A fé bíblica dos vencedores – 2

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I João 5
1 Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.
4 Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
5 Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

Os versos 4 e 5, por três vezes, falam sobre ser um vencedor. Por definição, um verdadeiro cristão é um vencedor.
Há dois textos maravilhosos nas Escrituras Sagradas, que dizem:

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento” (II Coríntios 2:14).

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.” (Romanos 8:37).

Vimos no sermão anterior que, na linguagem de João, somos vencedores, ou seja, aqueles que venceram, que são triunfantes.
Uma vez que alguém verdadeiramente nasceu de novo, tornando-se um crente em Jesus Cristo, foi justificado pelo sangue da aliança e adotado na família de Deus.
Também foi liberto das garras do pecado, da morte e do inferno, e vive em contínua santificação. São marcas de um convertido que marcha em inteira certeza de sua salvação.
O verdadeiro nascido de novo pode pecar, falhar e ter que lutar contra o mundo, a carne e o diabo, mas persevera firme em sua fé e compromisso.

Você diz: ‘bem, eu sei sobre pessoas que estavam na igreja, eles confessaram Cristo com Senhor e Salvador, faziam tudo que todos nós estávamos fazendo e depois abandonaram tudo. E quanto a eles?’.

Diante disso, somos lembrados novamente de I João 2:19, que diz: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.
O oposto acontece com os verdadeiros crentes, conforme I João 2:27, que diz: “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”.

Os verdadeiros crentes permanecem em Cristo. Aqueles que não permanecem nunca tiveram a verdadeira fé.
A fé dada por Deus é uma fé permanente, que torna o cristão participante da natureza divina (II Pedro 1:4).
Esta fé é presente em alguém que nasce de Deus (João 1:12). Uma ovelha que ninguém arrebatará das mãos divinas (João 10:28-29).

A Bíblia é muito clara em dizer que já vencemos o maligno, a morte, o pecado, o mundo, a sentença da lei e a ignorância.
Somos vencedores. De forma notável o texto diz que vencemos o sistema maligno mundano, que é governado por Satanás e se opõe a Deus.
Isto simplesmente quer dizer que uma vez que você veio a Cristo, você sempre triunfará sobre o mundo. Sua fé será sustentada.
Você terá a fé dos vencedores listados em Hebreus 11, que diante das duras batalhas, permaneceram. Ou de Jó, que diante das duras adversidades, declarou: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15).
Você pode vacilar com certas dúvidas, mas nunca irá negar o seu Senhor, pois a fé que Deus lhe deu triunfa sobre tudo.

Esta é uma marca dos nascidos de Deus: Eles são vencedores e pertencem a Deus. Veja a sequência em I João 5:
Verso 1: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus”.
Verso 4: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”.
Verso 5: “Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”.

O que é que vence o mundo? É o que nos faz filhos de Deus. O que é que nos faz filhos de Deus? Crer que Jesus é o Cristo.
E o que é isso? Crer na fé revelada, a fé que foi entregue aos santos. Por isso, a nossa fé, a verdadeira fé, nos faz vencedores. A vitória do verdadeiro cristão lhe é dada numa fé permanente que nunca se esgota.

A fé permanente é uma evidência do novo nascimento. Não haverá incrédulos no céu.
Você pode dizer que é um vencedor porque a sua fé é sustentada de forma sobrenatural. A fé que você possui é um dom de Deus, pelo poder do Espírito Santo.
Todos os vencedores são caracterizados pela fé no Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus e isso significa que eles abraçam toda a verdade sobre Ele.

O segundo teste para se determinar um vencedor é o amor

“Todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus” (v.1-2)

É muito simples: Um vencedor ama a Deus e ama a quem Deus ama, ou seja, os nascidos Dele. Entramos em uma relação de amor com o Pai e com os Seus filhos amados. Esta é uma ênfase muito forte de João.
Ele escreveu: “Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (I João 2:5).
Um verdadeiro cristão ama a Deus e àqueles a quem Deus ama. A presença do amor divino na vida de alguém é uma evidência da validade de sua fé.
Se você não ama outros crentes, você não está na luz. Se você está na luz, você ama seu irmão. João é bem simples e enfático quanto a esta verdade. Veja isto nesses textos:

“Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos” (I João 2:10-11).

“Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus” (I João 3:10).

“Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações (I João 3:14-19).

“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (I João 4:7).

“Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito” (I João 4:11-13).

“E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” (I João 4:21).

Como você sabe que é um vencedor? Como você sabe que é um cristão?
Em primeiro lugar, a sua fé permanece. Você pode ter momentos de dúvida, mas elas não afetam sua fé. Você é sustentado, na perseverança dos santos, por uma fé que é indestrutível.
Você é um vencedor também porque você ama a Deus, em uma expressão visível, através de seu viver e também ama aqueles a quem Deus ama.

Não estamos falando apenas sobre o sentimento aqui. Amar a Deus não é uma questão de sentimentalismo. Amar a Deus é uma questão de desejo de honrar e agrada-lo. É o prazer de fazer a Sua vontade.
Amar aqueles a quem Deus ama é manifesto pela fome e sede de comunhão espiritual com aqueles que são de Deus. A ausência deste desejo é um sinal de ausência da luz e presença das trevas.

Não é sentimentalismo, mas é amor que é sacrificial, que não é dependente da atratividade.
É o amor que é demonstrado em todas as situações em que há uma necessidade, que goza de comunhão, que está ansioso para fazer qualquer sacrifício necessário para o bem do outro.
É o amor que te aproxima de Deus e de Seu povo. Se você ama a Deus, você quer muito estar na Sua presença, para ouvi-lo, louvá-Lo e adorá-Lo.
E se você ama o Seu povo, você deseja ter comunhão, ora por ele, alimenta-o, aconselha-o, exorta-o, incentiva-o, confronta-o. Tudo em prol do benefício espiritual do povo de Deus, porque você se importa com ele.

Há uma terceira característica que marca aqueles que são vencedores: a obediência.

“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados” (I João 5:2-3).

Agora, vamos colocar isso em conjunto. Cremos em Deus. Cremos que Cristo é Deus. E que a fé produz o amor e que o amor produz obediência.
Se eu creio que Cristo é quem Ele é e se eu creio que Deus é quem a Escritura revela que Ele é, então Ele vai ver em meu coração todo o meu amor, louvor, adoração e meu interesse e atenção para com Ele.
E eu serei consumido por Ele como a prioridade da minha vida. E como uma segunda prioridade, vou ser consumido pelas pessoas que Ele ama, porque a quem Ele ama eu também amo
.

A prova genuína da fé é a obediência amorosa, uma sustentada obediência amorosa. E a única maneira que você pode realmente demonstrar que você ama a Deus é obedecer a Ele.
Isso é buscar Sua honra e Sua glória, para mostrar-Lhe respeito, adoração e reverenciá-Lo. Se você crê, como um verdadeiro cristão, que Deus é Deus e Cristo é Deus e Cristo é Senhor e Deus é soberano, você encontra em Deus o objeto de todos os seus afetos.
Então, você ama Deus tão verdadeiramente, que o desejo de obedecê-Lo nunca será pesado, pois sua obediência é o resultado de um profundo e sublime amor por Ele e por Sua vontade.

O final do versículo 2, “guardamos os Seus mandamentos”, no grego significa “continuar a guardar”, é uma ação contínua.
No verso 3, “guardemos os seus mandamentos” tem outro significado no grego, expressando uma atitude e não apenas uma ação. A obediência torna-se um tesouro sagrado para o crente.
É o mesmo que dizer que estamos ansiosos para obedecer. A obediência não é algo pesado para o verdadeiro cristão. Isto é o que Jesus tinha em mente quando disse:

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11:29).

“Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:21).

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14:21).

Então, se você diz que é um vencedor, este amor à obediência tem que estar em você. Não uma obediência parecida com um fardo pesado, mas fruto de um amor a Deus. O amor torna a obediência um prazer sem igual.
“Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (Romanos 6:17).

Esta obediência não só é motivada a partir do coração, é para além da compulsão, é feita de boa vontade, com alegria. Esta é a obediência que agrada a Deus.
É este princípio que Paulo expressou neste texto: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Coríntios 9:7).

Podemos crer em Cristo, mas isto, por si só, não é suficiente, a prova da validade desta fé é manifesta pelo amor e pela obediência resultantes de um coração voluntário e feliz em fazê-los.

“Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis” (Deuteronômio 13:4).

“Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (I Samuel 15:22).

Desobediência a Deus é uma traição de alguém que não é um verdadeiro cristão. Assim também é a obediência parcial, inconsistente e relutante. Aqueles que conhecem a Deus e são vencedores, têm uma obediência fruto do amor e não é algo pesado.

A obediência que agrada a Deus é resultado de uma atitude descrita pelo salmista:
“Regozijo-me tanto no caminho dos teus testemunhos, como em todas as riquezas. Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra. Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros. Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação. Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca” (Salmos 119:14,16,24,54,97,103).

A nossa sociedade não ama a Palavra de Deus. Ela odeia a Lei de Deus. É um fardo que ela se recusa a suportar. Mas, para nós, é a nossa canção.
A maioria das músicas do mundo é ofensiva a Deus, mas ao que verdadeiramente é nascido de Deus, sua canção é exaltar a Deus e Sua vontade.
A obediência a Deus não é uma relação de medo, mas de amor. Seus mandamentos nos dão vida. O Senhor disse: “Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal” (Provérbios 1:33).

Quero falar sobre as delícias dos vencedores. Sabemos quem são os vencedores, mas João não encerrou o assunto. Só temos que ir para o livro do Apocalipse para pegar o restante. Em Apocalipse, encontramos as bênçãos que Deus dá aos vencedores.
No final de cada carta às sete igrejas há uma promessa para os vencedores. No meio da igreja não há apenas vencedores, mas as promessas são exclusivas para os vencedores.

A igreja de Éfeso enfrentava um grave problema: A perda do primeiro amor. Mas ali havia verdadeiros cristãos. E a estes Jesus disse:
“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus” (Apocalipse 2:7).

Que promessa é esta? Quando Adão pecou, Deus expulsou o homem do jardim e mandou-o para fora de Sua presença e não permitiu que ele comesse da árvore da vida. A Árvore da Vida daria vida eterna e como o homem caiu no pecado, Deus não queria que o homem vivesse para sempre nesta condição.
A Árvore da Vida, neste texto de Apocalipse, simboliza a vida eterna e o paraíso de Deus simboliza o céu. Então, o que você tem aqui é a promessa de que todos os vencedores viverão para sempre comendo da árvore da vida no paraíso de Deus.

O Éden era um paraíso incrível, de lá saía um rio para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços: Os rios Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Mas o paraíso celestial é ainda maior:
“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações”. (Apocalipse 22:1-2).

Eu não sei exatamente o que isso significa, sei que são elementos celestiais que simbolizam a eternidade da nossa vida lá e a alegria daquele lugar.
Assim, o primeiro deleite para um vencedor é o gozo eterno da presença de Deus no paraíso chamado céu.

E, então, na segunda carta, à igreja de Esmirna, o Senhor diz: “O que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Apocalipse 2:11).
Qual é a primeira morte? A morte física, a morte do corpo. Ela é fruto da descrença, da rejeição, ou seja, do pecado.
Foi a sentença que Deus deu a Adão: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).
Mas a segunda morte é muito pior, é espiritual e eterna. Porém, o vencedor morre fisicamente, mas não espiritualmente. Esta é a promessa.

Em Apocalipse 20:6 diz: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte”.
Qual é a primeira ressurreição? A ressurreição dos justos. Ela tem várias etapas: Cristo, como ‘as primícias’, que foi ressuscitado dentre os mortos; a igreja, no arrebatamento; os santos do Antigo Testamento, no final da Tribulação e Israel.
A segunda ressurreição é a ressurreição de todos os ímpios para estarem diante do Grande Trono Branco, no fim do Reino Milenar, e a todos eles serão dados corpos adequados para o inferno e serão lançados para sempre no lago de fogo, que é a segunda morte.
Aqueles que fazem parte da primeira ressurreição nunca experimentarão a segunda morte.

À igreja de Pérgamo, Jesus disse: “Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”.

O maná era o pão de mel que o Senhor colocava no deserto, diante do povo hebreu, dia após dia, para alimentá-los.
É o sustento sobrenatural, alimento sobrenatural. Ele encontra o seu ponto culminante em Cristo, que é o Pão da Vida (João 6:35,48).
A promessa tinha relação com o pão no deserto que alimentou Israel através da sua peregrinação no deserto. Esse pão foi preservado em um recipiente, como um memorial, que foi então colocado dentro da arca da aliança para que as pessoas não esquecessem do maná (Hebreus 9:4).
Deus proverá todo o seu sustento, pois o Pão da Vida é o Senhor Jesus Cristo. A promessa garante que seremos abençoados com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 2:6).

“Eu lhe darei uma pedra branca”. A melhor compreensão disto é no mundo antigo do atletismo, onde vencedores recebiam uma pedra branca, como símbolo de sua vitória.
O verdadeiro crente receberá, como mais que vencedor, um prêmio sem igual, o acesso pleno a toda glória eterna.

Mas, há mais uma observação: “e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (v.17).
Já me perguntaram: “O que é esse nome?”. Ninguém sabe. Por quê? É um novo nome que o identifica.
O vencedor terá seu nome gravado sobre a pedra, e que será o seu acesso a toda a regalia que pertence àqueles que triunfaram. O Senhor vai dar-lhe um novo nome.

À igreja de Tiatira Jesus disse: “E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã” (Apocalipse 2:26-28).

É algo incrível pensar sobre este futuro! O mundo está uma bagunça. Cristo está vindo para estabelecer o Seu reino.
Ele virá governar (ou reger). A palavra traduzida como “governará” ou “regerá” (v.27), no original grego é o verbo “poimaino”, que significa “apascentar”.
Ou seja, Ele usará a vara de ferro para repelir os inimigos, e, como pastor, cuidará das ovelhas. Ele está dizendo: ‘Se você for fiel, compartilharei a minha autoridade com você’. Que promessa incrível!

Mas, há mais. Não só nos será dado o privilégio de autoridade, mas o versículo 28 diz simplesmente: ‘Eu vou te dar a estrela da manhã’.
O que é isso? O que é a estrela da manhã? A resposta está em Apocalipse 22:16, que diz:
“Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã”.
Ele nos dará tudo o que Deus tem, ou seja, o reino, o Rei.

À igreja de Sardes o Senhor disse: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Apocalipse 3:5).

No mundo antigo, o branco significava festa, como se faz até hoje em um casamento. O branco representava pureza, a glória.
Por isto a Palavra diz que na festa das bodas do Cordeiro com sua noiva (a igreja), “foi-lhe dada que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos” (Apocalipse 19:8). Estas são as vestes fiéis da eternidade: a vida eterna.
O branco representava vitória, pureza. Por todas estas razões, as vestes do crente em glória serão de linho fino branco, como diz Apocalipse 19. O branco é o brilho da glória.

E então o Senhor diz: “e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (v.5). É uma promessa muito importante.
Os governantes daquela época, através do censo, tinham o nome de todos os cidadãos. O seu nome poderia ser apagado em caso de morte ou por cometer algum crime contra o Estado, perdendo a sua cidadania. Mas Deus nunca irá apagar o nome dos verdadeiros crentes em Cristo. Ele conhece os Seus.

À igreja de Filadélfia o Senhor disse: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (Apocalipse 3:12).

Ele diz que os vencedores se tornarão ‘pilares no templo do meu Deus’. Nos tempos antigos, os templos eram construídos com pilares.
As pessoas importantes eram homenageadas pela colocação de um pilar em um dos grandes templos. Eles doavam o dinheiro para a construção da coluna e seu nome era colocado em cima desse pilar.
Muitas vezes esses pilares eram cobertos com mármore, e, em seguida, com ouro e o nome da pessoa estava lá. Era feito assim para se dar um memorial perpétuo àquela pessoa.

É isto que o Senhor está nos dizendo. Mas isto não é algo perecível como foram as honrarias humanas.
E não temos nenhum motivo para nos orgulhar desta honra que o Senhor nos dará. Não há mérito algum em nós, foi através da obra de Deus em Cristo que teremos esta bênção sem medida.

Filadélfia era uma cidade localizada perto de um grande campo vulcânico, sujeita a muitos terremotos que destruíam os templos e suas colunas. Mas os vencedores daquela cidade terão seus nomes em colunas eternas.
Ele prometeu que escreverá sobre ele o ‘nome do meu Deus’. Por quê? Pertence a Deus.
E mais: “Escreverei sobre ele o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, e também o meu novo nome”. Que honrarias inconcebíveis!

E, finalmente, à igreja de Laodiceia, Jesus disse: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3:21).
Com tantas promessas aos vencedores nas cartas anteriores, temos agora esta tremenda promessa: Sentar-se com Cristo em Seu trono.
Temos total certeza de nossa indignidade sobre tudo isto, mas é pela Sua maravilhosa graça que o Senhor concederá tamanhas honrarias aos vencedores em Cristo.

Bem, isso é o que significa ser um vencedor. Essas são as delícias que você tem que olhar para frente. À luz disso, podemos suportar qualquer coisa nesta vida com aquela gloriosa esperança. Amém?!

Pai, obrigado por Tua Palavra para nós esta noite. Preciosa verdade, esmagadora verdade, verdade emocionante, surpreendente, constrangedora … verdade embaraçosa.
Não somos dignos disso. Que graça é essa? Que graça surpreendente é essa? Além de nos garantir a vida eterna e o céu, há todas essas promessas surpreendentes feitas aos vencedores.
Até mesmo nos é prometido nos sentarmos no Teu trono, o que parece totalmente presunçoso. Não podemos compreender por nós mesmos essa santa perfeição.
Nós Te agradecemos por esta promessa e a esperamos com alegria arrebatadora. Nós bendizemos Teu nome e Te louvamos pelo dom da salvação em Teu Filho.
Obrigado, obrigado. Nós Te amamos, nós cremos em Ti, ansiamos por obedecer-Te. Queremos ser verdadeiros vencedores, puros, para quem todas essas delícias estão agora sendo preparadas.

Pai, eu oro por aqueles que estão aqui que não têm essa fé firme, este amor convincente, a obediência manifesta. Despertes aquele que está vivendo sob uma autoilusão acerca de sua verdadeira condição espiritual e traze-o ao pé da cruz para abraçar o sacrifício de Cristo em Teu nome.
Se alguém aqui, Senhor, esta noite e temos certeza que existem alguns, não é um vencedor, possas Tu por Tua graça despertar o seu coração para a realidade e que eles possam correr e clamar com arrependimento e fé: “Deus, sê propício a mim, pecador, e salva-me, por amor de Jesus “, que possam se tornar um de nós, que vencemos.
Usa-nos, Senhor, enquanto estamos aqui. Obrigado, em nome de Teu Filho. Amém.


Este sermão é uma série de 2:

A fé bíblica dos vencedores – 1

A fé bíblica dos vencedores – 2


Este texto é uma síntese do sermão “How to Recognize an Overcomer, Part 2”, de John MacArthur em 24/08/2003.

Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/62-37/how-to-recognize-an-overcomer-part-2

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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