Criar sombras para os filhos – 2

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Começamos na semana passada essa série de mensagens intitulada “Criando Sombra para seus Filhos.” Este título remonta a um velho provérbio chinês que diz “uma geração planta árvores, e a próxima geração goza da sombra.”

A pergunta que fazemos é: a geração atual está plantando alguma árvore para sombrear a próxima geração? Estamos convencidos de que não.

O Antigo Testamento diz: “Os pecados dos pais recaem sobre os filhos até a terceira e quarta geração.” Isso não significa que se um pai peca, três ou quatro gerações de seus filhos serão punidas. Note que a palavra do texto é “pais”, está no plural.

Então, o sentido é: os pecados dos pais, ou seja, os pecados dos líderes de qualquer período de tempo, qualquer cultura, qualquer nação, qualquer sociedade. Esses pecados trazem consequências sobre as gerações futuras, que são difíceis de serem vencidos mesmo depois de muito tempo, podendo afetar gerações.

Temos assistido a duas gerações de líderes em nossa sociedade que se especializaram em atacar a família. Sempre, é claro, a sociedade é contra Deus e contra Cristo e contra a Sagrada Escritura, e de uma forma ou de outra, contra a verdadeira igreja.

Mas tivemos gerações de professores de liderança, psicólogos, políticos que se especializaram em atacar a família. E, agora, estamos começando a colher na terceira e quarta gerações o resultado dessa agressão.

A família se encontra em modo de sobrevivência em nossa sociedade. O ataque continua a detonar aquilo que é o fundamento da civilização, que é o fundamento de uma sociedade equilibrada, segura e, certamente, é o principal meio de transmissão do Evangelho: a família.

Uma pesquisa recente fez uma pergunta, e eu só vou resumir o que está acontecendo com apenas um par de comentários sobre essa pesquisa, porque estamos todos conscientes disto e você não precisa de evidências estatísticas. Mas eu achei que isso fosse interessante.

A questão sobre esta pesquisa nacional [feita nos EUA] é esta: “O lar ideal é aquele onde o marido promove o sustento e a mulher cuida das crianças?” E a resposta foi ‘sim’ em 30% dos entrevistados.

Essa mesma pesquisa lançou outra pergunta às pessoas solteiras: “Você quer se casar?”, e 40% disseram ‘sim’. 60% não quer se casar. 70% não consideram que o lar ideal é aquele advindo de um casamento em que o marido provê o sustento e a esposa cuida dos filhos.

Devido a isso, nós estamos olhando para o cano de um canhão apocalíptico que vai devastar essa cultura. Casamento com filhos em lares estáveis, com pais como provedores e mães no papel de cuidadoras está desaparecendo rapidamente.

E eu não estou aqui para desanimá-lo sobre isso. Eu estou aqui para dizer-lhe que esta é a realidade. Mas, não é nova. Após a queda, no livro de Gênesis – capítulo 3 – a maldição do pecado foi lançada na sociedade humana.

O homem foi amaldiçoado, a mulher foi amaldiçoada, a terra foi amaldiçoada, o universo foi amaldiçoado, e, portanto, a sociedade foi amaldiçoada. O pecado foi disseminado em todas as formas imagináveis, e você vê isso logo nos primeiros capítulos de Gênesis.

Quando chegamos ao capítulo 6 de Gênesis, já foram transcorridos cerca de 1.600 anos na história humana. E a corrupção já era tão avassaladora, que lemos em Gênesis 6 sobre a terrível avaliação e juízo de Deus (6:5-7).

Por isso veio o dilúvio. Toda a população do planeta – alguns estudiosos acreditam que já estava na casa dos milhões de pessoas – foi afogada, com exceção de oito pessoas: Noé, sua esposa, seus três filhos e suas esposas.

A corrupção no mundo não é fato novo. Na verdade, é de se esperar a corrupção em todas as culturas, em cada período de tempo. Há um ciclo que se repete no mundo humano. É o que Atos 14:16 diz: “O qual [Deus] nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos.”

Deus permitiu que a maldição seguisse seu curso, e deixou todas as nações viverem por seus próprios caminhos. Elas seguiram e seguem o curso da maldição, descendo em direção ao pecado e ao inferno.

Versículo 17, diz: “E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.” Em outras palavras, Deus demonstrou o que chamamos de ‘graça comum’*, mas, ainda, todas as nações na história humana têm decaído em uma espiral descendente.

*[No entendimento dos reformadores, ‘graça comum’ é tudo aquilo de bom que Deus concede ao homem, indistintamente, ou seja, quer se trate de um salvo ou ímpio. Como Jesus declarou: ‘Deus manda a chuva sobre justos e injustos’. Sendo assim, essa graça comum se distingue da graça salvadora, que é especial.]

Romanos 1:18 aborda este assunto nestes termos: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” Isso é o que todos os países, todas as sociedades, todas as nações fazem. O retrato da corrupção da humanidade é muito bem descrito nos versículos seguintes (19-32).

Você pode estar pensando: ‘E quanto às pessoas religiosas? Será que as pessoas religiosas não vão deter a corrupção?’ Bem, elas até o fazem, mas na superfície. Porque a mais poderosa forma de corrupção é a religião.

A religião falsa é tão poderosa que, quando o Filho de Deus veio ao mundo e passou três anos em um país pequeno, ministrando através daquele país dia após dia, quando tudo foi dito e feito, havia apenas 500 fiéis reunidos na Galiléia e 120 em Jerusalém. Ele tinha vindo aos Seus e eles não O receberam. E foi a religião deles que lhes levou a rejeitar Jesus.

Israel, a quem foi dada a lei de Deus, dada a revelação de Deus, seguiu um caminho de pecado, que gerou a divisão do reino, como você sabe. O reino do norte foi levado para o cativeiro e nunca mais voltou. O reino do sul foi levado para a Babilônia e retornou 70 anos depois. Julgamento devastador veio sobre Israel.

De todas as pessoas religiosas na terra nos tempos antigos, eles eram os únicos que tinham a revelação de Deus. Para eles foi dada a Escritura – os pactos, as promessas. Mas no meio de sua religião, eles se superestimaram. Eles se tornaram autojustos, cheios de justiça própria.

O juízo de Deus caiu sobre a nação. Mas, Deus os trouxe de volta à sua terra (o que durou pouco tempo, porque foram expulsos novamente). E o Filho de Deus veio a eles e eles O rejeitaram.

Mas, um dia Jesus olhou para o templo e disse: “Vai ser destruído, e nem uma pedra será deixada sobre outra.” Tudo isso vai desabar. Deus vai destruir este sistema de religião falsa, de auto justiça.

Em 70 dC, os romanos vieram, e eles literalmente massacraram centenas de milhares de judeus. Josefo, o historiador diz: “Há um número incontável de corpos de judeus que os romanos jogaram por cima do muro, como profanação.”

Olha, tem sido sempre uma luta viver em um mundo caído. A luta pode ser porque a sociedade é pagã em sua corrupção. Pode ser porque há corrupção religiosa por toda parte. E, para ser honesto com você, a religião não é nenhum lugar seguro.

A religião é a forma de corrupção mais poderosa do que qualquer outra corrupção, porque carrega com ela esse engano de que tudo está bem com Deus. Que Ele aprova tudo o que se faz em nome Dele.

Sempre há uma batalha para se alcançar casamentos amorosos e estáveis, filhos obedientes, respeitosos, piedosos. Ainda assim, o padrão de Deus não mudou – um homem, uma mulher, desde Gênesis, em uma união para a vida toda, a fim de criarem os filhos para que conheçam a Deus e possam transmitir a justiça de Deus de geração em geração.

A corrupção, desde o início, conduziu ao Dilúvio, reduzindo a humanidade de milhões de pessoas para apenas oito pessoas.

Então, você acha que só nós vivemos em tempos difíceis, hein? Sempre a corrupção dominou o homem, seja através da religião falsa ou do paganismo. As nações seguem o seu próprio caminho, despencando num ciclo de imoralidade, homossexualidade e uma disposição mental reprovável.

Mas ainda assim, a Palavra de Deus não mudou. E o desígnio de Deus para a família não mudou. Deixe-me lembrá-lo de que eu disse no último domingo como uma espécie de fundação, de base:

O casamento é uma bênção. A Bíblia o chama de “graça da vida.” Você quer o melhor da vida? O casamento é a graça da vida. Essa é a intenção de Deus para ele; que é o seu inventor.

Também vimos que os filhos são uma benção. Eles são onde dois se tornam um. Os filhos são herança do Senhor para nos enriquecer, para nos abençoar, para nos encorajar, e quando ficamos velhos, para nos apoiar, cuidar de nós.

A paternidade deve ser uma função alegre e gratificante. Deus não permitiu que todos possam ter filhos. Mas, isso certamente está dentro do Seu propósito para a maioria das pessoas, mas não todos; a maioria dos cristãos, mas não todos.

Mas quando Deus permite que os Seus servos tenham filhos, essa paternidade é para ser alegre e gratificante.

O quarto princípio que eu lhes falei – e eu quero que vocês pensem sobre isso novamente – é que os pais têm a responsabilidade de moldar o caráter de seus filhos. Essa responsabilidade é para o bem da sociedade, para o bem da civilização, e por amor ao reino de Deus.

Eu disse também que os pais têm a influência mais poderosa sobre os filhos. Por quê? Porque você pode tê-los 24 horas por dia, porque eles chegam neste mundo em seus braços, e muito do que vai determinar as suas vidas vão acontecer nesses primeiros cinco anos em que o mundo nem sequer tem uma grande influência sobre eles.

Sua intimidade como pais, seu amor, sua devoção, sua disciplina, sua instrução são muito, muito importantes. É por isso que os filhos de Israel foram lembrados como pais, em Deuteronômio 6, quando entraram na Terra Prometida: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (vv. 4-5).

Essa é a primeira lição a ensinar para as crianças. “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (vv. 6-7). Ou seja as leis, as ordenanças de Deus devem influenciar tudo o que você faz.

“Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.” (v. 8). Porque elas determinam o que você pensa. “E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (v. 9). Para que as palavras do Senhor estejam, literalmente, dominando sua vida e o seu ir e vir.

E, finalmente, eu lhes disse da última vez que a paternidade é plano de Deus. Em Gênesis 1, Deus ordena a Adão e sua mulher: “Multiplicai-vos e enchei a terra.” E depois do dilúvio, capítulo 9, a Noé e a sua família é dito por Deus para fazerem o mesmo que Adão e Eva foram ordenados a fazer em Gênesis 1: “Multiplicai-vos e enchei a terra.”

Em 1 Coríntios 7:2-6, o casamento é recomendado por uma razão diferente: “Mas, por causa da imoralidade, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.”

Celibato (ou seja, a decisão pessoal de não se casar para servir ao Senhor) não é a norma. Mais tarde, no capítulo, Paulo diz que, há alguns que têm esse dom. Como também há alguns que o Senhor não permitiu ter filhos. E isto está dentro do Seu bom propósito. Mas para a maioria, a regra é o casamento e constituir uma família.

Como podemos fazer o que Deus nos chamou para fazer? Não podemos fazê-lo em nossa própria força. É por isso que – vamos para Efésios, capítulo 5, e na verdade, poderíamos começar com os versículos 15 e 16: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus.”

Devemos reconhecer que vivemos em um mundo pagão. Certamente os cristãos em Éfeso reconheciam isto. “Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito…” (vv. 17-18).

É o Espírito Santo que nos conduz à adoração, a falar uns com os outros com salmos, hinos, cânticos espirituais, a cantar, a salmodiar em nossos corações ao Senhor.

É o Espírito Santo que nos leva a dar graças por tudo o que veio a nós, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, e nós oferecemos graças a Deus por isso. É o Espírito Santo que nos capacita a nos submeter uns aos outros no temor de Cristo.

É o Espírito Santo que faz com que as esposas sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja.

É o Espírito Santo que capacita os maridos a amarem suas esposas como Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela. É o Espírito Santo que está por trás de tudo isso.

Não nos surpreendemos por ser tão difícil famílias subsistirem no mundo, porque todo o funcionamento harmônico da família é obra do Espírito Santo. E o mundo não conhece o Espírito Santo. Restam, então, na sociedade, apenas uns poucos vestígios do que seja uma família.

Mas no âmbito do reino de Deus, entre aqueles que pertencem a Cristo e que possuem o Espírito Santo, este deve ser o padrão: maridos que lideram em amor. Esposas que se submetem a seus maridos, como ao Senhor.

Esposas que entendem que o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja e o Salvador do corpo. Como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres devem ser a seus maridos, em tudo.

No Reino de Deus, os maridos, sob o poder do Espírito Santo, pela graça da salvação, devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, versos 26 e 27: “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”

Versos 28 a 33: “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja…”.

“Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.”

“Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.”

Nós todos sabemos disto, certo? Este é o ambiente necessário para que a paternidade seja eficaz e bem sucedida: uma esposa que se submete a seu marido, como ao Senhor, um marido que ama sua esposa como Cristo ama a Igreja; um marido que está em um sentido temporal, bem como em um sentido espiritual, sendo o santificador da sua esposa, aquele que a mantém pura, aquele que a permite mostrar sua glória, aquele que trabalha para vê-la santa e irrepreensível.

Obviamente, é muito difícil para as pessoas sem o Espírito Santo, que não conhecem a Cristo, criarem famílias equilibradas. Pode até acontecer. Há pessoas disciplinadas. Há certamente vestígios de propósitos de Deus e a lei de Deus escrita no coração do homem, mesmo o coração humano não resgatado.

E há formas de religião que capturaram esses ideais e os transmitem para as pessoas e, assim, podem formar famílias, pelo menos externamente. Mas, entre os cristãos, formar famílias no padrão bíblico que acabamos de ler, deve ser a regra.

Tudo começa com uma esposa submissa que entende que espiritualmente ela é igual ao homem, porque em Cristo, “não há homem nem mulher”, Gálatas 3:28. Mas, ela tem o papel de ser submissa ao homem. Nós não estamos falando de inferioridade espiritual, estamos falando de papéis por desígnio divino.

Mas onde a mulher se vê como serva da casa, aquela que cuida das crianças, que apoia carinhosamente o marido; e onde o marido se vê como o cabeça, o provedor, que ama e zela da esposa, aí você terá a chance de criar filhos que honrem o Senhor.

Então, vem o capítulo 6, de Efésios e vamos olhar para os versículos 1-4, vou lê-los novamente: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa. Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.”

O versículo 4 diz muito com poucas palavras, não é? Há um aspecto negativo (aquilo que não devemos fazer) nele e um aspecto positivo (aquilo que devemos fazer).

O aspecto negativo é, em certo sentido, o oposto do aspecto positivo e demonstra para nós a fina linha que existe entre uma disciplina amorosa, instrutiva e provocar os filhos à ira.

Os filhos devem obedecer aos pais, porque isso é certo, é justo. Mas, não apenas obedecê-los (ato), mas honrá-los (atitude). Devem honra porque é certo, porque o Senhor ordena, e ainda acrescenta uma promessa. Filhos obedientes vivem suas vidas em plenitude, tanto em termos de privilégio, bênção e tempo.

Agora, as crianças não vêm ao mundo sabendo disso, certo? Elas não chegam no mundo com uma atitude reverente, honrosa para com os seus pais. É essencial, então, ensinar as crianças acerca destas responsabilidades, porque você está tentando dominar a natureza adâmica de seus filhos.

Esse bebê pequeno precioso veio a este mundo como um pecador, um pecador assustador e, potencialmente, um pecador mortal. Um escritor colocou esse assunto desta forma:

“Cada bebê começa a vida como um selvagem, completamente egoísta e egocêntrico. Ele quer o que quer e quando quer – a mamadeira, a atenção de sua mãe, seus companheiros, seus brinquedos. Negue-os uma vez e a raiva e agressividade se apoderam dele, e fariam dele um assassino, se ele não fosse tão impotente…”

“Ele é sujo, ele não tem moral, nenhum conhecimento, nenhuma habilidade desenvolvida. Isto significa que todas as crianças, não apenas certas crianças, todas as crianças nascem delinqüentes…”

“Se fosse permitido a cada uma delas continuarem no seu mundo auto-centrado de infância, e lhes dessem liberdade de agir impulsivamente para satisfazerem todos os seus desejos, então cada criança iria crescer potencialmente um criminoso, um ladrão, um assassino e um violador.”

Agora, há realmente pessoas que acreditam no que é chamado de “regeneração presuntiva.” Há pessoas que acreditam que se você tomar aquele pequeno selvagem e borrifar água sobre ele, de repente se torna uma espécie de santo, e agora você pode presumir que ele está a se regenerar, por causa deste batismo.

Se você está presumindo que o seu pequeno selvagem é regenerado, você está errado. Você tem uma grande tarefa como um pai. É uma tarefa incomparável. Sua tarefa é caminhar sobre a linha muito fina entre ‘enfurecer seu filho’ e ‘disciplinar o seu filho’. (Ef. 6:4).

Provérbios diz que o instrumento que você usa para isso é uma vara. É isso mesmo, uma vara. E se você não usar a vara, como vimos na última vez, seus filhos vão crescer para entristecê-lo, para te humilhar, desonrar você. Eles se tornarão, Provérbios diz, desastres. É essencial criar uma criança disciplinada, a fim de ver a promessa de uma vida abençoada e plena se cumprir.

Provérbios 4:10 sustenta esta promessa. Ele diz: “Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida.” Leia depois Provérbios capítulos 4 a 7. Não teremos tempo de ler agora. Neles você verá repetido várias vezes: ‘meu filho, ouça a instrução.’

Quando você cria filhos obedientes e respeitosos, eles têm a promessa de uma vida abençoada e uma vida plena. A tragédia da nossa sociedade é que os pais estão preocupados com a performance dos filhos. Eles estão preocupados com a forma, aparência física. Eles estão preocupados com o desempenho acadêmico. Eles estão preocupados com a realização atlética.

E, aparentemente, eles têm muito pouco interesse no caráter de seus filhos. Mas, o comando do versículo 4, de Efésios 6, para os pais é muito simples: “Não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”.

Não é um comando que tenha algo a ver com a marca das roupas que vestem, com seus títulos e diplomas, com sua performance atlética, ou sucesso econômico. É tudo sobre disciplina e instrução acerca da Palavra do Senhor.

Então, vamos olhar para esse versículo 4 esta noite mais um pouco. Este é o padrão de criação de filhos ao qual os pais devem se submeter. Este é o padrão de autoridade que sustenta a família. Os pais lideram os filhos e os governam, mas também se submetem à ordem de Deus de governá-los com amor, aplicando a disciplina sem abusos, exageros.

Nos dias de Paulo, existiam certas atitudes que tornavam a vida para as crianças bem perigosa – como ainda existem em muitos lugares do mundo hoje. Havia, o que foi chamado, o ‘pátrio poder romano’. Vem do latim e significa ‘poder do pai’.

Assim, um pai romano, no tempo em que Paulo escreveu essa carta aos Efésios, tinha poder absoluto sobre sua família. Ele poderia vender seus filhos como escravos. Ele poderia fazê-los trabalhar em seu campo. Ele poderia colocá-los em cadeias. Ele poderia tomar a lei em suas próprias mãos.

Ele poderia punir, mesmo provocando a morte de seus filhos. Não havia nenhum limite de idade para o exercício do pátrio poder. Era exercido pelo pai enquanto o filho vivesse. Os historiadores nos dizem que quando uma criança nascia, era colocada aos pés de seu pai, e se o pai se inclinasse para levantar a criança, isso significava que ele reconhecia a criança e desejava que ela vivesse.

Filhos não desejados eram comumente deixados no fórum. Eles eram recolhidos à noite por pessoas que os alimentavam para se tornarem escravos e para trabalharem nas casas de prostitutas em bordéis de Roma.

Sêneca [importante filósofo e escritor romano] disse: “Nós abatemos um boi feroz; nós estrangulamos um cachorro louco; nós enfiamos a faca no gado doente. As crianças que nascem deficiente e deformadas, devem ser afogadas.” Então, você acha que só nós vivemos em um mundo difícil, hein?

Paulo estava falando para um mundo onde as crianças foram severamente abusadas; e elas sempre são em um mundo dominado pelo paganismo. A Bíblia diz: “pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Isso é contrário à cultura.

A palavra grega usada neste versículo abrange tanto o pai como a mãe. Ambos precisam estar envolvidos na educação de um filho mentalmente, fisicamente, socialmente, espiritualmente.

Existem inúmeros tipos de estudo acerca do desenvolvimento de uma criança. E eles basicamente chegaram às mesmas conclusões. Eu coletei alguns destes ao longo dos anos e as conclusões podem ser agrupadas e resumidas, como vou demonstrar a você.

A maioria dos psicólogos e comportamentalistas infantis identificam quatro fatores necessários para evitar que as crianças se tornem delinquentes, ou criminosos, que são:
1. A disciplina dos pais de forma firme, justa, consistente e sensível.
2. A supervisão da mãe, permanecendo com eles em casa, cuidando deles.
3. O amor dos pais um para com o outro, o amor demonstrado.
4. A coesão da família, isto é, estar juntos em casa, ao redor da mesa, investir tempo para falar sobre a vida, amar, rir, chorar, estando juntos.

Um psicólogo cristão elaborou uma outra lista, há alguns anos, que diz: “A chave para criar bons filhos encontra-se nos seguintes cinco fundamentos:
1. Pais com amor genuíno um pelo outro, sendo que esse amor flui e envolve as crianças.
2. Disciplina regular, consistente.
3. A coesão entre os pais, ou seja, os pais devem usar as mesmas regras, de forma consistente, aplicar essas regras de modo muito claro, para que a criança compreenda o que é certo e o que não é aceitável. Enfim, os pais devem convergir quanto ao estabelecimento das regras e a consequência de os filhos não as cumprir. Não podem estar em desacordo quanto a isto. Os filhos não podem ver dois padrões em casa.
4. Os pais não devem estabelecer padrões para seus filhos que eles mesmos não estão dispostos a seguir.
5. Um homem deve estar na liderança da casa.

Esse psicólogo ainda escreve: “A grande maioria dos neuróticos e delinquentes cresceram em lares onde não havia nenhum pai, ou o pai se ausentava muito, ou era fraco e a mãe era dominadora.” Você pode ver que mesmo a psicologia entende, apenas pela observação, que o que a Bíblia diz sobre paternidade é o certo.

Agora, especificamente, qual é a responsabilidade dos pais? Vejamos novamente o verso 4, de Efésios 6. Isso é muito simples: “não provoqueis vossos filhos à ira.” Não deixem os seus filhos loucos. Colossenses 3:21 coloca desta forma: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.” Você pode literalmente sugar a vida de seus filhos. Você pode levá-los a ficarem com raiva e a ficarem frustrados.

A expressão “não provoqueis vossos filhos”, a propósito, é usada apenas aqui e em Romanos 10:19. A forma substantiva, no grego, significa “irritação, uma forma intensa de irritação que enfurece os filhos.”

Não faça o que irrita seus filhos e colabora para que eles se tornem amargurados, exasperados e se desanimem, que os levem a desistirem de tentar agradar você. Nossa autoridade não deve ser abusiva, irritante, provocadora de amargura.

Mas, como os pais podem provocar seus filhos à ira, ou a perderem o ânimo? Deixe-me dar-lhe algumas ilustrações. Há uma série de exemplos que ilustram como os pais podem fazer isto.

Primeiro exemplo: você pode fazê-lo por superproteção, por cercá-los, nunca confiar responsabilidades a eles, não lhes dar oportunidade de desenvolverem a independência, não permiti-los pensar por si mesmos, ou quando fizerem uma sugestão você os criticar duramente, dizendo que a ideia é estúpida, fazendo-os sentir rebaixados.

Olha, se você quiser desenvolver uma criança saudável, equilibrada, ela precisa se sentir amada e ouvida. Ela precisa ser capaz de expressar a si mesma. Pouco a pouco, é assim que elas vão se refinando. Você pode ouvi-los, assumir alguns riscos, dar-lhes um pouco de corda, conceder-lhes alguma independência, não seja superprotetor.

Segundo exemplo: agir com favoritismo, ao favorecer um filho em detrimento de outro, dizendo coisas do tipo ‘eu queria que você fosse como seu irmão, pois ele nunca nos dá nenhum problema…’ Esta é uma história semelhante a de Esaú e Jacó, não é? Rebeca preferiu Jacó, a despeito de Esaú. E os tristes resultados são bem conhecidos. Não se deve comparar os filhos entre si. Não faça com que um irmão se sinta inferior ao outro.

Terceiro exemplo: pressioná-los para que tenham sucesso em tudo, o que, na minha experiência, geralmente tem a ver com a vaidade dos pais, pois querem mostrar seus filhos como se fossem troféus.

Alguns pais literalmente esmagam seus filhos com a pressão para se destacarem nos estudos, nos esportes. Assim, a criança torna-se literalmente amarga, porque nunca há um nível satisfatório de realização. Ela nunca está sendo boa ou se esforçando o bastante para seus pais.

É uma das razões pelas quais eu odeio esportes organizados para as crianças, e eu odeio competição acadêmica para crianças pequenas. Deixe-as serem crianças. Deixe-as falhar. Deixe-as fazer algo não tão bem feito como a maioria dos outros fazem. Pressionar os filhos dessas maneiras irá levá-los ao desânimo, raiva e frustração.

Há aqueles ainda que reforçam o fracasso dos filhos, dizendo: “Você nunca vai ser nada na vida. Por que você não ganha sempre? Por que não está sempre no topo da sua classe? Por que não alcança as notas que outros alcançam?”

Pais que agem assim ou algo parecido, destroem o ânimo, a sensação de bem-estar e o amor nas vidas dos filhos. Os pais devem procurar formas de recompensá-los. Eles não são todos capazes de alcançar o que você gostaria que eles fossem.

Quarto exemplo: Outra maneira de fazer seus filhos frustrados e irritados é falhar em se sacrificar por eles, fazendo-os sentir como que são um peso ou intrusão em sua vida. Pais que dizem muito ‘estou ocupado, estou ocupado, por favor vá embora, você está me incomodando…’

Ou, você pode deixá-los num canto fazendo algo por eles mesmos e você está muito ocupado para prestar atenção neles, de modo que deixa que cuidem de si mesmos. Ou também um pai ou mãe que quase nunca brincam, estudam, oram com os filhos.

Lembro-me de ter uma conversa com dois rapazes anos atrás, e um deles estava conversando com seu amigo sobre como seu pai gostava de brincar com ele, e lembro-me desta declaração pensativa do outro garoto, falando de seu pai, que era um pastor de jovens, e ele disse: ‘Oh, meu pai nunca tem tempo para mim; ele está muito ocupado com os filhos de outras pessoas…’. Que declaração esmagadora!

Você tem que fazê-los sentir que eles são as pessoas mais importantes em seu mundo. Leve-os a lugares que eles querem ir. Façam coisas com eles, que eles querem fazer.

Quinto exemplo: outra forma que você pode fazer com que seus filhos se tornem amargos e com raiva é ao não permitir-lhes crescer. Deixe-os cometer erros, bem como deixe-os fazerem coisas realmente boas. Ria quando eles estão oferecendo ideias ridículas. Não os condene. Não espere perfeição, apenas progresso.

Sexto exemplo: outra maneira pela qual você pode desanimar e irritar seus filhos é por negligência, obviamente. Eu sempre penso sobre a história de Davi e Absalão. Não negligencie seus filhos. Nós conversamos um pouco sobre isso num ponto anterior.

Sétimo exemplo: aqui está uma maneira pela qual você pode realmente ferir seus filhos, e é uma forma de abuso, que se dá através de palavras amargas. Você tem o vocabulário mais poderoso na casa. Muito mais palavras estão à sua disposição para esmagar seu filho do que seu filho jamais poderia suportar.

Você lança palavras e diz coisas aos seus filhos que não vão voltar depois de serem ditas. São palavras de esmagamento, palavras devastadoras que rompem seus corações. Às vezes eu penso que sarcasmo e zombaria são violências piores do que a própria violência física.

Oitavo exemplo: eu acrescentaria a crueldade física.

Agora, tudo isso é um desafio para nós, não é? É um desafio. Se a criança vive debaixo de críticas destrutivas, ela aprende a condenar. Se uma criança vive debaixo de hostilidade, aprende a brigar. Se uma criança vive sendo ridicularizada, ela aprende a ser tímida e medrosa. Se a criança vive com vergonha, aprende a se sentir culpada. Se a criança vive com a intolerância, ela aprende a ficar com raiva.

Por outro lado, se a criança vive com tolerância, ela aprende a ser paciente. Se vive com incentivo, aprende a ser confiante. Se uma criança vive com elogios, aprende a apreciar. Se uma criança vive com retidão, ela aprende a ser justa. Se uma criança vive com amor seguro, aprende a confiar. Se a criança vive com aprovação, ela aprende a estar satisfeita. Se a criança vive com amor e amizade, ela ofertará amor e amizade.

Então, nós não queremos provocar nossos filhos. Agora o lado positivo. Por outro lado, “criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” Eles não nascem sabendo obedecer, honrar e tendo um caráter bem formado. Você é que terá que fazer isto. Isso não acontece por acaso.

Criá-los na disciplina e na admoestação do Senhor envolve duas tarefas. Trata-se de evangelizá-los, edificá-los. A palavra no texto original para disciplina significa formação, aprendizagem, ensino e, também, disciplina.

Isso é o que significa a criação de uma criança. É a formação através da imposição de regrass impostas em amor, de recompensas, de disciplina e punição. Você, como pai, deve fazer tudo isso.

Susanna Wesley, a mãe de 17 crianças, incluindo John e Charles, escreveu certa vez: “O pai que age para subjugar a vontade própria de seu filho, trabalha em conjunto com Deus na renovação e salvação de uma alma. O pai, que é indulgente com a vontade própria do filho, faz o trabalho do diabo, tornando a religião impraticável, a salvação inatingível, e faz tudo o que pode para afogar alma e corpo de seu filho no inferno para sempre.”

Criar na instrução ou na admoestação do Senhor, no original grego significa “instrução verbal com vistas a julgamento”.

Deixe-me colocar isso de maneira muito simples. O pior problema que seus filhos têm, o pior assunto que eles têm que enfrentar, a realidade mais devastadora na frente deles é a ira de Deus. Isso está muito além do que qualquer outra questão.

Sua primeira responsabilidade, como pais, é mostrar-lhes como poderão escapar da ira de Deus. Isso é que é o grande problema; esse é o seu maior problema.

Você não pode simplesmente dizer a seus filhos que Jesus quer resolver seus problemas, Jesus quer lhes dar propósitos, quer acalmar seus corações perturbados, que Jesus quer fazer suas vida plenas.

Você tem que começar com a ira de Deus. O pior problema que seus filhos têm é a terminal, final e eterna ira de Deus. A melhor promessa que seus filhos ouvirão na vida é a respeito da salvação de Deus, certo? Então o que você vai fazer para instruir seus filhos acerca disto?

Você pode começar abrindo a Bíblia diante de seus filhos, e talvez você poderia iniciar em Gênesis e lhes falar sobre a criação, a maravilha da criação, e em seguida entrar no capítulo 3 e dizer-lhes que uma coisa terrível aconteceu. Satanás veio na forma de uma serpente; e Eva pecou e Adão pecou, ambos foram amaldiçoados e toda a raça humana caiu em pecado. E é por isso que somos todos maus e é por isso que nós somos todos pecadores.

Então, você vai chegar ao capítulo 5 de Gênesis, e lhes falar sobre Enoque, que foi um pregador. Na verdade, ele é o primeiro pregador da história da humanidade. Conte a seus filhos sobre o que Enoque pregava.

Vá ao livro de Judas e mostre a eles qual era seu sermão: “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.” (Jd. 14b-15). Esse é o primeiro pregador, e esse é o primeiro sermão da história.

Você pode prosseguir lhes dizendo que houve outro pregador, um poderoso pregador chamado Paulo, que disse o seguinte: “quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder”. (2 Tes. 7b-9).

O primeiro pregador na Bíblia, Enoque, e um dos últimos, Paulo, pregaram a mesma mensagem. Então você pode voltar a Gênesis, capítulo 3 e lhes mostrar que quando Adão e Eva perceberam que haviam pecado, que estavam nus, eles tentaram resolver esse problema a seu modo, fazendo um ‘saiote’ de folhas. Mas era uma solução que não iria funcionar. As folhas iriam apodrecer…

Mas, aí você abre espaço para contar a eles as boas notícias: Deus veio e Deus matou um animal. A primeira morte do mundo, e Deus o matou e tomou a sua pele e os cobriu. Deus quer cobrir nosso pecado.

Como é que Ele vai fazer isso? Bem, lá em Gênesis 3:15, Ele prometeu que haveria um homem, nascido de uma mulher, que um dia esmagaria a cabeça da serpente; e com isso, Ele acabaria com o domínio do pecado.

Quem é aquele homem? Como ele vai fazer isso? Bem, você lhes mostrará Jesus e que Ele se tornou essa ‘cobertura’. Então, você pode ir para Gênesis 22 e contar a seus filhos a história de Abraão e Isaque no Monte Moriá – que é Jerusalém – e falar-lhes sobre o que Abraão disse a Isaque: “Deus vai providenciar um cordeiro”.

Abraão pensou: ‘Deus não vai deixar isso acontecer. Ou Deus vai levantar meu filho dos mortos ou Ele vai providenciar um cordeiro’. E Deus mandou o cordeiro. E mostre que Jesus é esse cordeiro.

Mostre a eles a figura do cordeiro em Êxodo 12, explique a Páscoa. Fale também sobre o sacrifício dos cordeiros em Levíticos 1. E, então, você pode dizer-lhes que quando Jesus veio, João Batista declarou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” E, então, você pode ir para a cruz e dizer-lhes que Ele morreu e ressuscitou…

Tudo isso o que eu acabei de dizer a você, uma criança pode entender, certo? E, então, você poderia dizer-lhes que um dia, quando chegarmos no céu, Apocalipse 5, estaremos reunidos ao redor do trono de Deus e todos cantaremos “Digno é o Cordeiro, digno é o Cordeiro!!”.

Pais, esta é uma responsabilidade tão grande! Mas temos um grande Deus e uma grande mensagem. Dê a seus filhos o Evangelho na forma mais rica e completa que você puder e, depois, continue a edificá-los com a Palavra de Deus.

Pai, nós Te agradecemos pelo tempo maravilhoso que tivemos em comunhão durante todo o dia de hoje.
Obrigado por Tua verdade, a Tua palavra. Tua Palavra é a verdade.
Obrigado, Senhor, por essas pessoas preciosas. Eu oro por todos nós que somos pais e avós.
E por todos nós, que somos casados – maridos e esposas.
E oro pelos solteiros, Senhor. Conduza-os aos seus parceiros, segundo Tua vontade.
Para que constituam famílias e suscitem filhos piedosos, a fim de transmitir a justiça de uma geração para a seguinte, transmitir o Evangelho, o testemunho da verdade do Evangelho para a próxima geração.
Ajuda-nos a plantar árvores, árvores que forneçam sombra para a próxima geração.
Obrigado pelo privilégio, obrigado pelo poder do Espírito para cumprirmos tudo isso.
E agradecemos por Tua Palavra, que nos dá a instrução e a verdade que precisamos.
Em nome de Cristo . Amém.


Este sermão é uma série de 4:

Criar sombras para os filhos (1)
Criar sombras para os filhos (2)
Criar sombras para os filhos (3)
Criar sombras para os filhos (4)


Este texto é uma síntese do sermão “Creating Shade for Your Children, Part 2”, de John MacArthur em 17/01/2016.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/90-480

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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