Sou a ressurreição e a vida – III

Imprimir
No 11º capítulo de seu evangelho, João tratou da ressurreição de Lázaro.
Sabemos que Lázaro era membro de uma família pequena: Ele e suas duas irmãs Marta e Maria.
Não sabemos mais nada, exceto que eles creram em Jesus. Marta declarou isto no verso 25: “Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”.
Sabemos também que Jesus os amou, não só com um amor espiritual e divino, mas também com uma afeição pessoal, porque o verbo grego, “phileo” (amor de um amigo) é usado para descrever seus sentimentos para com essa família.

Quando Jesus chegou ao local em que foi sepultado Lázaro, viu uma cena de muita tristeza.
Havia ali muitas pessoas que vieram para lamentar e chorar pela perda desta família (11:29). Maria e Marta estavam chorando a perda de seu querido irmão.
Esta tristeza inicial especial durava sete dias na tradição judaica. Após isto, as pessoas que vieram consolar, ainda ficavam disponíveis, para o conforto e consolo, por um período de pelo menos 30 dias. Aquilo foi um evento naquela comunidade.

Jesus chegou lá e encontrou o túmulo onde Lázaro jazia há quatro dias. Ele estava triste. Há verbos aqui que descrevem uma espécie de tristeza que é realmente quase anormal.
Não apenas chorou por seu amigo. Ele sente a dor de todas as mortes, em todos os relacionamentos humanos, em cada família.
Não só isso, Ele estava cercado por incredulidade, toda uma nação de descrentes e mesmo junto ao túmulo, havia incrédulos.
Ela estava em um ambiente envolvido em incredulidade. Ele também capta a realidade da morte, do castigo eterno e do juízo eterno.
Foi um momento angustiante para Jesus, superada apenas por Sua agonia no Getsêmani, onde Ele entrou em confronto cara a cara com o pecado, que ele próprio iria carregar sobre si.

Ele ressuscita Lázaro e manda deixá-lo ir. Não sabemos mais nada sobre essa cena. Nós não temos mais informações.
A tradição diz que ele viveu mais 30 anos. Talvez seja verdade. Certamente, ele viveu por um tempo.
Nós não sabemos nada sobre o seu reencontro com Maria e Marta.
Nós não sabemos nada sobre o choque e o pavor que deve ter espantado a todos.
Nós não sabemos nada sobre as conversas que Lázaro teve após isso. Você pode imaginar as perguntas.
[Sabemos apenas que, em João 12, Maria produziu uma tremenda cena de adoração ao Senhor, “tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (v.3)]

Tudo o que nos interessa é a glória do Filho de Deus. Quando Ele disse: “Lázaro, vem para fora”, em um momento Lázaro estava lá, esse é o ponto da história. O resto é irrelevante.
Na verdade, no versículo 40, Jesus diz a Marta, “Eu não disse a você que se você crer, você verá a glória de Deus?”
O objetivo de tudo era trazer glória a Deus, e glória ao Deus encarnado, o Senhor Jesus Cristo.

Mas antes de continuarmos o que vimos no domingo passado, eu quero lembrá-lo sobre uma declaração feita por Pedro.
Pedro estava pregando em Jerusalém, no pátio do templo, para os judeus. Foi seu segundo sermão depois da ascensão de Cristo, após o dia de Pentecostes, após o nascimento da igreja, o segundo grande sermão apostólico.
Ele acusa os judeus com algo espantoso: “Vocês mataram o autor da vida” (Atos 3:15). Este ato demonstrou qual era a natureza da descrença da nação.

O desejo dos líderes religiosos em Israel e de todos os que seguiam a liderança deles, era matar Jesus. Eles estavam querendo fazer isto há muito tempo.
Agora, com a ressurreição de Lázaro, eles decidiram que não podiam deixá-lo viver mais tempo. Este milagre é o ponto de ebulição final.
O tempo de Deus havia chegado. Deus queria que Jesus fosse o Cordeiro sacrificial na sexta-feira de Páscoa.
Jesus era o Cordeiro Pascal definitivo. Todos os cordeiros sacrificados no antigo testamento eram uma figura do sacrifício de Jesus.

Jesus disse que Ele era Deus e demonstrou esta verdade por sua vida e obra. Eles tinham duas opções: Crer ou não crer. Não há terceira possibilidade. Não há meio termo e nem uma terceira opção. Jesus disse: “Quem não é comigo é contra mim” (Mateus 12:30).
Os líderes religiosos não creram e odiaram a Jesus. Era um tipo agressivo de incredulidade e desobediência.
Eles tentaram apedrejá-lo (João 10:31), acusaram-no de ser possuído pelo demônio (João 7:20,8:48,52), de estar sob o poder de Satanás (Mateus 12:24).
Eles disseram que ele era um violador da lei de Deus e da tradição religiosa (Lucas 13:14-15). Eles disseram que ele era um blasfemo (Mateus 9:3). Eles disseram que ele era um bêbado e amigo dos pecadores (Mateus 11:19).
Eles rejeitaram seu ensino e sua autoridade. Era uma descrença hostil.

Há um outro tipo de incredulidade. Havia um monte de pessoas que seguiam por causa de seus milagres. Eles estavam curiosos e fascinados. Mas foi algo superficial.
Eles eram como os de João 6, que encantaram-se com os milagres mas rejeitaram suas palavras. Não era uma descrença hostil e violenta. Era uma atitude da qual Jesus disse:
“Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza” (Mateus 11:21).

Não é um lugar seguro ser apenas um curioso. Não é um lugar seguro ser apenas um crente nominal em Jesus, bem como querer sentir emoções. São lugares muitos perigosos.
Havia aqueles que eram hostis e aqueles que eram apenas curiosos ou indiferentes. Dois lugares terríveis.

Mas havia aqueles que creram e o seguiram. Foram poucos que encontraram o caminho estreito. Eles foram os únicos que Jesus chamou de “o pequeno rebanho”.
Eles eram os 11 discípulos. Eles eram aqueles como Marta, Maria e Lázaro, que confessaram que Ele era o Filho de Deus, o Messias, aquele que desceu do céu.

Havia aqueles que se arrependeram, como Zaqueu (Lucas 19:1-10), os samaritanos na aldeia de Sicar (João 4:5-42), como o oficial do rei e sua família (João 4:46-54).
Eles eram como o homem cego, em João 9, que cria, e depois muitos no capítulo 10, do outro lado da Jordão, onde Jesus foi com os seus discípulos e proclamou que era o Messias e muitos creram. Havia outros.

Foi um pequeno rebanho de crentes. Eles estão nos quatro evangelhos. Existiu a crença e a descrença. Havia dois tipos de incredulidade: uma hostil e outra indiferente.
Como chegamos ao versículo 45 de João 11, veremos os crentes, os inimigos violentos e as pessoas indiferentes.
Portanto, temos aqui no final deste capítulo, uma síntese do que você vê através de todo o ministério de Jesus e, na verdade, o que você vê até hoje.
Temos hoje pessoas que creem no Senhor Jesus Cristo, pessoas violentamente hostis a Ele e há pessoas totalmente superficiais, em atitude igualmente condenável.

Os que creram em Jesus

João 11
45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.

Quem era esses “muitos”? “E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão” (11:19).
A família de Lázaro, Maria e Marta era muito conhecida. Eles viviam em uma cidade chamada Betânia, cerca de 3 km a leste de Jerusalém, em torno do lado do Monte das Oliveiras.
As pessoas de Jerusalém poderiam ir lá facilmente. Betânia estava na estrada para Jericó. As pessoas de Jerusalém atravessavam Betânia para ir a Jericó. Muitos conheciam quem eles eram.

Não havia ali somente moradores de Betânia, mas pessoas que vieram de Jerusalém para visita-los. Talvez cem ou mais pessoas estivessem ali.
A ressurreição aconteceu, e os enlutados ainda estavam lá. Eles conheciam Lázaro. Eles sabiam que ele estava morto. Eles sabiam que ele esteve na sepultura por quatro dias. Eles sabiam o que isso significava, porque os judeus não embalsamavam os corpos.
Lázaro saiu da sepultura. O milagre foi tão claro, inconfundível, inegável. Seus corações se abriram para a realidade de que Jesus era verdadeiramente quem Marta disse que era.
Ele é o Messias, o Filho de Deus, aquele que desceu do céu, o Deus Eterno encarnado. Eles tinham visto a glória de Deus. Eles estavam convencidos. Eles creram.

Há uma espécie de fé que não salva.
“E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome” (João 2:23). Mas… “Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia” (João 2:24).
Nicodemos o saudou dizendo: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus”. Isto não é suficiente. Ele não disse: “Você é o Messias, o Filho de Deus, aquele que desceu do céu”, como Marta fez.

No capítulo 6 de Joao, muitos os seguiam e queriam fazê-lo rei: “Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte” (João 6:15).
Mais tarde, as mesmas pessoas estavam dizendo: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (João 6:60) e muitos deles o abandonaram (João 6:66);
No capítulo 8 diz que “muitos creram nele” (João 8:30). Mas Jesus diz: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos, E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32).

Não se trata de uma fé qualquer. Ela se traduz em obediência. Há um tipo de fé que não é suficiente para salvar.
Ao longo de toda a história do evangelho e da proclamação das Escrituras, houve aqueles que creram. O Senhor tem o seu povo em todo o mundo. Ele virá busca-los de todas as línguas, tribos, povos e nações.

Muitos daqueles que estavam ali creram verdadeiramente em Jesus, mas não todos.

Os que recusaram Jesus de forma violenta

João 11
46 Mas alguns deles foram ter com os fariseus, e disseram-lhes o que Jesus tinha feito.
47 Depois os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho, e diziam: Que faremos? Porquanto este homem faz muitos sinais.
48 Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação.

Os fariseus eram muito poderosos. Eles dominavam as pessoas com as suas leis, regras e restrições.
As pessoas praticamente baixavam suas cabeças diante dos fariseus. Se você não fizesse isso, você seria expulso da sinagoga, e se você fosse expulso da sinagoga, você se tornava um ninguém.
Algumas daquelas pessoas que estavam ali, consolando Marta e Maria, eram bajuladores farisaicos. Quando eles viram o que estava acontecendo, eles decidiram denunciar aos fariseus.
Eles não tinham como negar que Jesus havia ressuscitado um homem que estava morto. Eles sabiam que Lázaro estava morto há quatro dias.

Eles estavam preocupados mais com os fariseus do que com suas próprias almas. Isto é o que a religião falsa faz.
A religião falsa permite que você desista de sua própria alma para agradar alguém que é o destruidor de sua alma.

Eles relataram o que viram. Eles viram o milagre. Eles descreveram o milagre com uma intenção sinistra.
Eles sabiam o quanto os fariseus odiavam a Jesus. Eles foram lá enfurecê-los ainda mais. Tornaram-se cúmplices deles. Eles venderam suas almas ao diabo.

Esta é a dureza do coração humano. Por que eles odiavam tanto a Jesus? Jesus havia dito: “O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más” (João 7:7).
Eles o odiavam porque eles eram maus, a religião os tornou piores. Eles não eram apenas maus por causa de seus pecados, como todos os pecadores são, eles eram maus na sua justiça.

Você vê as profundezas da incredulidade, as profundezas das fortalezas contra Deus na religião.
Deus expôs sua glória através de Seu Filho. O que a religião fez diante disso? Convocou uma reunião dos chefes dos sacerdotes para combatê-lo. Eles seriam os saduceus e fariseus. A elite religiosa, ou seja, pessoas com dinheiro, poder e influência.
Eles perguntam: “Que faremos? porquanto este homem faz muitos sinais, se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação” (v.47-48). Ou seja: – Nós temos que pará-lo.

Será que eles temiam mesmo as implicações políticas? De uma reação dos romanos? Na realidade, não.
Eles estavam dizendo: “Temos que parar de falar. Temos que agir. Este homem está fazendo grandes sinais. Todos vão segui-lo”.
Eles inventaram um suposto desastre político, imaginário, porque eles queriam Jesus morto. Eles odiavam a Jesus.
Eles queriam um discurso político para que todos acreditassem que Jesus era uma ameaça para a existência da nação. Foi uma ideia inventada como um pretexto para justificar o assassinato de Jesus.
Eles usaram o mesmo argumento para pressionar Pilatos: “Se soltas este, não és amigo de César” (João 19:12). [Eles odiavam a Cesar, mas ainda assim disseram: “Não temos rei, senão César” (João 19:15)].

Quando os apóstolos foram para Tessalônica, alguns dos judeus ficaram furiosos e denunciaram-lhes aos magistrados, dizendo: “Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui” (Atos 17:6).
E qual foi o argumento que usaram? “Todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus” (Atos 17:7).
Ou seja, os mesmos argumentos que eles usaram para matar a Jesus. Eles fingiram preocupação com o bem estar de Roma.

Os líderes religiosos judeus fizeram a mesma coisa por muito tempo, dizendo que os cristãos queriam iniciar uma revolução contra Roma.
Eles sabiam que Jesus não era um revolucionário. O que Jesus disse? “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21).
Jesus nunca pegou numa espada, nunca começou uma revolução e não era anti-romano.
Jesus não tentou libertar, politicamente falando, a nação. Jesus não tentou equilibrar a economia.
Jesus não pregou reformas sociais. Jesus não começou um exército. Ele não chamou pessoas para defendê-lo.
Ele era manso, humilde e compassivo. Ele não saiu por aí matando pessoas. Ele gastou seu ministério em dar vidas aos mortos.

Eles sabiam de tudo isto. Mas queriam criar um cenário, de enorme potencial, para justificar a morte de Jesus. Eles temiam que todos cressem nele.
Seus piores inimigos, as pessoas que realmente o crucificaram usando as mãos dos romanos, acreditavam em seus milagres. Eles não tinham outra escolha. Eles não queriam perder suas posições.

João 11
49 E Caifás, um deles que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis,
50 Nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação.

Caifás, um homem desprezível. Ele era genro de Anás, que tinha sido o sumo sacerdote.
Roma tinha o poder de destituir qualquer sumo sacerdote. A figura do sumo sacerdote tornou-se símbolo de busca de poder político e bajulação.
As pessoas disputavam a compra e venda desta posição. Há referências, no Novo Testamento, de Anás e Caifás sendo o sumo sacerdote ao mesmo tempo, o que feria a Lei.
Caifás ocupava a posição porque ele não era uma ameaça para Roma. Ele foi o último sumo sacerdote, digamos, mais ou menos oficial.
A função do sumo sacerdote humano, existente da Lei de Moisés, estava a uma semana de ser extinto na cruz.
No exato momento em que Jesus morreu na cruz, o véu do templo se partiu (Mateus 27:50-51), o sistema sacerdotal tornou-se nulo e sem efeito.
Após a cruz, a função do sumo sacerdote tornou-se algo meramente humano e fruto da religiosidade vazia. Jesus tornou-se o eterno sumo sacerdote.

Caifás diz: “Convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação” (v.50). Ou seja, ele diz que se eles matassem Jesus, salvariam a nação.
Como estranhamente verdadeira é essa afirmação! Mas não da maneira que ele pensava.
As palavras de Caifás têm uma realidade de ressonância profunda da verdade que ele nunca sequer compreendeu.
Mas observe os próximos versos:

João 11
51 Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação.
52 E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.

Na sua perversidade brutal, ele acabou dando uma declaração clara sobre o sacrifício substitutivo expiatório de Jesus Cristo.
Ele, sem saber, acabou falando da expiação substitutiva. Ele não tinha ideia do que ele estava dizendo.
Não é surpreendente? Deus usou Ciro (rei da Pérsia), que não o conhecia, para cumprir a profecia de retorno dos judeus à sua terra, a reconstrução de Jerusalém e do tempo (II Crônicas 36:22-23).
Não há limites para o que Deus possa fazer. Caifás não tinha ideia do que ele estava falando. Ele quis dizer uma coisa, mas Deus fez daquilo algo totalmente diferente, dentro de seu soberano propósito.

Assim, com as palavras ignorantes de Caifás, Deus declara o verdadeiro impacto da morte de Cristo. Ele iria morrer para salvar a nação, mas não fisicamente, como Caifás imaginou.
Cerca de 40 anos depois, a nação foi destruída em um holocausto romano. Mas espiritualmente, Jesus iria morrer, não somente para salvar Israel espiritualmente, mas também pessoas de todas as nações da terra.

João 11
53 Desde aquele dia, pois, consultavam-se para o matarem.

O discurso de Caifás funcionou. Eles decidiram matá-lo. Não demorou muito tempo. No final da semana seguinte, durante a páscoa, eles cumpriram seus intentos.
Mas, o cordeiro pascal definitivo, Jesus Cristo, morreu na cruz para cumprir o soberano propósito do Pai, que foi estabelecido na eternidade.
O momento da cruz foi estabelecido por Deus e não por Caifás e todos que ali estavam se amotinando contra o Filho de Deus.

Os que recusaram Jesus com indiferença

João 11
54 Jesus, pois, já não andava manifestamente entre os judeus, mas retirou-se dali para a terra junto do deserto, para uma cidade chamada Efraim; e ali ficou com os seus discípulos.
55 E estava próxima a páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da páscoa para se purificarem.
56 Buscavam, pois, a Jesus, e diziam uns aos outros, estando no templo: Que vos parece? Não virá à festa?
57 Ora, os principais dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, para o prenderem.

A morte de Jesus havia sido decidida pelos líderes religiosos.
Jesus se tornou um fora da lei e teve que escapar, pelo menos por alguns dias, até que Ele voltasse na semana seguinte, quando entraria em Jerusalém aclamado pelas multidões, sabendo que o seu tempo havia chegado.

Muitos estavam curiosos e agitados. A Páscoa dos judeus estava próxima. Muitos subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificar, conforme II Crônicas 30.
Eles estavam reunidos em busca de Jesus. Ele era o tema da conversa através de toda a nação.
Eles estavam dizendo uns aos outros: “O que você acha?”. “Ele não virá para a festa?”.
Eles sabiam o que os líderes religiosos pensavam. Eles sabiam que Jesus era odiado.
Havia uma ordem para que as pessoas denunciassem onde Jesus estava, para que fosse preso.

O que posso dizer sobre as pessoas desta multidão? Curiosos? Certo. Eles sabiam sobre Jesus? Sim.
Fascinado com Jesus? Certo. Onde ele está? Eles querem vê-Lo. Eles querem ver os seus milagres.
Eles deviam estar pensando: Será que Ele vai nos mostrar algo? Ele faz shows.
O que aconteceu quando Jesus veio? O que aconteceu? Capítulo 12 nos diz o que aconteceu.
Eles gritaram: “Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor” (João 12:13).
Uau! A entrada triunfal na segunda-feira. Na sexta-feira, o que eles estavam gritando? “Crucifica-o! Crucifica-o! Crucifica-o!

Essas são as únicas opções quando se trata de Cristo. Crer, e todas as evidências contribuem para isto, ou rejeitá-lo. Você pode rejeitá-lo com hostilidade, animosidade e ódio; ou rejeitá-lo com indiferença.
Mas não há só o céu. Há também o inferno. Se você rejeitar Jesus com ódio ou rejeitá-lo com bons sentimentos, você acabará no mesmo inferno.
Jesus disse para aqueles que não creram nele: “Porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados” (João 8:24).
A questão é a mesma pergunta que Jesus fez a Marta: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João 11:26). Essa é a pergunta.
Marta respondeu: “Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo” (João 11:27).

Pai, nós te agradecemos pelo tempo que temos sido capazes de olhar para este realmente surpreendente capítulo.
Mais uma vez acabamos de frente à decisão de todas as decisões, a escolha de todas as escolhas: Crer em Ti ou não.
Eu oro, Senhor, para que o Senhor produza fé em nós. Sabemos que a fé é um dom de Deus.
Na tua palavra temos a realidade do céu e todas as suas alegrias e do inferno com todos os seus horrores.
Abre nossas mentes e corações para não alojarmos qualquer animosidade ou indiferença para com Cristo.
Que a plena fé em Jesus seja real em nós. Ele, a única esperança do céu.
Obrigado pelo poder de sua Palavra.
É nos dito na Escritura que o Espírito Santo nos convence da verdade das Escrituras e testifica que somos teus.
E Ele não testemunha nem acima e nem ao lado da Escritura, mas através da Escritura.
Agradecemos mais uma vez porque o Espírito Santo atesta a veracidade das Escrituras através da própria Escritura.
Derrama sobre nós tua glória. Oramos em nome de Cristo. Amém.


Este estudo está dividido em 4 partes:

Parte 1: A morte para a glória de Deus
Parte 2: Eu sou a ressurreição e a vida – Parte 1
Parte 3: Eu sou a ressurreição e a vida – Parte 2
Parte 4: Eu sou a ressurreição e a vida – Parte 3


Este texto é uma síntese do sermão “I Am the Resurrection and the Life, Part 3”, de John MacArthur em 28/09/2014.

Você poderá ouvi-la integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/43-60/i-am-the-resurrection-and-the-life-part-3

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


Você pode gostar...

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.