O chamado dos doze apóstolos

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Este texto é parte de uma série de 12 sermões sobre o chamado dos apóstolos. Veja os links dos demais textos no fim desta página.

Lucas 6
12 E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
13 E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos.

Nesta porção do Evangelho de Lucas, somos apresentados aos doze apóstolos. Iniciaremos hoje uma série que chamo de “Os Homens do Mestre”. Vamos conhecer cada um desses homens.
Este estudo é muito encorajador, porque você descobrirá que estes eram homens muito comuns, mas foram chamados, equipados e capacitados para um ministério muito especial. E isso é consistente com o que Deus faz.
Ele lida com o comum, a plebe. E Ele os leva a um nível de incrível utilidade, algo humanamente inexplicável.
E quando suas vidas têm um forte impacto sobre o mundo, é claro que toda a glória vai para Deus.

Agora eu quero que você observe a frase de abertura no verso 12: “E aconteceu que naqueles dias”.
Nós não estamos falando sobre o tempo cronológico. Não sabemos em que dia. Nós não estamos falando sobre um determinado mês aqui.
Bem, qual é o tempo a que o texto está se referindo? O tempo no sentido de temporada, época, período, e é um período muito facilmente definido para nós.

No fluxo dos registros de Lucas, temos que: “E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém” (5:17).
Entre Lucas 5:17 e 6:12 vemos uma escalada de conflito entre Jesus e os líderes religiosos do judaísmo .
Em Lucas 6:11 o conflito chegou a um ponto alto quando “[Os líderes religiosos] ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus”.
No evangelho de Marcos é dito que eles queriam matá-lo (Marcos 3:6).

É neste momento que partimos para a cena que começa em Lucas 6:12. É o tempo de uma escalada de hostilidade, e o ódio entre os líderes religiosos do judaísmo contra Jesus atingiu seu ápice.
É precisamente neste momento que Jesus pôde sentir o calor de sua morte iminente. Em menos de dois anos Ele seria crucificado.
Mas Ele iria ressuscitar dos mortos, permanecer na terra durante quarenta dias e, em seguida, subiria para o Pai e Seu trabalho terreno teria que ser entregue a outras pessoas.

É tempo, então, para preparar seus representantes oficiais. E assim, Jesus, percebendo o ódio, a hostilidade e a inevitabilidade de sua morte, levanta homens-chaves para levar a proclamação do Evangelho para a salvação de Israel e o estabelecimento da igreja.
E teriam que continuar sem a presença física de Jesus. Agora é a hora de escolhê-los. Agora é a hora de começar a formação desses homens de forma intensa.

Há também uma outra realidade marcante. Quando Jesus escolhe seus doze representantes oficiais, que levariam não só a sua mensagem, mas a Sua autoridade, Ele não escolhe um rabino, nem escriba, nem fariseu, nem saduceu e nem sacerdote.
E assim, é verdade dizer, que a escolha dos doze apóstolos não era apenas uma preparação para a Sua própria morte e o futuro da proclamação do Evangelho, mas também foi um juízo sobre o judaísmo.
Foi um julgamento sobre os líderes corruptos da religião de Israel. O Senhor não escolheu um deles. Ele escolheu homens que não foram teologicamente treinados, mas homens comuns que não pertenciam à estrutura da liderança religiosa.

Quatro deles eram pescadores, um cobrador de impostos e um deles era um avarento que acabou por ser um traidor. Não sabemos as ocupações dos demais, mas eles eram pessoas comuns.
Jesus ignorou a religião estabelecida, ignorou os teologicamente treinados e ignorou aqueles que se consideravam a nobreza religiosa de Israel.
A razão era porque eles o odiavam e rejeitaram a Sua mensagem. Foi o que João disse: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1:11). E isso era especialmente verdadeiro para os líderes religiosos do judaísmo.

De fato, no primeiro ato oficial do ministério de Jesus, Ele foi para Jerusalém, na época da Páscoa, onde multidões [mais de 2 milhões de pessoas] iam celebrar a Páscoa e oferecer sacrifícios.
Ele foi direto para o templo, de acordo com o segundo capítulo de João, fez um chicote e desferiu um golpe devastador na religião judaica. Ele deu um golpe na nobreza religiosa.
Ele expôs a falência espiritual, apostasia, pecados e corrupção da religião, bem como sua própria decepção. É assim que Ele começou seu ministério, reprovando duramente a religião estabelecida.

E agora, muitos meses mais tarde, o ódio elevou-se tanto, que tais líderes judaicos estavam sedentos de sangue e desejando executá-lo.
A religião tornou-se hostil ao Evangelho de Deus, à graça, ao arrependimento, ao perdão e à fé.
Apesar dos milagres e sinais que provaram que Jesus era o Messias, apesar da expulsão de demônios, que demonstrava o poder e autoridade de Jesus sobre o reino das trevas, eles não iriam aceitar o fato de que Ele era Deus em carne humana.
Eles o rejeitaram e também a Sua mensagem. E agora o seu ódio atingiu o ponto em que eles procuravam seu assassinato.

Jesus sabe que aquele era o momento de começar a treinar os homens que iriam assumir a missão de pregar o Evangelho depois de Sua partida.
Então, é hora de identificar os doze apóstolos. E Ele escolhe homens comuns, muito comuns.

É triste dizer que não conhecemos muito deles.
Conhecemos um pouco sobre Pedro, porque ele é dominante na pregação do Evangelho. Nós conhecemos muito sobre Paulo, que foi o último apóstolo e era fariseu.
Conhecemos algo sobre Tiago e João. Talvez um pouco de Filipe e André. E talvez algo, pelo menos, sobre a história de Mateus e nos identificamos com ele, porque ele escreveu um dos Evangelhos.

Estive lendo a biografia de William Tyndale (1484-1536), que teve grande preocupação com o fato de que as pessoas não tinham acesso à Bíblia em sua própria língua, apenas no latim.
E assim, ele se empenhou em traduzir a Bíblia para o Inglês. A igreja católica, acredite ou não, não queria a Bíblia na língua do povo, porque pensavam que a igreja iria perder o poder.
E eles mataram William Tyndale, depois de ele ter feito o seu trabalho de tradução.
Mas uma das razões que Tyndale foi incitado à tradução, foi que ele fez um exame do clero e percebeu que o clero não conhecia quem os apóstolos eram.

Mas há muito para saber sobre esses homens. Nós conhecemos a respeito de vários heróis da fé ao longo da história.
Mas, quando você chegar ao céu e entrar pelas portas da cidade, a gloriosa Nova Jerusalém, naquelas doze portas, três de cada lado, na parte superior de cada portão estará um nome e o nome no topo do portão será o de uma das doze tribos de Israel.
Mas, haverá um nome na parte inferior de cada portão e este será o nome de cada apóstolo. Eles terão um tributo eterno no céu e você deve conhecê-los. Você deve saber tudo que há para saber sobre eles a partir do texto da Escritura e da história.
E você verá como isto é tremendamente encorajador, porque Deus foi capaz de fazer tanto com tão pouco, e isso nos dá toda a esperança.

Então, aqui estamos neste texto maravilhoso, em que Jesus escolhe doze homens. E eu quero que você conheça exatamente quem eles eram.
Que você saiba exatamente, por exemplo, quem foi Bartolomeu (Natanael); Tiago, filho de Alfeu; Simão, o Zelote.
Eu quero que você os conheça e entenda que realmente são os grandes heróis espirituais que serão honrados para sempre nas bases das portas no céu.

Entenda isto: Porque o Senhor não pôde escolher ninguém da liderança de Israel, aqueles apóstolos se tornaram os novos e verdadeiros líderes espirituais para Israel. Eles iriam pregar o Evangelho, a Nova Aliança.
Eles são os novos e verdadeiros líderes espirituais de Israel, para pregar o novo e verdadeiro pacto de salvação, pela graça e fé, e para trazer um novo e verdadeiro Israel para Deus.
Um Israel genuinamente arrependido e crendo, assim como para dar à luz à Igreja. Ninguém da elite religiosa de Israel se qualificou, então o Senhor escolhe doze homens muito, muito comuns, o que é consistente com a maneira como o Senhor trabalha.

“Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação”. (I Coríntios 1:20-21).

Segundo este texto de 1 Coríntios, o Evangelho consiste numa mensagem louca (ou tola, estúpida) pregada por pregadores loucos.
Você olha para a igreja e você pergunta: onde estão as grandes mentes do mundo, onde estão os grandes escritores e os grandes oradores do mundo? Eles não estão na igreja de Cristo.

“Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” (I Coríntios 1:26-29).

Em outras palavras, no fim, Deus escolhe quem Ele escolhe, a fim de que Ele apenas receba a glória.
Ele escolhe quem Ele escolhe, a fim de que as pessoas possam dizer: “Não pode ser através dele que isso foi feito, foi Deus”.

E, assim, Ele escolheu quatro pescadores, talvez alguns dos outros também fossem pescadores. Ele escolheu um publicano, um tipo desprezado pelos judeus. Ele escolheu um avarento e traidor. E os demais eram plebeus. E através destes homens, o mundo foi impactado para sempre.

“E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus” (v.12).

Naquele momento crucial, quando a hostilidade dos religiosos engrenou os acontecimentos que resultariam em Sua morte, Jesus começou a treinar homens-chaves para levar o Evangelho adiante.
Então, Ele saiu para orar no monte. Isso é algo como um padrão na vida de Jesus. Muitas vezes Ele ia para o deserto orar.
Ele estava sempre sob a pressão das pessoas, em lugares onde Ele era facilmente acessível. Muitas vezes Ele teve que fugir para encontrar a tranquilidade, para encontrar solidão e comunhão com o Pai. E isso é exatamente o que encontramos aqui.

Nós não sabemos que montanha era aquela. Se isso importasse, o Senhor nos diria. Há muitas colinas e montanhas ao redor da área da Galileia, ao redor da cidade de Cafarnaum, que está no topo do Mar da Galileia, muitos lugares para escolher.
E como sempre fazia, Ele procurou solidão, especialmente na iminência de coisas muito importantes.
Aqui está Jesus em Sua verdadeira humanidade. Aqui está Jesus como o verdadeiro homem, percebendo que Ele está de pé em uma situação muito, muito complexa.

Há uma hostilidade mortal contra Ele. Há um breve período de tempo para treinar os homens que iriam prosseguir com a mensagem do Evangelho.
Ele foi orar ao Pai porque Ele era homem, plenamente homem, porque se humilhou e tomou sobre Si a forma de homem.
Ele anulou o uso independente de Seus atributos divinos, deixou de lado o exercício independente de Seus atributos e submeteu-se ao que o Pai desejava que Ele fizesse e permitiu-lhe fazer.
E, assim, Ele fez como um homem deveria fazer, ou seja, pedir a Deus direção no que deveria fazer naquela situação.
E o Senhor, obviamente, dirige-o a escolher os apóstolos, indicando como escolher e a quem escolher.

E assim, Ele foi para a montanha e passou a noite inteira em oração a Deus. No original grego, o sentido é exatamente que Ele passou totalmente a noite em oração.
Sabendo que havia um tempo limitado para treinar os apóstolos antes de Sua partida, Ele tinha que escolher exatamente aqueles a quem o Pai desejava.

Outra nota interessante na língua grega, é que, no final do versículo 12, é dito que Ele passou a noite inteira em oração a Deus. Na verdade, em grego se diz que “Ele passou a noite inteira em oração de Deus”.
E nós sabemos que Ele não era apenas homem, mas aqui Ele é Deus. É a oração de Deus. O que nos indica que Ele estava empenhado em uma comunhão entre a Trindade.

É a própria oração de Deus que está acontecendo lá com os outros dois membros da Trindade.
Então aqui vemos Jesus em Sua humanidade, tendo que orar a noite toda para obter clareza sobre esta questão e vemos Jesus em sua divindade, orando a própria oração de Deus.
O que isto significa é que Suas orações eram todas perfeitamente consistentes com a mente e vontade de Deus, pois Ele mesmo também era Deus.
E aqui vemos novamente o mistério incrível de sua humanidade e sua divindade unidas.

Ele encontra a solidão com Deus, a solidão que exige dez, doze horas de oração a fim de ter clareza quanto à vontade de Deus.
E o versículo 13 diz: “E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos”.

Agora, deixe-me dizer-lhes, que esta palavra “discípulo” é indiscriminada. É uma palavra em grego cuja melhor tadução em inglês é “aprendiz”. Nós poderíamos usar a palavra “seguidor” ou “estudante”, que vem do grego “mathetes”.
Creio que a palavra mais precisa seria “aprendiz”. Um estudante não é necessariamente aquele que aprende alguma coisa.

O que aconteceu nos tempos antigos, tanto na cultura grega, como na cultura judaica é que quando havia um rabino proeminente ou um orador de destaque, um filósofo importante, ou professor proeminente, eles atraíam as pessoas. Isso ainda acontece hoje.
Sabemos, obviamente, que Jesus atraiu uma enorme quantidade de seguidores, porque o Seu ensinamento era absolutamente além de qualquer outro que alguém já tinha ouvido falar.
Era algo sem igual, porque Ele tinha a capacidade de curar doenças, expulsar demônios e fazer coisas milagrosas.
Ele tinha todo esse poder sobrenatural e uma profunda verdade sobrenatural. Ele atraía as pessoas de forma extraordinária e tinha um grande número de discípulos.

Em Lucas 6:1 diz que “E aconteceu que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas…”.
Não sabemos quantos eram, provavelmente não eram doze, porque naquele momento os doze não tinham sido identificados. Portanto, estes seriam seguidores.

Se você ler João 6, havia 5.000 homens. Talvez 5.000 mulheres e pelo menos 20.000 crianças. Ele alimentou uma multidão enorme.
Aquilo entusiasmou a todos. O duro trabalho para se obter a comida poderia ser substituído por alguém que fazia a comida aparecer do nada. Então eles disseram: Este é o Messias!
Eles conseguiam ver apenas lazer e alimentação livre. Eles seguiam Jesus por essa razão. Mas logo aquelas pessoas, atraídas pelos milagres, ficaram desiludidas e foram embora.
Houve muito entra-e-sai nas multidões que O seguiam.

Mas havia alguns discípulos, aos quais, Jesus chamou em particular. Em João 1 você encontra Pedro, André e Natanael (Bartolomeu).
Em Lucas 5 você encontra Jesus reunido com Tiago, João e Pedro no ambiente de pesca. E então você o encontra na estação de coleta de impostos Levi ou Mateus. E assim, Ele os chamou.

Mas, agora a partir deste grande grupo, tanto dentre os que vieram por conta própria, ou dos que Ele já havia identificado e pedido para segui-Lo, o Senhor vai escolher doze.
Pela vontade de Deus revelada naquela noite de oração, Ele sabe exatamente quem eles são.
E assim, Ele chama todos os discípulos e, diante deles, escolheu doze aprendizes.

Este foi um momento muito especial para aqueles doze. Até este ponto, eles estavam apenas no meio da multidão.
Eles eram apenas estudantes. Eles estavam ouvindo e observando. Mas eles ainda não tinham qualquer finalidade específica.
Eles ainda não tinham sido chamados para qualquer função ou responsabilidade específica.
Mais tarde Jesus lhes diz: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto…” (João 15:16).

Por que doze? Por que não oito? Por que não outra quantidade. Resposta: porque havia doze tribos de Israel.
Você diz: “Bem, por que isso importa?”. Porque era simbólico.
Israel foi apóstata, o judaísmo do tempo de Jesus não era a verdade do Antigo Testamento. Não era o verdadeiro culto ao Deus verdadeiro.
Era um sistema de obras de justiça própria e cerimônias, era apóstata e herético. E era hora de uma nova liderança em Israel e os apóstolos seriam os novos líderes da nova e verdadeira Israel de Deus, que iria crer no Evangelho.

E o fato de que havia doze simboliza que Jesus está chamando a nação para uma nova liderança.
Também, como eu disse, é um juízo sobre a a liderança existente.
Estes apóstolos seriam os novos líderes que trariam a mensagem da Nova Aliança para uma nova Israel.

“E eu vos destino o reino, como meu Pai me destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22:29-30).

Ou seja, em outras palavras: “Vocês estarão em meu reino. Vou conceder que vocês estejam lá quando eu receber meu reino e reinar no trono de Davi, na cidade de Jerusalém, no Monte Sião. Quando eu governar o mundo no reino que virá, eu vou conceder-lhes que se assentem à minha mesa e comam e bebam no meu reino. Vocês vão se sentar em tronos para julgar as doze tribos de Israel”.

Isso prova que os apóstolos foram escolhidos para serem os líderes sobre um novo Israel, no reino milenar, em cada tribo de Israel, que acredito ser composta de crentes judeus.
Sabemos que as doze tribos serão identificadas, no tempo da tribulação, porque doze mil de cada tribo serão escolhidos para pregar o Evangelho, totalizando 144 mil.
Todo o Israel será salvo. Haverá pessoas convertidas de cada tribo em Israel. Eles vão para o reino.
Cada uma dessas tribos, portanto, serão identificadas e um dos apóstolos vai literalmente sentar em um trono, reinando sobre esse novo, espiritual e verdadeiro Israel crente.

Então, os apóstolos são significativos. Durante o Reino Milenar eles se sentarão em tronos e governarão as tribos de Israel.
“E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Do lado do levante tinha três portas, do lado do norte, três portas, do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas. E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Apocalipse 22:12-14).

Aqui temos uma descrição do céu. Uma descrição da Jerusalém celeste, a cidade santa. Esta cidade tem em torno dela um muro alto, doze portas e na parte superior das portas está escrito o nome das doze tribos dos filhos de Israel, os filhos de Jacó.
Isso não é tudo. A parede da cidade, aparentemente, no mesmo ponto, tem doze fundamentos e sobre eles os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Não só vão reinar no Reino Milenar, mas eles serão imortalizados eternamente na fundação das portas da Nova Jerusalém. Seus nomes estarão estampados nas fundações de ouro da cidade santa, a Nova Jerusalém, para sempre e sempre e sempre.
Toda vez que você entrar na cidade, você verá o nome de um apóstolo abaixo do nome das tribos de Israel.
Isso é para mostrar que Deus uma vez trouxe a verdade da sua mensagem de salvação através das tribos de Israel, e depois novamente mais tarde através dos doze apóstolos.

Ele diz, no versículo 13: “E escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos”.
Apóstolo é uma palavra importante. O verbo grego “apostello” significa “enviar”. “Após” é uma preposição, significa “de”, “enviar a partir de”. Estes são aqueles enviados. Na verdade, a palavra apóstolo significa “os enviados”.

Na verdade, poderia ser rastreada até o aramaico, a linguagem que era comum em Israel.
Havia uma instituição judaica na época de nosso Senhor chamada “shahlia”, que era uma palavra aramaica para apóstolo.
Referia-se a qualquer representante oficial do Sinédrio. O Sinédrio era um grupo de setenta homens que governaram Israel. Mas eles tinham uma quantidade enorme de poder e autoridade.
Eles delegavam aos seus representantes oficiais e os enviava com toda a sua autoridade para agir em seu nome, geralmente para resolver disputas legais, disputas sobre a lei de Deus, ou disputas religiosas.

Rabinos proeminentes famosos também tinham sua “shahlia” . Eles enviavam os que levariam a sua autoridade e ensinariam a sua mensagem como representantes destes rabinos.
Então, entre o povo judeu foi muito utilizada a palavra “apóstolo”, muito utilizada significando aqueles que eram representantes oficiais de certas pessoas.
E isso é exatamente o que Jesus está fazendo aqui. Ele está dizendo algo muito familiar para todos.
Ele teria seus próprios “shahlias”, seus próprios apóstolos, assim como o Sinédrio e os famosos rabinos tinham.
Ele teria seus próprios enviados, que iriam carregar a autoridade que Ele tinha, o poder que Ele tinha, a doutrina que Ele tinha.

O que Jesus tem aqui é, então, doze homens a quem Ele quer delegar o seu poder, sua mensagem, e eles vão representá-lo como representantes oficiais.
Os judeus entenderam isto na “Mishna” judaica, que é a antiga escrita judaica: “O enviado do homem é como o próprio homem”.
Então eles entenderam este tipo de identidade, um representante autorizado que agia com a mesma autoridade daquele que o enviou.
“Apóstolo”, em seguida, foi um título de grande respeito, de grande honra, um título de privilégio e um título de autoridade, porque trazia com ele o poder.
Jesus está dizendo, eu estou agora a identificar vocês doze como meus representantes oficiais.

Marcos registra este mesmo evento: “E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios:” (Marcos 3:13-15).

Há um processo de duas etapas aqui. Antes que pudessem ser enviados a sair e pregar, tiveram que ser puxados para estar com Jesus.
Era absolutamente necessário estar com Jesus antes de serem enviados. Isso foi fundamental para sua formação.

Em Lucas 6:13 Jesus está apenas os identificando e trazendo-os para perto de Si.
Em Lucas 9:1 Jesus delega poder e autoridade: “E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades”.
E então, em Lucas 9:2, o próximo passo: “E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos”.
Portanto, temos aqui, no capítulo 6, nas palavras de Lucas, Jesus atraindo-os para perto Dele.

Até este ponto, Jesus estava falando para uma multidão enorme o tempo todo, a um grande grupo de seguidores, mas ainda não tinha identificado os doze.
Eles não tinham sido ainda oficialmente comissionados e nem tinha-lhes sido concedida autoridade para expulsar demônios e curar os doentes até o capítulo 9 de Lucas.

Mas, aqui é o seu ponto de partida como apóstolos. E você pode ver o fluxo através de todas as etapas.
Primeiro, houve a primeira chamada para seguir a Jesus, para muitos deles foi a conversão.
Em seguida, houve um tempo secundário quando foram chamados a deixar tudo.
No início, eles poderiam seguir ou não seguir, eles estavam ainda vinculados à vida anterior, como Pedro e sua pesca.
Mas, no capítulo 5, Jesus disse a Pedro, Tiago e João: “Chega de pesca”. E eles deixaram tudo e o seguiram (Lucas 5:1-11).

Então, primeiro eles foram chamados a crer Nele. Em seguida, eles foram chamados para largar tudo e segui-Lo.
E agora Ele os chamou a Si mesmo e identifica-os como apóstolos. Mais tarde, ele irá dotá-los sobrenaturalmente e, finalmente, irá enviá-los.

Eles inicialmente seriam enviados para missões de curto prazo, para pregar, curar e fazer grandes milagres e, em seguida, eles voltariam para perto de Jesus (Lucas 9:10).
Até finalmente, eles saírem como enviados e seguir seu chamado. Estes são os apóstolos. Lucas os menciona seis vezes em seu Evangelho e cerca de trinta vezes no livro de Atos.
O papel deles é tão central, não só para o ministério do Evangelho a Israel, como Lucas registra, mas para a fundação da igreja, como ele também registra no livro de Atos.

Eles foram importantes porque eles eram o verdadeiro fundamento da igreja. Eles foram os primeiros líderes espirituais do novo Israel e da igreja.
“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2:20),

Eles receberam a verdade por revelação divina. Eles não pregaram uma mensagem humana, eles tinham a revelação divina. Eles foram, então, a fundação da igreja e os receptores, ou destinatários da revelação divina.

“…Compreensão do mistério de Cristo, o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3:5).

Eles foram a fonte da doutrina. Quando a igreja primitiva encontrava-se, no livro de Atos é dito que ela se reunia e estudava a ‘doutrina dos apóstolos’.

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42).

Além disso, a eles foi dada a missão de edificar a igreja (Efésios 4:11). Eles foram os primeiros professores. Eles foram os primeiros pregadores e primeiros mestres na igreja.

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:11)

Em seguida, eles foram exemplos de virtude. Acabei de ler-lhe Efésios 3: 5 , onde eles são chamados de santos apóstolos.
Eles estabeleceram um padrão para a piedade, virtude e espiritualidade. Eles foram os primeiros exemplos para os crentes.

Não só isso, eles receberam poder de operar milagres, a fim de confirmar a sua mensagem (II Coríntios 10:11-12).

E, como resultado, você poderia esperar, eles eram muito abençoados, muito, muito abençoados.
Os discípulos estavam preocupados com a forma como as coisas estavam indo e o que poderia acontecer com eles.
Pedro diz: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos” (Lucas 18:28).
Jesus lhe responde: “Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, que não haja de receber muito mais neste mundo, e na idade vindoura a vida eterna” (Lucas 18:29).

E assim Deus os abençoou nesta vida, embora a maior parte morreu martirizada, como veremos nas próximas semanas, quando olharmos para cada vida, mas Deus os abençoou nessa vida e vai abençoá-los na vida futura. Notáveis, homens notáveis.

Eles são absolutamente únicos. Eles foram escolhidos soberanamente por Deus. Eles foram escolhidos após uma noite de oração.
Eles não eram pessoas que se candidataram para o trabalho. Eles foram escolhidos pela Trindade.
Eles foram escolhidos para serem ensinados intimamente por Jesus. E esta preparação foi curta, menos de dois anos.
Em menos de dois anos, todo o ensino, todos os exemplos de Cristo diante deles, todas as oportunidades de curto prazo, todo o estágio foi feito.
E durante esse tempo eles não tinham ocupação, eles deixaram as suas redes, eles deixaram as suas tabelas de imposto, eles deixaram seus campos, eles deixaram tudo.

Todo mundo ao redor deles estava vivendo suas próprias vidas e rotinas, mas eles estavam caminhando, seguindo Jesus, conversando entre si, falando com Ele, ouvindo-o, falando com as pessoas que o ouviam.
E as pessoas, obviamente, ofertavam-lhes um pouco de dinheiro, e Judas era o tesoureiro, para que comprassem comida e outras coisas necessárias.

Eles podem parecer ociosos, pelo fato de terem abandonado suas ocupações habituais para seguirem Jesus.
Mas, não eram. Estavam se gastando em aprender com o Mestre. Era absolutamente essencial que fossem moldados junto a Jesus em um momento de intimidade, para que Ele pudesse lhes ensinar tudo o que precisavam saber.
Para que pudesse enviá-los em algumas missões de curta duração e trazê-los de volta e ajudá-los a entender o que estava acontecendo e como reagir a isso.
E continuar o treinamento até que, finalmente, eles sairiam por conta própria. Eles foram os aprendizes de Cristo que se tornaram Apóstolos, mensageiros.

De fato, em Mateus 11:29 Jesus disse: “Vinde e aprendei de Mim”. É assim que a verdadeira aprendizagem continua.
Não se trata apenas de informações transmitidas. Este é o maior tipo de ambiente de aprendizagem, onde Jesus puxa esses homens e eles andam e falam com Ele dia e noite por quase dois anos.
E eles já haviam se envolvido com Ele por talvez quase um ano até serem escolhidos.

Mas, eu tenho que lhes dizer que isso não foi fácil para Jesus fazer, porque eles eram realmente cabeças-duras.
Havia uma razão para que eles não estivessem na elite acadêmica e nos altos níveis da sociedade judaica. Eles eram rudes.
Jesus se deparou com muitas dificuldades em relação a eles. Mas, Deus só pode usar as pessoas com defeitos, porque esse é o único tipo de pessoas existente.
Qualquer um que tenta encobrir os defeitos está sendo ridículo. Jesus nunca cobriu os defeitos daqueles homens.
Na verdade, os defeitos são jogados na nossa cara nos Evangelhos.
Quer dizer, se você ler os Evangelhos, você se perguntará como o Senhor poderia usar Pedro e os demais!

Em primeiro lugar, faltava-lhes compreensão espiritual. Isso é uma séria desvantagem em fazer o trabalho espiritual. Eles eram grossos, maçantes, estúpidos e cegos. Eles não entendiam nada.

Agora, como é que Jesus remediou sua falta de compreensão espiritual? Ensino, ensino, ensino, ensino.
E mesmo após a Sua ressurreição dos mortos, Ele permaneceu quarenta dias, Atos 1 diz, a ensinar-lhes assuntos pertencentes ao reino, mais de quarenta dias de ensino.

Em segundo lugar, não só faltava compreensão espiritual, faltava-lhes a humildade. Eles estavam centrados em si mesmos e eram orgulhosos.
Você diz: “Bem, Ele não poderia ter encontrado alguns homens humildes?”.
Não existe esse tipo de ser humano. Existem apenas os graus de orgulho. Eles discutiam entre eles quem seria o maior entre eles (Marcos 9:33-37).

Em Mateus 20, Tiago e João têm a ousadia de enviar sua mãe para Jesus, porque ela era relacionada com a mãe de Jesus.
Eles pensaram que poderiam jogar aquela carta, ao enviarem a sua mãe, para que ela pedisse que seus filhos ficassem em honra maior no reino.
E o resto dos discípulos ouviu sobre isso e ficou furioso, não porque eles eram tão santos e justos, mas porque queriam o mesmo lugar.
Como Jesus superou a falta de humildade deles? Ao definir um exemplo de humildade para eles.

Em terceiro lugar, não só faltavam-lhes compreensão e humildade, mas também não tinham fé. Pelo menos quatro vezes no Evangelho de Mateus Jesus os chama de ‘homens de pouca fé”.
Isso é difícil de lidar. Depois de tudo, quando Jesus lhes aparece ressuscitado, primeiramente confronta a incredulidade e dureza de coração deles.

“Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado” (Marcos 16:14).

Como Jesus remediava a falta de fé deles? Constantemente fazendo milagres. Os milagres não eram principalmente para os incrédulos. Eles foram para os discípulos, para que sua fé pudesse ser fortalecida.

Em quarto lugar, eles não tinham compromisso. Logo que os soldados chegaram ao jardim para prender Jesus, eles foram embora. Marcos 14:50 diz que todos eles abandonaram e fugiram.
Pedro ainda tentou, mas acabou negando a Jesus por três vezes.
Como Jesus remediou a propensão deles à deserção? Eu vou te dizer como, orando por eles. Leia João 17, onde Jesus orou, orou e orou por eles.

E, em seguida, em quinto lugar, eles não tinham poder. Houve momentos em que eles não podiam expulsar demônios, mesmo quando eles tentaram.
Eles tinham pouca fé e por isso eles não poderiam aproveitar o poder que estava disponível para eles. Eles eram fracos e indefesos no confronto com o inimigo.
O que Jesus fez para remediar isso? No dia de Pentecostes, Ele enviou quem? O Espírito Santo. Ele disse: “recebereis poder, após o Espírito Santo descer sobre vós”.

Agora, você olha para esse grupo e diz, eu não os teria escolhido, eu teria procurado um outro grupo.
Quem precisa de pessoas sem compreensão, sem humildade, sem fé, sem compromisso, e nenhum poder?
Porém, estes são candidatos perfeitos para Deus usar, porque, então, não haverá nenhuma explicação humana para o que ralizarem. Toda glória, todo crédito será de Deus.
E essa é a igreja. Ainda é assim hoje. Ele viu a fraqueza daqueles homens, mas também viu o seu potencial de mudar o mundo.
Claro que o joio era visível e muitas pessoas não podiam ver o grão de trigo por trás dele, mas Ele viu.

Algumas pessoas não teriam visto nada, apenas uma pedra suja, mas Ele viu o diamante dentro e sabia que poderia transformar aquelas pedras brutas.
E no final, toda a glória viria para Ele. Então, Ele os chamou como eram, os ensinou, deu exemplo a eles, fez milagres, orou e deu-lhes o Espírito Santo.
E você e eu, hoje, sentados aqui, somos testemunhas do fato de que eles mudaram o mundo.

Em Atos 4, as pessoas disseram que eles eram ignorantes e não-qualificados. E isso é verdade do ponto de vista mundano.
Mas, as pessoas também disseram, nesta mesma passagem, que era óbvio que eles haviam estado com Jesus. Isso é bom, não é?

Eles eram ignorantes, não qualificados, mas era óbvio que eles haviam estado com Jesus. Isso deve ser dito de nós, não deveria? Em Lucas 6:40 é dito que um discípulo não é superior a seu mestre.
Mas todo mundo, depois do que Jesus fez com aqueles homens, podia ver que eles eram como Jesus. Eles tinham a Sua mensagem. Eles tinham Sua pessoa. Eles tinham Seu poder.

Bem, eles foram aprovados na escola de Cristo. Jesus tinha ido embora, o Espírito Santo veio. O livro de Atos é lançado e o resto é História.
E ainda estão mudando o mundo através das Escrituras e do testemunho que nos deixaram. E você sabe, o Senhor vai usar pessoas assim sempre.
É por isso que eu estou dizendo a você, quando você conhecer esses doze homens, você não estará apenas os conhecendo, mas você vai saber, com certeza, que o Senhor pode usar você, porque você vai se ver neles.

Pai, nós te agradecemos por que Tu já tens nos mostrado a respeito desses homens.
Quando olhamos para cada um deles, nós nos conscientizamos de que Tu escolhes os fracos, básicos e comuns a fim de realizar uma obra sublime.
Tu desprezas os sábios desse mundo, porque a Ti apenas pertence a glória.
À medida que estudarmos sobre esses homens, vamos nos enxergar neles e descobriremos que tipo de pessoas que Tu usas e como podes usá-las para mudar o mundo.
Entenderemos o que significa andar com Jesus e ser como Ele.
Nós oramos, ó Deus, para que possamos encontrar novas dimensões, novas alegrias na nossa própria utilidade para o mesmo fim glorioso da propagação do Evangelho.
Para esse fim, pedimos que Cristo seja glorificado, em Teu nome. Amém.


Esta é uma série de 12 sermões sobre o chamado dos apóstolos

01. O chamado dos doze apóstolos
02. O chamado de Pedro (Parte 1)
03. O chamado de Pedro (Parte 2)
04. O chamado de Pedro (Parte 3)
05. O chamado de André e Tiago (irmão de João)
06. O chamado de João
07. O chamado de Filipe
08. O chamado de Natanael (Bartolomeu)
09. O chamado de Mateus e Tomé 
10. O Chamado de Tiago (filho de Alfeu), Simão (o zelote) e Judas Tadeu 
11. O chamado de Judas Iscariotes – Parte 1
12. O chamado de Judas Iscariotes – Parte 2


Este texto é uma síntese do sermão “Common Men, Uncommon Calling”, de John MacArthur, em 06/05/2001.

Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/42-71/common-men-uncommon-calling

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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