A Restauração de Pedro

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Eu estava sentado e ouvindo, com júbilo, o testemunho dessas pessoas que declararam submeter-se a Cristo e obedecê-lo.
Veio logo a minha mente João 21, quando o Senhor Jesus vem a Pedro e restaura seu relacionamento com ele, colocando-o novamente em um curso sintonizado com a eternidade.
Não foi simplesmente uma restauração de seu relacionamento com a igreja, com algum grupo de estudo da Bíblia, nem a um conjunto de doutrinas, nem relacionamento com irmãos, nem mesmo a sua relação com a Bíblia, mas uma restauração do relacionamento de Pedro com Jesus.
O relacionamento com Deus é a base da vida cristã. Tudo depende deste fundamento.

Ouvimos pessoas falarem de relacionamentos com muitas coisas no meio da igreja, mas vazias quando o assunto é o relacionamento pessoal delas com Jesus.
Qual é a natureza de seu relacionamento com Cristo? Como você definiria isto?
Você é como o apóstolo Paulo, orando para “conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte” (Filipenses 3:10)?
Ou será que a sua vida cristã foi reduzida às atividades religiosas e sua espiritualidade nada mais é que algumas pequenas fórmulas?

Não importa que tipo de atividades cristãs você se envolva, a pergunta é: Qual é a sua relação pessoal com Cristo? Porque isso é o que realmente é a sua vida cristã.
Podemos ter diferentes graus de conhecimento bíblico, diferentes graus de experiência na igreja, diferentes graus de oportunidades em termos de serviço do Senhor ou dons espirituais, mas a verdadeira questão é esta: Qual a medida de seu relacionamento pessoal com Cristo?

Pedro tinha passado três anos com o Senhor Jesus, teve o que você, provavelmente, chamaria de uma relação bastante intensa.
Ele entendeu que Cristo era Deus em carne humana. Ele entendeu que Cristo era o Messias. Ele entendeu o Seu poder milagroso. Ele entendeu que não havia ninguém como Jesus. Mesmo os pagãos sabiam que ninguém nunca havia falado como Jesus falou ou fez o que fez.
Pedro certamente estava tão próximo a Cristo que ousou repreendê-lo. Isso não é inimaginável? Veja isto:

“E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso” (Mateus 16:22).

“Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo” (João 13:8).

“Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás. Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes” (João 13:36-38)

Que ousadia, não? E, claro, quando o momento do teste veio, ele entrou em colapso e negou a Cristo publicamente.
E, quando olhamos para João 21, vemos que o Senhor vem para restaurá-lo. Pedro foi chamado para ser um apóstolo e pescador de homens (Mateus 4:18-19). Pedro era o líder dos doze. Ele foi escolhido pelo Senhor Jesus, pessoalmente, como parte do círculo íntimo de três, incluindo Tiago e João (Mateus 17:1-9).
Ele ficou perto o suficiente a Jesus Cristo para andar sobre a água (Mateus 14:29), para falar em profunda revelação que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus Vivo (Mateus 16:16), para ser surpreendentemente ousado ao agarrar uma espada no jardim para tentar defender Cristo contra os que vieram prendê-lo(João 18:10).
Ele também foi o próprio modelo de fraqueza, negando Jesus com maldições (Mateus 26:74), perdendo a coragem, agindo em desobediência, medo e covardia.

Quando nos aproximamos de João 21, poderíamos dizer que a condição do relacionamento de Pedro com Cristo não era o que deveria ser. Após negá-lo, ele saiu e chorou amargamente, porque ele imediatamente foi confrontado com a realidade de sua fraqueza humana e seu coração se encheu de arrependimento.
Vamos ver o que estava contido na reconstrução de uma relação adequada com o Senhor.

João 21
1 Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim:
2 Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.
3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.

Jesus ressurreto, o Senhor que venceu a morte e saiu da sepultura, já havia aparecido em várias ocasiões aos discípulos.
Eles estavam ali, na Galileia, porque Jesus os havia ordenado irem para um monte e a esperar por Ele: “E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado” (Mateus 28:16).
Pedro, como um líder, conduz os demais a uma pescaria, ou seja, desobedecendo ao que o Senhor tinha dito: “aguardá-lo num monte”. Mas Pedro diz: “Vou pescar”.

Você pode perceber muito sobre o que Pedro disse. Se você olhar para o texto grego, pode indicar que ele estava dizendo: “Eu estou voltando para fazer o que eu costumava fazer”.
E ele pode muito bem ter pensado: “Você sabe, eu tenho sido realmente um fracasso como apóstolo, eu neguei a Cristo três vezes com maldições. Eu falo demais. Eu já disse tantas coisas tolas. Eu quase me afoguei por falta de fé. Então, talvez seja melhor eu voltar a fazer o que costumava fazer. Vou pescar”.
E todos os outros discípulos, que vieram basicamente da mesma profissão de pescador, tornando-se impacientes e com uma fé falha, disseram: “Nós iremos também”. E foram. Pedro era, de fato, o líder deles.

Eles entraram no barco e naquela noite não apanharam nada. Claro, o Senhor afastou deles todos os peixes. Nenhum peixe chegou perto daquele barco.
E, claro, você sabe o que Pedro estava pensando: “Eu não sei como ser um apóstolo, mas pescar eu sei e posso”.
E o Senhor estava dizendo: “Oh não, você não pode. Você só pode pescar se houver peixes”. Eles saíram, trabalharam a noite toda e não pegaram nada. E isso é difícil de acontecer quando você pesca a noite toda.

João 21
4 E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus.
5 Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não.
6 E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.

Frustrados pelo fracasso da pescaria, ele percebem um homem na praia. Os discípulos não sabiam que era Jesus. Ele chegou, assim como Ele disse que faria, só que ele teve que descer o monte para encontrá-los, por causa da desobediência deles.
Jesus disse, em outras palavras: “Crianças, vocês não tem qualquer peixe, não é?” E eles responderam-lhe: “Não”.
Jesus mandou que eles jogassem a rede do lado direito do barco, que eles achariam peixes.
Imagine você falando isto a pescadores experientes. Se eu fosse um deles, eu diria: ‘Será que ele pensa que os peixes escolhem um lado do barco para ficarem? Será que ele pensa que já não tentamos de tudo?’.
Mas eles fizeram o que Jesus disse, eles perceberam algo diferente naquela ordem. Os peixes, assim como os ventos na tempestade (Mateus 8:26-27), o obedeceram, e se aglomeraram em grande quantidade ao lado do barco.

João 21
7 Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o SENHOR. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar.
8 E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados ), levando a rede cheia de peixes.

João refere-se a si mesmo como “aquele discípulo a quem Jesus amava”. Não estava dizendo que Jesus só amava a ele, mas era uma honra para ele dizer que ele era amado por Jesus. Que honra maior alguém poderia ter? Ele disse a Pedro: “É o Senhor”.
Quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, ele não disse: “Nós vamos estar aí em um momento”, apenas vestiu sua roupa exterior e lançou-se ao mar.
Ele não queria ver o Senhor a menos que estivesse devidamente vestido. Atitudes repentinas que eram típicas de Pedro. Os outros discípulos vieram no barco, arrastando uma rede cheia de peixes.
Pedro teve problemas para sustentar um relacionamento com Cristo, mas ele realmente queria este relacionamento. Ele odiava suas próprias deserções. Sua mente estava confusa. Suas atitudes estavam confusas.

João 21
9 Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão.
10 Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes.
11 Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede.
12 Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor.
13 Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe.
14 E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos

Então, quando eles chegaram em terra, viram peixes já nas brasas e pão. Jesus tinha feito o café da manhã. Você sabe como Jesus faz ‘café da manhã’? Fogo, peixe e pão.
Jesus chegou ao encontro dos discípulos, que estavam em uma postura de desobediência.
E era essencial para Ele restaurar o relacionamento com eles, em particular com Pedro, porque Pedro era muito importante como líder.
[Diante deles, naquela pesca extraordinária, mais uma vez Jesus demonstra sua divindade. E João, seguindo firme seu propósito em mostrar Jesus como o Deus Eterno encarnado, registra este fato para todas as gerações da igreja].

João 21
15 E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.
16 Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
17 Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus diz: “Pedro, amas-me mais do que estes?” Alguns pensam que a palavra “estes” referia-se aos “peixes, redes e barcos”. Outros pensam que Ele quis dizer sobre os outros discípulos, afinal Pedro havia dito: “Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu” (Marcos 14:29).
Jesus poderia muito bem estar dizendo: “É realmente verdade que você me ama mais do que estes homens?”.
Em qualquer caso, ele está dizendo a ele: “Você me ama supremamente?”.
Ele disse: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo.” Ele disse: “Apascenta meus cordeiros”. Jesus repete a pergunta e ouve a mesma resposta.
Então Jesus pergunta pela terceira vez, porque Pedro o tinha negado Cristo três vezes. Ele estava dando uma oportunidade para a restauração completa.

Quando Jesus pergunta para Pedro se ele o ama, Jesus usa o verbo grego “ἀγαπάω” (“Agapão”), querendo saber se Pedro é capaz de amá-lo com todo o seu coração, de forma profunda e incondicional. Contudo, Pedro responde que o ama com o verbo “Phileo” (afetuosa consideração, amizade), ou seja, Pedro o amava de forma incompleta.
Eu acho que Pedro estava dizendo: “Eu não posso dizer “Agapão”. E ele estava tão triste porque Jesus perguntou pela terceira vez, não porque era a terceira vez, mas era como se Jesus dissesse “Eu não penso que você tem o direito de afirmar que me ama, com base no modo que você tem agido”.
E assim, é como se Pedro respondesse: “Não olhe para a forma como eu agi, Tu sabes tudo, Tu sabes que te amo. Olhe para o meu coração”. E Jesus disse-lhe: “Então Apascenta as minhas ovelhas”.

O primeiro e principal componente de um relacionamento correto com Cristo é o amor por ele.

Quando você se perguntar. .. “Qual é a condição de meu relacionamento com Jesus Cristo?”, você tem que perguntar a si mesmo: “Eu amo a Jesus Cristo mais do que qualquer outra coisa?”. Essa é a pergunta que ele estava fazendo a Pedro.
Jesus nos ensinou esta avaliação: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37).
Qual a prova que amamos a Jesus? “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23).
Ou seja, nosso amor por Ele coloca relacionamentos, bens, projetos, realizações e qualquer outra coisa em segundo plano. Este amor será verdadeiro à medida que o obedecemos. A falta de obediência é uma prova que não temos uma fé verdadeira.

O segundo componente de um relacionamento com Cristo é o sacrifício por Cristo

João 21
18 Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras.
19 E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.

No versículo 18, Jesus diz a Pedro, em outras palavras: “Em sua juventude, Pedro, você basicamente fazia o que desejava, andavas por onde queria e controlava a sua vida. Mas quando você envelhecer, alguém vai amarrá-lo como prisioneiro e transportá-lo. Você não vai ter qualquer controle sobre ele. Em sua juventude você tinha o controle, na velhice não”.
Ele estava descrevendo a morte com que Pedro iria glorificar a Deus.

E isso é essencialmente o que ele está dizendo a Pedro. Ele questiona se Pedro está disposto a dar sua vida por Ele.
Ele estava dizendo que Pedro pagaria o preço máximo, ou seja, uma morte sob muitos sofrimentos.
Qualquer relação legítima com Jesus Cristo, que afirma que Ele é o Senhor supremo e amado, é caracterizada por uma obediência a todo custo.
O sacrifício de um discípulo por Ele é nada menos do que um sacrifício até à morte. Isso é o que Jesus quis dizer quando disse: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Marcos 8:34). A cruz é um símbolo de morte.
Certamente a marca do amor é sacrifício. Jesus disse: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13).
Se há alguma coisa em sua vida que você não quer sacrificar por Cristo, é uma clara evidência da superficialidade do seu amor por Ele.

[E quando Pedro estava para ser condenado à morte na cruz, por seu testemunho de Cristo, ele falou estas serenas palavras:
“E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações, sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já me tem revelado. Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas” (II Pedro 1:13-15).
Não era mais o Pedro que negou a Jesus para salvar sua vida, mas o Pedro que, diante da morte na cruz, estava apenas preocupado com a continuidade da obra do evangelho].

Em terceiro lugar, tal como está no verso 19: Seguir a Cristo.

João 21
19… E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.
20 E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair?
21 Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será?
22 Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.

E isto é tão maravilhoso. Jesus diz no final do versículo 19, “Siga-me”. Não é uma ordem difícil de compreender.
Aparentemente, Jesus começou a andar, e, o versículo 20 não diz que “Pedro o seguiu”, ele diz, Pedro fez … O quê? … Voltou-se.
Não demorou muito para que Pedro tenha se virado e viu João, e questiona a Jesus: “O que acontecerá com este homem?” Agora Pedro já não está mais preocupado consigo mesmo, mas com João.
Eu amo a resposta de Jesus: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”.
Numa relação correta com Cristo nunca devemos ter por parâmetro outras pessoas, temos apenas que avaliar e discernir nossa própria fidelidade e disposição.
E como Pedro entendeu isto? “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (I Pedro 2:21).

Por fim, como sempre há pessoas que conduzem boatos para frente, João apenas observa: “Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?” (v.23).
Mas Jesus está simplesmente dizendo a Pedro: “Se você quer uma relação comigo, você tem que parar de se preocupar com outras pessoas e me seguir”. Isso é obediência, meu amigo, e obediência é fundamental para uma relação com o Senhor. “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15:14).
Jesus havia dito: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (João 10:27).

João termina com estas palavras:

João 21
24 Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
25 Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.

Esse versículo sempre me intrigou. Eu gostaria que houvesse mais coisas escritas. Há muitas coisas deixadas de fora. Algum dia, no entanto, nós saberemos.

Então aqui o Senhor Jesus Cristo restaura seu relacionamento com Pedro, definindo que este relacionamento teria que ser caracterizado por amá-lo acima de qualquer coisa. Sacrificando, por Cristo, tudo e qualquer coisa, inclusive sua vida. E segui-lo a qualquer custo, não importando o que Ele pede de você e o que ele pede a outros.

Se você olhar para sua própria vida agora e você diz para si mesmo: “Eu quero saber qual a condição do meu relacionamento com Cristo”, então estas são as coisas simples e necessárias para considerar.
Eu amo ao Senhor Jesus Cristo? Eu o amo mais do que qualquer outra coisa? Ele é a alegria do meu coração?
Ele é o meu prazer constante? Meu prazer é estar em sua presença, demonstrado pelo tempo na Palavra e tempo de comunhão com Ele?
Eu amo Cristo mais do que amo qualquer coisa, seja minha carreira, minha profissão ou qualquer outra coisa. Eu tenho um amor supremo por Cristo?

Eu estou disposto a sacrificar tudo por ele, mesmo que isso signifique que algum dia alguém vai me amarrar e levar a minha vida? Eu o amo a este ponto?
Estou disposto a levar a minha cruz e morrer por Ele? Ou há coisas que são mais preciosas na minha vida do que Cristo e não estou disposto a sacrificar nenhum delas?
Eu vou segui-Lo? Vou segui-Lo não importa o que isso signifique? Vou segui-Lo não importa o que Ele peça a mim? E não importa o que Ele não pede a outra pessoa?

Todas essas perguntas definem para você o seu relacionamento com Cristo.
“Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” (João 21:25-27,33).

Pai, obrigado por este dia maravilhoso. Obrigado por compartilharmos Tua Palavra.
Obrigado por nos mostrar, através das relutâncias de Pedro, o caminho correto para um relacionamento contigo.
Obrigado por demonstrar que queria abençoá-lo, que o Senhor controlava tudo em sua vida, até mesmo os peixes. Obrigado por tuas providências, demonstrando Teu poder e soberania a Pedro.
E então, o Senhor lhe pediu para confiar em Ti e te amar e dar a vida por Ti e te seguir.
O Senhor fez isto por nós também. Demonstrou Teu poder, disposição, providência, soberania e nos pede a mesma coisa que pediu a Pedro.
Que possamos dar tudo para Ti, em interminável amor, obediência, sacrifício e seguindo teus passos.
Em nome de Jesus, amém.


Este texto é uma síntese do sermão “Restoring a Right Relationship to Christ”, de John MacArthur em 11/04/1993.
Você poderá ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:
http://www.gty.org/resources/sermons/80-115/restoring-a-right-relationship-to-christ

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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2 Resultados

  1. Rafaella disse:

    Ó Deus! Ensina-me Te amar!
    Estou muito grata a Deus por este texto, como o Senhor é bom!

  2. Roberto ssntos disse:

    Necessidade,deste relacionamento.

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