Jesus: Triunfo do sofrimento – 3

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John MacArthur destacou quatro áreas em que Jesus triunfou em meio ao seu sofrimento: Um triunfante ato de carregar sobre si nossos pecados, uma proclamação triunfante, uma salvação triunfante e uma supremacia triunfante.
No primeiro sermão ele falou sobre um triunfante ato de carregar sobre si nossos pecados. Ele concluiu que Pedro está nos dizendo é que quando nós sofremos, devemos sofrer triunfantes, como Cristo fez.
No segundo sermão ele descreveu que apesar de ter sido condenado à morte na carne, Ele foi vivificado no espírito e, enquanto seu corpo jazia na cruz e no túmulo, Ele foi ao abismo fazer uma proclamação de triunfo aos espíritos malignos que lá estão aprisionados permanentemente. Foi um triunfo não somente àqueles demônios encarcerados, mas a todo o reino das trevas, sobre a morte e sobre o pecado.
Segue abaixo a terceira parte desta série.


I Pedro 3
18 Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado no espírito;
19 No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;
20 Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;
21 Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;
22 O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.

Temos aprendido que o momento de maior sofrimento de nosso Senhor Jesus Cristo foi também o momento de grande triunfo.
E a lição para nós aqui é simples: Não se desespere nos momentos de dificuldades, nos tempos de perseguição, nos tempos de tratamento injusto, nos tempos de rejeição. Eles podem ser o momentos de triunfo para sua vida.
Isso é o que Pedro quer que compreendamos. Ele está escrevendo para os crentes perseguidos, rejeitados, que estavam sendo tratados injustamente e sofrendo com grande hostilidade.
Ele quer incentivá-los, lembrando-lhes que o tempo de maior tratamento injusto em relação ao nosso Senhor, quando Ele foi crucificado, foi também o tempo de Seu grande triunfo.
E nós precisamos olhar para nossa própria dificuldade como um momento de triunfo também.

Isto está escrito, como eu disse, como um incentivo. Cristo, que sofreu, o justo pelos injustos, triunfou em meio ao sofrimento.
E Pedro nos dá esta maravilhosa visão, a fim de que possamos olhar para o nosso próprio sofrimento como um ponto de triunfo.

Primeiro, vimos que na morte de Jesus Cristo, injusta como foi, vergonhosa, horrível, trágica, sofredora e dolorosa, ainda assim Ele triunfou ao tomar sobre si o pecado de todos nós.
Foi um sofrimento definitivo, supremo. Seu sofrimento foi relacionado com os pecados alheios, não com os seus próprios pecados, visto que Ele jamais pecou.
Ele não apenas morreu carregando ou expiando nossos pecados, mas, Ele morreu uma vez por todas. Não há nada semelhante. Foi algo único e suficiente para mudar a história de todos que se achegam a Ele.
A morte de Cristo foi abrangente, nada escapou de suas implicações. Foi vicária, ou seja, Ele morreu em nosso lugar, tomou o castigo que era nosso.

Depois vimos que, apesar de ter sido condenado à morte na carne, Ele foi vivificado no espírito e, enquanto seu corpo jazia na cruz e no túmulo, Ele foi ao abismo fazer uma proclamação de triunfo aos espíritos malignos que lá estão aprisionados permanentemente.
Esses demônios estão presos por terem avançado seus limites em Gênesis 6, tomando a forma humana e tendo relações com mulheres, a fim de produzir homens-demônio, visando a transformar a humanidade em uma raça irredimível.
Quando Cristo foi morto na cruz, suponho que esses demônios imaginaram ter triunfado e esperavam que Lúcifer chegasse ao abismo, com as chaves, para libertá-los da prisão.
Mas, quem foi até eles? O Cristo vencedor, que esmagou a cabeça da serpente, triunfou sobre o pecado, a morte e todas as hostes malignas!

Você diz: Como poderiam demônios, anjos caídos, coabitar com mulheres quando se diz em Mateus 22:30 que os anjos não se casam?
Jesus disse: “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu”.

Ele diz que os anjos não se casam e nem são dados em casamento no céu.
E este é, precisamente, o ponto aqui, eles deixaram o seu próprio domicílio, desceram à terra, tomaram alguma forma humana masculina e fizeram uniões com mulheres. Eles se esforçaram em corromper a raça humana.
Anjos no céu não podem casar-se uns com os outros, essa é a intenção de Mateus 22:30. Mas nós não estamos falando sobre o céu; estamos falando de anjos caídos, que deixaram seu domínio e vieram para a terra.

Agora, esta noite, chegamos à terceira área em que nosso Senhor triunfou, e vamos chamar isso de uma salvação triunfante.
Quando Pedro estava mencionando o tempo de Noé, no versículo 20, o tempo em que esses demônios extrapolaram seus limites e cometeram grande perversão, isto o lembrou da arca.
Então, ele se move a falar da arca e da segurança da família de Noé durante o dilúvio.

Veja o versículo 20. Ele diz que, em relação àqueles espíritos demoníacos, eles foram rebeldes durante o tempo de Noé.
E então ele continua: “Durante a construção da arca, na qual poucas, isto é, oito pessoas se salvaram”.
Então, Pedro se move para a próxima dimensão do triunfo de Cristo, tomando a história de Noé como uma analogia à salvação triunfante que Cristo proveu.

Noé teve três filhos e, cada um, sua esposa. Noé, sua esposa, seus três filhos e suas noras foram poupados do dilúvio.
O dilúvio matou as demais pessoas. Por quê? Não creram. Apenas 8 creram e foram salvas.
Isso é bastante notável, porque em II Pedro 2:5 ele diz que Noé era um pregador da justiça. E ele pregou a mensagem da justiça por um longo tempo, precisamente, por 120 anos, o tempo em que ele estava construindo a arca.

Agora, imagine isso, pregando por 120 anos sobre a vinda do julgamento de Deus, dando uma enorme ilustração sobre isto à medida que a arca estava sendo construída.
Mas, no final desses 120 anos, só havia sua família. Ninguém mais deu importância ao aviso de Deus.
Podemos dizer que a arca os levou de um mundo de maldade e iniquidade para uma nova vida.
Eles escaparam do julgamento por estarem na arca. Eles não foram tocados. A destruição estava ao redor deles, mas eles estavam intocados em total segurança. Para Pedro, isto é uma imagem da salvação.
Note o verso 21: “Que também, como uma verdadeira figura”. Uma analogia, uma verdadeira figura da salvação.

Agora alguém vai dizer: “Ok, O que é a figura? É a arca ou a água?”. Eu penso que a resposta é: tudo.
As 8 pessoas na arca atravessaram as águas do julgamento, assim como o crente é levado, de forma segura, em meio ao julgamento, ao juízo de Deus.
“E correspondente a isso, o batismo agora vos salva”. Agora, se fosse para mudar essa palavra “batismo” e dizer a “imersão agora vos salva”, nos movemos em direção ao significado aqui.

Agora, deixe-me dizer uma coisa: Eu não penso que ele esteja falando sobre o batismo nas águas, porque o batismo, por si mesmo, não salva.
Penso que ele esteja falando da imersão em uma arca de segurança que passou em meio ao julgamento nas águas.
Ele está dizendo que, assim como Noé foi colocado com sua família em uma arca de segurança, sendo preservados nela em meio às águas do juízo, assim os crentes estão em meio ao juízo de Deus sobre este mundo, mas estão num refúgio de segurança, que é Cristo.

Agora, a qual batismo ele está se referindo? Por favor, leia novamente o versículo 21: “Não é a remoção da sujeira da carne”.
Ele não está falando sobre o batismo como o batismo nas águas. Ele está falando de um apelo a Deus para uma boa consciência, pela ressurreição de Jesus Cristo.
O dilúvio foi um terrível julgamento de Deus sobre a terra e oito pessoas se salvaram, porque estavam imersas em uma arca.
Assim, o juízo de Deus veio sobre Jesus Cristo naquela cruz e os crentes passaram por este julgamento e sobreviveram protegidos na arca, que é Cristo.
E entraram em Sua morte, sepultamento e em Sua ressurreição. Isso é o que ele está dizendo aqui.

Ele diz que não está falando de um batismo de água literalmente ou metaforicamente, não é a remoção da sujeira da carne.
Ele está falando sobre os crentes, que, pela fé, entraram em união com Cristo.
Cristo sofreu o juízo de Deus sobre Si, na Sua morte e sepultamento, mas triunfou na glória da Sua ressurreição. E através de Cristo, a “arca”, escaparemos do juízo em glória.

E oito pessoas deixaram o mundo do pecado e eles passaram pelo julgamento através das águas do dilúvio.
A arca, em certo sentido, era um túmulo e havia um certo tipo de morte para o mundo, quando eles entraram e a selaram, fechando-a.
Havia também um certo tipo de ressurreição: o dia em que as águas baixaram e a arca parou no Monte Ararat. Eles abriram a porta e saíram.
Eles saíram para uma nova vida em um novo mundo. Assim, diz Pedro, é a majestade da analogia, como você, pela fé, entrou na arca da segurança em Cristo, você entrou em um tipo de caixão, porque você morreu nele e um dia foi aberto e você irrompeu em Sua ressurreição para uma vida nova.

Eu estava lendo um livro em que o escritor estava falando algo sobre I Pedro 3:18-22 e fez uma colocação pessoal interessante.
O escritor disse:

Algumas pessoas pensam que este passagem da Escritura ilustra como hoje as pessoas são salvas pelo batismo nas águas. Eu uma vez perguntei a um missionário mórmon, que acredita nesta ideia, se ele poderia dizer-me quem foi batizado nos dias de Noé, os salvos ou os perdidos?
Quem ficou molhado? Ele disse: “Nem uma gota de água tocou Noé e sua família. Todos que foram imersos nas águas morreram”.
Isso o deixou um tanto confuso e então ele perguntou: “O que significa quando diz que eles foram salvos pela água?”
Eu respondi: “A resposta é que isto significa simplesmente o que está dito, eles foram salvos pela água, mas não pela água que caiu sobre eles, pois nenhuma água caiu neles”.

Eles foram salvos pela água que caiu sobre a arca, a água veio subindo de baixo para cima, típico do ódio humano e sua impiedade que pregou o Filho de Deus na cruz.
E as águas vieram de cima, típico do julgamento que vem de cima, que nosso bendito Salvador carregou naquela cruz. Sim aquelas águas tipificam as ondas de julgamento que ergueram Cristo na cruz, a nossa arca de segurança.
É por esse trabalho redentor que nós somos salvos. Aquelas águas do julgamento caíram sobre Jesus, não sobre nós.
Como Noé e sua família, nós, que somos crentes, somos salvos e seguros em Cristo. Nós somos salvos pelo batismo do julgamento que Cristo experimentou no Calvário, não pelo batismo nas águas.
O texto de primeiro Pedro não diz que somos salvos pelo batismo, diz que esse batismo é uma figura. Tanto a arca de Noé e o batismo prefiguram a mesma coisa: a obra de Cristo, como Ele carregou nossos pecados e triunfalmente ergueu-se da sepultura.

Esse é o tipo de imersão de que Pedro está falando. Sim, isso é também retratado no batismo na água. Mas, Pedro não está particularmente falando sobre isso. E é por isso que ele diz explicitamente: “não do despojamento da imundícia da carne”.
O batismo na água é outra questão* (*leia nota do tradutor no final desta página). Ele está falando sobre essa maravilhosa imersão em Cristo.
E Pedro está, certamente, em harmonia maravilhosa com Paulo, não é? Romanos 6, onde Paulo fala sobre ser enterrado com Cristo em Sua morte e, em seguida, ter parte em Sua ressurreição para andar em novidade de vida.

Um comentarista, Alan Stibbs, escreveu uma analogia maravilhosa:

A arca passando com segurança através da inundação do dilúvio proporciona uma figura do método de salvar os homens do inevitável juízo de Deus.
Primeiro, Deus atrasou o Dia do Juízo por tempo suficiente para uma arca ser preparada.
Então, as almas que entraram na arca não evitaram o juízo de Deus. Ao contrário, estando na arca, foram salvas através da própria água que afogou os outros, saindo de um velho mundo para um novo mundo.
Quando saíram da arca, eles, literalmente, descobriram que as coisas antigas passaram e todas as coisas se fizeram novas.
Isto foi cumprido em Cristo. Ele foi preparado por Deus para entrar na plenitude dos tempos.
O julgamento devido ao pecado sobre os pecadores foi adiado . Então, o juízo caiu sobre Ele, como as águas da inundação sobre a arca.
Quando os pecadores se refugiam em Cristo, eles não evitam o julgamento por causa do pecado, mas, eles são salvos através do julgamento que veio sobre Cristo. E, por causa disto, ao invés de encontrarem sua própria condenação, eles são trazidos a salvo em Cristo para Deus.

Pedro deixa isso claro nessa declaração de qualificação, quando ele diz: “Não é a remoção da sujeira da carne”, mas “um apelo a Deus para uma boa consciência”. Esta é uma declaração muito importante. Aqui diz que o que o coloca na arca da segurança é uma aliança com determinadas condições em relação a Deus.

O ponto aqui é que o pecador está doente por causa de seu mal, de seu pecado, de sua consciência acusadora. Ele quer ser liberto do fardo do pecado. Ele quer ser liberto da culpa do pecado, liberto de uma esmagadora, intimidante e pavorosa expectativa de julgamento.
Ele quer ter uma boa consciência. Ele quer experimentar o que Hebreus 9:14 diz: “O sangue de Cristo purificará a nossa consciência”.
Hebreus 10:22 diz basicamente o mesmo: “Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé tendo o coração purificado da má consciência”.

O que ele está dizendo? Ele está dizendo no versículo 21 que há uma imersão em Cristo que salva você.
O que o coloca em Cristo não é o batismo nas águas, mas a promessa de Deus, um apelo a Deus por uma consciência limpa. Em outras palavras, é uma súplica pelo perdão dos pecados. É o arrependimento.
O que salva o pecador é a imersão na arca da segurança, que é Cristo, em quem o pecador, assolado pelo pecado e pela má consciência, vai através da morte, sepultamento e ressurreição.
O julgamento de Deus cai sobre a arca, e não sobre o pecador arrependido. E isso o leva, através do julgamento, para o outro lado, pela ressurreição de Jesus Cristo. Uma salvação triunfante.

As águas do julgamento caíram sobre Cristo, e não sobre nós. Como Noé e sua família, que foram poupados do dilúvio do julgamento pela arca, nós também estamos seguros em Cristo, a nossa arca.
Nós somos salvos pelo batismo do julgamento sobre Cristo no Calvário. Pedro não diz que somos salvos pelo batismo, mas que o batismo é uma figura.
A arca e o batismo prefiguram a mesma coisa, que é a obra de Cristo, como Ele levou os nossos pecados e ressuscitou vitoriosamente dos mortos.

Enquanto o inferno estava jogando em Cristo toda a sua fúria e veneno, enquanto os homens ímpios lançavam seu ódio contra Ele, naquela cruz, Cristo foi, para todos os redimidos, uma arca de segurança.
E todos os redimidos Nele atravessaram o julgamento sem uma gota sequer tocar-lhes. Gloriosa verdade. E por causa da nossa união com Jesus Cristo, estamos seguros nEle.
E saímos do outro lado, pela ressurreição de Jesus Cristo; na verdade, uma salvação triunfante provida para nós.

Finalmente, um quarto ponto, Pedro olha para a cruz e vê uma supremacia triunfante.
Verso 22: “… Pela ressurreição de Jesus Cristo; o qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.” (v.21-22).

Agora, amados, há a gloriosa nota final de triunfo. Quem está à direita de Deus? Eu tenho que dizer a vocês que, na Bíblia, o lugar à direita de Deus é sempre vista como o assento da maior proeminência, poder e autoridade.
E Pedro simplesmente diz que quando Jesus completou Sua obra na cruz, Ele foi exaltado à direita de Deus, o lugar de destaque, honra, majestade, autoridade e poder.

O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas. (Hebreus 1:3)

Quando Jesus Cristo entrou na glória da presença do Pai, depois da ressurreição, Ele ascendeu para o lugar à direita de Deus. Isto é um tema constante na carta aos Hebreus. Esse é o lugar de honra. É o assento da autoridade e do poder.

Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus (10:12)

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (12:2).

Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade (8:1)

Não somente na carta aos Hebreus, mas em diversos lugares temos esta verdade sendo exposta:

… Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós (Romanos 8:34).

E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Filipenses 2:8-11).

A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. (Atos 2:23-25,36)

E então ouçam, amados, quando Jesus saiu da sepultura, em ressureição, Ele ascendeu ao céu em uma supremacia triunfante. Todo joelho se curva perante Ele.
E o que Ele está fazendo ali à direita do Pai, no lugar de autoridade e poder? Ele está intercedendo por quem? Por nós.
Você vê, porque Ele estava disposto a submeter-se, Deus O exaltou sobremaneira e foi através de Seu sofrimento que Ele triunfou e Seu nome está acima de todo nome.

Pedro diz: “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.” (I Pedro 3:22).
Anjos, autoridades e poderes tinham sido submetidos a Ele. Não somente no momento em que Ele desceu ao abismo para declarar seu triunfo aos espíritos malignos em cativeiro, mas o fato de que, através da cruz e da ressurreição, todos esses seres espirituais, chamados de anjos, autoridades e poderes – e essas duas últimas palavras são apenas diferentes termos para os anjos -, foram submetidos a Ele.

Todas as patentes dos seres espirituais estão submetidas a Cristo. Ele é preeminente. Veja o que Paulo diz:

Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja. (Efésios 3:20-22)

Assim, foi através do sofrimento injusto que Cristo encontrou o caminho do triunfo, a sua tremenda e gloriosa vitória.
Foi através do sofrimento injusto que Jesus triunfou em suportar os nossos pecados, Ele triunfou sobre os espíritos malignos, Ele triunfou na salvação e Ele triunfou como o Ser Supremo à direita de Deus.

Qual é o ponto disso? Pedro está dizendo: Olhe o seu sofrimento injusto como o caminho do triunfo. Olhe seu sofrimento injusto como o caminho da vitória. Foi assim com Cristo, será com você. O caminho da glória é sempre através do sofrimento. Jesus é o nosso exemplo.

E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Romanos 8:17-18).

Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará (II Timóteo 2:11-12).

Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele (Filipenses 1:29).

E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento (II Coríntios 2:14).

Ele sempre vai levar-nos a triunfar, como também Cristo triunfou em meio ao sofrimento injusto.
Ele triunfou sobre o pecado para nos conduzir a Deus. Ele triunfou sobre todos os seres espirituais que permanecem contra Deus e Seu povo.
Ele nos deu uma arca de segurança, a fim de que possamos triunfar sobre o juízo de Deus.
Ele entrou no lugar supremo à direita de Deus. Não subestime o triunfo potencial no sofrimento injusto.

Pode ser que enquanto você sofre injustamente, você também pode ter a oportunidade de levar alguém para Cristo, pela forma como você enfrenta o sofrimento.
Pode ser que enquanto você sofre injustamente, o Senhor lhe dará grande e glorioso triunfo sobre os demônios com quem você lutar.
Pode ser que enquanto você sofre injustamente, você pode se tornar uma fonte de segurança para alguém que vê como você enfrenta a tempestade.
E enquanto você sofre injustamente de modo triunfante, o Senhor irá exaltar e erguer você. Assim, não desvie o olhar do sofrimento, mas olhe o triunfo através do sofrimento.


Esta é uma série de 3 sermões sobre o triunfo do sofrimento de Cristo

01. O triunfo do sofrimento de Cristo – Parte 1
02. O triunfo do sofrimento de Cristo – Parte 2
03. O triunfo do sofrimento de Cristo – Parte 3


Este texto é uma síntese do sermão “The Triumph of Christ’s Suffering Part 3”, de John MacArthur, em 22/10/1989.

Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/60-38/the-triumph-of-christs-suffering-part-3

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


Nota do tradutor acerca do batismo:
John MacArthur não trata especificamente do batismo nas águas neste texto. Ele apenas mostra que não é sobre isto que Pedro está falando.
Também, demonstra que não é o batismo que opera a salvação, como afirmam algumas doutrinas heréticas, tais como o catolicismo romano e os mormonismo. A salvação se dá através da imersão do homem em Cristo, tal como a família de Noé foi imersa na arca. Observe que não foram as águas que salvaram Noé e sua família, mas a arca que os guardou do juízo de Deus, uma tipificação da obra Cristo na cruz.
Em suas anotações, John MacArthur aponta o erro de tradução em Atos 2:38, que ao invés de expressar “para remissão dos vossos pecados”, deveria ser “por causa da remissão dos vossos pecados”. Não é o batismo que produz remissão dos pecados, mas a obra da cruz na vida do homem.


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1 Resultado

  1. Rafaella disse:

    Amém!
    Muito bom!
    Muito bem explicado e simples.

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