Sou a ressurreição e a vida – I

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Voltamos à história de Lázaro, no décimo primeiro capítulo de João. Foi o último milagre público que Jesus fez.
Foi um milagre notável, feito em um momento muito estratégico, pouco antes da Páscoa e da cruz.
Feito em um lugar chamado Betânia, que é distante cerca de 3 km a leste de Jerusalém, na estrada de Jericó.
Aquela estrada estava literalmente cheia de peregrinos que se dirigiam para a Páscoa. A notícia deste milagre multiplicou-se.

A ressurreição de Lázaro reforçou, em certa medida, a fé dos discípulos. Não foi o suficiente para levá-los a crer plenamente na ressurreição de nosso Senhor, mas foi um fato muito importante naquele momento.
A ressurreição de Lázaro deu uma prévia da ressurreição de Cristo, que os ajudou a crer que isso poderia acontecer, porque tinham visto Seu poder de ressurreição.
Jesus já havia ressuscitado duas pessoas (Marcos 5:22-43; Lucas 7:11-15) logo após a morte delas, mas agora era diferente, ali estava um homem enterrado há quatro dias.

A ressurreição de Lázaro também era uma evidência monumental da divindade de Cristo.
Foi tão difundida que forçou os líderes do judaísmo a precipitarem a questão da morte de Jesus, porque sua influência crescia assustadoramente.
Então, tudo isto está por trás da cena quando chegamos ao capítulo 11. O capítulo inteiro, basicamente, é sobre este milagre e seus resultados.
Daremos sequência ao que vimos domingo passado e nos próximos dois domingos continuaremos.

Eu quero que você se concentre no início da mensagem, nesta manhã, em dois versos no capítulo, o 25 e 26: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?”.
Isto é a essência do que está sendo transmitido neste milagre. Há uma série de outros elementos importantes, mas o foco principal é demonstrar que aquele que é a ressurreição e a vida é o Cristo, o Filho do Deus Vivo.

Você precisa entender duas coisas: Você vai morrer e você não está no comando de quando, onde e como será sua morte.
Mesmo se você decidir se matar, não estará no comando das circunstâncias e exigências que o levará a esta decisão errada e irrevogável.
Você não está no comando de sua morte, e o melhor que você pode fazer é estar pronto para quando isso acontecer.

Veja o que a Bíblia diz:

“Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte…” (Eclesiastes 8:8).
“Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4:14).
“O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece” (Jó 14:1-2).

Mas, todo o ser humano viverá para sempre. É o que diz a palavra soberana de Deus.
E não só você vai viver para sempre no espírito, como vai viver para sempre em uma forma corpórea ressuscitada, ou no céu ou no inferno.
Você vai ser ressuscitado dentre os mortos. Todo o ser humano vai. Na verdade, Jesus vai levantar todos da morte. A morte do corpo não é o fim de ninguém.

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo; E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:26-29).

Existem apenas dois lugares e duas existências possíveis depois desta vida: Um sem Deus e com os horrores do remorso e castigo; e um com Deus e as alegrias da bênção e recompensa.
Então, como se chega ao céu? “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

Aqui nosso Senhor não só diz que Ele será o juiz e aquele que ressuscita os mortos, mas Ele é a ressurreição e a vida. Não é apenas algo que ele faz para dar vida. É a sua própria pessoa. “Nele estava a vida” (João 1:4). “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).
Ele é a ressurreição e a vida. Ele tem o poder de criar a partir do nada, e ele tem o poder de ressuscitar os mortos, porque Ele é a vida.
Ele não chama a Sua vida de qualquer outra pessoa ou em qualquer outro lugar. A própria vida existe nele. Ele é a vida. Esta é a Sua natureza, e Ele é a vida eterna.
Tudo o que existe, no mundo espiritual ou físico, foi feito por Ele. Ele deu vida a tudo o que vive (Colossenses 1:16-17).
Ele é o Criador da vida porque Ele é a vida, Ele vai levantar todos os mortos e dar-lhes um corpo para a sua morada eterna.
A morte do corpo não é o fim. A morte do corpo é apenas um começo para a eternidade. Uma gloriosa e outra terrível.

João 11
17 Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.
18 (Ora Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.)
19 E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão.

Quando o Senhor chegou a Betânia, Lázaro já estava sepultado há quatro dias (v.17), em estado de decomposição. Marta lhe disse: “Já cheira mal, porque é já de quatro dias” (v.39).
Eles viviam em um mundo onde não havia necrotérios e empresas funerárias. Os temidos horrores da morte eram mais visualizados que hoje.
Uma morte causava impacto em toda vizinhança. No caso de Maria, Marta e Lázaro, que deveria ser uma família conhecida na cidade, muitas pessoas visitaram a casa deles.

No capítulo 10, Jesus estava em Jerusalém e saiu de lá porque não era ainda o momento de sua morte. Os religiosos queriam apedrejá-lo.
Eles o rejeitaram como uma nação. Eles o rejeitaram como líderes religiosos. O Filho de Deus, o Salvador do mundo, o Messias prometido, foi rejeitado por seu próprio povo (João 1:10-11).
Ele vai embora para o outro lado do Jordão, para um lugar chamado Betânia, onde João Batista começou a batizar. Muitos ali creram nele (João 10:42).
Curiosamente, o lugar à direita, próximo a Jerusalém, onde Maria, Marta e Lázaro viviam também era chamado de Betânia, que significa “casa dos pobres”.
Quando Jesus disse que iria para lá, os discípulos temeram sua morte. Tomé disse: “Vamos nós também, para morrermos com ele” (João 10:16).
E, de fato, aquele milagre é o início de uma sequência que terminou com a crucificação de Jesus. Ele deu vida a um homem morto e deu a Sua vida no mesmo lugar.

Ele vai até aquele local por sua bondade. Não só isso. É o propósito de Deus que Ele levantasse aquele homem da sepultura publicamente, por assim dizer, na própria estrada de Jericó a Jerusalém, onde os peregrinos estavam se dirigindo para a Páscoa. A mesma Páscoa em que Jesus foi crucificado.
Em um lugar muito público, aquele milagre teve um grande número de testemunhas oculares. E eles saíram dali e levaram a história para Jerusalém.
A fé dos discípulos foi fortalecida. Os líderes religiosos ficaram perturbados, o prenderam e o mataram naquela mesma semana.
O tempo de Deus havia chegado. Quando Jesus foi preso, ele simplesmente disse a seus inimigos: “Esta é a vossa hora e o poder das trevas” (Lucas 22:53).

Muitos dos judeus tinham ido consolar Marta e Maria. Isto é o que era um costume normal. Uma tradição.
Quando alguém morria, eles sepultavam imediatamente. As pessoas eram avisadas e havia um cortejo até o local do sepultamento.
O luto durava sete dias e as pessoas cuidavam dos parentes em luto. Havia muita frequência de pessoas na casa dos enlutados.
Então Jesus chegava a um local com muita gente, talvez mais de uma centena de pessoas. Estavam lá para serem testemunhas oculares da ressurreição de Lázaro. Claro, eles não sabiam disso. Jesus volta à cena da morte, anuncia que Ele é a vida e dá vida.

João 11
20 Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa.
21 Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

Estas duas irmãs eram diferentes em sua personalidade e temperamento.
Em Lucas (10:38-42), Maria estava sentada aos pés do Senhor, ouvindo a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços.
E Marta vai até Jesus e diz ousadamente: “Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude”.
Jesus respondeu-lhe: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”.

Ao saber que Jesus estava vindo, Marta corre ao encontro dele e Maria fica para trás. Maria estava com o coração partido e não sabia que Jesus estava vindo.
Marta e Maria haviam compartilhado um pensamento em comum: Jesus deveria ter estado lá; e se Jesus não tivesse saído, Lázaro não teria morrido (v.21,32).
E foi exatamente isto que Marta disse a Jesus: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (v.21).
No texto de Lucas, Marta diz a Jesus o que Ele deveria dizer a Maria. Agora ela o repreende novamente e lhe diz que se Ele tivesse feito o que deveria ter sido feito, seu irmão não teria morrido. Que ousadia, não?
Mas o Senhor sempre andava sob o controle do Espírito Santo. Ele sempre estava no lugar certo e no tempo certo, conforme a soberania de Deus havia determinado desde a eternidade.

João 11
22 Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus te concederá.
23 Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.
24 Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

Ela não tinha dúvidas do poder de Jesus em curar os doentes e tinha certeza que Jesus gostaria de ter curado Lázaro de sua enfermidade, porque o amava (v.3).
Mas sua pequena fé a impedia de crer que Jesus pudesse ressuscitar Lázaro dentre os mortos, ainda mais por ele ter morrido há quatro dias.
Ela cria em tudo que Jesus dizia ser: “Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo” (v.27).
Ela entendia o senhorio de Cristo, que Ele era o Messias, que Ele possuía a natureza de Deus e que Ele era o Filho de Deus. Ela entendia que Ele veio do céu para o mundo. Ela entendia sua encarnação.
Ela também entendia, pelo testemunho que ela dá no versículo 22, que Ele, em Sua encarnação, submeteu-se à vontade do Pai, e só fazia o que o Pai lhe mostrava a fazer, e o que o Pai queria que ele fizesse; mas o que Ele pedia ao Pai consistente com a Sua vontade, o Pai lhe daria o poder de fazer.

Jesus diz a ela: “Teu irmão ressuscitará” (v.23). Ela mostra um pouco mais de sua fé: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia” (v.24).
Ela sabia que há uma ressurreição futura. Como ela sabia disso? Ela conhecia o livro de Jó e de Daniel:
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus” (Jó 19:25-26) .
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2).

Ela sabia das palavras de Cristo de que Ele ressuscitaria os mortos (João 5:27-29; 6:37-44,54).

João 11
25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
26 E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
24 Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

Jesus disse “Eu sou” a ressureição. Tremendo isto. É um dos sete “Eu sou” de Jesus no Evangelho de João. Ele já havia dito:
“Eu sou o Pão da Vida” (6:35,41,48,51); “Eu sou a luz do mundo” (8:12); “Eu sou a porta das ovelhas” (10:7); “Eu sou o bom Pastor” (10:11,14); “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida” (14:6); “Eu sou a videira verdadeira” (15:1,5).

“Eu Sou” é o nome de Deus (João 8:58; Êxodo 3:14). Ele não disse “Eu posso ressuscitar os mortos e dar-lhes vida”, mas “Eu sou a ressurreição e a vida”. Eu sou a personificação da vida. Eu sou a vida.
Assim como em João 14: 6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida”. Não apenas no futuro. Ele não disse “Eu serei”, mas “Eu Sou”. Jesus é a própria vida. Ele é a vida eterna. Porque Ele vive, nós também viveremos.
Tudo isto estava implícito: “Eu Sou o Deus Eterno na forma de um homem”. Sua divindade sempre revelada por Ele e testemunhada por João.

“Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos” (II Timóteo 2:11).
“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3:4).
“Jesus é as primícias dos que já morreram, Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem”. (I Coríntios 15:20).

Ele venceu a morte, saiu da sepultura em ressurreição triunfante e gloriosa, para dar a vida eterna para todos os que creem nele. Você crê nisto?
Você crê que Ele é a ressurreição e a vida? Você crê que Ele é o Messias que desceu do céu, o Filho de Deus, o Salvador do mundo? Você crê que Ele é o Senhor? Você crê?
“Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho” (I João 5:11).
Marta cria em tudo isso. Ela deu esse testemunho (v.24) Ela cria que Jesus era o caminho da salvação.
Ela nem sequer sabia sobre a cruz e a sua ressurreição de Jesus, porque ainda não tinha acontecido. Mas ela cria que em tudo que havia sido revelado até aquele ponto.
Ela era uma santa do Antigo Testamento. Ela era uma crente do Antigo Testamento. Ela dizia: “Eu creio, Eu creio”.

Essa é a pergunta para todos: Você crê?
O testemunho de Seu poder estava prestes a ser exibido diante dessas testemunhas oculares, no caso da ressurreição de Lázaro.
Bem como o testemunho de Sua própria ressurreição, quando Ele apareceu aos apóstolos e a quinhentas pessoas.
Se você não crê, então você é como os líderes religiosos judeus. Você não crê porque você odeia a justiça e ama o pecado. Você não crê porque você ama seus maus atos.
“Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas, Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus” (João 3:20-21).

João 11
28 E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.
29 Ela, ouvindo isto, levantou-se logo, e foi ter com ele.
30 (Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.)
31 Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali.
32 Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

Jesus ainda não havia entrado na aldeia, mas ainda estava no lugar onde Marta o encontrara. Maria foi ao encontro dele. As pessoas, próximas a Maria, pensaram que ela tinha ido ao túmulo para chorar.
Ela estava inconsolável há quatro dias. O que fizeram aquelas pessoas? Foram atrás de Maria. Ou seja, a nuvem de testemunhas da ressurreição de Lázaro havia se formado.
Maria caiu os pés de Jesus e disse a mesma coisa que Marta havia dito: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”.

João 11
33 Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.
34 E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
35 Jesus chorou.
36 Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.

Esta é uma cena. Um tipo de choro forte, lamentos profundos. Jesus ficou profundamente comovido, emocionado.
Isto é como o que a epístola aos Hebreus diz: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4:15).
Ele amava Lázaro (v.3). A palavra grega deste verso é “Phileo”. Ou seja, ele tinha uma afeição de amigo por Lázaro.

Todos reconheceram o quanto Jesus amava aquela família. Mas havia algo mais do que isso.
Não é apenas a dor que Ele sente da perda de um amigo e de se identificar com o sofrimento de Marta e Maria.
Ele sentiu uma dor muito mais transcendente. Ele sentiu uma dor cósmica.
Ele sabia que estava cercado por incrédulos, representantes de uma nação de descrentes, que não iriam recebê-lo e enfrentariam uma morte eterna.
Ele entendia a dor e o sofrimento de toda a humanidade, que enfrenta a mesma hora inevitável de perdas humanas.
Mas Ele entendia o quão grave é essa perda, quando vista de outra forma: Uma eternidade no inferno.

Este foi um momento maciço de agonia. Talvez um pouco como Sua agonia no jardim do Getsêmani (Lucas 22:39-46), quando Ele estava como que antecipando o que seria tomar o cálice da ira de Deus. Sua agonia ali tornou seu suor em gotas de sangue.
Ele viu muito mais do que pessoas lamentando uma morte. Ele viu o que o pecado tem feito para o mundo. Ele estava ali rodeado de descrentes, vendo as duas mortes diante dele: A de um corpo e da alma daquelas pessoas.

Ele sentiu cada dor, não só a dor da perda de seu próprio estimado amigo, sua própria dor; não só a dor de Maria e Marta, não só a dor de todo o resto das pessoas que tinham perdido o seu amigo, mas a dor que vai literalmente ser imposta a cada família humana ainda a viver neste planeta, que enfrentará a mesma realidade.
E o pior, a dor da incredulidade e seu resultado horrendo. Ele sentiu tudo isto.

Ao ver o túmulo, temos o menor versículo da Bíblia: “Jesus chorou” (v.35).
No grego, “chorou”, neste caso, significa uma súbita explosão de lágrimas. Ele literalmente não pôde segurá-las.
Não foram lágrimas sentimentais. Foi uma manifestação chocante dos cuidados de nosso Sumo Sacerdote.
As pessoas falaram: “Vede como o amava!”. Isso era verdade. Eles usaram “Phileo”, amor e carinho de um amigo.
Mas era toda a realidade do pecado, da morte, da incredulidade e julgamento no inferno que estava por trás dessa cena.
Ele estava à beira do túmulo, chorando. O que acontece em seguida é surpreendente.

Senhor, que privilégio é estar em Betânia e experimentar tudo isso.
Senhor, obrigado pela riqueza de Tua Palavra. Ela é um tesouro sem medida para nós.
Cristo Vive em Tua Palavra e por ela nós também vivemos.
Obrigado Senhor por tornar Cristo real para nós.
Cremos e temos toda a certeza de que Ele é o Cristo, o Filho do Deus Eterno encarnado, que veio a este mundo.
Cremos que Ele é a ressurreição e a vida, e que um dia Ele vai levantar todos os mortos.
Mas mesmo agora, como a ressurreição e a vida, Ele pode dar vida aos pecadores, mortos espiritualmente, que creem em seu nome.
Ele não só ressuscitou Lázaro, mas também Ele mesmo ressuscitou dos mortos para resgatar os mortos no pecado.
E porque Ele vive na glória eterna, viveremos lá também. Senhor, cremos nisto!
Pai, nós te agradecemos pelo que o Senhor tem feito hoje.
Sabemos que a Tua Palavra nunca volta vazia, mas realiza sempre o propósito para o qual o Senhor a enviou.
Conduz nossas vidas nos caminhos eternos em Jesus. Amém.


Este estudo está dividido em 4 partes:

Parte 1: A morte para a glória de Deus
Parte 2: Eu sou a ressurreição e a vida – Parte 1
Parte 3: Eu sou a ressurreição e a vida – Parte 2
Parte 4: Eu sou a ressurreição e a vida – Parte 3


Este texto é uma síntese do sermão “I Am the Resurrection and the Life, Part 1”, de John MacArthur em 14/09/2014.

Você poderá ouvi-la integralmente (em inglês) no link abaixo:

http://www.gty.org/resources/sermons/43-58/i-am-the-resurrection-and-the-life-part-1

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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