o imprestável. Eles fazem como a tempestade no oceano, fazendo com que o oceano lance na praia a sua escória.

E assim é com esses apóstatas, eles rolam na onda após onda e na espuma de todas suas ações, e no final, tudo que eles fazem é lançar escórias.
E o que é a escória? É a imoralidade, insubordinação, irreverência, falsas pregações, mentiras, decepções, obscenidades, seduções, todas as formas de prostituição religiosa e etc. etc. etc.

Estrelas errantesversículo 13: “Estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas”.
Essa é uma frase interessante: “Estrelas errantes”. As estrelas não vacilam. Você conhece isso? As estrelas não vagam por aí, certo? Quando falamos de uma estrela, estamos falando de um corpo no céu que está em uma órbita fixa.
E brilham cada noite em posições conhecidas. Estrelas não vacilam, elas têm órbitas precisas e brilham o tempo todo.

Mas nós temos um fenômeno que chamamos de “estrelas cadentes”, certo? Na verdade, elas não são estrelas, você sabia disso?
Eles piscam no céu em um momento brilhante e, em seguida, desaparecem na escuridão eterna, para nunca mais serem vistas novamente. Elas têm uma vida curta, é um “flash” e depois somem para sempre.
[As chamadas “estrelas cadentes” são, na verdade, corpos celestes que entram na atmosfera terrestre e incendeiam-se por causa do atrito com o ar].

Isso é o que ele está falando. Esses falsos mestres aparecem por um pouco de tempo, um pequeno movimento brilhante no céu do cristianismo.
São altivos, erráticos, trilham caminhos rebeldes, sem órbita e sem direção. Levantam suspiros das pessoas e desaparecem na escuridão para sempre.
A escuridão das trevas, por sinal, é o fogo eterno do versículo 7 e eles vão para lá eternamente.

Bem, a imagem é muito viva. As analogias são precisas. Falsos mestres apóstatas são hipócritas, perigosos, fazem alarde de conteúdo espiritual, mas são vazios.
Eles são espiritualmente mortos e estéreis. E com todas as suas atividades e esforços só lançam sobre as pessoas os restos inúteis.
Eles são como um “flash”, brilham rapidamente e se vão para a escuridão eterna sem qualquer benefício.
Eles literalmente se explodem como “terroristas suicidas” e levam consigo todas as pessoas que os seguem para a punição eterna, o destino final de todos eles.
E Judas, nos fala especificamente sobre esta punição eterna. Veremos isso na próxima vez.

Senhor! Novamente nos reunimos esta noite para nos sentar aos pés, por assim dizer, de Judas, o meio-irmão de nosso Senhor Jesus Cristo.
Como ele nos ensinou! Temos sido tão grandemente abençoados, não porque este é um conteúdo que nos traz alegria, mas porque ele nos prepara a ser mais exigentes, e para ajudar outros a serem exigentes.
Senhor, precisamos batalhar pela fé verdadeira. Precisamos estar na guerra pela verdade. Precisamos estar armados e prontos com discernimento, percepção, compreensão e sabedoria.
Precisamos ter os olhos fixos naquilo que a tua Palavra retrata os apóstatas, para que possamos ajudar Tua igreja a não ser devastada por eles.
Ao mesmo tempo, nós te agradecemos pelos verdadeiros pastores, mestres, pregadores, verdadeiros crentes que influenciaram nossas vidas através dos anos e todos aqueles que ainda hoje são fiéis na batalha pela verdadeira fé.
Nada é mais importante do que a verdade divina, porque é por ela que somos salvos, santificados e recebemos a esperança da glória.
Nós Te pedimos que nos use nesta batalha contra o engano, para resgatar aqueles que estão no caminho da destruição, porque eles estão sob a influência desses “terroristas espirituais”.
Dê-nos a ousadia, coragem e compreensão do que está em jogo e que possamos ser parte daqueles que estão com o Senhor na construção do teu reino. Em nome de Jesus, amém.


Este texto é uma síntese do sermão “Apostates Illustrated”, de John MacArthur em 25/04/2004.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/resources/sermons/65-9/apostates-illustrated

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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