Sublime testemunho de Deus – 2

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Nota do site: Esta é uma série de duas preciosas mensagens sobre o sublime testemunho de Deus sobre Jesus. Veja os links no fim deste texto.


I João 5
6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.
7 Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.
8 E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.
9 Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou.
10 Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.
11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.
12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.

Aqui temos o testemunho de Deus a respeito de Seu Filho. Este testemunho do Rei, o Cristo ungido, o Messias, o Salvador e o Redentor, não começou no Novo Testamento. Deus tem dado o testemunho de Seu Filho desde o início da revelação divina
Tudo começa em Gênesis, imediatamente após a queda do homem: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (3:15).
Deus dá testemunho de uma semente que viria para esmagar a cabeça da serpente, para trazer a derrota de Satanás.
E assim, tão cedo, Deus deu o testemunho da semente nascida de uma mulher. A semente não é na mulher, é no homem [no sentido de que na procriação, é o homem que possui a semente que irá fecundar a mulher].
Mas esta semente foi plantada na mulher apenas uma vez, pelo Espírito Santo, no ventre de Maria.

Ainda em Gênesis, Deus reitera a promessa de que Ele enviaria Seu Filho, um Rei que iria levar o cetro, que seria chamado Siló [que quer dizer “a quem pertence”].
“Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos (49:9-10).

Ainda no Pentateuco de Moisés, Deus prometeu que o Rei seria uma estrela e que Ele sairia de Jacó (pai de Judá) e seria um regente em Israel: “Uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel (Números 24:17)

Em I Samuel 2 é dada a Ana, que era estéril, a promessa de um filho. Ela irrompe em louvores a Deus pela promessa de que Deus iria enviar um rei, o ungido.
Em II Samuel 7, Deus promete a Davi um filho, não Salomão, mas um filho maior, que teria um reino que iria durar para sempre: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre (v.16).
Foi a promessa da mesma semente, o mesmo cetro, a mesma estrela e o mesmo Siló que havia sido feita antes. E Davi proclamou:

“Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus. E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra. Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar (II Samuel 23:3-5).

No Salmo 2, novamente o salmista reitera essa grande esperança da vinda do Rei e refere-se ao Filho de Deus, que é o Rei, Aquele que virá para governar as nações com cetro de ferro.
No Salmo 22, é dito que este Rei que virá será levado para uma cruz, onde será escarnecido e infligido com dor. No Salmo 16, Sua ressurreição é descrita.
Nos Salmos também lemos que Ele seria traído por um amigo íntimo, com quem ele estava partindo o pão, referindo-se a Judas e sua traição na noite da Última Ceia (41,55).

Os profetas deram testemunho dEle, incluindo o fato de que Ele seria concebido em uma virgem (Isaías 7:14). Que Ele nasceria em uma pequena aldeia chamada Belém (Miquéias 5:2).
Que Ele seria chamado do Egito (Oséias 11:1). Jeremias falou sobre a matança dos inocentes, ordenada por Herodes, que marcou a vinda do Filho de Deus (Jeremias 31:15).
Um precursor que viria com o nome de João Batista (Isaías 40:3). Isaías foi quem disse que o foco local de Seu ministério seria a Galileia dos gentios, e Ele iria pregar o Evangelho aos pobres, cegos, aos oprimidos e prisioneiros (9:1;61:1-2).

O Antigo Testamento é carregado com testemunho de Deus quanto à vinda de Seu Filho. E teria sido muito fácil para os judeus afirmarem que  Jesus era de fato o cumprimento de todas essas profecias.
Nascido em Belém, de uma virgem, da linhagem de Davi, tanto através de seu pai, como de sua mãe. Levantou-se na Galileia, recebeu o poder divino, foi trazido do Egito, depois de ter passado alguns anos lá para evitar a morte, e foi declarado ser o Messias pelo último profeta do Antigo Testamento, João Batista.

Foi sobre isto que Jesus disse aos discípulos que estavam na estrada para Emaús:
São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém (Lucas 24:44-47).

Tudo o que eles precisavam saber sobre a vinda do Messias havia sido escrito na Escritura, na Lei, os profetas e nos Salmos.
Se eles soubessem as Escrituras, eles teriam ouvido o testemunho de Deus e conhecido que Ele estava falando de Jesus Cristo.
Eles recusaram Jesus Cristo como o cumprimento de todas as profecias messiânicas, porque rejeitaram sua mensagem. Não aceitaram a condição de pobres, prisioneiros, cegos e oprimidos a caminho do julgamento.

Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; E não quereis vir a mim para terdes vida (João 5:39-40).
Ou seja: ‘Você quer a vida, pesquise nas Escrituras, elas falam de mim, mas vocês não me querem’.
A Escritura do Antigo Testamento aponta inequivocamente para a pessoa de Jesus Cristo e nenhum outro.

Paulo disse aos judeus:
“Homens irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação. Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se leem todos os sábados. e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura; Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos. (Atos 13:26-30).

Deus tinha dito muito sobre Jesus no Antigo Testamento. Mas aqui no texto de I João 5, temos o testemunho especial de Deus para o Seu Filho durante a Sua vida na terra.
E isso é importante para João, como vemos no versículo 13, é a chave para todo o livro: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus (I João 5:13).

O livro foi escrito para sabermos que temos a vida eterna, para remover a dúvida, o medo e a ansiedade.
Os judeus estavam preocupados com a vida eterna. Um mestre da lei perguntou a Jesus: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna? (Lucas 10:13). Jesus deu-lhe as condições para se alcançar a vida eterna, mas ele não estava interessado.
É absolutamente fundamental para a vida eterna e para a salvação, ter-se visão correta de Cristo.
Há testes comportamentais que dizem se você é um verdadeiro cristão, tais como a obediência à Palavra de Deus, amor a Deus, amor aos outros e não amar o mundo.
O teste doutrinário que atesta a verdadeira salvação é uma visão correta de Cristo.

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai (I João 2:22-23).

Fora de Cristo ninguém é salvo. Fora de Cristo não há redenção e salvação. Esse é o teste doutrinário.
E não somente é a crença em Cristo: “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos (I João 4:9). É viver em Cristo.
E assim, encontramos o mesmo aqui em I João 5:13. Um salvo crê no filho de Deus, tal como Ele é revelado nas Escrituras Sagradas: O Messias, o Ungido, o Rei, Deus em carne humana, em Sua pessoa e Sua obra.
Qualquer outra coisa fora disto é o espírito do anticristo que trás condenação às trevas eternas.

Agora a questão é: O que é que nos leva a essa convicção, a esta fé? E a resposta é: o testemunho de Deus.
Assim, João chega ao fim de sua epístola, e reitera a necessidade de se crer corretamente a respeito de Cristo, crendo no grande testemunho de Deus.
Seu testemunho foi dado durante todo o Antigo Testamento, quando foi anunciado o Messias, e em todo o Novo Testamento, houve o cumprimento de todas as promessas do Antigo Testamento.

Jesus disse: “E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim (João 5:37), ou seja no passado. “Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (João 8:18), ou seja, no presente
É o testemunho no Antigo e no Novo Testamento. Você não pode ler o Antigo Testamento sem ver Cristo. Você não pode ler o Novo Testamento sem ver Cristo.
A soma de todos os livros da Bíblia realmente resulta na revelação de Jesus Cristo.

Todos os testemunhos de Cristo têm Deus como a fonte. Mesmo que seja o testemunho de uma pessoa, um apóstolo, um discípulo, um pregador. Tudo o que podemos fazer é reafirmar o testemunho que o próprio Deus tem dado nas páginas da Escritura.
É por isso que o Salmo 19 diz: “O testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices (v.7).
E em que Ele dá grande testemunho? Concernente a Seu Filho, o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. O testemunho de Deus é convincente, infalível, indiscutível e incontestável.
E isso é o que João quer falar aqui nos versículos 6 a 12 de sua primeira carta, especialmente nos versículos 9 e 11, onde ele se refere ao testemunho de Deus.

Relembrando o que vimos domingo passado, vamos apenas passar por alguns pontos. Primeiro de tudo, vamos considerar o testemunho de Deus.

“Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. (I João 5:6-8)

Isto no versículo 9 e 11 ele chama de o “testemunho de Deus”.
Há três, então, que testemunham. Há três provas de Jesus como o Filho de Deus, o Messias prometido, o Rei.
Todos os três estão em perfeito acordo, o que é consistente com a lei divina, da necessidade de duas ou três testemunhas para que uma verdade seja crível (Deuteronômio 19:15).
Assim, Deus apresenta, por assim dizer, a prova máxima necessária, os três elementos, todos concordam em Jesus Cristo e cumprem a exigência máxima para a evidência de uma verdade.

Como vimos no sermão anterior, a água refere-se a Seu batismo. O sangue se refere à Sua morte. O terceiro, o Espírito Santo, referindo-se ao ministério do Espírito Santo. Vamos olhar um pouco mais de perto o testemunho de Deus nessas três áreas.

Primeiro de tudo, vamos falar sobre a água. Deus deu testemunho de Seu Filho em Seu batismo. (Se você quer saber por que a água se refere ao batismo, veja o primeiro sermão).

No auge do ministério, João Batista batizava para o arrependimento, para que as pessoas estivessem prontas para receber o Messias e Seu reino.
Ele portava uma mensagem dura, convocando a nação de Israel, inclusive a liderança religiosa, ao arrependimento e purificação de suas imundícias.
Foi algo inédito em Israel, já que o batismo nunca havia sido uma prática para os judeus, mas para os gentios que se convertiam ao judaísmo.
Por serem descendentes de Abraão, os judeus se consideravam parte natural da aliança divina. Mas um gentio tinha que passar pela purificação de suas imundícias, e o batismo tinha este sentido.

É enquanto João Batista está fazendo isso, Jesus chega da Galileia, onde esteve com Seus discípulos e deseja ser batizado por ele.
Mas João Batista resiste e diz: “Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? (Mateus 3:14). João havia dito sobre Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29).
Humanamente, João era primo de Jesus e sabia de todos os acontecimentos de seu nascimento e profecias.
João Batista ficou chocado com o pedido de Jesus. Ele disse, em outras palavras: ‘Isto não pode ser possível. Eu sou o pecador, você não é. Eu preciso ser batizado por ti. Você não precisa ser batizado por mim. Meu batismo é apenas para pecadores’.

Mas Jesus respondeu-lhe: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça (Mateus 3:15).
Em outras palavras: ‘Não discuta comigo, João. Permita-me cumprir toda a justiça, mesmo não havendo pecado em mim. Deus exige isso de todo o seu povo e vou fazer tudo o que Deus requer. Quero fazer tudo que é justo’.

Então João Batista consentiu, e, “sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3:16-17).
Aqui está o testemunho de Deus para a água. Este é o testemunho de Deus no evento da água, o batismo de Jesus.

Não temos tempo para entrar em todos os detalhes, mas penso que João Batista esperava, provavelmente, fogo do céu como juízo.
Ele havia falado que Jesus batizaria com fogo (Mateus 3:11). E, de fato, Jesus virá em um momento posterior a batizar este mundo com o fogo do juízo, mas a Sua primeira vinda foi uma vinda em graça, mansidão e benignidade.
E assim convinha que o Espírito de Deus viesse sobre Ele. O Pai envia o Espírito a descer sobre Ele, para mostrar que Ele está operando em plena harmonia com o Espírito Santo.

Aqui não é Jesus recebendo o Espírito Santo. Ele é Deus. Mas foi para João Batista ouvir a afirmação do Espírito de Deus e, em seguida, a afirmação de Deus Pai.  João Batista declarou mais tarde:
“Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus (João 1:32-34).
João Batista conhecia Jesus, mas não naquela dimensão que o Pai revelou. Foi algo extraordinário para ele.

E então você tem o testemunho do Pai com relação a Jesus na descida do Espírito. O Pai tinha ordenado que João batizasse e lhe tinha dito que ele identificaria o Messias ao ver o Espírito repousando sobre este.
E, quando João viu isso se cumprindo em Jesus, logo após tê-Lo batizado, foi cumprido também mais este testemunho do Pai acerca de Cristo.
E, então, você tem essa declaração consumada do testemunho do Pai: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3:17). O Pai é perfeitamente satisfeito com o Filho.
Então, I João 5, temos o testemunho do Pai. Este é aquele que veio por água. A primeira testemunha: a água.

O segundo a dar testemunho é o sangue. E este é o testemunho do Pai que ocorreu com a morte de Jesus. Há muito a dizer sobre isso, o tempo não nos permitirá tudo.
Quando Jesus morreu na cruz, aconteceu uma série de coisas que indicava a mão divina.

“E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados. E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona. E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?(Mateus 27:44-46).

As trevas começaram a hora sexta (meio-dia). Jesus entendeu o simbolismo da escuridão, que era uma indicação do abandono de Deus.
Deus estava dando testemunho de Seu Filho como um sacrifício pelo pecado.  A escuridão veio em pleno meio-dia, a hora mais clara do dia. Era como se todos os pecados que estavam sendo imputados a Jesus ofuscassem a luz do sol.

“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos (Mateus 27:50-53).

Deus divide o véu do templo de cima para baixo, o que abre o Santo dos Santos, porque Jesus tem proporcionado o acesso à Sua presença e aboliu o sacerdócio e a separação. Isto é um milagre divino.
A terra tremeu. Deus literalmente abalou o planeta. Túmulos se abriram e mortos foram ressuscitados. Uma variedade de milagres surpreendentes. Este foi o testemunho inequívoco de Deus na cruz.

E então “o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus(Mateus 27:54).

E você também pode dizer que o testemunho do Pai foi dado na cruz pelo cumprimento de imagens do Antigo Testamento.
Por exemplo, o Salmo 22, que descreve com precisão, uma sequência de acontecimentos que viriam ocorrer na cruz.

Temos em Isaías 53 não somente a descrição de ocorrências que viriam acontecer na cruz de Cristo, mas todo o impacto de seu sacrifício agradável a Deus.
O texto fala de um homem de dores que seria desfigurado e desprezado, que seria ferido pelas transgressões dos pecadores e que, através do castigo que lhe foi designado, nos traria a paz.
Diz que andávamos desgarrados, então o Senhor faria cair sobre Ele o pecado de todos nós. Ele iria ao sacrifício em silêncio. Ao Pai agradaria moê-Lo, pois o bom prazer do Senhor prosperaria em Suas mãos.
Por fim, Ele ficaria satisfeito com a Sua obra, pois Aquele que é justo justificaria a muitos. Tremenda descrição fiel do que ocorreu naquela cruz do gólgota.

Todas essas porções, e outras tantas mais, estão representadas na cruz. São cenas do Antigo Testamento que foram cumpridas na morte de Jesus Cristo.
Não há outra conclusão, a não ser de que este é o testemunho do Pai, profecia cumprida. Tão convincente foi, que o centurião romano bradou: “Verdadeiramente este era Filho de Deus.
Você quer saber sobre Jesus? Creia no testemunho de Deus Pai em Seu batismo e em Sua morte.

Em seguida, a terceira testemunha. Voltemos para 1 João. A terceira fonte de testemunho aqui é o Espírito Santo.
No verso 6 diz que “o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade e no verso 8 diz: “E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.

O Espírito estava testemunhando de Jesus através de toda a Sua vida na terra. Jesus Cristo foi concebido no ventre de Maria por um ato do Espírito Santo.
“E, respondendo o anjo, disse a Maria: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lucas 1:35).
Logo no início do seu ministério “Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (Mateus 4:1).

Sabemos que Jesus foi capacitado pelo Espírito Santo. Tudo o que Ele fez foi feito pela ação do Espírito Santo por meio Dele.
Ao se encarnar, Jesus deixou de lado o uso soberano de Seus próprios poderes e restringiu-se a permitir que a vontade de Deus e o poder do Espírito Santo ralizassem tudo através Dele. Ele se tornou um servo.
“Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (Atos 10:38).
Foi isto que levou João Batista a declarar: “Aquele que Deus enviou diz as palavras de Deus porque Deus dá do seu Espírito sem medida (João 4:34).

Quando os líderes religiosos de Israel diziam que o poder de Jesus vinha de Satanás (Mateus 12:24), Jesus respondeu-lhes que eles estavam blasfemando contra o Espírito Santo, um pecado tenebroso (Mateus 12:24,31-32).
Todo o ensino, milagres e poder em Jesus procediam da ação do Espírito Santo. Ele esvaziou-se e fez a vontade do Pai pelo poder do Espírito Santo.

“Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado (Lucas 4:14-15).
Nenhum membro da Trindade precisa ser capacitado pelo outro, porque Ele mesmo é Deus. Mas, isso foi parte do autoesvaziamento de Jesus. Foi por isso que Jesus leu a profecia diante dos judeus:

“O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor (Lucas 4:18-19).

Então, você vê que o testemunho da água, o testemunho do sangue e o testemunho do Espírito Santo se unem em perfeita concordância externamente, historicamente, manifestamente, visivelmente e publicamente.
Para quê? Demonstrar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Messias prometido, a semente, o cetro, Siló, soberano, Ungido, o Rei eterno e Senhor.

E mesmo para nós, que não estivemos naqueles mementos, o Espírito Santo inspirou a Escritura que registrou o testemunho do Pai.
O Pai deu seu testemunho em Seu batismo, em Sua morte e enviou o Espírito. E foi por isso que o Pai enviou o Espírito, para inspirar seus servos a escreverem esses registros com tanta precisão, a fim de que qualquer pessoa possa saber quem é Jesus Cristo.

Deus deu o Seu testemunho. Por quê?
“Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida (I João 5:11-12).
Essa é a razão. O propósito do testemunho de Deus através da água, do sangue e do Espírito é para que você possa ter a vida eterna e esta vida está em seu Filho.

“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (I João 5:19-20).

Essa é a exclusividade do Evangelho. Não há salvação em nenhum outro. Não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual você deva ser salvo (Atos 4:12).
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14:6).
O testemunho de Deus é: “Este é o meu filho amado; a ele ouvi (Marcos 9:7).
Ou seja: ‘Creia Nele. Ele é o Messias prometido, o Rei, o Redentor, o Salvador. Ele é a única fonte de vida eterna. A vida é Ele’.
Esse é o propósito do testemunho de Deus. Deus quer nos dar a vida eterna.

Vimos o testemunho de Deus e o propósito deste testemunho. Vamos falar sobre a resposta ao testemunho de Deus. Qual deve ser a nossa resposta?

“Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu (I João 5:10).

Não há uma forma mais séria de expressar esta verdade: “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho.
O que significa ter o testemunho em si mesmo? Significa reter esta verdade e crer permanentemente.
Há aqueles que não aceitam este testemunho divino, que são os incrédulos; há os que, aparentemente, creram e abandonaram a fé, que são os falsos cristãos; e há aqueles que são inabaláveis em crer no testemunho de Deus, que são os verdadeiros cristãos.

“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo (I João 2:18-20).

Há o que crê no testemunho de Deus a respeito de seu Filho. Por outro lado há aqueles que rejeitam esse testemunho.
“…Quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu (I João 5:10).

A razão pela qual as pessoas rejeitam a Cristo, como as Escrituras dizem, é porque elas não creem no testemunho de Deus, e fazem de Deus um mentiroso.
É uma terrível blasfêmia dizer que Jesus Cristo não é o que Deus disse que Ele é. E quem está nesta situação não encontrará perdão. É uma blasfêmia que condena às trevas eternas.
Não é apenas uma perspectiva errada, é um pecado de um frágil tolo diante do Todo-Poderoso, chamando-o de mentiroso, quando Ele dá testemunho de seu Filho como Salvador, o Redentor, o Rei prometido, o próprio Filho de Deus.

João então conclui esta seção com uma reafirmação: “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida (v.12).

Uma afirmação simples e suficiente. Mas esta mensagem tem sido subtraída no meio cristão moderno.
Há aqueles que dizem que apenas precisamos crer que há um Deus lá em cima. Diz que você não precisa conhecer este Deus e muito menos a Cristo e o Evangelho. Eles dizem que Deus não é mau para mandar alguém para o inferno.
Há um evidente movimento religioso para diminuir Cristo, a revelação de Deus para o homem. Diminuir a revelação de Cristo é chamar Deus de mentiroso.
Se a igreja quer alcançar o mundo, ela deve ir apenas com esta revelação plena de Deus sobre Seu Filho.

Podemos finalizar com as palavras de João: “[Jesus] Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas Todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome (João 1:10-12),

Assim, o testemunho de Deus é claro. Ele deu este testemunho no Velho Testamento e também no Novo Testamento, principalmente, diz João, no batismo de Cristo, na cruz e através do Espírito Santo.

Mesmo antes de Jesus nascer, o mundo já tinha o testemunho do Espírito Santo por meio dos escritores inspirados do Antigo Testamento.
O mundo tinha o testemunho do Pai no envio de anúncios angelicais para Zacarias e Isabel. E O testemunho do Pai no envio de anúncios angelicais para José e Maria.
E você tem o testemunho do Pai no Espírito sendo enviado para plantar a semente no seio de Maria e, em seguida, para supervisionar o feto até o nascimento.
E, em seguida, através de todo Seu ministério, Ele foi rendido totalmente à operação do Espírito Santo enviado do Pai.

Este foi todo o testemunho do Pai. E o resultado final é que se você crer e abraçar a verdade, você será salvo e receberá a vida eterna.
Se não o fizer, você faz de Deus um mentiroso, porque não crer no testemunho de Deus.
É tão simples como isto: se você tem o Filho, tem a vida eterna. Se você não tem o Filho, você não tem a vida eterna.
Esta é a verdade. Deus não mente.

Pai, mais uma vez esta Palavra para nós é tão importante, tão fundamental, básica e parece ser tão confusa nesse nosso momento particular da história, quando as pessoas, mesmo se dizendo cristãos, parecem estar inadvertidamente, talvez sem maldade e intenção, culpados de chamar-Te de mentiroso.
Este é um pecado assustador, uma ignorância indesculpável e loucura, pois Tua Palavra é cristalina.
Que sejamos fiéis a proclamar o único caminho, a exclusividade do Evangelho de Jesus Cristo e que o Senhor nos use para fazer isto para Tua glória.
Oramos no querido nome do Teu Filho. Amém.


Este sermão é uma série de 2:

O testemunho de Deus (1)
O testemunho de Deus (2)


Este texto é uma síntese do sermão “The Witness of God, Part 2”, de John MacArthur em 07/09/2003.

Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/62-39/the-witness-of-god-part-2

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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