Criar sombras para os filhos – 4

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Hoje à noite, nós iremos concluir a série de quatro sermões que intitulamos “Criando Sombra para seus Filhos”, título este inspirado em um antigo provérbio chinês, que dizia: “Uma geração planta árvores e a próxima geração goza da sombra”.

E a questão diante de nós é: esta atual geração está plantando árvores a fim de garantir sombra para o futuro? Há muitos pais que estão temerosos por seus filhos, há muitas pessoas temerosas por seus netos, devido ao rumo que a vida está tomando no mundo.

Eu venho dizendo a você ao longo desta série que a vida está ficando mais difícil. E nós, que fomos familiarizados com uma espécie de padrão de vida judaico-cristão na América, estamos assistindo ao desaparecimento desse padrão.

E, embora o padrão de vida certamente esteja ficando pior, isto não é novo, este é o ciclo de toda a história humana, pois os homens maus sempre ficam piores. Cada geração de cristãos, em todas as nações e épocas, experimentaram algum grau de declínio da sociedade. Temos a sensação de que podemos estar enfrentando a morte de nossa cultura, a morte da civilização, e não apenas em nosso próprio país, mas em todo o mundo.

Enquanto vemos a destruição da família, estamos muito conscientes de que a célula principal da sanidade social e bem-estar está sendo destruída. Sociedade e civilização não podem sobreviver à morte da família, e o ataque drástico à família tem acontecido em nosso país [EUA] há cerca de 50 anos.

É uma guerra muito mais mortal e destrutiva do que qualquer guerra do Oriente Médio. Com a morte da família, a civilização apenas se desintegra. Ela cai em um buraco negro de caos social, comportamento criminoso, narcisismo egoísta, perversão sexual, rebelião e anarquia. E todo mundo experimenta, de uma forma ou de outra, o vazio pessoal.

O ataque tem sido sistemático. O ataque foi planejado. Ele tem afetado todos os aspectos da vida humana. É estabelecido em lugares altos das áreas educacional e política. Temos pessoas em altos cargos que estão tentando destruir a família, permitindo o aborto e o casamento homossexual. São bandeiras políticas hoje.

Temos, de um lado, candidatos concorrendo a cargos políticos que defendem abertamente essas bandeiras. Mas, de outro lado, temos candidatos que, embora não defendam estas bandeiras políticas, não têm nenhuma relação com o padrão estabelecido por Deus, pois vivem com mulheres com as quais não são casados, ou foram casados muitas vezes. [Macarthur aqui faz uma clara alusão aos principais candidatos à presidência dos EUA.]

Leis de nossa nação [EUA] agora permitem a matança de crianças não nascidas (aborto), o divórcio, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Então, a questão é: como podemos criar nossos filhos como cristãos nesse tipo de ambiente?

E, novamente, eu quero lembrá-lo, isso não é algo novo, é apenas a nossa dose de suportar a degradação que sempre ocorreu em toda história humana. Essa é a versão de degradação dessa fase da história que estamos vivendo.

Agora, deixe-me dar-lhe uma breve revisão sobre o que nós vimos nas semanas anteriores. Há algumas verdades básicas que queremos estabelecer. Deus criou homens e mulheres para terem filhos. Deus criou o casamento, o meio pelo qual marido e esposa trazem filhos ao mundo.

As famílias são os tijolos que Deus usa na construção da civilização e da sociedade. Deus deseja que as pessoas se casem e tenham filhos, e assim transmitam a virtude, moralidade, e mais importante, a justiça de Deus para as próximas gerações.
As pessoas que não se casam ou não têm filhos ainda podem ter uma grande influência em muitos aspectos, mas não a mesma influência que você tem em criar filhos piedosos para a próxima geração.

Vimos alguns princípios básicos nas semanas anteriores que podemos relembrá-los. Vimos que  os filhos são uma benção, não uma dificuldade. Isso é o que a Bíblia diz. Paternidade é uma alegria, não um fardo; isso também é o que a Bíblia diz.

A qualidade do papel dos pais é avaliada observando-se o resultado do seu papel na criação dos seus filhos. E, finalmente, vimos um princípio muito importante: os pais são os influenciadores mais importantes e mais poderosos nas vidas de seus filhos, mais poderosos do que a cultura, do que seus amigos, porque nós estamos com nossos filhos vinte e quatro horas.

Em seguida, analisamos as maiores necessidades de uma criança. O que é que nossos filhos precisam mais? Número um: salvação. Número dois: santificação. Eles precisam ser salvos do pecado, da morte e do inferno, e eles precisam ser santificados, separados do pecado.

A criação de filhos não se resume a controlar o comportamento dos filhos. Esse controle deve ocorrer. Mas, ele dura apenas certo tempo, porque os filhos vão crescendo e os pais não poderão controlá-los o tempo todo, nem isolá-los das más influências para sempre.
E esse isolamento, por si só, não vai impedir os filhos de se rebelarem, porque a força da rebeldia está na carne. No máximo, o isolamento vai torná-los ingênuos.
O objetivo da criação de filhos não se resume apenas em ensiná-los a ter bons modos. Também não se resume a formar seu caráter de modo que não se tornem pessoas inseguras e fracas.
Nosso objetivo é a sua salvação e santificação, e portanto, são objetivos espirituais.

Agora, a fim de alcançar esses objetivos na criação dos filhos, temos duas passagens que estamos analisando: uma no Antigo Testamento, Deuteronômio 6, versículos 5 a 7, que nos fala que o conhecimento de Deus é o que deve ser ensinado aos filhos. E não apenas conhecê-Lo, mas amá-Lo de todo o coração, alma, mente e força.

Vimos, também, uma passagem do Novo Testamento, em Efésios, capítulo 6, versos 1 a 4. Então, nós vimos Deuteronômio 6 um pouco, e Efésios, capítulo 6. E, novamente, a reiteração do que eu disse, que seu filho precisa é de salvação e santificação. Essa é uma obra de Deus que é realizada no coração de uma criança através da proclamação da verdade divina.

Agora, depois que vimos estes textos – e isso é um resumo rápido sobre o que já tratamos – vamos novamente voltar nossa atenção para Provérbios. E meu objetivo  nestas últimas duas mensagens, na semana passada e esta noite, é apenas fazer um breve estudo bíblico com você, especialmente nos primeiros capítulos de Provérbios, para considerar a sabedoria prática que é recolhida no livro de Provérbios, que deve ser dada como instrução para as crianças.

A semana passada falamos muito a respeito dos dez primeiros capítulos de Provérbios. Nesses capítulos, há um padrão bem repetido de linguagem, como de um pai falando a seu filho. Várias vezes é dito: ‘filho meu, ouça a instrução de seu pai’, bem como outras colocações semelhantes a esta.

Então, o que temos aqui é a sabedoria de Deus reunida em Provérbios para ser transmitida, ensinada aos filhos e, particularmente, aos filhos homens. Por que para os filhos homens? Porque os homens são os líderes na família e os líderes da nação.

Quando a liderança de uma nação está nas mãos das mulheres, isso atesta como esta nação está caída. Isso é sempre uma batalha, porque, desde a queda no Éden, as mulheres têm lutado pela supremacia junto com os homens.

Mas, o padrão bíblico é que a responsabilidade pela cultura, pela civilização da sociedade encontra-se com os homens. Encontra-se com os pais, como se dá na família. As instruções bíblicas abrangem também as mães e as filhas. Mas os filhos homens é quem vão suportar o peso da responsabilidade da liderança no mundo, e, portanto, na família.

Agora, no livro de Provérbios, há afirmações concisas sobre a vida sábia. Existem mais de 500 declarações muito simples sobre a vida sábia. Você encontra palavras como sabedoria, entendimento, discernimento, conhecimento, critério, por toda parte em Provérbios.
Começamos a analisar dez grandes lições que devemos ensinar a nossos filhos a partir de Provérbios. Na semana passada, nós vimos a lição número um, que é ensinar aos filhos a temerem a Deus, a reverenciarem o Senhor, a serem verdadeiros adoradores.

Quero mostrar a você um padrão repetido no livro de Levítico. O livro de Levítico chama o povo de Deus à santidade. Em todo o livro de Levítico, essa é a ênfase. Mas eu quero que você saiba o que está por trás disso. Há muitas leis dadas no livro de Levíticos para o povo de Deus. Mas, precisamos entender o que está por trás dessas leis.

Vamos começar no capítulo 18. Vou mostrar uma frase que vai se repetir várias vezes. O Senhor fala a Moisés no verso 1 e lhe diz: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus.” O Senhor está dizendo: ‘Eu sou o governante. Eu sou o Senhor vosso Deus. Vocês não devem fazer aquilo que é feito na terra do Egito’.

Essa frase ‘Eu sou o Senhor’ vai se repetir nos versículos 3, 4, 5, 6,21, 30 do capítulo 18. Também nos versículos 2, 3, 4, 10, 12, 16, 18, 25, 28, 30, 31, 32, 34, 36, 37 do capítulo 19. E isto vai se repetir nos próximos capítulos de Levíticos.

A função desta frase ser repetida várias vezes era inculcar nas mentes das pessoas que ‘Eu sou o Senhor vosso Deus. Eu estou no comando e é isso que eu digo: temam o seu Deus, vocês devem obedecê-Lo, honrá-Lo, adorá-Lo acima de tudo.’ Então essa é a primeira lição para ensinar a seu filho.

A segunda é: guarde, proteja sua mente (coração), é isso que ensina Provérbios 4:23.  Vigie seu coração (mente) com toda a diligência, porque dele procedem as fontes da vida. Proteja sua mente. Não só devemos levar nossos filhos a temer e adorar a Deus, mas nos tornamos os protetores das mentes de nossas crianças. Nós somos responsáveis por essa tarefa muito importante.

A terceira lição que vimos em Provérbios foi que os pais devem ensinar seus filhos a obedecer.As primeiras lições de submissão e obediência estão na infância. Olha, desde cedo o filho precisa entender que não pode viver no mundo como um rebelde. Não pode quebrar as leis do mundo e ter uma vida pacífica. Se agir assim, vai acabar morto ou vai acabar na prisão. Vai acabar como um nômade, como um criminoso em fuga.

Ensinar a submissão é responsabilidade, em primeiro lugar, dos pais em casa. Nós ensinamos as crianças a lei de Deus e a sua consciência é a arma que os atinge quando elas violam essas leis. Na família, ensinamos as crianças a lei, a vontade de Deus, e a vara é o instrumento de correção que os atinge quando eles violam os mandamentos do Senhor.

O governo de um país também representa Deus e defende a lei, e se você quebrar a lei do governo, a espada é a arma e é uma arma de morte (Rm, cap. 13). Ou seja, haverá consequências ruins.Deus colocou essas restrições na sociedade. No nível pessoal, o mal é restringido através da consciência. Na família, é através da vara da disciplina. E na sociedade, é através das penas, da aplicação da justiça.

A quarta lição que vimos foi: ensine seu filho a escolher as amizades, a  selecionar seus companheiros.

QUINTA LIÇÃO: ENSINE SEU FILHO A CONTROLAR SEUS DESEJOS

Agora chegamos ao número cinco da nossa lista. Controle seus desejos. Esse assunto ocupa considerável espaço nos primeiros capítulos de Provérbios.

No capítulo 5, versículos 21-22, é dito: “Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas. Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.”

Você não pode deixar seus filhos sem instrução sobre a letalidade do pecado. Eles têm que ser instruídos ou as suas próprias iniquidades os prenderão, seu próprio pecado irá prendê-los e eles vão morrer por falta de instrução e se extraviar no meio da loucura (v. 23)!!

Esses textos abrem toda a questão da moralidade, e a grande preocupação do Espírito Santo através desta seção de Provérbios se resume à pureza sexual. Há muitos princípios em Provérbios sobre esse assunto (e você pode examinar todos com seus filhos), mas gostaria de destacar alguns textos por hora.

Capítulo 2, versículos 16-17 diz que a sabedoria é bastante útil: “Para te afastar da mulher estranha, sim da estranha que lisonjeia com suas palavras; que deixa o guia da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus.” Ela é uma adúltera, porque viola seu casamento e seu marido.

E mais: “Porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para os mortos. Todos os que se dirigem a ela não voltarão e não atinarão com as veredas da vida.” (vv. 18-19). Fique longe da mulher alheia, da adúltera. Ela se inclina para a morte. Sua casa vai lhe trazer até à morte! Por que uma declaração tão extrema, drástica? Porque o adultério era punido com a morte.

Ensine princípios morais bíblicos a seus filhos. Ensine-os a ter autocontrole. Ensine-os a viver uma vida pura, a não se colocarem em uma situação onde possam ser seduzidos e tentados. Ensine-os a fugir dessas situações.

No capítulo 5, há muito de instrução sobre isto, começando nos versículo 1-2: “Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha inteligência inclina o teu ouvido; para que guardes os meus conselhos e os teus lábios observem o conhecimento.

Agora, versos 3-5: “Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno.

Essa é uma descrição verdadeira bíblica da adúltera, de uma prostituta, de uma mulher imoral. Versículos 7-10: “Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. Longe dela seja o teu caminho, e não te chegues à porta da sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, e não entregues a cruéis os teus anos de vida; para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia.

Veja o verso 11: “E no fim venhas a gemer, no consumir-se da tua carne e do teu corpo.” Pode ser que essa seja uma referência para doenças venéreas. Você deve ficar longe de uma mulher adúltera. Você não deve se submeter a seus beijos e suas tentações. Você não deve ser preso na armadilha da perda do autocontrole e chegar a uma conclusão final gemendo, e até mesmo de punição pública (vv. 12-13).

Versículo 14: “No meio da congregação e da assembleia foi que eu me achei em quase todo o mal.” A que isso se refere? À pena de morte pública, uma execução pública por apedrejamento (era o que determinava Lei).

Capítulo 6, versículos 20-22: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.” Soa como Deuteronômio 6.

Continuando: “Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida, para te guardarem da mulher vil, e das lisonjas da estranha. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos.

Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa…”

“Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar.” (vv. 23-29).

Verso 31, diz sobre as consequências que recairiam sobre um ladrão: “se for achado pagará o tanto sete vezes; terá de dar todos os bens da sua casa.” Isso era a pena que a Lei mosaica previa para o roubo.

Mas, o adúltero, qual seria a pena para o seu pecado? O que lhe custaria? A própria vida, vejamos: “Assim, o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.“(vv 32-33). Autodestruição. Mais uma vez, a ênfase na morte e no poder de destruição da imoralidade.

O capítulo 7 trata desse mesmo tema novamente: “Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.” Vejamos os versículos 6-7, que dizem: “Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas, vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo…“.

Essa é a figura de uma mulher sedutora que olha para fora na rua e vê este tolo, sem discernimento. Um jovem sem juízo, passando pela rua perto de onde ela está. Esse tolo “passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; no crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão.” (vv 8-9).

E aí vem o encontro clandestino. E esse é sempre um encontro clandestino: “E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés.“(vv. 10-11). A propósito, os pés das mulheres piedosas permanecem em casa…

Mas, essa mulher imoral “Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos; e chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse: Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei…”

“Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela. Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores. Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem; Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado…”.

“Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios.

E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões; até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida.” (vv. 12-23).

Ela vai para a matança. Como se isso não fosse chocante o suficiente, você tem mais no capítulo 9:13-18.

Ensine seus filhos a guardar seus desejos, guardar seu corpo. Isto é crítico. Este é um caminho de morte. Mesmo em uma sociedade, como a nossa, em que não há pena de morte por adultério, a morte pode vir de muitas maneiras, muitas maneiras.
Ela pode vir através de uma doença, através de um assassinato. Ela pode vir porque é simplesmente uma morte prematura por causa da iniquidade (juízo). Ela pode vir de uma forma profundamente espiritual e ser a morte de toda a esperança de uma vida boa, nobre e significativa.

O apóstolo Paulo nos dá um aviso em 1 Tessalonicenses 4:3. “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação…“. Sobre o que exatamente você está tratando, Paulo? “que vos abstenhais da imoralidade [porneia].
Qualquer ato sexual que não for entre um marido e uma esposa é  imoralidade [porneia], é pecado. “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso [corpo] em santificação e honra.” (v. 4).

Você tem que controlar o seu corpo em santificação e honra e  “não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.” (v. 5). Você é um filho de Deus. Seu corpo é o templo do Espírito Santo, disse Paulo aos Coríntios.
Seus filhos têm que ser ensinados a controlar seus desejos. Parte desse ensinamento é para mantê-los longe daquelas coisas que excitam os seus desejos.

SEXTA LIÇÃO: ENSINE SEU FILHO QUE ELE DEVE SER FIEL AO SEU CÔNJUGE

Esse é um ensino contido nestes textos de Provérbios. E, vale lembrar, estes ensinos são predominantemente de um pai para um filho [o texto sempre inicia com ‘filho meu’, denotando que foi escrito pelo autor e direcionado a um filho homem].

É dessa forma, pelo fato de que os pais e os filhos são os chefes das famílias [os filhos serão no futuro] e da nação. [Como disse o pregador em trechos anteriores desses sermões, isso não significa que os princípios aqui analisados se apliquem apenas ao sexo masculino, mas são ensinos direcionados primeiramente aos homens, pela posição de liderança que ocupam no plano de Deus].

Olhe para o capítulo 5, começando pelo verso 15, que diz: “Beba água da sua própria cisterna Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço.” Essa é uma maneira metafórica de dizer: ‘Seja satisfeito com a sua própria esposa ou o seu próprio marido.’

E o texto continua: “Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente. E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha?” (vv. 15-20).

Ensine seus filhos a fidelidade no casamento. A Palavra ensina que a mulher é um dom precioso de Deus (Provérbios 31:10-31) para ser sua amiga e companheira. Ensina também que a mulher é um dom de Deus para servir nas necessidades do esposo e nas de seus filhos.

Provérbios 31, literalmente, amplia tudo que é dito em outros trechos do livro de Provérbios sobre a bênção de se ter uma boa esposa, e como ela se torna gratificante para a família e para o marido.

A ilustração destes textos (de Provérbios 5:15-20) é de uma total fidelidade ao cônjuge: mentalmente, fisicamente, emocionalmente. Não jogue suas afeições ao redor. Não espalhe suas emoções por aí. Deus vê, pois está tudo diante dos olhos do Senhor.
É importante ensinar a seus filhos: ‘Ame sua esposa’. Ensinar a suas filhas: ‘Ame o seu marido’. E você pode enriquecer esse ensino com Efésios 5:22-33, mostrando-lhes que os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja. E as esposas devem ser submissas, como ao Senhor.

Assim, um pai sábio, deve ensinar aos filhos: temam a Deus, guardem sua mente, obedeçam aos pais, selecionem bem seus companheiros, controlem seus desejos, sejam fiéis e desfrutem do seu cônjuge.

LIÇÃO SETE: ENSINE SEUS FILHOS A TEREM CUIDADO COM SUAS PALAVRAS

Vamos começar por Provérbios 4:24: “Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios.” O que significa? Não minta! Pare de mentir. Quando você fala – capítulo 5, versículo 2, “seus lábios devem comunicar conhecimento.”

Capítulo 6, versículo 12: “O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida.” Mais uma vez, a perversidade é descrita no versículo 14 como a concepção de mal, espalhar conflitos: “Há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas.” Imediatamente ele vai ser quebrado e não haverá cura (v. 15).

Se você é um mentiroso, se você estiver falando um discurso tortuoso, você literalmente está semeando as sementes da sua própria destruição. Há tanta coisa sobre isso no livro de Provérbios… mas não temos tempo agora para vermos tudo… Mas eu gostaria de chamar você por um minuto ao capítulo 10, porque este parece ser um tema recorrente neste capítulo.

Começando pelo versículo 11, lemos: “A boca do justo é fonte de vida, mas a violência cobre a boca dos perversos. No versículo 13a, temos: “Nos lábios do entendido se acha a sabedoria”. Verso 14b: “a boca do tolo o aproxima da ruína.” Verso 18: “O que encobre o ódio tem lábios falsos, e o que divulga má fama é um insensato.”

Versículo 19: “Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio.” Isso é realmente verdadeiro, não é? Quanto menos você falar, será menos provável que diga algo mal ou errado. Versículo 20a: “Prata escolhida é a língua do justo.”

Verso 21: “Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos morrem por falta de entendimento.” Verso 31: “A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.” Verso 32: “Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.”

A questão do falar em Provérbios é sempre relacionada com a questão de se ter ou não sabedoria. Na língua hebraica, a palavra traduzida como ‘sabedoria’ para nossa língua é ‘chakam’, que denota comportamento. Assim, sabedoria é um comportamento. Não é algo etéreo ou cognitivo, mas é comportamento. Se você é sábio, você age com sabedoria, você fala com sabedoria, pensa com sabedoria e se comporta com sabedoria.

Provérbios registra que: os lábios do justo falam sabiamente, são uma fonte de vida, são como prata escolhida, alimentam os que ouvem, enriquecem os que ouvem, trazem cura, libertação. Os lábios do justo falam o que é paciente, gentil, verdadeiro, honesto, puro, suave, temperante. E, o mais importante, os lábios do justo são porta-vozes para o Senhor Deus usar.

Por outro lado, a boca dos tolos derrama um discurso torto, a loucura, a violência, o ódio, a malícia, muitas palavras, contenda, ruína, calúnia,fofocas, desgraça, fogo ardente, e perversidade. Ensine seus filhos a vigiar e controlar suas palavras.

Esta é, naturalmente, uma questão muito importante no Novo Testamento, e no livro de Efésios lemos do apóstolo Paulo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” (4:29-30).

A fala insalubre, nociva, entristece o Espírito Santo de Deus. Isso não poderia ser mais direto: “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (vv. 31-32). E essas características são expressas na fala.

Tiago, no terceiro capítulo, tem muito a dizer sobre a fala. Ele começa assim: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” (3:1). Se você assumir a responsabilidade de ter que falar o tempo todo, você está potencialmente se colocando em um lugar muito, muito perigoso, a menos que seu coração e mente estejam preparados.

Ele continua: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo…”

“Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa. Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia…”

“A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.” (vv. 2-6). Esta é a descrição bíblica da língua.

Você pode pecar mais facilmente com a língua do que com qualquer outro componente físico. Você pode dizer qualquer coisa. É um fogo; é um destruidor. Ensine seus filhos a guardarem o seu discurso, suas palavras, a terem cuidado com suas palavras.

Você precisa disciplinar seus filhos de modo sério e consistente quando a fala deles não for saudável, edificante e doadora de graça.

LIÇÃO OITO: ENSINE SEUS FILHOS A TRABALHAR

Provérbios 6: 6: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso.” Você sabe o que um preguiçoso é? Uma pessoa vadia, sem ocupação. “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.”

Vá observar a formiga: “Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados…”. (6:7-10)

E, adivinhe o que vai ocorrer: “Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.” (v. 11). Em outras palavras: você vai roubar a si mesmo. Tenha um trabalho, uma ocupação.

As pessoas preguiçosas sempre têm um monte de desculpas, um monte de histórias tristes sobre o que deu errado e como elas foram vitimadas, e como têm dores e problemas. Olhe para a formiga! Se você não trabalha, você rouba a si mesmo.

Você desperdiça seu tempo, você desperdiça seu talento, você perde o seu poder aquisitivo, você desperdiça horas preciosas e desperdiça oportunidades. Se você não aproveitar as oportunidades, elas passam e você as desperdiça.

A tendência das pessoas preguiçosas é se atraírem pelos ganhos ilícitos. Elas vão gastar o pouco dinheiro que tiverem nas mãos para comprarem um bilhete de loteria. Elas querem o ganho fácil. O capítulo 10, versículo 2 diz: “Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.

De acordo com Provérbios, o homem preguiçoso vai sofrer  fome, pobreza, fracasso, porque ele está dormindo durante a colheita. Ele quer ter, mas não vai trabalhar para obter. Ama o sono, é colado à sua cama, e segue buscando todo tipo de fórmula inútil para ganhar sem trabalhar.

Por outro lado, Provérbios 22:29, diz: “Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior.” Ensine seus filhos a trabalhar, para não desperdiçarem suas vidas.

Isso não significa apenas que eles devam ter uma profissão. Mas, devem aprender a trabalhar desde cedo. Ensine suas filhas a trabalharem em casa, a serem uma mulher de Provérbios 31, e usarem todas as suas habilidades com diligência, para o benefício da família e a honra de Deus.

LIÇÃO NOVE: ENSINE SEUS FILHOS A ADMINISTRAREM BEM SUAS FINANÇAS

Ensine seus filhos a gerenciarem bem o seu dinheiro. Ensine seus filhos a não serem tolos com a administração de suas finanças. Capítulo 3 de Provérbios, versículos 9 e 10: “Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.

Aqui está a primeira medida que você deve tomar ao administrar seu dinheiro: você deve honrar o Senhor. Você deve começar por dar os primeiros frutos ao Senhor. E, depois de feito isso, há alguns conselhos realmente práticos em Provérbios, que você precisa ensinar a seus filhos.

Já entendemos que precisamos obter o nosso sustento, dinheiro, através de trabalho lícito, diligente. Mas, uma vez que você trabalha e ganha, existem algumas advertências importantes, que você precisa observar quanto ao gerenciamento ou administração do seu dinheiro.

Aqui está uma no capítulo 6, versículos 1-5: “Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho, e te deixaste enredar pelas próprias palavras; e te prendeste nas palavras da tua boca; faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, já que caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te, e importuna o teu companheiro.Não dês sono aos teus olhos, nem deixes adormecer as tuas pálpebras. Livra-te, como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro.”

Bem, o que isso significa? Não coloque o seu dinheiro no controle de outra pessoa. E não assuma dívidas em nome de outra pessoa.  Essa não é uma proibição para a generosidade. Mas, é uma proibição para a tolice. Certamente você pode usar seu dinheiro de acordo com seus critérios pessoais. E, pode usar o que possui para suprir as necessidades dos outros. E em certas circunstâncias, emprestar a alguém, para atender a uma necessidade, de modo criterioso.

E, também, você pode aplicar seu dinheiro junto aos bancos, por uma causa que julgue necessária. Jesus até citou isso como exemplo em uma de suas parábolas: ‘você deveria ter aplicado seu dinheiro num banco e ter obtido algum ganho com isso…’.

O texto de Provérbios 6 acima, está tratando de outro assunto. Está alertando que você não deve entregar o controle, a administração das suas finanças nas mãos de outros. A mordomia é individual, não a transfira. Cuide de suas próprias obrigações financeiras.

E, se você está numa situação em que seu dinheiro está nas mãos de outras pessoas [agiotas], saia muito rápido dessa situação, negocie, faça um acordo, mas saia disso (6:4-5). Saia da posição de fiador ou garantidor de um estranho.

Não significa que você não iria ajudar seus filhos ou alguém que esteja próximo e seja querido para você, mas você não pode fazer isso com pessoas que você não conhece.

Além disso, veja o capítulo 13, versículo 22 e ensine isso a seus filhos: “O homem de bem deixa uma herança…” Você ouviu isso? Deixa a herança apenas para os seus filhos? Não. Deixa para quem mais? “…aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.” Um bom homem realmente deixa  herança a seus netos.

O Senhor providenciou para todos nós o poder para ganharmos o sustento, diz Deuteronômio. Ele nos colocou em um mundo onde há bens abundantes e variados; e, se trabalharmos duro e com diligência, deixaremos algo para as gerações futuras.

A propósito, Provérbios 22: 7 nos lembra: “O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta.” Ensine seus filhos a administrarem bem suas finanças, a serem responsáveis pelo seu dinheiro. Eles devem trabalham duro para ganhar o sustento. Existem muitos meios legítimos para se ganhar dinheiro. Eles devem trabalhar duro para isso e devem saber administrar o que ganham.

Eles devem ser ensinados a não se meterem em situações comprometedoras em que o comportamento de outra pessoa afetará o seu dinheiro. Controle o seu dinheiro para honrar o Senhor. Você começa por dar os primeiros frutos para Ele. Cuide de suas obrigações financeiras imediatamente, saia da dívida, e deixe uma herança.

LIÇÃO DEZ: ENSINE SEUS FILHOS A SERVIREM

Além de você dever ser sábio com a administração de sua vida financeira, você ainda é chamado a amar o próximo como a você mesmo. Olhe para o capítulo 3, versículo 27: “Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo.” Se alguém tem uma necessidade e você tem os recursos, é a sua obrigação: sirva-o. Você tem o poder de fazê-lo. Faça.

“Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo.

Não maquines o mal contra o teu próximo, pois que habita contigo confiadamente.” (7:28-29). Se a pessoa próxima a você tem uma necessidade e você tem como supri-la, sirva. Não discuta. Não seja relutante. Não diga: ‘Eu vou pensar sobre isso, volto depois’, quando você tem os recursos com você.

Versículo 31 diz: “Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos.” Nunca tenha inveja de pessoas que resolvem os problemas com violência. Nunca resolva problemas com violência. “Porque o perverso é abominável ao Senhor, mas com os sinceros ele tem intimidade. A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos abençoará. Certamente ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos mansos.” (vv. 32-34). Tudo isso está no contexto de ajudar ao seu próximo, a seu vizinho.

É dever dos pais ensinar seus filhos a: temer a Deus, guardar sua mente, obedecer aos pais, selecionar seus companheiros, controlar seus desejos, desfrutar de seu cônjuge, vigiar suas palavras, trabalhar, gerir o seu dinheiro, ajudar o seu próximo . São lições surpreendentes.

Mas, agora vamos olhá-las um pouco num sentido inverso:

■ SE você deixar de ensinar seu filho a temer a Deus, o diabo vai ensiná-lo a odiar a Deus.

■ SE deixar de ensinar o seu filho a proteger sua mente, o diabo vai ensiná-lo a ter uma mente aberta para o mal.

■ SE você deixar de ensinar seu filho a te obedecer, o diabo vai ensiná-lo a se rebelar e quebrar o seu coração de pai.

■ SE você deixar de ensinar seu filho a selecionar seus companheiros, o diabo é quem vai escolher companheiros para ele.

■ SE você deixar de ensinar seus filhos a controlarem seu corpo, o diabo terá prazer em ensiná-los a entregarem seu corpo à luxúria.

■ SE você deixar de ensinar seus filhos a desfrutarem do próprio cônjuge,  o diabo vai ensiná-los a destruir o casamento.

■ SE você deixar de ensinar seus filhos a vigiarem suas palavras, o diabo vai encher suas bocas com palavras danosas.

■ SE você deixar de ensinar seus filhos a trabalhar,  o diabo fará da preguiça uma ferramenta de injustiça.

■ SE você deixar de ensinar a seus filhos a administrarem suas finanças, o diabo vai ensiná-los a desperdiçá-las.

■ SE você falhar ao ensinar seus filhos a amar e servir o próximo, o diabo terá prazer em ensiná-los a amar apenas a si mesmos.

<font color=”red>CONCLUSÃO: </font>

Vimos todos esse tremendo ensino em Provérbios para vivermos de modo sábio e, assim criarmos nossos filhos. Mas, é inevitável chamar a sua atenção para algo muito importante.

E esse ponto importante é lembrar a você que tudo isso foi escrito, de acordo com o capítulo 1, versículo 1, por um homem chamado Salomão, que foi filho de Davi, rei de Israel, que também no capítulo 31 é identificado pelo nome Lemuel.

Agora, vamos olhar um pouco para a história de Salomão, a fim de concluirmos tudo o que já dissemos até aqui. Assim, vejamos 1 Reis, capítulo 3, versículos 3-5: “E Salomão amava ao Senhor, andando nos estatutos de Davi seu pai; somente que nos altos sacrificava, e queimava incenso. E foi o rei a Gibeom para lá sacrificar, porque aquele era o alto maior; mil holocaustos sacrificou Salomão naquele altar.

E em Gibeom apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê.

Salomão faz esta oferta maciça a Deus, mil holocaustos a Deus, e Deus diz: “Eu aprecio isso. O que você quer?

Verso 9 contém o pedido: “A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?” Foi agradável à vista do Senhor que Salomão pedisse tal coisa.

Deus lhe respondeu: “Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos; mas pediste para ti entendimento, para discernires o que é justo; eis que fiz segundo as tuas palavras; eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual não se levantará. E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; de modo que não haverá um igual entre os reis, por todos os teus dias. E, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei os teus dias.” (vv. 11-13).

E acordou Salomão, e eis que era sonho. E indo a Jerusalém, pôs-se perante a arca da aliança do Senhor, e sacrificou holocausto, e preparou sacrifícios pacíficos, e fez um banquete a todos os seus servos.” (v. 15).

Que incrivelmente maravilhoso começo na história de  Salomão!!

Vá até o capítulo 4, a partir do verso 29: “E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar. E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.” (29-30).

“E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor. E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.” (31-32).

“Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais e das aves, e dos répteis e dos peixes. E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão, e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.“(33-34).

Os 3.000 provérbios expressam essa sabedoria surpreendente. Mais de 500 dos 3.000 estão contidos no livro de Provérbios, juntamente com alguns provérbios de outros autores que ele recolheu, bem como o capítulo 30, de um homem chamado Agur, que está incluído.

Salomão também escreveu o Salmo 72 e o Salmo 127. Ele escreveu o livro de Eclesiastes e Cantares de Salomão. Provérbios é uma mina de ouro da teologia bíblica, pois revela a justiça prática em pensamento e ação por parte do homem mais sábio que já viveu. E, sobretudo isso, ele foi inspirado pelo Espírito Santo.

A mensagem geral de Provérbios é esta: Aqui está a sabedoria! Se você vive com sabedoria, Deus fará com que você viva mais tempo, prospere mais, experimente uma maior alegria e satisfação, e Ele te abençoará.

Se você não aplicar essa sabedoria e viver tolamente, você vai sofrer vergonha e morte. Esses dois temas são tecidos através de Provérbios: sabedoria e tolice.

No início de sua vida, Salomão era casado com uma moça de Suném, que ficava perto de Jezreel, na parte sul da Galiléia. Casado com uma donzela, sua noiva, sua esposa. Ao celebrar a felicidade do casamento, o Espírito Santo o inspirou a escrever este longo poema de amor  para sua amada esposa chamado ‘Cânticos de Salomão’. Ele o escreveu como um homem muito jovem, para sua esposa.

Posteriormente a isso, ele se casou com 699 outras mulheres, e também teve relações sexuais com 300 concubinas, totalizando 1.000 mulheres!!

Você pode estar se perguntando:  este é o mesmo homem que escreveu Provérbios? Este é o homem mais sábio que já viveu? O que o seu próprio filho se tornou (já que ele escreveu boa parte desses provérbios para o filho, repetindo a expressão ‘filho meu’)?

Resposta: seu filho se tornou um desastre!! Você está surpreso? Roboão rejeitou a Deus, capítulo 12 de 1 Reis – e se rebelou. Triste, triste história. Como é possível que um homem tenha a sabedoria para escrever tudo isso, um homem que sabia o que era ter um amor justo para com uma mulher, que escreveu Cantares, como é possível que ele viesse a ter 1.000 mulheres? 700 esposas?!?

Salomão era um hipócrita; ele era um hipócrita. Eu creio que, em bondade para com ele, o Senhor lhe deu mais uma chance para uma última palavra, e ele escreveu Eclesiastes. No final de sua vida, ele olhou para trás, olhou para a própria vida, própria tolice, e escreveu Eclesiastes, que significa “o pregador.”

“As palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.” Isto é tudo que você precisa saber. “Vaidade das vaidades”, diz o pregador, “vaidade das vaidades! Tudo é vaidade “. Esse é o balanço de sua vida: desperdiçada, vazia, inútil. Sua vida inteira foi vazia, vazia.

Por onze capítulos de Eclesiastes, ele olha para seu passado e descreve o vazio de sua vida miserável, um homem com tanta sabedoria e que viveu a vida de um tolo absoluto.

Mas, ao final da vida, ele endireitou seus passos. O último capítulo de Eclesiastes, o legado final de Salomão, ele aconselha: “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento…“.

Tudo é vaidade. Não se esqueça de Deus. E esta é a parte final do capítulo 12: “E, quanto mais sábio foi o pregador, tanto mais ensinou ao povo sabedoria; e atentando, e esquadrinhando, compôs muitos provérbios.Procurou o pregador achar palavras agradáveis; e escreveu-as com retidão, palavras de verdade.” (vv. 9-10).

Salomão compôs cerca de 3.000 provérbios e 1.000 canções. “As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembleias, que nos foram dadas pelo único Pastor. E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.” (vv. 11-12).

Salomão acabou onde começou, não foi? Esses são os tipos de conselhos e advertências que o ouvimos dizer em Provérbios: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (vv. 13-14).

Literalmente, foi virando as costas para toda a sabedoria, que Salomão viveu uma vida tão vazia. O ponto é este: você pode saber de tudo isso também e viver como Salomão. É trágico. Ou, você pode ouvir Salomão, quando ele olha para trás em sua vida, e buscar seguir sua sabedoria para lembrar do teu Criador nos dias da tua mocidade, honrar a Deus, guardar os Seus mandamentos e temê-Lo. E isto se aplica a todas as pessoas.

Senhor, obrigado por podermos meditar nesses provérbios realmente ricos e vê-los no contexto de um homem que, de um modo tão estranho, não viveu o que pregava.
Ele é o pregador.
Ele é a pessoa que escreve os provérbios. Ele é quem coloca a verdade em palavras corretas. Ele é aquele que expressa essas verdades  como pregos bem direcionados.
Mas, ele viveu como um homem que foi o homem mais sábio da terra, e talvez, em alguma medida, o mais dissoluto. É uma coisa assustadora de se ver, pois nos fala sobre o risco de poder conhecer a verdade e não vivê-la.
Ali estava um homem cuja vida não era apenas vazia em sua parte, mas deixou um legado vazio para seu filho, que era um rebelde, não só contra o conselho dos mais experientes de sua nação, mas mesmo contra Ti, ó Deus.
Que possamos aproveitar a sabedoria que está escrita na Tua Palavra, conhecê-la, vivê-la, proclamá-la aos nossos filhos, e confiá-los em Teu cuidado.
Por Tua glória, oramos em nome de Cristo. Amém.


Este sermão é uma série de 4:

Criar sombras para os filhos (1)
Criar sombras para os filhos (2)
Criar sombras para os filhos (3)
Criar sombras para os filhos (4)


Este texto é uma síntese do sermão “Creating Shade for Your Children, Part 4”, de John MacArthur em 31/01/2016.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/video/Pulpit/V8290-482

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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