A cabeça da igreja

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Este texto é o oitavo de uma série de 8 sermões de John MacArthur a respeito da “Anatomia do Corpo de Cristo (igreja)”, onde ele distingue a cabeça, o esqueleto, os sistemas internos, os músculos e a carne.
No primeiro sermão ele falou sobre cinco verdades inegociáveis que formam o esqueleto da igreja: Uma visão elevada de Deus, a autoridade absoluta das escrituras, a clareza doutrinária, a santidade pessoal e a compreensão da autoridade espiritual.
No segundo sermão ele começou a falar sobre os sistemas internos da igreja, definido como sendo 16 atitudes básicas. Primeiro ele tratou da obediência, humildade, amor e unidade.
No terceiro sermão ele tratou da vontade de servir, alegria, paz e gratidão.
No quarto sermão ele tratou da autodisciplina, prestação de contas e perdão.
No quinto sermão ele tratou da dependência, flexibilidade, crescimento, fidelidade e esperança.
No sexto sermão ele começou a falar dos músculos da igreja, ou seja, sua função. Ele falou sobre pregar e ensinar, evangelização e missões, adoração e oração.
No sétimo sermão, ele falou sobre discipular, pastorear, construir famílias, formação, comunhão, dar. Concluiu falando sobre a carme da igreja (sua forma).
Abaixo segue a conclusão desta série, agora sobre a cabeça da igreja.


Chegamos à mensagem final em nossa série muito especial sobre a anatomia da igreja. Temos agora o ponto mais importante.
Falamos sobre o esqueleto, que são as verdades fundamentais básicas com as quais a igreja deve estar comprometida.
Falamos sobre os sistemas internos, que são as atitudes espirituais que devem existir nos corações de seu povo.
Falamos sobre os músculos, que são as funções e ministérios da igreja, e falamos sobre a carne, a forma que o ministério toma.

Mas ninguém estaria completo sem sua cabeça, e nesta manhã vamos olhar para a Palavra de Deus e contemplarmos a cabeça do corpo, que não é outro, senão o Senhor Jesus Cristo.
Essas semanas, quando estivemos estudando a anatomia da igreja, tenho escutado dos irmãos respostas profundamente animadoras. Creio que estamos comprometidos com essas verdades.

Jesus é o “Cabeça” da igreja e é Ele que está construindo Sua igreja. Isto nos traz o máximo conforto.
Fazemos tantas coisas inadequadas, cometemos erros, às vezes negligenciamos e pecamos, na corrida para fazer a vontade de Deus, mas temos esta confiança primordial, que Cristo está construindo Sua igreja. Isso é um tremendo ânimo para nós. É sobre isto que queremos falar.

Paulo falou sobre isso em Efésios, quando ele disse que: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”(4:15).
Ele completou: “Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (4:16).
Ou seja, todo o corpo se junta e realiza em conjunto, por todos os ligamentos, crescendo e construindo, à medida que cada parte faz o seu trabalho.

Em outras palavras, Paulo disse que temos que dar tudo o que temos, nos esforçar diligentemente e ser tudo o que nós podemos ser no pleno conhecimento de Cristo, de onde procedem todas as coisas.
Amados, este é o paradoxo divino, não é? Damos esforço supremo e se qualquer coisa for feita, é de Deus, este é o supremo consolo, saber que, onde fracassamos, Ele prospera vitoriosamente. Ele é a cabeça da igreja. Sem Cristo não podemos fazer nada.

Nós conversamos por sete semanas sobre o que fazemos e agora vamos falar sobre o que Cristo faz por Sua igreja. Este assunto é inesgotável, mas estamos limitados para condensá-lo em uma mensagem.
Vamos começar com um texto dentro da carta aos hebreus:

Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém (Hebreus 13:20-21).

Tremenda bênção que traz consigo, de forma resumida, a obra de Cristo. O autor começa dizendo “o Deus de paz”. Ele é assim chamado porque através do sangue de Jesus Cristo, Deus fez a paz com os homens pecadores.
Ele é o Deus de paz, que uma vez foi o Deus da ira, o Deus da guerra, o Deus do juízo, o Deus da fúria. Mas ele se tornou para nós o Deus da paz, através do sangue de Jesus Cristo.
Começa com a afirmação de que Ele é o Deus de paz e termina com a afirmação de que Ele deve ser glorificado para sempre e sempre, por meio da maravilhosa obra do Senhor Jesus Cristo.O que Cristo faz por Sua igreja? É aqui, nesta passagem, que temos um vislumbre, quando começamos a olhar para Ele.

Primeiro de tudo, Ele é o salvador de Sua igreja. O próprio nome “Jesus” quer dizer “Jeová Salva”.
Quando o anjo veio anunciar a Maria sobre o nascimento de Jesus, disse:
“E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:21).

Anteriormente, o escritor aos Hebreus, no capítulo 2 no verso 9 e 10 escreveu:

Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles.

Jesus é aquele que provou a morte por todos os homens. Jesus é aquele que se tornou o capitão de nossa salvação.
Ele foi feito perfeito em sua própria oferta de si mesmo. O nome “Jesus” fala da obra da nossa salvação, tanto assim que o escritor em Atos 4:12 diz:

E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

Hebreus 12:24 fala do sangue da Nova Aliança entre o homem e Deus, da qual Jesus foi o mediador. É maravilhoso contemplar esta aliança eterna.
A Velha Aliança foi consagrada com sangue de animais (Hebreus 9:18), e, em todos os anos, o sumo sacerdote oferecia sacrifícios por si mesmo e pelas culpas do povo (Hebreus 9:7).
A Velha Aliança foi inaugurada e confirmada pelo derramamento de sangue, porque foi por desígnio de Deus que tinha que haver derramamento de sangue para se lidar com o pecado.

O derramamento de sangue está por todo o Velho Testamento: sangue espargido (borrifado) sobre todo o povo, sobre todo o tabernáculo e todos os vasos do tabernáculo.
“Quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22).
Deus estava dizendo que não há nenhuma aliança feita com Ele sem derramamento de sangue, mas tudo isso era apenas uma figura do derramamento do sangue precioso de Jesus, que trouxe a paz entre o homem e Deus.

Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados (Mateus 26:28).

Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne. (Hebreus 10:19-20).

O sangue dos sacrifícios era condição para o homem ter paz com Deus. Tinha que haver o sacrifício supremo de Cristo, pois os sacrifícios de animais eram apenas figura da obra na cruz.
O Pacto Mosaico, a Antiga Aliança, não era eterno (Gálatas 3:19). Era uma aliança temporária. Era apenas uma sombra do que estava por vir.
Jesus estabeleceu a aliança eterna, através de seu sacrifício e aperfeiçoou para sempre os que são santificados (Hebreus 10:14).

Jesus, por um ato de sacrifício, trouxe uma salvação eterna. Hebreus 9:12 diz: “…por seu próprio sangue, [Cristo] entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”.
Os sacrifícios da lei eram repetidos continuamente pelos sacerdotes, mas o sacrifício de Cristo foi único e definitivo.
Cristo é o salvador de Sua igreja. Sua obra na cruz trouxe aos redimidos uma eterna salvação.

Hebreus 13:20 diz:

Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas.

Isso também é um elemento muito importante na Sua obra de salvação. Quando o pai trouxe Jesus dos mortos, foi um selo de aprovação em Sua obra.
Nós pensamos na ressurreição como um meio para nossa própria ressurreição, como uma conquista da morte que nós também vamos desfrutar.
Mas a ressurreição não quer dizer apenas isto. Temos de olhar para a ressurreição de Jesus Cristo como a grande afirmação da aprovação de Deus sobre Sua obra de salvação.
Quando Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos, estava afirmando que Ele havia triunfado totalmente na obra redentora que veio fazer.

Ele é a nossa paz (Efésios 2:14). Ele fez a paz pelo sangue da Sua cruz (Colessenses 1:20). Ele é a cabeça da igreja e o salvador do corpo (Efésios 5:23).
“Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). Ele é o salvador de Sua igreja.
A igreja verdadeira não é uma organização humana, nem qualquer outra coisa, é a igreja de Jesus Cristo.

Se você tem seu nome inscrito em um rol de membros de uma igreja, por qualquer motivo que não seja uma ligação eterna com Jesus Cristo, você não faz parte dos resgatados e lavados pelo sangue de Jesus Cristo. Não há uma realidade espiritual em você.
Temos que fazer parte da igreja que Ele está construindo. “A universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hebreus 12:23). Jesus é o salvador de Sua igreja.

Ele ama a Sua igreja. Sua obra salvadora é construída sob Seu amor salvador. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.
Deus nos amou antes do nosso nascimento e mesmo quando O odiávamos. Mesmo quando éramos Seus inimigos.
Deus, através de Seu grande amor, nos reconciliou consigo mesmo por meio da morte de Seu filho.
Ele nos ama. Foi seu amor que nos redimiu. Ele foi até a cruz, derramou seu sangue para nos reconciliar com o Pai.

Em Efésios 5:2 há uma declaração maravilhosa: “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”.
Cristo nos amou tanto que deu a si mesmo por nós. É maravilhoso saber que você é amado e que Ele ama a igreja a ponto de dar Sua vida por ela.
Como é doloroso aos servos do Senhor ver pessoas fazendo pouco caso desta verdade! Quantos circulam no meio da igreja e se afastam sem qualquer cerimônia, como se a igreja fosse algo desprezível.

Dizemos para nós mesmos, como homens de Deus ou ministros, que o Senhor é tudo para nós, é a nossa vida e paixão, vivemos para isto.
Eu me importo com isso, eu vivo para isso, e quando vejo pessoas fazendo pouco caso da igreja de Cristo, isto me dói profundamente. Essa dor é amenizada pelo fato de que Ele ama infinitamente mais do que nós.
Mesmo que Ele seja ofendido, ainda assim continua amando. Ele ama com um amor perfeito.
Conforme João descreveu, “como [Jesus] havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1), ou seja, amou com perfeição.

Ele não para de amar o seu povo porque ele falha, cai ou é indiferente. Ele nos ama desde a eternidade.
Ele, o Deus puro e Santo, nos ama tanto que se tornou pecado por nós.
“Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5:21).
Ele está trabalhando em Sua igreja, amando Seu povo. “Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2).
Ele é infinitamente preocupado com a igreja que Ele ama. Se eu acho que eu tenho o direito de estar preocupado, porque eu dei tanto de mim pela igreja, isso não é nada diante do imensurável e incomparável zelo Dele por nós.

E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai”(Apocalipse 1:5-6).

Este amor é humanamente incompreensível. Ele ama Sua igreja. E quem pode nos separar desse amor?

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 8:35-39).

Isto é muito confortante. Ele ama a Sua igreja incomparavelmente mais que qualquer um de nós. Que segurança inabalável temos em Cristo!

Quando você pensa Nele como o Salvador da igreja, você tem que lembrar que Ele é quem constrói a igreja. Aquele que salva é o único que constrói.
Ele é quem traz os redimidos, Ele é quem acrescenta, Ele é quem nos molda para crescermos como um templo sagrado para Si mesmo.
Eu amo o que o Senhor disse: “Eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Tremendo!

Nós não estamos no negócio de construção da igreja, Ele está. Não é o meu trabalho construir uma igreja, não é nosso trabalho inventar dispositivos, meios, esquemas de sabedoria humana para construir uma igreja.
Ele vai construir Sua igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. “Inferno” é uma figura de linguagem hebraica para a morte.
A morte é a última arma que está na mão de Satanás. O pior que Satanás pode fazer com a igreja de Cristo é matar, fisicamente, seus membros, mas a morte de um filho de Deus é, na verdade, um passo para uma vida eterna triunfante.

Eu só quero ser uma parte da igreja que Ele está construindo, isso é tudo. Nós não queremos fazer nada que possa nos confundir. Não queremos intervenções da sabedoria humana, eu não quero viver com isso.
Eu só quero ser uma parte do que Ele está fazendo. Eu amo o que Ele diz: “Vou edificar a minha igreja”. É uma grande verdade. Ele é o possuidor. A igreja é Dele, somente Dele.

Quem é o dono da igreja do Senhor Jesus Cristo? Ele comprou com seu próprio sangue precioso. Ele é o dono, é Ele quem a constrói.
Ele acrescenta à igreja aqueles que devem ser salvos. Ele está no negócio da construção da igreja.

Outro verdade tremenda: Ele é o pastor. Em João 10, Jesus diz:

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai (v.10,14,27-29).

“Minhas ovelhas”, eu gosto disso. Nós pertencemos a Cristo, Ele é o criador, proprietário, comprador, pedra angular, Rei, o fundamento, o possuidor.
É a sua igreja, que está sendo construída com a certeza na promessa de Deus, que não pode falhar.

Contra toda a oposição, ameaças, carnalidade, inépcia humana, indiferença, apatia, apostasia, o liberalismo, denominacionalismo… E tantas outras coisas, Ele está construindo Sua igreja soberamente.
I Coríntios 3:9 diz: “Vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus”. Ele é o salvador que ama e constrói, tal como a Palavra diz:

Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito (Efésios 2:19-22).

Ele é o pastor: “Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas” (Hebreus 13:20).
Ele é o grande pastor das ovelhas. Como o salvador, que ama e constrói, como o pastor Ele tem algumas funções muito únicas e especiais.
Mas antes de tudo, queremos notar que Ele é o grande pastor. Em contraste com todos os outros pastores terrenos, Ele é o grande pastor.

Salmo 77:20 diz: “Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão”. Eles eram pastores, mas não o grande pastor. Três vezes o Novo Testamento chama Jesus Cristo de ‘o pastor’.
Em João 10 Ele é o bom pastor, em I Pedro 5:4 Ele é o sumo pastor e em Hebreus 13:20 Ele é o grande pastor.

Eu contei mais de meia dúzia de lugares, pelo menos, onde a Bíblia identifica os povos ímpios como ovelhas sem pastor.
Cremos que somos ovelhas de um pastor. Por vezes agimos como se estivéssemos ajudando o Espírito Santo, e nos perturbamos com nossos esquemas para manter as ovelhas.
Eu não posso esquecer que as ovelhas são do Senhor. Eu quero ser fiel ao que Ele me atribui a fazer, mas eu perderia minha sanidade mental, se eu pensasse que tenho a responsabilidade final sobre as ovelhas.

Vou dar todo o meu coração pelas ovelhas do Senhor, não porque eu acho que elas dependem de mim.
Eu quero ser apenas uma parte do que Cristo está fazendo. Isso é tudo. Sabe de uma coisa? Ele vai construir Sua igreja com ou sem mim. Isto é certeza.
Escute, se as portas do inferno não prevalecerão contra você, você acha que eu poderia? Ele construirá Sua igreja sem mim.

Eu quero apenas tomar parte, da melhor maneira que eu puder, no que Ele está fazendo.
Mas quando eu ficar sem recursos e não souber o que fazer ou o que dizer, de maneira que não possa atender as ovelhas, tenho que me inclinar para trás e dizer: O grande pastor é Cristo.

Uma senhora de nossa igreja morreu no parto e deixou uma criança prematura necessitando de todos os suportes de sobrevivência.
Restou o pai, sem sua esposa, e com uma criança assim. É aí que os recursos humanos chegaram a um fim, mas o Senhor é o grande pastor, o sumo pastor, o bom pastor.

Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém (Hebreus 13:20-21)

Agora olhamos para o que Ele faz. Primeiro, Ele prepara. O grande Pastor das ovelhas, através do sangue da aliança eterna, nos torna perfeitos em toda boa obra, para fazermos a Sua vontade.
A razão pela qual Ele nos salvou foi a fim de levar-nos a fazer a Sua vontade. Ele está nos aperfeiçoando para fazer Sua vontade. Ele está nos equipando para fazer Sua vontade.
É tão maravilhoso! Ele usa a palavra para nos moldar e nos moldar à Sua vontade.

Para que Ele nos deu a Escritura Sagrada?

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Timóteo 3:16-17)

Para que Ele nos deu os ministérios na igreja?

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4:11-13).

Então, Ele nos dá a Palavra, e não somente a Palavra, mas também alguns homens excepcionalmente dotados por Deus, que podem ministrar essa palavra a nós.
E então?

E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à Sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá (I Pedro 5:10).

Em João 15:10, Jesus diz: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”.
Então, nós tomamos a Palavra que Ele trouxe a nós individualmente, bem como trazida por meio daqueles a quem Ele chamou para o ministério, e, então, o Senhor vem e traz sofrimentos.
Por que os sofrimentos? Porque esse é o contexto em que temos que aplicar a Palavra.

Sobre isto, Jesus orou:

[Pai], agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal (João 17:13-15).

Quando estamos na luta, batalhando contra o pecado, enfrentando o sofrimento, a ansiedade, a dor, a tristeza e tempos difíceis, são nesses momentos em que ferve dentro de nós a feiura do nosso próprio pecado, e aprendemos a odiar o pecado mais e mais.

Esses são os momentos quando somos tentados a questionar a Deus e duvidar, e então, podemos aprender a odiar nossas próprias dúvidas e pecaminosidade.
Esses são os momentos em que somos conduzidos aos nossos joelhos. Isto é bom.
Às vezes queremos mergulhar em Deus. Isto é bom.
Então somos levados a ter um forte desejo pelo Céu e libertação deste mundo em trevas. Isto é bom.

Então, o sofrimento funciona. É uma coisa boa. Por isso o Senhor permite o sofrimento.
O ministro do Evangelho não foi designado para trazer o sofrimento, mas trazer a Palavra de Deus. Esse é seu dever. O Senhor cuidará do resto.
O ministro traz a palavra, então, o Senhor prepara, constrói, fortalece e dá o poder do Espírito Santo.
Ele equipou Sua igreja com o poder do Espírito Santo (Atos 1:8), com os frutos que Ele produz em nós (João 15:2) e, assim, de nós fluem os rios de água viva (João 7:38).

É tão maravilhoso! Temos o discipulado, o evangelismo, missões etc. etc. O tempo todo nós estamos trabalhando tão duro quanto podemos trabalhar, mas estamos lembrando em nossa mente, que o Senhor vai equipar Sua igreja.
Ele está fazendo isso por meio da Palavra, das provações, do poder do Espírito de Deus. Isso é tão maravilhoso! Não depende de nós. Ele é quem constrói tudo.
Estamos fazendo o nosso melhor, porque queremos ser uma parte do que Ele está fazendo. Eu não posso pensar em um privilégio maior.

Em Efésios 5, há uma palavra que normalmente é usada para falar de casamento, mas realmente, mais do que qualquer coisa, fala da igreja.

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e cuida dele, como também o Senhor à igreja (v.25-27,29).

Aqui está a intimidade do Senhor com Sua igreja. E vem alimentá-la e cuidar dela, modelando-a. Ele está no trabalho, é uma coisa reconfortante.
Quando eu fico sem recursos, sem ideias, frustrado na minha mente, eu digo: Senhor, como vamos conseguir? Como teremos pessoas mais comprometidas, equipadas, fiéis, crescendo e amadurecendo?
Fico certo de que Ele fará tudo isto. Ele cuida de Sua igreja. Isto traz um conforto incomparável.

Como pastor, Ele intercede por Sua igreja. Assim como um pastor sai e luta contra o lobo, o Senhor Jesus Cristo combate o adversário que vem constantemente diante do trono de Deus para acusar os irmãos (Apocalipse 12:10).
Satanás vem diante do trono de Deus para nos acusar, como fez para acusar Jó (Jó 1:6-11), mas Jesus vem em nosso socorro e nos defende.

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós (Romanos 8:33-34).

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo (I João 2:1).

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hebreus 4:15).

Ele é o nosso defensor, nosso intercessor, nosso advogado, nosso sumo sacerdote, aquele que tem empatia por seu povo. Tremendo isto!
Quando um redimido peca, a acusação de seu pecado é trazida diante do trono de Deus por Satanás, mas Jesus se põe como seu advogado e diz ao Pai que o pecado foi pago pelo Seu sangue na cruz do Calvário.
Não há acusação que perdure sobre os eleitos do Senhor. Não há como alguém condenar aquele que está escondido em Cristo.

Em João 17, Ele ora ao Pai e diz:

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós. (v.9,20-21).

Assim, Ele intercede por Sua igreja. Ele fala com o Pai sobre as nossas necessidades também, porque temos muitas necessidades.
Ele não é um sumo sacerdote que não possa ser tocado com os sentimentos de nossas enfermidades, mas foi tentado em tudo, como nós somos, mas sem pecado algum.
Ele sabe exatamente o que passamos e por isso é capaz de nos socorrer, “porque naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hebreus 2:18). Ele “pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
Ele é um sumo sacerdote perfeito. Ele teve fome, sede, fadiga, sono, foi ensinado, cresceu, foi amado e odiado, amava e odiava [o mal], se entristeceu, sofreu, morreu, etc. etc.
Ele exerceu fé, estudou a Escritura, orou a noite toda, abriu Seu coração sobre a dor dos homens, chorou quando seu próprio coração doía.
Ele tem empatia por Sua igreja e a defende. Ele é o nosso sumo sacerdote fiel, sempre intercedendo.

Ele é o sumo pastor que alimenta e cuida de suas ovelhas, equipa Sua igreja para fazer a Sua vontade.
Ele intercede por nós, certificando-se de que nunca há nada contra nós; Seu sangue continua a nos purificar de todo o pecado. Ele é o salvador da Sua igreja, pastor de Sua igreja.

Outro aspecto importante: Ele é soberano sobre Sua igreja.
A palavra “Senhor”, do grego “kurios”, é usada 92 vezes no Novo Testamento. Podemos discutir vários sentidos e significados da palavra.
Mas uma coisa é muito clara: quando é usada no Novo Testamento, em referência ao Filho de Deus, significa um soberano, aquele que está em completa autoridadeEle é o Senhor, soberano em Sua própria igreja.
Isto é muito claro na Palavra de Deus:

Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja. (Efésios 1:20-22).

E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse (Colossenses 1:18-19).

Efésios, capítulo 1, fala que “Deus colocou todas as coisas debaixo dos seus pés e deu-lhe para ser o cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” Ele é o responsável pela igreja.

Como o Senhor de Sua igreja, Ele a governa. Ele é quem está no comando da igreja, da Sua igreja, daquela que Ele está construindo.
“Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5:23). A palavra usada é “kephalē” , basicamente, tem a ver com a ideia de ser o primeiro ou ser proeminente ou ser supremo ou ser o determinante.
Isso é repetido em vários lugares no Novo Testamento. Como cabeça, Ele tem toda a autoridade em Sua igreja, Ele governa a Sua igreja.

No verso 12 do capítulo 1 de Apocalipse, João ouve uma voz, ele se vira, e vê sete castiçais de ouro, que o versículo 20 diz que representam sete igrejas.
E depois há também sete estrelas na mão direita do Senhor, que ele vê entre as igrejas. As estrelas são os sete mensageiros, provavelmente os sete pastores dessas sete igrejas.
Entre os versos 13 e 16 do mesmo capítulo, temos uma descrição de como João viu o Cordeiro glorificado.
Jesus é visto com uma “túnica até aos pés e cingido pelos peitos com um cinto de ouro” (v.13). Essa é Sua aparência sacerdotal.
“Sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve” (v.14). Essa é a Sua sabedoria, Sua glória.
“Seus olhos eram como uma chama de fogo. Seus pés eram como bronze polido” (v.14-15). Essa é a Sua onisciência. E em resposta ao que vê, Ele julga. Ele esmaga tudo que precisa ser tirado de Sua igreja.

Ele é o Senhor de Sua igreja; é por isso que em Mateus 18, temos o processo de disciplina e pecado sendo tratado.
Ele diz que quando dois ou três estiverem reunidos, aí Ele está no meio deles, e não se trata de dois ou três em uma reunião de oração, são duas ou três testemunhas que confirmam o pecado de alguém em uma disciplina.
Toda a passagem é sobre disciplina e Ele diz para não hesitarmos em fazê-lo, porque quando você reunir as testemunhas certas e confirmar o pecado, você não pode ficar hesitado, porque Eu estou lá no meio para fazê-lo com você.
Então, você só está desligando na terra o que já foi desligado no céu, ou ligando na terra o que já está ligado no céu.

Então, você age em nome de Cristo. Grande verdade. Ele governa Sua igreja e Ele governa através de uma pluralidade de homens piedosos, como Ele sempre tem.
É por isso que temos 50 anciãos em nossa igreja. Temos um único objetivo: Fazer o que Cristo quer que façamos.
Muito do que Ele quer está expresso na Escritura. E o que não estiver expressamente na Escritura Sagrada, cabe a nós discernirmos a mente de Deus em oração, cuidadosamente e pacientemente esperando até Deus nos mostrar o que Ele quer fazer.
É por isso que nós sempre estivemos comprometidos com o fato de que tudo o que nós decidimos deve ser por unanimidade desses anciãos, quer decidir fazer ou não fazer.

Porque Deus tem apenas uma vontade, cabe a todos nós, subpastores de Jesus Cristo, saber a vontade Dele.
Cabe a nós saber o que Cristo quer fazer em Sua igreja e temos que buscar Sua mente, até que todos nós cheguemos a um entendimento do que está em Sua mente.
Cristo governa esta igreja. Nem eu quero essa responsabilidade, nem qualquer ser humano que tenha lucidez almejaria essa responsabilidade.
É pesado o suficiente termos que responder por nossas próprias vidas, sem ter que responder por tantas outras. Então, nós procuramos a mente de Deus, através da oração, até que o Espírito de Deus revele Sua vontade. Ele é o governante de Sua igreja.

A única coisa que queremos fazer é discernir a Sua vontade, isso é tudo o que queremos fazer.
Ele tem autoridade para exercer em todos os assuntos, e Ele tem autoridade para revelar toda a verdade.
Ele é o nosso mestre, Ele vai se revelar através da Sua palavra, Sua vontade é revelada através de instrumentos humanos, mas Ele é o mestre.
Ele disse aos discípulos, no Evangelho de João:

Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito (14:20-26).

Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. (16:12-14).

O Senhor mantém o controle de Sua igreja. Ele governa, alimenta e ensina Sua igreja através da Palavra e do Espírito Santo. São os recursos inesgotáveis da Sua igreja.

E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis (I João 2:20,27).

Eu não estou aqui para lhe dar a minha opinião sobre qualquer coisa. Eu não estou aqui para falar sobre questões sociais que não são relativas à Palavra de Deus.
Estou aqui para abrir-lhes a Palavra de Deus para que vocês possam conhecer a mente de Deus e o coração do Salvador.
Sou apenas um garçom. Eu não preparo o alimento, eu só tenho que entregá-lo do jeito que ele foi feito pelo cozinheiro mestre.

Por fim, Ele não é apenas o Salvador que nos ama, constrói Sua igreja, equipa e intercede por Sua igreja, o soberano que governa e ensina Sua igreja, mas Ele é o santificador, que purifica e glorifica Sua igreja.
“Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém” (Hebreus 13:21).

Ele é o santificador, o único que nos purifica, e também o único que nos leva a dar-lhe glória para todo o sempre.
Você vê alguém que é um cristão, mas há pecado na vida dele, e você deseja que ele abandone aquele pecado, você o confronta e talvez o processo de disciplina continue mais longamente, pois ele pode falhar novamente ou perpetuar a situação.
Isto pode trazer um luto a você, e o único conforto que você tem é saber se ele pertence ou não a Jesus Cristo. Se pertence, ele será purificado e corrigido pelo Senhor.

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? (I João 5:4-5).

Mas o objetivo de Jesus é fazer o que diz Efésios 5:25-26:

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Ele quer Sua igreja pura e limpa, de modo que, finalmente, Ele possa apresentá-la, a Si mesmo, igreja gloriosa; essa é a glória da igreja.
Ele a purifica para trazê-la para a glória. Ele terá uma igreja sem mácula, sem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e sem defeito.

Então, Ele purifica e glorifica sua igreja. Um dia, através de Jesus Cristo, o Deus da paz nos receberá em glória para todo o sempre.
Ali seremos perfeitos, sem mácula, sem defeito. Esta é nossa esperança. Tem que ser a sua esperança e a minha esperança.
Ele está conosco neste processo até alcançarmos esta esperança com fundamentos eternos.

Ouça, nós não estamos fazendo o que Cristo não pode fazer nas pessoas. Não estamos trabalhando na edificação de Sua igreja porque pensamos que Ele precisa de nós para construí-la.
Se esta igreja tem crescido e se fortalecido é por causa de Jesus Cristo. Se eu caísse morto e cada um dos nossos anciãos também, a igreja seguiria em frente. Ele não precisa de nós para construir Sua igreja.
Você diz: Por que estamos trabalhando tão duro? Porque não há nada mais maravilhoso e glorioso, do que ser uma parte do que Jesus Cristo está construindo para a Sua glória eterna.

Um repórter foi até o canteiro de uma grande obra em Londres, há muitos anos. Ele estava fazendo uma reportagem sobre aquela grande construção.
Ele perguntou a um sujeito com um monte de pedras nas mãos: “O que você está fazendo?”. O homem respondeu: “Estou colando pedras para construir uma coisa”.
Ele foi para outro sujeito e disse: “O que você está fazendo?”. O cara respondeu: “Eu estou ganhando a vida, eu tenho uma família a sustentar”.
Ele foi para um terceiro e perguntou: “O que você está fazendo?” O homem respondeu: “Eu estou ajudando Sir Christopher Wren a construir esta edificação”. Essa é uma perspectiva diferente, não é?

O que você está fazendo? Aderindo pedras ali? Ganhando a vida, afinal você que fazer alguma coisa espiritual?
Não, não é isto. Você tem que ser uma parte de Cristo na construção de Seu reino eterno. Que visão gloriosa!

Pai, agradecemos-Te que Tu nos deste Tua palavra e não nos deixou com qualquer dúvida ou confusão quanto ao que isso significa para nós, e o que ela exige de nós. No entanto, Tu também nos deste a Ti mesmo e é realmente o Tua obra. Faça-o Senhor, faça-o para a Tua glória. Que sejamos uma parte, não porque Tu precisas de nós, mas porque queremos ser uma parte de algo que é eterno. Queremos mostrar o nosso amor, nós queremos trabalhar contigo, queremos conhecer a alegria, emoção e bênção que vêm ao obediente, fiel, diligente. Amém.

No silêncio deste momento, você pode oferecer ao Senhor alguns agradecimentos ao Salvador que amou você e tomou você como parte de Sua igreja. Ao pastor que te prepara, intercede por você. Ao soberano que governa e ensina. Ao santificador, que purifica e, finalmente, vai te glorificar. Seu coração deve ser preenchido com ação de graças. Alguns de vocês ainda não conhecem o Senhor, e talvez haja um movimento em seu coração produzido pelo Espírito de Deus, e uma inspiração que diz: eu quero que Cristo me liberte do meu pecado, que seja o Senhor da minha vida.
Quero entregar o destino da minha vida a Ele.

Busque-O, abra seu coração para Ele em resposta ao impulso do Espírito de Deus. Outros de vocês, talvez, sentem a necessidade de pertencer a uma comunhão, a se tornar uma parte desta igreja ou de qualquer igreja onde Cristo é glorificado e exaltado e servir o Seu Santo Nome. Deixe seu coração ser facilmente manejado pelo Espírito de Deus.


Esta é uma série de 8 sermões sobre a Anatomia do Corpo de Cristo (igreja)

01. Anatomia da Igreja: O esqueleto 
02. Anatomia da Igreja: Os sistemas internos – Parte 1 
03. Anatomia da Igreja: Os sistemas internos – Parte 2 
04. Anatomia da Igreja: Os sistemas internos – Parte 3 
05. Anatomia da Igreja: Os sistemas internos – Parte 4 
06. Anatomia da Igreja: Os músculos e a carne – Parte 1
07. Anatomia da Igreja: Os músculos e a carne – Parte 2
08. Anatomia da Igreja: A cabeça da igreja


Este texto é uma síntese do sermão “Christ: The Head of the Church”, de John MacArthur, em 23/10/1983.

Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/resources/sermons/2029B/christ-the-head-of-the-church

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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