Marcas de um “homem de Deus”

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Diante deste grupo que almeja o ministério, quero falar de alguns pilares, bíblicos e essenciais, para aqueles que almejam esta obra.
Vamos vê-los hoje a partir do que Paulo escreveu para o jovem Timóteo, seu filho na fé, e aquele a quem ele iria passar o bastão do ministério.

I Timóteo 6
11 Tu, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.
12 Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.
13 Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu recomendo:
14 Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
15 a qual Deus fará se cumprir no devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
16 o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.

A frase que eu quero chamar a sua atenção é encontrada no verso de abertura:
“Homem de Deus. Você, homem de Deus”, ou seja, um homem que pertence a Deus.
Este é, aliás, um título peculiar e específico. Aqui nós estamos comprometidos em formar “homens de Deus”.

“Homem de Deus” é um título do Antigo Testamento. Foi usado para designar Moisés (Deuteronômio 33:1).
Foi usado por mensageiros angelicais, incluindo um que anunciou o nascimento de Sansão, uma mensagem de Deus (Juízes 13:6).
Ele foi usado para descrever um profeta que falava por Deus a Eli, o sumo sacerdote, da profecia de um julgamento severo sobre sua família ímpia (I Samuel 2:27). Foi um título dado a Samuel, que falou a verdade divina (I Samuel 9:6-7) e muitos outros.
Foi sempre um título usado por um porta-voz de Deus. É usado setenta vezes no Antigo Testamento, sempre se referindo a alguém que tinha uma mensagem oficial do próprio Deus.
Um título muito específico para aquele que fala em nome de Deus com uma mensagem que procede Dele.

“Homem de Deus” é usado apenas duas vezes no Novo Testamento, em ambas se referem a Timóteo (I Timóteo 6:11 e II Timóteo 3:17).
“Homens de Deus” se refere, então, a uma linhagem de elite de homens cujas vidas são levantadas acima de empreendimentos mundanos, de ambições mundanas e objetivos mundanos para se dedicarem ao que é eterno e divino.
Um homem de Deus pertence a uma ordem espiritual em que as coisas temporais, transitórias e perecíveis têm pouco significado. Qualquer um que é chamado para pregar a Palavra é um homem de Deus.

Quais são os sinais que identificam um “homem de Deus”, como vemos nesta passagem?
Existem quatro características que o apóstolo Paulo coloca diante de nós.

Em Primeiro lugar: O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge.

“Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas” (v.11). É a palavra grega “pheugō”, da qual obtemos a palavra “fugitivo”.
O homem de Deus é um homem correndo de certas coisas. Ele retrata alguém que está correndo de uma praga, uma cobra venenosa, ou do ataque de um inimigo mortal.
Ele é um homem em fuga. Estar no ministério do evangelho, ser um homem de Deus significa que você está fugindo de certas coisas.

Em I Timóteo 1:4 Paulo o instrui a “não prestar atenção em fábulas (mitos) e genealogias intermináveis, que dão origem a mera especulação, em vez de promover edificação de Deus, que é pela fé”.
No capítulo 4:7-8, o homem de Deus novamente é avisado a rejeitar as fábulas profanas e tolas e exercitar-se na piedade.
No capítulo 6:20-21, o homem de Deus recebe uma advertência: “Timóteo, guarde o que foi confiado a você. Evite as conversas inúteis e profanas e as ideias contraditórias do que é falsamente chamado conhecimento, professando-o, alguns desviaram-se da fé”.
Em Timóteo, capítulo 2, versículos 22-23, Paulo diz: “Foge das paixões da mocidade… Rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas…”.

Se você quiser ser um homem de Deus, há coisas das quais você deve fugir, e você deve deixar essas coisas bem longe de sua vida. Fugir delas velozmente.
Mas, a que exatamente Paulo está se referindo aqui em I Tomóteo 6:11, quando diz “Foge destas coisas”?
No texto da Escritura, tudo está conectado. No versículo 5, é dito: “homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais”.

Existem tais homens de mente depravada, que são privados da verdade, que pensam que o ministério é uma forma de ganhar dinheiro. Paulo diz:

Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (I Timóteo 6:6-10).

Essa passagem é usada, com frequência, para advertir os crentes contra o amor ao dinheiro. É um princípio.
Mas, em seu contexto, foi dirigida a um “homem de Deus”, alertando-o contra a ganância, a motivação pecaminosa e o desejo de ganhos financeiros. Essas coisas não têm lugar no ministério. Só há uma opção: Fugir delas.

Este é o pecado que caracteriza os falsos mestres, que pregam por dinheiro, que fazem das pessoas mercadoria e que buscam o lucro imundo.
De Balaão até Judas, eles correm as páginas da Escritura. Falsos profetas e sacerdotes de Israel, que eram cães gananciosos, avarentos, faladores e enganadores, que subverteram o povo em troca de dinheiro.
Eles se prostituíram por dinheiro, pervertendo os dons e a vocação de Deus para ganho pessoal. A história da Igreja está cheia deles.

Em 2 Coríntios 2:17, Paulo diz:

Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus.

Ele usou a palavra “Kapelos”, que significa um “vigarista”, vendendo algo para ganho pessoal.
Nós todos estamos cientes, penso eu, da condição materialista da igreja atual. Isto pode ser claramente visto.
Há uma série de coisas escandalizando a igreja, e uma delas é o amor ao dinheiro. Um fato lamentável e escandaloso.

Deus odeia a cobiça materialista tanto quanto odeia a prostituição,  mas a igreja moderna mergulhou em uma terrível blasfêmia, ao tentar fazer de Deus o autor da teologia da prosperidade.
Precisamos rejeitar esta doutrina de demônios que diz que Deus nos quer ricos.
Se sua motivação para o ministério é dinheiro, você não é um homem de Deus.

Em segundo lugar: Um homem de Deus é conhecido não só por aquilo de que ele foge, mas pelo que ele segue (busca).

“Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão” (v.11).
Ele é um homem fugindo velozmente de certas coisas e correndo velozmente em direção a outras: a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.
Provérbios 15:9 diz que o Senhor ama os que defendem a justiça – não o sucesso, não a fama, a popularidade, a estima, a reputação, mas a virtude.
A justiça é a nossa prática exterior, a santidade é o desejo santo no interior, a fé é essencialmente a fidelidade, o amor é o amor sacrificial, a perseverança é a resistência e a mansidão é a brandura, o caráter pacífico.

Homens! Corram velozmente em direção a essas coisas, nunca as deixem longe de suas vistas.
Não se conformem de estarem em algum lugar em que elas estejam longe de suas vistas. Se assim não for, vocês correrão sérios perigos fatais.
Não seja um pregador profano. Não seja um vaso não santificado, impróprio para o uso do Mestre.

Mas ao ímpio Deus diz: Que direito você tem de recitar as minhas leis ou de ficar repetindo a minha aliança? Pois você odeia a minha disciplina e dá as costas às minhas palavras! (Salmo 50:16-17).

Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. (Salmo 101:6)

As pessoas têm todo o direito de nos avaliar dessa mesma forma. Se você estiver andando de forma irrepreensível, então você tem a habilitação de ministrar, caso contrário, você está desabilitado.

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 9:26-27, falou sobre isto:

Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado. (I Coríntios 9:26-27).

Um verdadeiro ministro não está na luta para sofrer uma desqualificação. Você não chegou até aqui para ser destruído.
Eu sei o pensamento que entra em todas as nossas mentes ao nos lançarmos no ministério: Eu vou sobreviver? Estarei de pé no final? Posso ser fiel durante todo o tempo da minha vida?
Você pode, mas você deve buscar essas coisas e fugir de outras. Este é o segredo. Um ministro deve ser irrepreensível.

No lado positivo, as pessoas vão sentir o poder de uma vida piedosa.
John Owen disse: “Um ministro pode encher os bancos da igreja, sua lista de comunhão, a boca do público, mas o que esse ministro é sobre seus joelhos em secreto diante do Deus Todo-Poderoso é o que ele é e nada mais”.

Na história da Irlanda há uma lenda chamada “A mão Vermelha de O’Neill”. Diz-se que houve uma expedição para a Irlanda e o primeiro que tocasse aquelas terras com a mão, seria dono de tudo.
O’Neill remava o melhor que podia, mas percebeu que outro barco estava na frente e chegaria primeiro.
Ele tomou uma decisão drástica, decepou uma de suas mãos e a jogou na praia, para que tocasse a terra à frente dos homens daquele barco. Foi a única maneira que ele tinha para vencer aquela disputa.

Jesus nos ensina algo tão extremo quanto esta estória.

Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno (Mateus 5:29-30).

O pecado envergonha o ministério, desonra o Senhor e pode ser um ferimento fatal em sua vida. Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e mansidão.
Você pode ser até um pregador, mas se você não buscar a santidade, você não é um homem de Deus.

Spurgeon disse uma vez:

Um pastor destituído de graça é semelhante a um cego eleito professor de ótica, que faz filosofia sobre a luz e a visão, comentando e distinguindo para outros os belos sombreados e as delicadas combinações das cores prismáticas, enquanto ele mesmo está absolutamente em trevas! É um mudo elevado à uma cátedra de música; um surdo a falar sobre sinfonias e harmonias! Uma toupeira pretendendo criar filhotes de águias; um molusco eleito presidente de anjos!

Em terceiro lugar, o homem de Deus é conhecido não só por aquilo de que ele foge, o que ele segue (busca), mas, também, para o que ele luta.

Veja o versículo 12: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas”.

Sabemos na Bíblia que o homem de Deus é um boxeador, um lutador, um soldado, um combatente, um guerreiro.
Ele guerreia contra o reino das trevas, contra o pecado em sua própria carne, contra o falso ensino, a doutrina falsa, o erro.
Olhando para o ministério, Paulo disse certa vez: “Porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários” (I Coríntios 16:9). Um combate.
Ao final de sua vida ele disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (II Timóteo 4:7).
O ministério envolve um combate por almas eternas que estão em jogo. Você vai se gastar nesta luta a vida inteira.

Os combates, antigamente, eram muito diferentes do tipo de luta que vemos hoje.
Nós olhamos para uma luta de boxe moderna… Eles têm luvas acolchoadas, e o pior que podem fazer é provocar alguns estragos.
As luvas nos combates gregos, por exemplo, eram internamente forradas de pele, mas no exterior tinham chumbo e ferro. O perdedor, muitas vezes, tinha os olhos arrancados.
Era uma batalha real e com drásticas consequências. Não era uma mera troca de sopapos com luvas acolchoadas.

É a esse tipo de combate que Paulo estava se referindo. Um combate real.
A igreja moderna não está interessada em lutar, mas em ser aceita. O “homem de Deus” terá pela frente esta dura realidade espiritual.
As heresias cresceram e se espalharam. O ambiente evangélico decadente é um desafio real para o fiel ministro.

Paulo diz:

Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda (II Timóteo 4:6-8).

O que ele quer dizer com isso? Significa que você está lidando com realidades que são eternas. Isto é pelo que você deve lutar. São questões eternas.
Você não é como todos os outros no mundo, você está lutando pelas almas dos homens. Todos os seus problemas são questões eternas.
Nós estamos em guerra com as forças do inferno, o poder do pecado, a corrupção da cultura, a força do sistema do mundo que nos rodeia, e a fraqueza da igreja.
Você tem que entender que esta é uma importante batalha, porque diz respeito à eternidade.

E ele lembra a Timóteo:

Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas (I Timóteo 6:12).

O que você acha que foi esta confissão? Isso deve ter sido quando Timóteo disse, “Eu vou ser fiel”.
Ou seja, em outras palavras, Paulo está dizendo: “Você fez essa confissão de que estava disposto a ir e lutar a batalha. Você está lutando por coisas eternas”.
Ele ainda acrescentou: “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (II Timóteo 2:3).

Quarto lugar: Um homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele está fugindo, pelo que está seguindo, por aquilo que ele está lutando. E há uma quarta: Um homem de Deus é conhecido por aquilo a que ele é fiel.

Versículo 13: “Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão…”.
Ele estabelece a imensa responsabilidade que você tem diante de Deus e de Cristo.
Jesus é o seu modelo de fidelidade na hora mais tenebrosa possível, quando sua vida pode estar em jogo.

“… Eu recomendo… Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.13-14)
Ele está chamando para a fidelidade, não importa quão difícil. Ele está se referindo a guardar toda a Escritura fielmente até o fim.

Um homem de Deus é conhecido por sua fidelidade à revelação divina, à verdade. Ele é um homem da verdade a todo o custo, mesmo que esteja diante de alguém que pode ceifar sua vida.
Ele está comprometido com Cristo até as últimas consequências, mesmo que isto resulte em morte e sofrimentos graves. Ele vive para ser fiel ao seu Senhor.
Ele é um guardião da verdade. Isso deve marcá-lo. A igreja é a coluna e o fundamento da verdade; ele é um proclamador desta verdade.
Por isso o “homem de Deus” deve ter cuidado com sua fé, ele só pode transmitir a verdade bíblica, nada mais.

Então o que procurar em um pastor? Procure um homem de Deus.
E quando você está à procura de um homem de Deus, o que você está procurando? Um homem que foge da influência corruptora do dinheiro, um homem que segue a justiça, a piedade.
Um homem que está empenhado em agradar a Deus, com uma boa confissão, não importando o preço.
Um homem que vai lutar até o fim, sem hesitação, fiel à revelação de Deus.

Um jovem ministro veio até Donald Grey Barnhouse, um grande pregador Presbiteriano na Filadélfia, no passado, e disse:
– Dr. Barnhouse, eu daria o mundo para ser capaz de pregar como você.
Dr. Barnhouse disse: – Bom, é exatamente o que vai lhe custar.
Este é o nosso dever, homens. Esta é a nossa vocação.

Agora, aqui estão algumas sugestões de alguém para nos ajudar a sermos eficazes a este chamado do alto. Qualquer homem que diz ser um homem de Deus, é dessa maneira que nós devemos tratá-lo. Você está pronto?

Jogue-o dentro do seu escritório, arranque a placa da porta do escritório, e pregue na porta “estudo”.
Tire ele fora da lista de correspondência.Tranque-o com sua Bíblia e materiais de estudo.
Coloque-o de joelhos diante dos textos e corações partidos, e o mover de vidas em um rebanho superficial de um Deus santo. Force-o a ser o único homem em meio a nossas comunidades auto-suficentes que conheça Deus.
Jogue-o dentro do “ring” para boxear com Deus até que ele compreenda quanto seus braços são curtos.

Coloque-o para lutar com Deus a noite inteira e só o deixe sair quando ele estiver ferido e machucado, até ter se tornado uma benção.
Feche a boca dele para sempre, para não gritar mais afirmações e pare sua língua para sempre, para não tropeçar mais sobre tudo que não seja importante.
Exija que ele tenha alguma coisa a dizer, antes que ele ouse quebrar o silencio. Dobre seus joelhos no vale da solidão. Queime seus olhos com estudos cansativos.

Destrua seu equilíbrio emocional com preocupações por Deus e faça-o mudar a sua aparente postura piedosa por uma caminhada com Deus.
E quando, em ultimo caso, ele ousar pregar, pergunte-o se ele tem alguma palavra que é vinda de Deus.
Se ele não dispensar a si próprio, diga-o que você pode ler o jornal matutino e assistir às ultimas noticias da TV, refletir sobre os problemas superficiais do dia e lidar com os problemas cansativos da comunidade, e abençoar as batatas assadas e ervilhas verdes infinitamente melhores que ele mesmo faz.

E ordene-o a não voltar até que leia e releia, escrito e reescrito, até que ele possa levantar, avisar e, abandonado, dizer: “Assim diz o Senhor”.
Derrube-o de seu pedestal de popularidade ganho de forma errônea. Castigue-o com seu próprio prestigio. Encurrale-o com perguntas sobre Deus.

Cubra-o com exigências de sabedoria celestial, e não lhe dê escapatória até que ele esteja com as costas prensadas no muro da palavra e sente-se na frente dele e escute a única palavra que ele ainda tem, a Palavra de Deus.
Deixe-o ser totalmente ignorante das fofocas e lhe dê um capítulo e lhe ordene que caminhe por ele, acampe nele, alimente-se nele, até que finalmente fale-o de frente para trás e de trás para frente, até que tudo que ele diga soe como a verdade eterna.

E quando ele estiver torrado pela Palavra flamejante, quando ele estiver consumido completamente pela graça fumegante através dele, e quando ele for privilegiado por trazer a vontade de Deus para o homem e finalmente ser transferido da terra para o céu, só então o leve embora gentilmente e toque um trombeta muda e o deite suavemente.
Coloque uma espada de dois gumes em seu caixão, aumente o volume da música triunfante, pois ele foi um bravo soldado da Palavra, quando morreu para si mesmo, ele tornou-se um homem de Deus.

Nosso pai, agradecemos pelos mandamentos convincentes da Escritura, que nos define aquilo que o Senhor espera.
E além disso, agradecemos pela benção do Espírito Santo que vive em nós para nos capacitar a sermos fiéis a esta vontade.
Nós oramos por todos estes grandes homens talentosos, treinados e preparados, para que sejam aqueles que o Senhor gostaria que eles fossem.
Que eles possam ser uma força, homens de Deus, fiéis até o fim. Esta é nossa oração, para Tua gloria. Amém.


Este texto é uma síntese do sermão “The Charge to the Man of God, de John MacArthur em 08/05/2016.

Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/resources/sermons/80-432/the-charge-to-the-man-of-god

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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