Tratando Jesus com indiferença

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Mateus 11
15 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
16 Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros,
17 E dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.
18 Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio.
19 Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por suas obras.
20 Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo:
21 Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza.
22 Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós.
23 E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.
24 Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.

Nosso Senhor esperava que as pessoas entendessem e respondessem à sua mensagem, e a respondessem de forma adequada.
Ele repetiu várias vezes: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 11:15). Esta frase está em vários lugares no Evangelho de Mateus e nas cartas às igrejas no Apocalipse (Caps. 2 e 3).

Nos versos anteriores, sobre João Batista, o Senhor está convidando as pessoas não só para ouvi-lo, mas ouvir a João também. Se eles escutassem João, iria escutá-lo também.
João veio à frente de Jesus preparando seu caminho. “Eis que diante da tua face envio o meu anjo, Que preparará diante de ti o teu caminho” (Mateus 11:10).
Mas ao chama-los, Jesus reconhece que a maioria não o escuta. É um princípio bíblico básico o de que os homens têm que se posicionar diante da verdade.
Aos homens é dada uma escolha quando confrontados com a verdade de Deus: Escutar, crer e tomar atitudes sobre ela ou rejeitá-la.

Os dez primeiros capítulos de Mateus revelam mensagens da revelação de Jesus Cristo. E agora os capítulos 11 e 12 registram para nós vários tipos de respostas a Ele.
Houve dúvidas honestas, como a de João Batista, que padecendo na prisão, enviou discípulos seus a perguntar-lhe: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”.
Dúvidas honestas podem ocorrer mesmo no caso de um verdadeiro crente.
Mas Ele também enfrentou questionamentos em forma de blasfêmias no capítulo 12 de Mateus.

Mas, no texto de hoje, Ele se depara com duas respostas, que são muito comuns: A crítica e a indiferença.
Referem-se ao que os homens fazem e não fazem. E o homem pode ser condenado ao inferno tanto por aquilo que não faz como pelo que faz.
Quando você olhar o grande julgamento do trono branco (Apocalipse 20:11-15), é certo que algumas pessoas vão dizer como defesa: “Eu nunca fiz nada”. E esta será a sua condenação: Eles nunca fizeram nada.

O versículo 15 é uma chamada a crer, a ouvir com fé. Mas aquela geração não quis ouvir. E assim Ele faz uma pergunta: “Mas, a quem assemelharei esta geração?” (v.16).
A maioria deles não estava interessada em ouvir Jesus Cristo. Embora houvesse tantas evidências de que Ele era o Messias vindo de Deus.

Uma das coisas que os caracterizava era que eles eram apenas críticos, não importasse o que Ele fizesse ou o que Ele dissesse, eles criticavam. Eles estavam apenas procurando algo para implicar.
Como nos dias de hoje. Não importa qual é a mensagem, não importa o que é dito ou o que é feito pela igreja ou por aqueles que representam Cristo, a maior parte do mundo será sempre crítica.
Por que eles são assim? Eles não estão buscando a verdade, não estão abertos à verdade, não vão reconhecer o seu pecado, não estão interessados em um Salvador e então eles simplesmente sentam e criticam.

“Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes” (v.16-17).

O centro de cada cidade e aldeia era um lugar chamado “ágora” em grego, que significa mercado. E em certos dias aqueles espaços eram lotados de pessoas para um tipo de feira.
E era um lugar favorito para as crianças quando eles tinham horas livres ou quando seus pais estavam ao redor no mercado. Elas se conheciam, e então se divertiam de várias formas.
Isso seria como um parque público ou uma praça da cidade. E, de fato, nos dias em que o mercado não estava lá, era um grande espaço aberto para as crianças brincarem.

Sempre que um casamento ocorria, havia um desfile pela cidade com os noivos, seus amigos e familiares. As pessoas se alegravam com eles com danças e flautas.
Naturalmente isto encantava as crianças. Elas brincavam constantemente simulando uma festa de casamento.
Assim como havia o desfile por um casamento, também havia os cortejos fúnebres, com sons de lamentos. As crianças também brincavam simulando um funeral.
Mas havia algumas crianças que não queriam brincar nem sobre algo alegre e nem triste. Irritadas, elas ficavam de fora criticando.

Agora o princípio desta parábola é muito claro.
Jesus diz que estas crianças que recusam tanto uma coisa como outra era uma figura daquela geração. Apenas havia nela um espírito amargo, crítico e contrário.

Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio (v.18).

João Batista veio em um modo de funeral. Veio austero.
“Tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre” (Mateus 3:4).
Não tinha relações sociais normais. Ele viveu no deserto (Lucas 1:80).
Por todas as definições humanas ele era um recluso e um eremita (que vive solitário). Ele veio martelando a mensagem de julgamento e condenação ao fogo.
Ele falou sobre um machado que iria cortar a raiz da árvore. Ele gritou para o arrependimento e a demonstração do fruto de arrependimento (Mateus 3).
Quer dizer, ele veio em um modo de funeral. Ele veio sério e austero. Ele viveu para além das relações normais de vida. Nunca entrou em atividades sociais.

Quando os líderes religiosos mandaram mensageiros para questionar quem ele era, respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto” (João 1:23).
E você sabe o que eles disseram sobre João Batista? “Tem demônio. Está possuído”. Quer dizer: Um homem que age tão estranho é possuído por espíritos malignos.
Israel não via um profeta havia 400 anos. Diante deles surgiu o maior homem que havia vivido até Jesus (Mateus 11:11).
O maior profeta do Antigo Testamento (Lucas 7:28). O precursor do Messias (Lucas 1:17). Ele era sem igual. Ele trazia a mensagem do Céu.

Mas os críticos diziam: “Ah, ele é louco, insano e possesso”.
Talvez eles estivessem igualando João Batista ao endemoninhado de Gadara (Marcos 5:1-5), que vivia longe do convívio social.
Em vez de verem a vida de João Batista como uma repreensão a vida deles, eles optaram por ridicularizá-lo.

“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por suas obras” (v.19).

Na sequência de João Batista, veio o Filho do homem. E Jesus usa Seu título humano aqui. Ele veio na Sua humanidade. “Comendo e bebendo”.
Em outras palavras, Ele era o oposto de João. Ele veio e entrou no fluxo da vida social. Ele vinha às refeições e participava das atividades sociais.
Ele estava em casamentos, em funerais, em eventos especiais, nas sinagogas, no templo. E andou de aldeia em aldeia.
Ele estava no barco com os pescadores. E Ele estava lá onde eles estavam. Ele era uma parte de suas vidas e Ele compartilhou comida e bebida com eles. Ele veio em um modo de casamento. Percebe?

Os discípulos de João Batista questionaram a Jesus: “Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?” (Mateus 9:14).
Jesus respondeu-lhes: “Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão” (Mateus 9:15).
Em outras palavras: “Ei, vocês não jejuam em um casamento! O Messias está aqui, isto é uma celebração”.

A acusação falsa deles é que Jesus seria um homem glutão, que praticava a glutonaria, um homem de apetite desordenado e comilão.
Outra acusação falsa é que Jesus seria um beberrão, que vivia sob efeito da bebida.
Já estudamos exaustivamente que Jesus usava o vinho diluído em água ou o vinho sem fermentação, o que poderia estimular tanto quanto o chá ou o café.

E, em seguida, eles foram além e disseram: “amigo dos publicanos e pecadores”. Porque Jesus veio se misturar com todos para partilhar a mensagem do Reino dos Céus.
João vivia no deserto, jejuando, desprezando alimentos e isolado das pessoas, eles diziam que ele estava louco e endemoninhado. Jesus veio de modo oposto, eles o criticavam e zombavam também.
O ponto é que eles eram apenas críticos, isso é tudo. Não havia nada que pudesse agradá-los.

William Barclay diz: “O fato é que quando as pessoas não querem ouvir a verdade, elas facilmente encontrarão uma desculpa para não ouvir. Eles nem sequer tentam ser coerentes em suas críticas”.
E assim, nosso Senhor observou que, não importasse o que fizesse, eles não iriam escutar. Eram rabugentos opositores com corações críticos.

No final do versículo 19: “Mas a sabedoria é justificada pelas suas obras” (algumas traduções dizem: “por seus filhos”).
A melhor tradução aqui é obras. É “crianças” em Lucas 7:35 , mas aqui é obras. Em outras palavras:

“Vocês criticam, não importando o que eu faço ou João faz, não importando qual a nossa mensagem. Mas no final a verdade vai justificar-se por aquilo que produz.
Vocês podem criticar o Cristo, mas terão que ignorar as pessoas cujas vidas Ele mudou. Você pode criticar a igreja, mas terão sérios problemas quanto a seu impacto sobre o mundo”.

Você vê, a verdade e sabedoria são justificadas por aquilo que produzem. É um argumento irrespondível.
A sabedoria de João Batista, na mensagem do arrependimento e a sabedoria de Jesus, na mensagem da salvação, foram demonstradas por aquilo que realizaram nos corações e as vidas das pessoas que creram.
Mas eles não queriam nem olhar para a verdade. Eles só queriam criticar a Cristo e o cristianismo. Isso é uma resposta trágica. Porque no final, a verdade vai ser justificada por aquilo que produz.
Ali estava uma geração de críticos, que nunca poderiam encontrar a verdade, porque, em essência, não desejavam a verdade.

A suavidade do verso 19 é dramaticamente quebrada a partir do verso 20, quando Jesus profere duras palavras de juízo contra seus críticos. E isso, é claro, acelera os eventos que levaram ao povo a crucificá-lo.
Ele já havia dito que apenas ouvir suas palavras não resulta em nada. O que ouve e não as cumpre é um insensato que será tragado pela tempestade do juízo (Mateus 7:26-27).
As pessoas não têm que fazer alguma coisa para ir para o inferno. O não fazer aquilo que é a vontade de Deus é o bastante para isto.

Esta foi a Palavra do rei Josias: “Porque grande é o furor do Senhor, que se acendeu contra nós; porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto acerca de nós está escrito” (II Reis 22:13).
Por que Deus estava tão irado? Porque não fizeram o que deveriam ter feito.
É a mesma situação retratada em Mateus 22:1-14, quando o rei chama os convidados as bodas de seu filho, e eles fizeram pouco caso deste convite.
Diante do convite do Salvador, os homens permanecem ignorando e seguindo suas vidas normalmente. O ato de não fazerem o que deveriam fazer é, por si mesmo, o legado que resultará em condenação.

“E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos” (Lucas 17:26-27).
Enquanto Noé fazia a arca para a salvação de sua família, o resto da humanidade vivia seus próprios caminhos. Houve o dia em que o juízo veio e a humanidade naufragou nas águas da reprovação divina.

“Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido…” (v.20).

A suavidade do verso 19 é trocada agora por duras palavras de juízo.
Ele menciona as cidades em que a maioria dos seus milagres aconteceu. “Cidade” não se refere às ruas, edifícios, casas etc., mas às pessoas que lá viviam.
Ele começou a condená-los porque Suas poderosas obras foram feitas na presença deles, mas eles não se arrependeram.
O objetivo básico do Senhor em fazer estes milagres era demonstrar sua natureza divina, levá-los ao arrependimento e vir a Ele. Mas eles se recusaram.

É muito melhor não saber nada sobre Jesus Cristo do que saber e rejeitá-Lo (Hebreus 10:26).
Jesus tinha realizado poderosos milagres dentro de suas vilas e cidades. A eles foram dadas provas contundentes sobre ser Jesus o Messias. Mas eles permaneceram indiferentes.
As obras de Jesus deveriam ter parado as pessoas em seus caminhos, como a mensagem de Jonas parou Nínive em contrição e arrependimento.

Jesus destacou dois exemplos de corações impenitentes nas cidades da Galileia. Em primeiro lugar, versículo 21 e 22: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti Betsaida!” .
Corazim era uma pequena vila, situada nas colinas, a quatro quilômetros ao norte de Cafarnaum, na costa do ponto mais ao norte do Mar da Galiléia.
Betsaida ficava um pouco mais a noroeste, na planície de Genesaré, acima do mar da Galiléia. Foi a cidade natal de Felipe. E foi o lugar de onde sairam André e Pedro.

E Jesus disse: “…Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza…” (v.21).
Como diz João 21:25, as obras de Jesus foram tão grandes, que não poderiam ser todas elas registradas em livros. Nos evangelhos temos apenas algumas delas.

Nas mentes de um judeu galileu, as duas cidades mais miseráveis eram Tiro e Sidon. Eram as cidades dos fenícios e os fenícios eram as pessoas marítimas e comerciais.
Há várias referências terríveis sobres elas no Antigo Testamento (Isáias 23, Ezequiel 26-28).
O livro de Amós diz que eles vendiam judeus como escravos aos edomitas. O livro de Joel diz que vendiam judeus como escravos aos gregos.
Os marinheiros colonizadores, orgulhosos, gananciosos e cruéis, que tinham estado no mar por meses, e até anos, traziam suas imoralidades adúlteras e fornicações.
Jeremias diz que Deus daria a elas o copo do vinho de seu furor e enviaria a espada para destruí-las (Jeremias 25:15-33).
Essas duas cidades estavam no fundo do poço do culto a Baal. As cidades eram imorais, tanto quanto você possa imaginar. E Deus as destruiu.

E, no entanto, nosso Senhor surpreende-os a dizer que elas teriam se arrependido se tivessem visto as obras que Ele fez em Corazim e Betsaida. Em outras palavras: “Vocês são piores do que eles eram”.
Jesus disse isso a uma sociedade com uma moral hipócrita e presunçosa. Era uma ofensa mortal ao judeu, dizer que ele era pior do que um gentio.
Eles não foram capazes de perceber Deus no meio deles. Ele disse que Tiro e Sidon teriam sido capazes de percebê-lo diante das mesmas obras.
Com essas palavras, Jesus acelerou o motim contra ele que terminou com sua crucificação.

Jesus ainda completou: “Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós” (v.22).
O que é o dia do julgamento? Ele tem em mente o grande julgamento final, no trono branco, quando todos os mortos serão levados perante Ele para serem julgados com punição eterna (Apocalipse 20:11-15).
Isso nos diz que há graus de punição no inferno. E o inferno mais grave pertence àqueles que tiveram o Senhor Jesus no meio deles, mas se afastaram do Salvador.
Eles estavam acostumados a pensar em si mesmos como seguros para a eternidade, porque eles eram descendentes de Abraão e tinham suas tradições.
Eles olhavam com desprezo os gentios e esta declaração de Jesus teria sido absolutamente inacreditável e ofensiva para eles.

Em seguida, Ele faz uma segunda declaração: “E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos…” (v.23). Que declaração!
O que ele estava dizendo? Cafarnaum era uma pequena vila de pescadores. Foi onde o Senhor fez sua casa durante seu ministério galileu.
Todos os discípulos misturavam-se com as pessoas e onde o Senhor fez muitos milagres (Mateus 8).
E Cafarnaum tinha uma ilusão de sua prosperidade. Eles diziam: “Nós seremos elevados até o céu”.
Eles eram hipócritas religiosos. Jesus disse: “Serás elevada até o céu? Tu serás levada para o inferno”.
O que resta de Cafarnaum hoje são ruínas. Mas, essa não é a severidade do julgamento. Isto acontecerá na condenação eterna.

Jesus disse: “Se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje” (v.23).
Uma cidade que Deus destruiu com uma chuva de fogo e enxofre. Uma cidade em que um grupo de homossexuais tentou estuprar anjos (Gênesis 19).
Para um judeu não havia nenhuma cidade pior que se poderia pensar. Deus e dois anjos visitaram Abraão, mas quando os dois anjos foram a Sodoma, Deus não foi com eles (Gênesis 18-19).
Os pecados de Sodoma estavam presentes em Cafarnaum? Pode ser que sim, mas não na intensidade dela. E qual foi o pecado de Cafarnaum que a deixou sob grave juízo? Ter ignorado o Filho de Deus.

E qual será a intensidade do juízo sobre Cafarnaum? “Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti” (v.24).
Então, este é o contraste máximo: a cidade mais miserável da história (Sodoma), onde Deus recusou-se a ir, contra a cidade mais abençoada na história (Cafarnaum), onde Jesus morou por algum tempo e fez tremendas obras.
A cidade mais abençoada recebe o julgamento mais severo. Você não pode brincar com Jesus Cristo. Simplesmente trará culpa mais profunda sobre si mesmo.
As abominações indescritíveis de Sodoma, a ponto de Deus destruí-la com fogo e enxofre, terão menos rigor no juízo eterno do que uma cidade indiferente para com Jesus.
Sodoma teria se arrependido se tivesse visto o que Cafarnaum viu.

Você sabe qual foi o maior pecado das pessoas de Cafarnaum? Elas pensavam que já eram justas. Por isso Jesus disse aos líderes religiosos:
“Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer” (Mateus 21:31-32).

Finalmente, o ponto é este. Como poderia Cafarnaum ser pior? Como? O que eles fizeram?
Foi a indiferença. Não há nenhum registro de que eles se opunham a Cristo, ou escarneciam, ou ridicularizavam. Eles simplesmente não prestaram nenhuma atenção a ele.
Seus milagres despertavam curiosidades, mas suas Palavras não produziram nada no coração deles. Eles tinham sua própria justiça. O inferno estará mais quente para eles do que para os sodomitas.
E assim, eu acho que essas pessoas vão ficar um dia diante do tribunal e dizer: “Mas eu nunca fiz nada”. E é exatamente aí a sua condenação mais severa.

“Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve”(Mateus 11:25-26).


Este texto é uma síntese do sermão “Treating Christ with Criticism and Indifference”, de John MacArthur em 20/09/1981.

Você poderá ouvi-la integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/2287/treating-christ-with-criticism-and-indifference

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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